Série C: Classificação atualizada do grupo A

Clubes PT J V E D GP GC SD
1  Luverdense-MT 23 11 7 2 2 23 17 6 69.7
2  Fortaleza 22 11 6 4 1 16 8 8 66.7
3  Paissandu 15 11 3 6 2 14 12 2 45.5
4  Santa Cruz 14 10 3 5 2 20 13 7 46.7
5  Treze-PB 13 11 4 1 6 14 18 -4 39.4
6  Salgueiro 13 10 3 4 3 17 17 0 43.3
7  Águia 13 11 3 4 4 15 21 -6 39.4
8  Icasa-CE 12 11 3 3 5 10 14 -4 36.4
9  Cuiabá-MT 12 11 2 6 3 10 11 -1 36.4
10  Guarany-CE 6 11 1 3 7 12 20 -8 18.2

Tribuna do torcedor

Por João Moscoso (joaomoscoso@yahoo.com.br)

Foi mais um golpe recebido pelo fanático torcedor azulino que lotou ontem o Mangueirão com no mínimo 35.000 torcedores presentes. Um golpe que poucos queriam acreditar, mas que estava com grande possibilidade de acontecer. A falta de planejamento, a chuva de contratações, o rodízio de técnicos, o amadorismo e outros fatores mais que nos últimos anos só tem trazido fracasso ao Clube do Remo. Estes erros apenas se repetem com o passar dos anos, e se repetem porque os dirigentes apenas se revezam, não mudam a mentalidade, não buscam profissionalizar, não procuram crescer, é essa “cúpula” que detém o poder no Clube do Remo por anos e anos de fracasso e que não abrem mão do poder por pura vaidade e continuam errando por querer fazer futebol como antigamente, entretanto duvido que nas suas vidas profissionais sejam tão fracassados assim.

Peço em nome de toda a nação azulina, pelo amor de DEUS, larguem do Clube do Remo, clube da minha paixão e de milhões de torcedores espalhados por todo Brasil. Abram espaço pra gente nova, com novas ideias, com mais atitude, com profissionalismo. O fenômeno azul não aguenta mais Cabeças, Klautaus, Ribeiros, Gualbertos… daí por diante. O que vocês poderiam fazer pelo Clube do Remo ninguém faria melhor, vocês levaram meu Leão Azul ao pior momento de sua história, isso não basta para saciar seus egos? Tomem vergonha, sejam homens, honrem as calças que vestem, admitam seus fracassos e passem o bastão pra quem está disposto a mudar, disposto a levar o Clube do Remo ao lugar de onde nunca deveria ter saído, do lugar que vocês tiraram e parece não fazer questão de levá-lo novamente por vaidade, “benefício$$$” próprios e incompetência.

Esse é um desabafo de um torcedor apaixonado pelo Leão, associado do clube, ex-conselheiro, frequentador assíduo do estádio, sócio-torcedor e que tem orgulho de vestir esse manto azul-marinho, que não se envergonha pelas derrotas do seu clube, entretanto tem um sentimento funesto pelos fracassados dirigentes azulinos.

A vitória sem glória

Por Gerson Nogueira

Foi, seguramente, uma das vitórias mais tristes da história do Mangueirão. Ao derrotar o Mixto por 2 a 1, ontem, o Remo foi eliminado da Série D, caindo fora prematuramente da competição nacional e reabrindo mais um período de incertezas em sua história.

O jogo começou da melhor maneira possível para o Remo, com um gol logo aos 2 minutos. A torcida, que compareceu em peso ao Mangueirão, deve ter pensado que veria uma apoteose. Aos poucos, porém, foi descobrindo que a parada seria duríssima.

Apesar da vantagem no placar, o Remo se mantinha atrás, tocando bolas improdutivamente. Apático e dispersivo, como se estivesse deixando o tempo passar. Na verdade, desperdiçava a chance de sufocar o adversário. O Mixto, que ficou assustado com o gol, teve condições de se recompor e até pressionar nos minutos finais do primeiro tempo.

