Série C: Classificação atualizada do Grupo A

Clube PG J V E D GP GC SD
1  Luverdense-MT 21 9 7 0 2 18 12 6 77.8
2  Fortaleza 21 10 6 3 1 13 5 8 70.0
3  Santa Cruz 14 10 3 5 2 20 13 7 46.7
4  Paissandu 13 9 3 4 2 11 9 2 48.1
5  Salgueiro-PE 13 10 3 4 3 17 17 0 43.3
6  Águia 13 10 3 4 3 14 18 -4 43.3
7  Icasa 12 10 3 3 4 9 12 -3 40.0
8  Treze-PB 10 10 3 1 6 12 17 -5 33.3
9  Cuiabá-MT 9 10 1 6 3 7 10 -3 30.0
10  Guarany-CE 5 10 1 2 7 11 19 -8 16.7

Na raça, Papão arranca empate e volta ao G4

Do pessimismo à euforia. O Paissandu, após sofrer 2 gols do Luverdense, reagiu no segundo tempo e chegou a um empate honroso dentro do estádio. Passos das Emas, em Lucas do Rio Verde, na noite deste domingo. No primeiro tempo, o Luverdense abriu o escore logo no começo da partida. Antes do final da etapa inicial, Harison foi expulso após troca de socos com Tiago III, do Luverdense. Ambos receberam cartão vermelho. Para recompor o time, Givanildo Oliveira tirou Héliton, que não jogava bem, e botou Alex Willian em campo. O Paissandu subiu de produção e criou boas oportunidades, mas o ataque não funcionava, principalmente pela fraca atuação de Rafael Oliveira. Na etapa final, logo nos primeiros minutos, apesar da forte pressão do Papão em busca do empate, o Luverdense aproveitou um vacilo da defesa e chegou ao segundo gol, através de Tatu.

Na saída de bola, porém, o Paissandu empatou, após cruzamento na área, que Pikachu escorou para dentro do gol. Empolgado, o time foi à frente e encurralou o Luverdense. Chegou ao empate nos instantes finais, novamente com Pikachu. Aos 46 minutos, Dalton evitou o terceiro gol do Luverdense em chute de Tatu. Nos acréscimos, Tiago Potiguar foi expulso, deixando a equipe com 9 jogadores em campo. Com o empate, o Paissandu voltou ao G4 do grupo A da Série C. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Águia tropeça em casa diante do Fortaleza

Depois de sofrer uma surra na rodada anterior, jogando contra o Santa Cruz no Recife, o Águia não conseguiu se reabilitar jogando em casa, neste sábado. Ficou no empate, 0 a 0, diante do Fortaleza. Com 13 pontos na classificação, o Águia está em 6º lugar, mas agora corre o risco de terminar a rodada na sétima posição. No primeiro, o time marabaense dominou as jogadas de meio-de-campo, mas criou poucas oportunidades de gol. O Fortaleza ameaçou apenas em cobranças de falta. Na etapa final, o jogo ficou mais aberto, mas prevaleceu o equilíbrio entre as equipes.

Tribuna do torcedor

Por Humberto Jônatas de Miranda (humberto.jonatas@hotmail.com)

Mesmo que a Globo (via TV Liberal), apenas por estar perdendo terreno entre as concorrentes aqui do Pará, tente mostrar certa “atenção” anunciando sua programação personalizada usando seus famosos apresentadores com o “assista aqui na TV Liberal”, a discriminação à nossa gente continua. Ainda não esquecemos aquela cena hipócrita do ex-presidente da CBF, o enrolado Ricardo Teixeira, ao lado da ex-governadora do Pará, Ana Júlia, mostrando-se “interessado” em utilizar Belém como uma das sedes da Copa de 2014. Aquilo foi só um teatro para enganar os tolos. A coisa se repetiu nos recentes jogos olímpicos com o “competente” técnico da “seleção” brasileira, Mano Menezes, em relação ao nosso craque PH Ganso, quando o timinho do Brasil demonstrou mais uma vez sua fragilidade. Todo mundo sabe da competência do nosso atleta. Ele não merecia ser queimado da maneira como foi. Espero que se recupere rapidamente do trauma vivido (do “céu ao inferno”).

