Archive for junho, 2013

Um legítimo campeão

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30 de junho de 2013 at 23:08 9 comentários

Neymar, o melhor jogador da Copa

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Astro da Seleção Brasileira, Neymar foi confirmado como o melhor jogador da Copa das Confederações da Fifa Brasil 2013. Neymar ganhou a Bola de Ouro Adidas, que é entregue ao melhor jogador da competição com base nos votos da imprensa credenciada para o torneio. Andres Iniesta, da Espanha, e Paulinho, do Brasil, vieram em segundo e terceiro, respectivamente. A Chuteira de Ouro adidas foi ganha pelo artilheiro espanhol Fernando Torres, com cinco gols e uma assistência em quatro jogos, seguido de perto por Fred, que também marcou cinco gols e fez uma assistência, mas jogou uma partida a mais. Neymar, com quatro gols, ganhou a Chuteira de Bronze. O goleiro brasileiro Julio Cesar levou a Luva de Ouro Adidas, enquanto a Espanha ganhou o Troféu Fair Play da Fifa. (Foto: Wander Roberto/VIPCOMM) 

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30 de junho de 2013 at 23:06 3 comentários

Uma análise das pesquisas pós-protestos

Por Luis Nassif

Algumas considerações sobre a pesquisa Datafolha registrando queda de popularidade de Dilma Rousseff.

Foi uma bela queda, mas Inês não é morta.

O que ocorreria se o Datafolha incluísse em sua pesquisa a avaliação sobre outros personagens da política: Geraldo Alckmin, Antônio Anastasia, Sergio Cabral, PT, PSDB, Aécio Neves, Congresso, STF? Todos registrariam queda similar. Foi o mundo político que desabou, não apenas um personagem ou outro. Obviamente, o personagem maior – a presidente – está exposta a desgaste maior.

Esta semana, pesquisa similar ao da Datafolha – contratado por um grupo de empreiteiras – revelou o seguinte:

  1. Queda de Dilma e Alckmin, Dilma um pouco mais, Alckmin um pouco menos.
  2. Queda expressiva tanto do PT quanto do PSDB. Incluindo aí o presidenciável Aécio Neves.
  3. Quem ganha são apenas Marina Silva, que sobe um pouco e Lula, que sobe mais – tanto na avaliação pessoal quanto do seu governo.

Chama atenção, no entanto alguns aspectos da pesquisa Datafolha:

  1. Mesmo tendo desabado, os índices de Dilma ainda são positivos. A maior parte dos que saíram do campo do ÓTIMO e BOM migrou para REGULAR. Agora, são 25% de RUIM e PÉSSIMO – um salto expressivo, ante os 9% da última pesquisa. Mas são 43% de REGULAR e 30% de ÓTIMO e BOM.
  2. O Datafolha omitiu a aprovação pessoal de Dilma. Como existe proporcionalidade entre a nota e a aprovação, analistas estimam que possa estar entre 55% e 58%.
  3. Em relação aos passos pós-crise, dois pontos a favor de Dilma. Em relação ao comportamento de Dilma frente aos protestos, 26% avaliaram como RUIM e PÉSSIMA contra 32% de ÓTIMA ou BOA e 36% de REGULAR. E 68% aprovaram a ideia do plebiscito.

Em suma, a bola continua com Dilma. Passado o impacto emocional das passeatas, sua maior ou menor aprovação dependerá de seus próximos passos. Se conseguir reestruturar seu governo e dar provas maiúsculas de melhoria de gestão e de interlocução, supera o momento. Se não conseguir, seu governo irá se arrastar até as eleições.

