Papão contrata dois veteranos para o meio-campo

O repórter Dinho Menezes, da Rádio Clube, acaba de informar que o Paissandu adquiriu mais dois reforços para a Série C. São o volante Junior Maranhão, de 35 anos, que já defendeu Salgueiro, Santa Cruz, Sport-PE e Mirassol-SP. O outro contratado também tem 35 anos: é Alex Gaibú, meia-armador que já atuou pelo CRB, Fortaleza, Treze, Campinense, Naútico, Ceará e Icasa.

O vôlei apresenta suas armas

O grande sucesso de Mari Paraíba na Playboy estimulou outra jogadora de vôlei a fazer um ensaio sensual. A oposto Sheilla, bicampeã olímpica com a seleção brasileira, será a capa de outubro da revista VIP. A edição será lançada em 28 de setembro. A jogadora assinou o contrato e até já fez as fotos. A produção foi em São Paulo durante a folga de Sheilla após os Jogos de Londres. As duas medalhas de ouro conquistadas pela atleta – campeã olímpica em Pequim-2008 e Londres-2012 – e uma bola de vôlei dourada ajudaram a compor o cenário do ensaio.

Há algum tempo a VIP tenta contar com uma atleta em sua capa. Após o bi olímpico do vôlei feminino, a publicação se movimentou para ter uma das campeãs. Considerada uma das mais bonitas da equipe brasileira, Sheilla foi a escolhida. As negociações começaram logo após a oposto desembarcar no Brasil. Antes de aceitar a proposta, a jogadora do Sollys/Nestlé consultou seus familiares, que não se opuseram ao ensaio. Ela, então, deu o ok para a revista. Durante o período de folga, fotografou e mostrou-se à vontade, deixando de lado sua conhecida timidez.

O blog, como de praxe, dá total apoio à decisão de Sheilla. Nosso lema é: tudo pela transparência. 

A um passo do abismo, Felipão abandona o barco

A iniciativa de deixar o Palmeiras partiu de Felipão. Na reunião desta quinta, ele disse aos dirigentes que as condições de trabalho estavam tão difíceis que não poderia ficar até o clássico de domingo. E afirmou que seria melhor para o clube enfrentar o rival com outro técnico. As palavras de Scolari não pegaram a cúpula palmeirense desprevenida. O presidente Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo, vice-de-futebol, eram contra a ideia de mandar o técnico embora. Mas combinaram que se ele falasse em sair concordariam.

Dito e feito.  Não contestaram Felipão e logo depois divulgaram no site do clube a “demissão em comum acordo.” Apesar de Luiz Felipe sugerir a sua saída, a diretoria pagou uma indenização pela rescisão contratual, conforme mostra reportagem de Danilo Lavieri no UOL Esporte. Decisão que deve gerar mais trubulência no clube, pois se o técnico desejava sair não havia essa necessidade.

Ao dizer que não tinha mais condições de trabalho, Scolari reforçou o sentimento dos cartolas de que ele perdeu o controle sobre os atletas. Ponto para Leão, o favorito do presidente e que já estava na cabeça de Tirone antes mesmo de a saída de Felipão ser definida. O ex-são-paulino tem fama de linha dura. (Do Blog do Perrone)

Números vergonhosos do país do futebol

Por Juca Kfouri

Com a maior parte dos cartolas formalmente amadora, o futebol profissional brasileiro patina com públicos vergonhosos. Na 24a. rodada do Brasileirão terminada ontem isso ficou mais uma vez claro. Houve três jogos com públicos simplesmente ridículos.

No Canindé, embora com a presença do líder do campeonato, apenas 3.600 torcedores para Portuguesa e Fluminense. Em São Januário, com o quarto colocado Vasco, num clássico nacional contra o Palmeiras, apenas 2 mil. E, no gigantesco Serra Dourada, onde cabem 55 mil torcedores, apenas pornográficos 700 pagantes para Atlético Goianiense e Coritiba.

Resultado: a média de público ficou na casa dos 10 mil torcedores por jogo, com o maior público, mais uma vez, e por incrível que pareça, para o Corinthians, que não disputa nada no Brasileirão, contra a Ponte Preta, com 20 mil pagantes no Pacaembu.

E sabe o que CBF faz diante disso?

Rigorosamente nada, nenhuma promoção, nenhuma preocupação, ou pior, mantém os campeonatos estaduais intactos, obrigando o Brasileirão a ter intermináveis rodadas em meios de semana. Estaduais que, diga-se, têm média, no máximo, de 5 mil torcedores por jogo.

Somos mesmo o país do futebol?

Vote no mico da semana

Escolha aqui o seu mico preferido e comente:

1) Remo é despachado da Série D pelo Mixto, com requintes de crueldade com 35 mil torcedores presentes ao Mangueirão. Botou 2 a 0 e permitiu um gol do visitante, aos 30 do 2° tempo, em lambança do ex-jogador Ávalos. 

2) Diretoria, conselheiros e investidores não se entendem quanto à negociação do jogador Pikachu no Paissandu. Preço teria sido subfaturado. Ponte queria pagar R$ 1,3 milhão e presidente do clube anunciou R$ 700.000,00.