Acho que já é hora do povo do Pará exigir mais respeito e consideração, pois todos somos brasileiros e, por sermos do norte, não podemos ser tratados de forma diferenciada. Vamos parar com esse endeusamento em torno dessa “seleção” que nos últimos anos só tem envergonhado o nome do Brasil, inclusive considerando a suspeita de corrupção que está impregnada na CBF.  Aliás, o Congresso Nacional deve agora, custe o que custar, abrir uma CPI para passar a limpo essa questão. A partir daí, poderemos vislumbrar o renascimento da nossa seleção que no passado era chamada “seleção de ouro”.

Finalmente, o papel da imprensa esportiva do Pará é fundamental nesse processo. É preciso liderar essa “revolta” deixando de dar certos destaques positivos (?) para a CBF e essa seleçãozinha fuleira do Mano. Será que a imprensa não está vendo a “crucificação” do nosso Ganso? Quando esse rapaz vai voltar a vibrar com o futebol? Esse negócio de ficar correndo atrás para conseguir trazer seleções para treinar no Pará é muita humilhação! Vamos juntos levantar o nosso astral! Aqui temos torcidas de futebol de peso que merecem mais respeito.

Jornalismo científico em discussão

Encontros e desencontros do jornalismo científico na região foi o tema de debate promovido na última sexta-feira, 31, no auditório do Sindicato dos Urbanitários (na Duque de Caxias), pela Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Secti). O evento, presidido e aberto pelo secretário Alex Fiúza de Mello, teve como convidado especial o professor, doutor e jornalista Wilson da Costa Bueno (Universidade Metodista de São Paulo) e participações da professora Rosaly Brito (UFPA) e da jornalista Jimena Beltrão, do Museu Paraense Emílio Goeldi. O evento, denominado Seminário Estadual de Jornalismo Científico, teve ainda as presenças do jornalista Felipe Melo, de O Liberal, e deste escriba baionense, representando o DIÁRIO DO PARÁ.

Na abertura, para uma platéia de aproximadamente 200 pessoas, o professor Alex Fiúza de Mello observou a importância da discussão sobre a presença da ciência no noticiário dos jornais e o esforço para que frutifique um jornalismo mais atento a respeito de temas científicos nas mais diversas áreas de atividade humana. Anunciou também a criação de um prêmio estadual para estimular a produção de trabalhos jornalísticas relacionados com o segmento e a criação de um grupo de trabalho para discutir o assunto em termos institucionais, sob responsabilidade da Secti.

Wilson da Costa Bueno é um respeitado militante da causa do jornalismo científico no Brasil, defendendo mais espaço para matérias e informações de caráter científico nos veículos de comunicação. Como descreveu Rosaly Brito à certa altura do evento, o papel de Wilson é ainda mais admirável porque  ele não esconde de que lado está, manifestando-se de forma corajosa contra os engodos e truques do chamado “marketing verde” das grandes corporações, denunciando a farra dos transgênicos e as ações predatórias das grandes indústrias. Em sua palestra, o professor traçou um painel crítico da cobertura científica no jornalismo brasileiro.

Segundo Wilson, falta formação qualificada aos jornalistas e um dos caminhos para enfrentar essa realidade é a inclusão de disciplina nas grades curriculares dos cursos de Comunicação Social. Observou que, nas redações, predomina a espetacularização da ciência, citando exemplos como a “síndrome da baleia encalhada”, que motiva olhares rápidos e superficiais sobre a ciência. Prevalece também a sacralização dos organismos científicos, tidos como apolíticos e desprovidos de influência ideológica. Defendeu o questionamento por parte dos jornalistas no sentido de aprofundar denúncias sobre a atividade de grandes corporações, notadamente as que desbravam regiões como a Amazônia brasileira.

A jornalista Jimena Beltrão discorreu sobre o trabalho pioneiro empreendido por informativos internos da UFPA e Embrapa e a experiência inovadora na assessoria de comunicação do Museu Paraense Emílio Goeldi. Reclamou mais espaço para o jornalismo científico nos órgãos de imprensa de Belém e também mais respeito dos órgãos federais para o conteúdo gerado pela assessoria do MPEG. A professora Rosaly Brito foi a mediadora do seminário, pontuando as falas e perguntas com comentários pertinentes sobre a precariedade da cobertura científica no jornalismo local.

