Chegou Ivy, a filha do amigo Icca

Um dos baluartes mais queridos aqui do blog, o amigo causídico Inocêncio (Icca) Mártires Coelho, apresenta em primeiríssima sua mais nova obra-prima: a vivaz e saudável Ivy Freitas Mártires, que veio ao mundo nesta terça-feira. Ela nasceu às 18h52, pesando 3.320 kg e medindo 51 centímetros de altura. Segundo o próprio pai, na mensagem que acompanhou as fotos, o modelito da criança é obra da “discreta” Juliana Freitas. Palavras do nosso Inocêncio: “Em breve ‘bebemoremos’ essa chegada”. Que assim seja, camarada. E aceite os parabéns deste escriba pela bênção de ser pai pela quarta vez.

Remo homenageia time campeão brasileiro de futsal

Será na próxima quinta-feira, 20, às 19h, na sede social da avenida Nazaré, a justíssima homenagem que a diretoria de Futsal do Remo prestará aos atletas e comissão técnica do time campeão da Taça Brasil Sub-17 de Futsal. Além dos envolvidos diretamente com a conquista, o clube vai distinguir também os pais dos jogadores, que, com muito esforço, possibilitaram ao Remo vencer um torneio brasileiro da Primeira Divisão da CBFS. A equipe, formada só por atletas paraenses, atua junto desde a categoria sub-9 e enfrenta as dificuldades de patrocínio e apoio comuns aos esportes amadores no Pará.

Ratinho assina contrato gordo com o Cuiagrana

O meia-atacante Ratinho acertou seu desligamento do Remo e assinou contrato de um ano com o Santa Cruz de Cuiarana. Cedeu 50% dos direitos federativos, recebeu no ato dois meses de salários e ganhou um automóvel Honda Civic como luvas. Incorpora-se imediatamente à equipe salinense, que disputa o acesso ao Parazão e já conta com mais dois ex-jogadores do Cametá no elenco – o goleiro Evandro e o atacante Rafael Paty. Ratinho foi o atleta regional que mais se valorizou na temporada. Cumpriu excelente campanha no Campeonato Paraense, defendendo o campeão Cametá, e foi o artilheiro do Remo na Série D, marcando oito gols. Deixou o Evandro Almeida de bem com o clube e com a massa azulina, prometendo voltar. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Paissandu tem quatro reforços para a Série C

O meia Alex Gaibú (acima) e o volante Júnior Maranhão (foto abaixo), ambos de 35 anos, treinaram pela primeira vez com o elenco do Paissandu na tarde desta terça-feira, na Curuzu. Aparentemente em forma, ambos podem ser aproveitados pelo técnico Givanildo Oliveira já na partida de sábado diante do Santa Cruz. Além dos dois veteranos, o o Paissandu inscreveu na competição o goleiro Rubão, goleiro contratado meio na surdina e que deve brigar pela posição com o atual titular, Dalton. Outro que foi inscrito sem maior divulgação foi o jovem volante Romário, paraense que estava atuando na base do Santos. Romário, de 19 anos, já teve seu nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Romário Guedes de Almeida se profissionalizou em 2011 no clube peixeiro e, desde então, vinha jogando pela equipe sub-20 do Santos. (Com informações da Ascom do Paissandu; fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

O passado é uma parada…

Este é, seguramente, o melhor Botafogo de todos os tempos, perdendo apenas para o time infernal de 1962/1963, que tinha Garrincha, Didi, Nilton Santos, Amarildo, Zagallo e Manga. Na tarde desta foto, o Bota goleou o Flamengo por 4 a 1 (gols de Gerson, 2, Zequinha e Jair) e conquistou a Taça Guanabara de 1968. Nessa formação, todos os cinco agachados foram titulares da Seleção Brasileira em algum momento – e todos estavam na convocação inicial para a Copa de 70.