3) Presidente do Mixto, empolgado com a “heróica” classificação no Mangueirão lotado, resolve capitalizar ibope em cima do Remo e divulga uma suposta tentativa de suborno, feita através de telefonema anônimo. 

4) Seleção mete 8 a 0 na incrivelmente ruim seleção da China, cujo goleiro tem pouco mais de 1m60 de altura. O mais absurdo da história foi o tom cívico do locutor da Rede Globo, maravilhado com a histórica pelada.  

Cinco candidatos no páreo

Por Gerson Nogueira

A história está prestes a se repetir. Técnicos regionais só são lembrados para assumir o comando de Remo e Paissandu quando não há dinheiro para contratar algum nome de fora. Foi assim nas duas vezes em que Sinomar Naves foi chamado pelo Remo para montar um projeto de reconstrução do time, em 2010 e neste ano. O Paissandu fez o mesmo, recorrendo a Nad e Lecheva quando se desinteressou pelo Parazão 2012 e decidiu economizar uns cobres antes da Série C.

E é justamente a fragilidade dos profissionais nativos, normalmente pouco respeitados pelos dirigentes, que compromete a qualidade do trabalho. Submetidos a pressões de toda ordem, costumam fraquejar e aceitar as interferências da cartolagem. Diante do primeiro resultado ruim, acabam sacrificados.

Como Sinomar, Charles Guerreiro experimentou esse tipo de relação delicada nos dois grandes da capital. Samuel Cândido, Valter Lima e Artur Oliveira viveram a mesma situação no Remo. Agnaldo de Jesus, em grau menor, repetiu trajetória parecida.

Dos seis treinadores citados, cinco são especulados para o papel de executores do novíssimo projeto de recuperação do Remo, depois da recente eliminação da Série D. De todos os candidatos, Artur e Valtinho são os mais cotados, conforme a avaliação corrente entre os dirigentes.

Seja qual for o escolhido, a diretoria deixa claro que irá negociar um contrato de risco. O técnico remonta o time ao longo da habitual série de amistosos pelo interior e, em dezembro, entrega a função ou concorda em permanecer. Se ficar, assumirá a condição de adjunto de um profissional mais badalado, ao gosto da mania de grandeza da cartolagem e das exigências da torcida.

Por mais que se reconheça a pouca bagagem dos técnicos regionais se comparados a veteranos de fora, é necessário considerar os resultados mais recentes alcançados no campeonato estadual por esses treinadores. Caso se leve em consideração os últimos torneios, a vantagem está com os nativos. Por isso mesmo, talvez fosse o caso de os clubes repensarem a entrega de seus times a forasteiros, pouco afeitos ao clima e às peculiaridades locais, para enfrentar o Parazão.

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Boa notícia para o Campeonato Paraense. O Time Negra, projeto que o Paissandu tenta levar adiante aos trancos e barrancos, anunciou sua desistência do torneio de acesso ao certame estadual. O motivo alegado foi ausência de grana (R$ 15.400,00) para pagar a taxa de inscrição.

Equipe B do Paissandu, o Time Negra sempre teve vida errática e polêmica. Criado para dar espaço a jogadores revelados nas categorias de base do clube, teve endosso da Federação Paraense de Futebol para disputar torneios juntamente com o Paissandu, o clube-mãe. No começo, esse vínculo chegou a ser negado pelas duas agremiações, apesar de todas as evidências em contrário.

Além do aperreio financeiro, que reflete as próprias dificuldades do Paissandu com o seu elenco de profissionais, a desistência livra o Parazão de um abacaxi. Caso o Time Negra se classificasse para a fase principal, a situação do campeonato ficaria no mínimo esquisita, dando margem a suspeitas de favorecimento entre os dois clubes.

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A enjoadíssima novela que envolve o Treze parece estar chegando ao fim na Série C com desdobramentos que podem favorecer o Paissandu. Em julgamento, ontem, o STJD determinou à CBF que não homologue os 13 pontos obtidos até agora pelo time paraibano. A decisão não elimina o Treze da competição, mas passa a não contabilizar seus resultados para efeito de tabela.

Nenhum time, por enquanto, herdará esses pontos, mas quem perdeu ou empatou com o Treze passa a ter esperanças de vir a recuperar o prejuízo. É o caso do Paissandu, que subiria para a terceira posição, e do Cuiabá, que pularia da nona colocação para a quinta. Todos os que venceram ou empataram (Icasa, Salgueiro, Santa Cruz, Cuiabá, Fortaleza, Águia e Luverdense) com o Treze devem perder posições.

Todo esse quadro, obviamente, vale até o julgamento do mérito. É bom lembrar que o eficiente esquema jurídico montado pelo Treze já conseguiu reverter outras decisões desfavoráveis ao clube no STJD.

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Campeão do ano passado, o time masculino do Alunorte Rain Forest disputa neste sábado, 15, contra o MPA sua segunda partida na Copa Sesi Atletas do Futuro, no ginásio do próprio Sesi, em Belém. Na sexta-feira passada, o ARF estreou derrotando o ASTF por 2 a 0.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 14)