Papão fica no empate com o Santa Cruz

Com atuação confusa e instável, o Paissandu completou na tarde deste sábado seu quarto empate dentro de casa na atual Série C, permanecendo na sétima posição, com 16 pontos. Empatou em 0 a 0 com o Santa Cruz, adversário direto na briga pela classificação no grupo A. No primeiro tempo, Dênis Marques e Leozinho desperdiçaram boas chances para o time pernambucano, enquanto Tiago Potiguar e Moisés também falhavam nas finalizações pelo Paissandu, que ainda botou uma bola na trave. Na etapa final, muitos passes errados de parte a parte. Os times falhavam nas finalizações, desperdiçando boas oportunidades.

Para dar mais velocidade à equipe, Givanildo substituiu Harison por Robinho e colocou Pantico no lugar de Alex Gaibú, que fez estreia apagada. Apesar das mudanças, a equipe seguiu no mesmo tom e quase sofreu gols em contra-ataques puxados por Dênis Marques e Branquinho. Fábio Sanches e Dalton impediram o gol do Santa. Quase ao final, Héliton substituiu Moisés sem qualquer resultado prático. Leandrinho cometeu falta violenta sobre Wesley e levou o cartão vermelho aos 47 minutos. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Em DVD, a agonia e a glória do Maluco Beleza

Por André Barcinski

Há seis meses, recomendei aqui no blog o documentário “Raul – O Início, o Fim e o Meio”, de Walter Carvalho, que acabava de estrear. Se você não teve chance de assistir no cinema, agora não tem mais desculpa: o filme acaba de sair em DVD. Tenho em mãos a “Edição de Colecionador”, uma caixa muito bonita, com quatro discos – um DVD com o filme, outro com extras, e dois CDs com 28 músicas da trilha sonora. Vale cada centavo. Revi o filme em DVD e continuo gostando muito.

As cenas e imagens de arquivo são impressionantes e cobrem desde o nascimento até a morte de Raul. É muito bonito ouvi-lo cantando, aos nove anos de idade, quando ainda sonhava em ser o Elvis Presley da Bahia. As entrevistas são reveladoras: parentes falam da infância de Raul, amigos lembram sua obsessão pelo rock, companheiros da banda os Panteras lembram o início da carreira e parceiros como Claudio Roberto revelam detalhes do processo criativo do Maluco Beleza. A entrevista de Paulo Coelho é um dos pontos altos, assim como os depoimentos de ex-mulheres e filhas.  Você termina o filme sabendo mais sobre o homem e o artista.

Continuo achando corajosa a decisão de Walter Carvalho de não fazer um filme “chapa branca”. Em nenhum momento Raul é tratado como vítima ou coitadinho. E a descrição de sua decadência física é tão realista quanto dolorosa. Esconder para quê? Me emocionei particularmente com a sequência que mostra o último show de Raul no Rio, com Marcelo Nova. Foi no Canecão. Eu estava lá e fotografei a participação surpresa de Paulo Coelho, que não via Raul há mais de uma década e aceitou o convite de Marcelo para subir ao palco e cantar “Sociedade Alternativa”. Nessa noite, fiz, para o “Jornal do Brasil”, essa foto que está abaixo. Ela circula há anos por aí, sem crédito, inclusive no livro de Fernando Morais sobre Paulo Coelho. Se não me engano, é a última foto dos dois juntos.

Espero que muita gente assista ao filme e dê mais atenção à obra de Raul. Ele fez músicas geniais, assassinadas diariamente por incompetentes tocando em barzinhos e pela mitificação de sua figura, que só serve para diminuir sua importância artística. Muito triste perceber que o gênio que cantou “Eu que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar” fez justamente isso. E a morte pegou Raul sozinho, solitário e inchado pela bebida.

Até no fim, Raul foi um visionário.

Ganso chega ao São Paulo “para fazer história”

Da ESPN

Em seu primeiro dia como jogador do São Paulo, o Paulo Henrique Ganso foi ao CT da Barra Funda pela primeira vez e conheceu o local. Pela manhã, o novo camisa 8 conversou com o médico José Sanchez e, na sequência, foi ao Hcor – Hospital do Coração – para realizar exames. De volta ao CT, o meia são-paulino almoçou no refeitório. Lá, ele encontrou o goleiro Rogério Ceni, com quem teve uma rápida conversa. Neste bate-papo, o Ceni deu boas vindas ao jogador e desejou todo o sucesso para ele. Além de Ceni, Ganso encontrou o volante Fabrício.
“O Rogério é um ídolo de todos, não só meu, mas do Brasil inteiro. É uma referência no futebol, um goleiro-artilheiro. Tem uma história muito bonita e estou chegando para fazer minha também e aumentar ainda mais o nome dele no São Paulo”, disse Ganso. Ainda durante a visita, o meia gravou um vídeo para o site oficial do clube e confirmou presença na partida do São Paulo contra o Cruzeiro, que acontece no domingo, pelo Campeonato Brasileiro. Na mensagem, Ganso convoca a torcida são-paulina e afirma que chegou ao time tricolor para fazer história.

“Fico muito feliz em fazer parte dessa família que é o São Paulo. Domingo eu vou estar presente no Morumbi. Vou estar lá para incentivar meus companheiros, apoiar ao máximo para que possamos conquistar essa importante vitória. Faço o convite para o torcedor estar presente no estádio e vibrar junto com a equipe. O torcedor são-paulino, a nação Tricolor Paulista pode ficar feliz que eu cheguei para fazer história e conquistar muitos títulos”, afirmou.
Na manhã deste sábado, o camisa 8 deverá ter o primeiro contato com todo o elenco são-paulino. O técnico Ney Franco comandará o último treino visando o confronto diante do Cruzeiro, domingo, no Morumbi. Antes da partida, Paulo Henrique Ganso será oficialmente apresentado para a torcida.