Os 10 melhores petiscos do Brasil

Por Xico Sá

Nada como um post atrás do outro e um porre no meio. Com esta ilustração do Jaguar, o mais resistente dos boêmios brasileiros de todos os tempos, começamos esta brava terça. Afinal de contas, a terça-feira é o mais sem graça dos dias, coitada, só serve para a inércia de curar ressacas existencialistas de segunda.

A ilustração saiu no livraço “Manual de sobrevivência nos butequins mais vagabundos” (Editora Senac Rio), do Moacyr Luz. Eu recomendo pra gente que é do ramo e para os curiosos amadores, além das belas antropólogas da área. .

Pobre terça-feira. Se o sábado é uma ilusão, como disse um pedreiro para Nelson Rodrigues, a terça é o nada destilado. (Tio Nelson chamou o cara para fazer um serviço no sábado, donde ouviu do honestíssimo e sincero trabalhador carioca a linda pérola que virou uma das suas grandes frases).

Agora chega de ilusões perdidas, vamos para as dez maiores invenções do homem em matéria de petisco, acepipes ou tira-gosto:

1) Moela. Anda um pouco sumida dos cardápios e tabuletas dos botequins e pés-sujos, mas continua insuperável. Como diria o ex-boleiro Jardel (Ferrim, Grêmio, Porto…), clássico é clássico e vice-versa.

2) Os caldinhos. O mais tradicional é o de feijão, mas se você der a sorte de estar no Recife, onde tem vários bares especializados no “ela & ela”-como é chamada a dupla caldinho + cachaça/caninha- a fartura é grande. Exemplos: peixe, fava, sururu, chambaril, camarão etc.

3) Bolinho de feijoada. Invenção carioca recente –em termos históricos- que pegou. Com justiça. É simplesmente uma feijoada-pocket, o resumo da obra, uma maravilha do minimalismo feijuca.

4) Pastéis. Não é à toa a folclórica pedida dos paulistas, que fazem os melhores do universo. Um chopes e dois pastel. Virou rock do grupo Velhas Virgens e tudo: “1 chopes e 2 pastel/ Pasquale, Adoniran, Caetano e Noel”.

5) Tripa de porco frita. Denúncia: sofre um criminoso desaparecimento dos cardápios nestes tempos. Nunca fizeram nada igual para se tomar com cerveja na história da humanidade.

6) Torresmo. De preferência em Belo Horizonte, depois de uma vitória do Galo, provável campeão brasileiro deste ano.

7) Siri mole ao alho e óleo. Homem do sertão, não tenho, na fisiologia do gosto, o paladar chegado ao menu litorâneo. Esta pedida, porém, me ganhou logo na chegada adolescente ao primeiro boteco de Brasília Teimosa, no Recife. A caranguejada cearense também me pega. E para completar o capítulo: a lambreta (marisco) soteropolitana, excelente na hora de “comer água”, como os baianos denominam o ato de encher a caveira.

8) Umbu-cajá. Estarão, a essa altura, os amigos indagando: o que faz uma frutinha no meio dessa cozinha de sustança. Depois do torresmo, eis o melhor tira-gosto para a cachaça. Juro.

9) Bolinho de pirarucu. Toca para Belém do Grão-Pará. Só digo o seguinte: bate fácil  o de bacalhau, meu gajo. Nem se compara. Iguaria finíssima. Cesse tudo que a musa antiga canta. Estou dentro.

10) Marrecos de Jaraguá do Sul(SC). O meu amigo Lourenço Mutarelli não me deixa mentir. Nada como os marrecos da “capital do conto brasileiro”. Todo mundo é contista na cidade catarinense de Carlos Henrique Schroeder, um craque no gênero. Ainda no Sul, não esqueçamos do gauchíssimo espinhaço de ovelha.

E você, amigo, o que manda aí de sugestão à guisa de guisadinhos que nos deixam com água na boca? Qual o seu petisco predileto?

