Primeira foto da bicampeã

De jeito tímido, a oposto Sheilla mostrou-se solta no ensaio sensual que fez para a revista VIP. Nesta segunda-feira, a publicação divulgou a primeira foto do ensaio realizado em São Paulo. A atleta aparece sentada e completamente nua, com  uma bola de vôlei dourada apoiada entre os braços e pernas. A bicampeã olímpica de vôlei usou também medalhas como adereços nas fotos que a revista estampará em outubro.

Como já é tradicional, o blog apoia todas as iniciativas libertárias por parte da mulherada.

A frase do dia

“Acabou a escravidão, mas é preciso que se respeite os interesses do Santos. Se o clube quisesse levar a ferro e fogo, não liberaria por um valor menor que a multa [R$ 53 milhões], só que num gesto de abertura, porque não queremos um jogador insatisfeito, decidimos negociar só pela nossa parte, mas nossos interesses não foram atendidos”.

Do presidente do Santos, Luís Álvaro Ribeiro, descartando a transferência de Ganso para o S. Paulo. 

Apagão de oito minutos

Por Gerson Nogueira

Gosto do trabalho e do estilo de Givanildo Oliveira. É um dos poucos técnicos da velha guarda que têm minha admiração. Não só pelo passado de vitórias, mas pela seriedade óbvia que transmite. Refiro-me ao fato de que ninguém tem dúvida quanto ao comprometimento de Givanildo com o clube que o contrata – sim, eu sei, parece óbvio, mas tem muito enganador por aí que não respeita acordos. Não é mercador, como tantos outros picaretas que de vez em quando nossos impolutos dirigentes arranjam.

Impossível imaginar Givanildo ganhando por fora em transações escusas com jogadores e seus empresários. Todas essas virtudes já são suficientes para tornar o veterano treinador uma avis rara no mundinho sujo do futebol profissional no Brasil, onde impera a rotina de falcatruas, onde técnicos racham salários com atletas e cartolas fazem vista grossa porque também têm interesse na bandalheira.

Às vezes, até causa espanto observar Givanildo ainda trabalhando nesse campo minado, onde reputações são atiradas na lixeira a cada rodada. Pelas informações que tenho, colhidas junto a amigos seus de longa data, não precisaria mais viver das incertezas normais da função.

Só permanece em atividade por gostar demais da profissão. Respira futebol, gosta do ofício de montar times. Enfim, é um apaixonado pelo que faz. Por tudo isso, é claro que um cara com esse perfil tem todo o meu respeito.

Acontece que quando a gente vê o Paissandu jogar a coisa muda de figura. Lá se vão cinco partidas sem vitórias sob o comando do velho Giva. Não são resultados vexatórios ou desmoralizantes, apenas decepcionantes. Que Givanildo tem fama de cauteloso e até retranqueiro, todo o pessoal que acompanha o Círio já sabe.

O problema é que o Paissandu, que já vinha mal das pernas sob a batuta de Roberval Davino, perdeu totalmente o eixo desde que o pernambucano assumiu. E aí cabem algumas observações para que não se atirem pedras exclusivamente no treinador.

Contra o Guarani de Sobral, uma semana atrás, o Paissandu abriu a guarda nos instantes finais. As substituições desajustaram o time no segundo tempo, mas é verdade também que as peças disponíveis na ocasião não ajudavam e quatro titulares estavam ausentes.

Na capital cearense, ontem, com várias mudanças na escalação e duas estreias (Rodrigo Fernandes e Moisés), o Paissandu fez um primeiro tempo acima da média. Foi agressivo, trocou passes em velocidade e mostrou-se até ousado em determinados momentos. Foi tão diferente dos últimos jogos que surpreendeu o Fortaleza e saiu na frente.

Veio a etapa final e o que a torcida mais temia aconteceu. De repente, o time se encolheu e passou a ser o Paissandu de sempre, medroso e inseguro. O desastre que se desenhava desde os primeiros movimentos começou a se confirmar aos 22 minutos. A virada veio três minutos depois e se consumou aos 30. Um apagão que durou exatos nove minutos.

Ouvi ao longo do jogo e depois dele inúmeros ataques a Givanildo, alguns extremamente ácidos. Algumas críticas são justas, outras contêm os exageros típicos do torcedor. É verdade que o técnico já não parece ter o toque mágico de antes para mudar a cara de um time em dificuldades.

Mas, convenhamos, o material humano disponível não ajuda. Poucos são os jogadores realmente confiáveis (falo apenas no aspecto técnico) do atual elenco. No aspecto físico, alguns atletas (nem preciso citar nomes) estão visivelmente disputando outra competição – contra a balança.

O fôlego do time é precário e não é coincidência que sofra tantos gols depois dos 20 minutos do segundo tempo. Algo precisa ser feito para evitar o pior, mas não creio que a mudança deva ser de comando técnico.

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Palmeiras, em dose maior, e Flamengo, em escala menos angustiante, são dois dos gigantes do futebol brasileiro sob risco de degola no Brasileiro. Todos têm folha salarial acima de R$ 4 milhões, valor que soa incompreensível diante da pequenez do futebol que andam exibindo em campo.

Sempre que observo a situação desses times fico a imaginar o mal que dirigentes amadores fazem ao futebol profissional. Gente apressada e despreparada, que confunde qualquer jogadorzinho mediano com promessa de craque. Não surpreende que seus clubes chafurdem na mediocridade.

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A mais importante distinção do Estado a personalidades merecedoras da admiração do povo paraense, a Comenda da Ordem do Mérito Grão-Pará, será entregue hoje pelo governador Simão Jatene ao atleta paralímpico Alan Fonteles, medalhista de ouro nas Paralimpíadas de Londres. A solenidade está marcada para o Hangar. Além de Alan, serão homenageados também todos os atletas que participam de projetos do governo do Estado.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 17)