TV Brasil vai transmitir jogos da Série C

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) fechou negociações com a CBF para comprar os direitos de transmissão da Série C. Ao todo, serão 54 jogos transmitidos com exclusividade para a TV aberta, canal internacional e para a TV a cabo. A TV Brasil e as Rádios EBC – Nacional e MEC – transmitirão 10 jogos da fase final do campeonato da Série C deste ano e 44 jogos do campeonato de 2013.
A EBC também assinou, na última quinta-feira, 30, contrato para a transmissão, pela Rádio Nacional, dos jogos da Copa das Confederações 2013 e da Copa do Mundo 2014. Vale lembrar que a Rádio Nacional foi a primeira emissora brasileira a transmitir uma Copa do Mundo, em 1938, na França. 

O lançamento da camisa Gloriosa

O Botafogo, em parceria com a Puma, lança nesta quarta-feira a camisa dedicada exclusivamente às mulheres. A homenagem  se estenderá em um evento especial para as alvinegras. A partir das 17h, na Loja Oficial do Botafogo, na sede do Mourisco, no Rio, elas são as convidadas de honra do projeto “Você é Gloriosa”. No lançamento presencial da camisa Gloriosa, a Loja Oficial estará toda decorada, com iluminação temática e uma ilha exclusiva de produtos femininos. O “Espaço Glorioso” virará, por um dia, “Espaço Gloriosa”, com exposição de fotos de torcedoras botafoguenses, celebridades e ex-atletas. As 200 primeiras mulheres receberão uma rosa. E, o melhor, a flor será dada pelos jogadores Renato, Antônio Carlos e Lucas Zen. Modelo da campanha do uniforme, Fernandinha Maia também marcará presença. “A Camisa Gloriosa é uma declaração de amor às mulheres. O que vamos fazer é, presencialmente, declarar esse amor. A Fernanda representa o espírito, a doçura e a delicadeza das alvinegras. E os jogadores virão autografar e prestar essa homenagem”, afirmou o Diretor de Marketing, Marcelo Guimarães.

Agora sim, a história está melhor explicada. Na mulher botafoguense a camisa cor-de-rosa ficará elegante, gloriosa e graciosa. 

O Brasileirinho do Brasileirão

Por Roberto Vieira

Claro.

Coritiba, Sport e Bahia já foram campeões brasileiros. A Portuguesa faturou Rio-São Paulo. A Ponte Preta é o segundo clube mais antigo do país. O Náutico frequentou a Libertadores. Atlético Goianiense e Figueirense possuem história e torcida.

Mas dentro da configuração econômica do nosso futebol. A chance de uma destas equipes faturar o Brasileirão dos pontos corridos. Tende a zero. Mais fácil goleiro de clube nordestino na seleção. Mais fácil nevar no carnaval soteropolitano. Mais fácil torcedor do Leão vibrando com gol Timbu.

Então?

Pois é.

Lá no Blog foi instituído o Brasileirão do Brasileirinho. Um torneio paralelo pra quem tem sonhos infinitos. Como a Taça Almir no Brasileirão 1973. O vencedor ganha o simbólico Troféu Nelson Rodrigues. Troféu do centenário da vida como ela é.

O quê?

OK!

No caso improvável de uma destas equipes também faturar o Brasileirão. Receberá de lambuja o Troféu Sobrenatural do Almeida. Segue para os torcedores – muitos já ultrajados nesse instante. O gráfico da classificação atual. Elaborado pelo editor cá do espaço, Washington Vaz.

Washington que nasceu e cresceu cruzeirense. Mas aprendeu a curtir o América-PE. Misturando periquito com raposa…

A frase do dia

“Gostaria que o Brasil inteiro ficasse de olho no juiz nessa partida. A nova arbitragem da CBF continua favorecendo os grandes. O Palmeiras é o time do Marco Polo Del Nero (vice regional da CBF). E time grande em desespero apela para todas as armas”.

De Guilherme Beltrão, diretor de futebol do Sport, preocupado com o poder de fogo (nos bastidores) do próximo adversário.

Milionário balcão de negócios

Por Gerson Nogueira

A Seleção Brasileira continua a ser uma vitrine de extremo poder de venda. Qualquer jogador, por mais limitado que seja, ganha uma valorização natural ao vestir a camisa amarelinha. Sempre foi assim, mas, nas dimensões superlativas dos negócios atuais, ganha um aspecto ainda mais expressivo.