Polícia prende torcedor homicida em Fortaleza

Foi apresentado na Divisão de Homicídios, na tarde desta segunda-feira, o homem suspeito de ter assassinado com um tiro na testa o ex-presidente da Remoçada, Marcos Antônio Pantoja da Silva (19 anos), no dia 02/11/11. Preso em Fortaleza, Tibiriçá Santos Filho, 30 anos, da extinta torcida organizada Terror Bicolor, estava em uma via pública no bairro da Serrinha, na capital cearense, quando foi surpreendido pelos investigadores que cumpriam pedido de prisão preventiva sob o comando do delegado Gilvandro Furtado, a quem o mesmo teria confessado o crime durante o inquérito.

Na ocasião do crime, Tibiriçá estaria na companhia de mais duas pessoas, de pré-nomes Bruno e Rogério, dentro de um Fiat Palio de cor preta. O carro teria parado em frente à escola aonde a vítima trabalhava como vigilante, na Escola Estadual José Veríssimo, no bairro de Batista Campos, local onde o disparo fosse efetuado. O atirador seria membro da tal torcida Terror Bicolor e, segundo ele mesmo teria confessado, a motivação do crime seria a rivalidade entre as duas maiores facções de torcedores do Norte do país, ambas extintas pela Justiça, mas agindo livremente nos estádios e arredores.

“Conforme o andamento das investigações, Tibiriçá foi inquirido para depor durante a Instrução do inquérito. Na ocasião ele assumiu a autoria do disparo e a motivação, e negou que os outros que estavam com ele dentro do Palio tivessem participação”, relatou o delegado Gilvandro. Assim que o inquérito foi finalizado, em novembro do ano passado, o pedido de prisão preventiva foi expedido e mantido até hoje, graças à força das provas contra o indiciado. A respeito dos outros dois, a polícia acredita que eles tenham tido participação, mas não quis dar maiores informações.

O preso, que foi transportado do Ceará à capital paraense em voo comercial, não quis dar qualquer declaração à imprensa. Ele está sendo indiciado por homicídio qualificado, e se condenado poderá pegar de 20 a 30 anos de reclusão. (Do DIÁRIO POLÍCIA)

Mudança para a mesmice?

Por Gerson Nogueira

O Remo se alvoroça com a possibilidade de mudanças efetivas. O problema é que esse sentimento envolve muito mais o torcedor do que os que eleitores. Conselheiros e associados, sempre tão ausentes e desinteressados, devem ter consciência da importância de seu papel para a vida do clube.

As eleições no clube, marcadas para dezembro, devem sinalizar o interesse verdadeiro em modificar o atual estado de coisas. De pouco adianta ficar trocando de presidentes e diretores se as mazelas permanecem exatamente as mesmas. De Raimundo Ribeiro não houve qualquer ruptura na maneira de dirigir o clube.

Os presidentes sempre assumem sabendo que terão que administrar passivo trabalhista monstruoso e pendências salariais imediatas. Pegam o barco andando e já encaram as cobranças por resultados no primeiro semestre da gestão, que coincide com o Campeonato Estadual e a Copa do Brasil.

Desde Ribeiro, além das dívidas acumuladas e da mania de contratar sem critérios, os gestores têm em comum a ausência de projetos para profissionalizar o futebol. Todos prometem “modernizar” a administração do clube, mas assim que sentam na cadeira presidencial cometem os mesmos erros.

Entre todas as sandices praticadas e já suficientemente citadas, considero que um dos vacilos mais recorrentes é a facilidade com que as diretorias permitem que técnicos assumam o papel de intocáveis. Posicionam-se como verdadeiros sumo-sacerdotes, às vezes mandando mais que o próprio dirigente máximo.

O caso, recém-divulgado, da imposição que o técnico Edson Gaúcho assumiu de contratar o veterano atacante Mendes é prova inequívoca dessa inversão de papéis. Os dirigentes não queriam o jogador, mas Gaúcho bateu o pé e disse que se garantia pela contratação de risco. Deu no que deu. Mendes, como quase todo mundo desconfiava, não emplacou – como, aliás, não vem emplacando já há algum tempo.