Felipe Melo, jornalista que edita a publicação Amazônia Viva, de O Liberal, comentou a experiência de trabalhar em parceria com pesquisadores e cientistas paraenses. Diante de perguntas da plateia, assegurou que a Vale, patrocinadora da publicação, não interfere na pauta e no encaminhamento editorial do suplemento. De minha parte, falei sobre as tentativas do DIÁRIO de abrir espaço para o jornalismo científico, através de séries de reportagens assinadas por repórteres de gabarito, como Ismael Machado e Frank Siqueira. Observei, ainda, a iniciativa de criar uma página semanal – Ciência em Ação – há quatro anos, para divulgação de trabalhos, estudos e pesquisas desenvolvidos pelas dez principais instituições de ensino superior no Pará. Quanto à qualificação dos profissionais, citei a criação da Escola Diário de Jornalismo, que busca complementar conhecimento a estudantes universitários recém-formados. A EDJ prepara em 2012 sua terceira turma, já tendo formado 12 profissionais, 11 dos quais atuam hoje na reportagem do DIÁRIO.

O seminário da Secti é iniciativa das mais interessantes para elevar o nível dos jovens profissionais paraenses. De fato, o jornalismo científico é área ainda quase inexplorada entre nós. O nível geral do debate foi muito bom. Que a experiência frutifique. (Fotos: NEY MARCONDES/Diário)

Ozymandias

Por Luis Fernando Veríssimo

No filme do Woody Allen “Para Roma, com amor”, dois personagens dizem estar sofrendo de Melancolia Ozymandias. O termo foi inventado pelo próprio Woody Allen para seu personagem num dos seus filmes mais subestimados, “Stardust memories”, sua versão do “8 e meio” do Fellini.

A referência é a um famoso poema de Percy Shelley, escrito no século dezenove, que fala da descoberta de uma estátua colossal com a seguinte inscrição na base: “Meu nome é Ozymandias, Rei dos Reis. Contemplem a minha obra, ó poderosos, e desesperem.” Mas em torno da estátua não há vestígio de obra alguma, há só um deserto até o horizonte.

O Ozymandias de Shelley adverte contra a vaidade e a soberba e lembra que tudo no mundo é transitório, incluindo o poder e a glória. A melancolia que leva seu nome vem da constatação da precariedade da vida, do amor e das nossas obras, que mesmo não sendo ozymândicas mereceriam — pelo menos na nossa opinião — resistir aos séculos. Tudo passa, nos diz o poema. No fim, de um jeito ou de outro, sempre vence o deserto.

Com sua preocupação constante com a morte, o Woody Allen não deve estar brincando quando se atribui a tal melancolia. Sua obra talvez dure mais do que a de Ozymandias, de cujo império nunca mais se ouviu falar — apesar da especulação de que “Ozymandias” seria o nome grego do faraó Ramsés II — principalmente agora que a estocagem digitalizada de filmes e fitas os tornou praticamente eternos.

Mas Allen não deve encontrar consolo na ideia de que daqui a mil anos sua obra ainda estará sendo vista. Ele preferiria estar lá para explicá-la. Ele mesmo já disse que não teme a própria morte, desde que não esteja presente na ocasião.

Mas é curiosa a evocação de Ozymandias no filme. Roma é o melhor exemplo mundial de uma civilização vivendo nas ruínas das muitas civilizações que a precederam. De certa maneira, Roma é um antídoto para a melancolia Ozymandias. Nela tudo que já passou continua lá, como paisagem, e a vida que continua entre as ruínas é bela e ensolarada — nos filmes, ao menos — e não dá o menor sinal de ceder ao deserto.

Papão só tem uma baixa para encarar o líder

Para o jogo deste domingo contra o Luverdense, em Lucas do Rio Verde, pelo Brasileiro da Série C, a escalação confirmada do Paissandu é esta: Dalton; Pikachu, Fábio Sanches, Tiago Costa e Pablo; Vânderson, Leandrinho, Harison e Tiago Potiguar; Rafael Oliveira e Héliton. Pela movimentação dos últimos dias, Givanildo Oliveira deu a entender que poderia optar por Robinho desde o começo, ficando uma certa dúvida sobre o outro jogador de armação. No final desta manhã, o técnico confirmou Potiguar na armação e Héliton compondo o ataque, explorando os contra-ataques. A baixa da equipe é na lateral-esquerda. Insatisfeito com o atraso de salários, o lateral Régis pediu liberação e nem foi relacionado para a viagem. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)