Com exceção do lance do gol, o Remo só chegou com perigo em duas ocasiões. Num chute forte de Ratinho, da entrada da área, e em jogada entre Tiago Cametá e Fábio Oliveira, que o atacante arrematou errado. O Mixto ameaçava em cobrança de faltas, que Ávalos e Dida cometiam sempre que precisavam desarmar um adversário.

Na verdade, foram 45 minutos desperdiçados por um time que precisava descontar uma diferença de dois gols. Afunilando o jogo pelo meio, o Remo não conseguia furar o bloqueio defensivo do Mixto e se conformava em tocar bolas, sem aprofundar os ataques.

Depois do intervalo, Marcelo Veiga manteve a mesma formação, apesar das pálidas atuações de Laionel, Dida e Ávalos. O tempo ia passando, o torcedor se desesperando e o técnico nada de mexer no time. Uma ou outra jogada de Tiago Cametá e Cassiano levavam perigo, mas o Mixto se retrancava e segurava o placar que lhe era interessante.

Até que Fábio Oliveira saiu da área e cruzou da linha de fundo para o cabeceio de Ratinho. A zaga do Mixto ficou olhando o lance, mostrando a fragilidade que o Remo não soube explorar. Com 2 a 0 no placar, a um passo da classificação, o entusiasmo voltou às arquibancadas. O problema é que, logo em seguida, o time perderia duas peças importantes. O próprio Ratinho, substituído por Reis, e André, lesionado, que cedeu lugar a Jhonnatan. As mudanças forçadas, como se veria logo a seguir, seriam determinantes para o resultado final.

Sem André na cobertura, a zaga passou a jogar praticamente de frente para os atacantes do Mixto. No primeiro contra-ataque mais forte, aos 35 minutos, Ávalos se apavorou e cabeceou para trás, permitindo que Nonato fosse à linha de fundo e cruzasse para a entrada de Igor, que fuzilou para as redes. O gol calou a torcida e desnorteou por completo o time remista.

Reis, que normalmente parte para lances individuais, parecia travado. Pegava na bola e tocava para os lados. Não arriscou uma arrancada em direção ao gol, justamente o que mais o Remo precisava naquele momento. Sem Ratinho, o meio-de-campo passou a depender do inoperante Laionel, que errava quase todos os passes.

O sufoco final, com cruzamentos para a área, resultou absolutamente inócuo. Com o nervosismo dos atacantes, a bola rebatia na zaga ou ia para fora. Não havia mais tempo e o Remo, devido à própria incompetência, dava adeus à Série D.

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O festival de arremesso de objetos continua no Mangueirão. Já havia ocorrido no jogo de sábado, entre Paissandu x Guarani de Sobral. Prosseguiu ontem, em maior escala, após a partida entre Remo e Mixto. Revoltada, pequena parte da torcida atirou garrafas, radinhos e tênis para dentro do campo, tentando acertar os jogadores visitantes.

Depois, voltou sua ira para os próprios atletas azulinos, que precisaram sair protegidos pelos escudos do Batalhão de Choque. Cena constrangedora e selvagem, que fechou, da pior maneira possível, uma tarde que tinha tudo para ser de festa e alegria.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 10)

Fenômeno Azul apoiou do começo ao fim

Mesmo com a claudicante campanha do time na Série D, a torcida azulina não negou fogo. Compareceu em massa ao Mangueirão para incentivar o time do princípio ao fim. Cantou o hino do clube, declarou seu amor pelo Remo e lotou as arquibancadas. O público total anunciado foi de 27 mil pessoas, mas visualmente havia muito mais de 30 mil espectadores. A presença do Fenômeno Azul impressionou até os visitantes, que tiravam fotos da torcida e chegaram a posar para fotos tendo as arquibancadas ao fundo.