Gaúcho, que havia dado as tais garantias, já é passado na história do Remo, mas as contas pelo negócio ruim estão prestes a ser cobradas. Mendes já anunciou que vai acionar o clube na Justiça do Trabalho. Os desdobramentos dessa perlenga todo mundo já conhece de cor e salteado.

Portanto, o futuro presidente do clube – Aldemar Barra, Roberto Macedo, Raphael Levy, Marcelo Carneiro ou mesmo Sérgio Cabeça – devem ter em mente que administrar o Remo não pode ser mero detalhe na agenda, muito menos hobby de fins de semana. É preciso dedicação plena e interesse legítimo em melhorar o clube. Se não houver essa convicção, a velha história tem tudo para se repetir, da pior maneira, como já se sabe.

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O Paissandu vive situação crítica na tabela de classificação, acaba de perder jogo importante e cair para a sétima colocação no grupo A da Série C, e qual a grande notícia da segunda-feira na Curuzu? O estrepitoso anúncio de um novo reforço, o peso-pesado de MMA Mondragon, pelo próprio presidente do clube confirma que a cartolagem está mesmo inteiramente divorciada dos sentimentos (e angústias) do torcedor.

Todo mundo preocupado com o time de futebol e o dirigente parece feliz feito pinto no lixo com a nova aquisição. Em tempo: o lutador é um ex-borracheiro, baiano de Feira de Santana, e vai representar as cores alvicelestes em evento de UFC programado para o Rio de Janeiro no próximo mês. Que seus socos consolem a torcida alviceleste em caso de desgosto nos gramados.

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Arnaldo Cézar Coelho e seus demais parceiros de Globo tentam, a cada rodada, reinventar as regras do futebol. Em lance polêmico, no jogo entre Cruzeiro e Vasco, em Belo Horizonte, domingo, Tinga recua bola dentro da área e a bola chega a um vascaíno que estava impedido. A finalização é feita, o gol acontece e o árbitro invalida a jogada, com base em interpretação do assistente.

Aprendi desde moleque que bola recuada anula impedimento. Ao ver o lance e a marcação prejudicial ao Vasco fui informado, pelo rei do arranjo verbal Arnaldo, que o cruzeirense não teve intenção de devolver a bola, como se isso fosse desfazer a jogada. Ora, o gol foi absolutamente legal, mas o papa da arbitragem não pode ter suas teorias contestadas.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 18)

O adeus a um grande amigo e colega

O DIÁRIO DO PARÁ e o jornalismo paraense perderam na noite desta segunda-feira um grande profissional. Aos 73 anos, Walter Guimarães morreu por volta de meia-noite, vítima de ataque cardíaco, na unidade da Unimed em Batista Campos. No começo do ano, chegou a implantar pontes de safena. Recuperou-se e voltou a trabalhar normalmente, assinando sua coluna social nas páginas do caderno TDB, publicada cinco vezes na semana e uma das mais lidas do jornal.

Walter era uma pessoa muito querida entre seus companheiros de ofício. Passava quase diariamente pela redação, sempre bem-humorado, contando causos e piadas. De hábitos simples, era conhecido pelo espírito generoso, capaz de ajudar colegas e funcionários mais humildes. Na coluna, de certa forma, reproduzia esse jeito de encarar a vida. Não se limitava a destacar os eventos glamourosos da alta sociedade. Reservava espaço também para as pessoas comuns.

Era jornalista profissional há mais de 50 anos, tendo começado como repórter na Folha do Norte. Passou por O Liberal e dirigiu o jornalismo da TV Liberal durante anos. Depois, convidado por Laércio Barbalho, foi trabalhar no DIÁRIO, recém-fundado. Passou a assinar a festejada coluna social e, ao mesmo tempo, exerceu o cargo de assessor de imprensa no Tribunal de Contas do Estado e na Câmara Municipal de Belém. Foi também diretor da TV Cultura e da Imprensa Oficial do Estado. Deixa muitas saudades, um exemplo de dedicação ao jornalismo e uma legião de amigos, entre os quais humildemente me incluo.