A notícia da venda do atacante Hulk para o clube russo Zenit por quase inacreditáveis (para o nível do jogador) R$ 153,5 milhões confirma essa capacidade sedutora que o uniforme do escrete ainda tem. Mesmo despencando no ranking da Fifa e sem conquistar um torneio importante desde 2002, a força e o prestígio da Seleção continuam em alta.

Com Hulk, já são cinco os jogadores que participaram dos Jogos de Londres defendendo a seleção olímpica do Brasil a serem transacionados, perfazendo a fabulosa soma de R$ 467,6 milhões. Contribuíram para este valor as transferências de Bruno Uvini (Nápoli, R$ 17,9 milhões), Oscar (Chelsea, R$ 80,7 milhões), Lucas (Paris Saint Germain, R$ 108 milhões) e Tiago Silva (PSG, R$ 107 milhões).

As cifras adquirem relevância ainda maior por ter relação com jogadores da safra olímpica. Não está em jogo a seleção principal, embora dê para desconfiar que o interesse do futebol europeu se localize mais nos atletas jovens. Os mais rodados já não causam grandes emoções, alguns até perderam mercado nos últimos tempos – caso de Kaká, praticamente enxotado do Real Madri pelo técnico José Mourinho.

De negativo, fica a constatação que a Seleção Brasileira continua campo fértil para investidores e negociantes, na mesma proporção em que deixou de ser geradora de encanto pelos campos do mundo. Como decretou John Lennon em meados dos anos 70, o sonho acabou.

A profecia que marcou o rock vale para o futebol espetáculo, que parece ter levado o farelo com a aposentadoria de artistas geniais como Pelé, Garrincha & cia., que davam show e se mantinham leais à bandeira de seus clubes. Claro que eram outros tempos, menos globalizados e mais inocentes, mas a diferença é tão brutal que não pode ser ignorada.

O certo mesmo é que os donos do futebol brasileiro continuarão a explorar a galinha dos ovos de ouro até a exaustão definitiva. Sob um olhar mais lúcido, a vitrine de luxo representada pela seleção olímpica significa apenas que o balcão de negócios se instalou definitivamente na CBF, sob o olhar complacente (e conivente) de dirigentes e comissão técnica. Quando se buscam respostas para a pindaíba de títulos e medalhas de ouro, a resposta talvez esteja exatamente nesse desvario mercantilista.

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Com orgulho e admiração, destaco a homenagem prestada aos companheiros Carlos Castilho, Cláudio Guimarães, Carlos Estácio, Zaire Filho, Jones Tavares e Guilherme Guerreiro através da Enciclopédia do Rádio Esportivo Brasileiro, publicação que será lançada no próximo dia 5, em Fortaleza, durante o 35º Congresso da Intercom.

Organizado pelas jornalistas e professoras Nair Prata e Maria Cláudia Santos, o livro tem prefácio do presidente da Intercom, Antonio Hohlfeldt. O trabalho é a mais nova investigação coletiva do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom, com a colaboração de 121 autores.

Publicação da Editora Insular e com o apoio da Intercom, a Enciclopédia apresenta biografias – com fotos – dos 231 mais importantes radialistas esportivos de todo o país. A história desses personagens é contada por meio da recuperação da trajetória de cada um.

No livro, destaque especial a Carlos Estácio, que está há 58 anos em atividade, como repórter esportivo da Rádio Clube do Pará. Além dos radialistas já mencionados, todos da equipe de Guilherme Guerreiro, a enciclopédia inclui outros nomes do jornalismo paraense, como Ivo Amaral e Linomar Baía.

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Givanildo Oliveira reinicia os trabalhos nesta semana com o desafio de recompor o meio-de-campo do Paissandu depois da perda de seus quatro titulares, expulsos (Harison e Tiago Potiguar) e suspensos (Leandrinho e Vânderson). No caso dos volantes, a escolha óbvia deve recair sobre Fabinho e Ricardo Capanema, embora Neto também tenha chances.

Já para a armação a situação é aparentemente mais simples. Alex Willian e Robinho, que entraram muito bem no jogo contra o Luverdense, têm vagas asseguradas. Aliás, ambos renderam mais para o time do que os titulares Harison e Potiguar.

A partir das definições, o trabalho será o de entrosar as peças que entram e dar ao time a sustança necessária para superar o lanterna Guarani. Mais complicado será resolver o nó do ataque, onde Rafael Oliveira parece ter esquecido o caminho do gol.

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Ingresso a R$ 10,00, com promoção a R$ 5,00 para quem comprar antecipadamente, para a decisão de domingo contra o Mixto. Esta é a campanha que a torcida do Remo lançou nas redes sociais. De vez em quando, os dirigentes deveriam ouvir a voz rouca das ruas.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 04)