Com a bola rolando, a torcida fez sua parte, apoiando o time até mesmo nos momentos ruins. Só arrefeceu quando o Mixto fez seu gol, mas instantes depois voltou a empurrar o Remo, embora já não houvesse tempo para reverter a situação. No final do jogo, uma minoria (ligada às torcidas organizadas) hostilizou o time visitante, atirando objetos para o campo, e foi ainda mais agressiva com os jogadores azulinos, que tiveram que deixar o campo protegidos pelos escudos do Batalhão de Choque. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Mixto estraga festa e elimina Leão no Mangueirão

Com gols de Rafael Andrade e Ratinho, o Remo derrotou o Mixto-MT por 2 a 1 na tarde deste domingo, no estádio Mangueirão, e foi eliminado da Série D do Campeonato Brasileiro. Como perdeu o primeiro jogo por 2 a 0, em Cuiabá, o Remo precisava vencer por três gols de diferença. Esteve até perto de estabelecer esse placar, mas vacilou num contra-ataque do Mixto e permitiu o gol que o eliminou a 10 minutos do apito afinal. O jogo começou de maneira elétrica, com o Mixto no ataque. Robinho chegou chutando da entrada da área, mas o goleiro Gustavo espalmou. Logo na sequência, após cobrança de falta pelo lado direito, Rafael Andrade desviou de cabeça para o fundo das redes de Perereca – que estava invicto há quatro partidas.

A partir daí, estranhamente, o Remo se conteve em campo, passando a trocar passes no meio-campo, mas sem manter a pegada ofensiva. O Mixto se recompôs e, aos poucos, passou a ameaçar, criando duas boas situações através de Lei e Nonato. O Remo só voltou a pressionar quase no final do primeiro tempo, em disparo de Ratinho, que o goleiro espalmou e a bola ainda resvalou na trave. Fábio Oliveira também desperdiçou boa oportunidade e o primeiro tempo terminou com a vantagem mínima para os remistas.

Na etapa final, sem mudanças no time, o Remo voltou a repetir falhas de articulação, errando muitos passes e sem contar com um organizador. Laionel, dispersivo, pouco colaborava e as melhores jogadas aconteciam mesmo pelo lado esquerdo, com Tiago Cametá. O problema é que o time parecia preferir o lado direito, com Dida, que pouquíssimas vezes foi à linha de fundo. Sem inspiração e sofrendo com o bloqueio defensivo do Mixto, o Remo só voltou a ameaçar por volta dos 10 minutos, em avanço de Cassiano, que resultou em bola chutada rente ao poste direito do goleiro Perereca.

Somente aos 23 minutos, o Remo chegaria ao segundo gol, em jogada pessoal de Fábio Oliveira, que saiu da área para cruzar na cabeça de Ratinho. O gol levantou a torcida novamente e reacendeu as esperanças de classificação. Logo em seguida, porém, Ratinho pediu para ser substituído e Reis entrou em campo. Poucos minutos depois, André sofreu um corte no nariz e teve que sair. Jhonnatan entrou em seu lugar. Quando o Remo mais parecia empenhado em sufocar o Mixto, veio a ducha de água fria. Aos 35 minutos, um vacilo do zagueiro Ávalos, que cabeceou a bola para trás permitiu ao Mixto a única chance para marcar. E o gol saiu. Nonato recebeu o presente pelo lado esquerdo, foi à linha de fundo e cruzou para a entrada fulminante de Igor, que descontou e calou a torcida nas arquibancadas.

Depois do gol do Mixto, o Remo entrou em desespero e caiu ainda mais de produção. Sem jogadas pelos lados do campo, insistia em tentativas pelo meio e raras arrancadas de Tiago Cametá e Cassiano. Numa delas, aos 43, a bola passou perto do gol de Perereca. O Mixto só ficou rebatendo bolas, esperando o apito final para festejar a classificação à próxima fase. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)