30 de junho de 2013 at 13:31 6 comentários

Globo pagou multa à Receita por sonegação

Por Ricardo Feltrin, do UOL

Em comunicado oficial, a Globo Comunicação e Participações confirmou neste sábado (29) que pagou multa de mais de R$ 270 milhões à Receita Federal em 2006. O motivo da multa foi – no entendimento da Receita – irregularidades na operação de compra dos direitos exclusivos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. A notícia sobre o auto de infração lavrado contra a emissora foi dado pelo repórter e blogueiro Miguel do Rosário.

ronaldo-e-gilberto-silva-beijam-a-taca-do-pentacampeonato-brasileiro-1341007189100_300x300No total, a emissora teve de desembolsar entre multa (R$ 274 milhões) , juros de mora (R$ 157 mi) e imposto não pago (R$ 183 milhões) um total de mais de R$ 615 milhões. A emissora “disfarçou” a compra dos direitos sobre a rubrica “investimentos e participação societária no exterior”, utilizando para esse fim um paraíso fiscal, as Ilhas Virgens. O Fisco discordou da estratégia contábil e aplicou a multa, que já foi paga, segundo a emissora. O processo correu em sigilo até então.

Usando de eufemismo, a assessoria que responde pela Globo nesse assunto (uma assessoria particular, e não a CGCom) tentou a princípio tergiversar. “A Globo Comunicação e Participações esclarece que não existe nenhuma pendência tributária da empresa com a Receita Federal referente à aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de Futebol de 2002. Os impostos devidos foram integralmente pagos.”

Ao ser novamente questionada pelo fato de que não havia respondido à pergunta inicial e fundamental desta coluna – a Globo foi multada ou não pela Receita? -, a assessoria enviou uma nova nota esclarecendo que, sim, a TV Globo fora multada.

“Todos os procedimentos de aquisição de direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002 pela TV Globo deram-se de acordo com as legislações aplicáveis, segundo nosso entendimento. Houve entendimento diferente por parte do Fisco. Este entendimento é passível de discussão, como permite a lei, mas a empresa acabou optando pelo pagamento”, informava uma segunda nota oficial enviada neste sábado.

A Receita Federal entendeu que houve erro ou sonegação, não aceitou as justificativas contábeis e fez a cobrança. “A pessoa jurídica realizou operações simuladas, ocultando as circunstâncias materiais do fato gerador de imposto de renda na fonte”, afirma página do processo 0719000/0409/2006, obtida pelo blog de Rosário.

30 de junho de 2013 at 3:38 3 comentários

Uma breve imagem do paraíso

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Orla de Vila Araquembaua, em Baião. Recortes do relicário natural que é o território baionense. (Do perfil Vila Araquembaua Baião no Facebook) 

30 de junho de 2013 at 2:10 6 comentários

Seleção já atingiu objetivos

Por Gerson Nogueira

A lógica diz que o Brasil já cumpriu seu papel na Copa das Confederações. Chegar à final com um time em formação, necessitando de muitos ajustes ainda, pode ser considerada uma pequena façanha. O fato adquire relevo ainda maior se levarmos em conta os adversários qualificados que a Seleção de Felipão teve pela frente. O torcedor mais pacheco não concordará comigo, mas conquistar o título, como diria Parreira, é mero detalhe.

bol_dom_300613_23.psComo evento-teste, o torneio foi extremamente benéfico ao Brasil, que teve a oportunidade de medir forças com equipes já prontas e em plena atividade. Os jogos mostraram que Felipão conseguiu em apenas uma temporada fazer bem mais do que seu antecessor, Mano Menezes.

Quando a Seleção pisar no gramado do Maracanã pouco antes das 19h deste domingo estará prestando contas deste primeiro ano sob a batuta de Felipão. Os resultados até aqui são mais do que satisfatórios. Mesmo levando em conta o jejum dos amistosos, o time exibiu na Copa das Confederações um nível de competitividade muito acima do esperado.

Assimilou bem os conceitos de Felipão quanto à marcação, aproximando-se como manda o manual do futebol moderno e buscando sempre usar a velocidade, caminho natural para o sucesso em qualquer época neste esporte cujo segredo está baseado em tempo e espaço.

Dos grandes esquadrões da atualidade, o Brasil só não foi testado por Alemanha e Argentina. Os outros dois aspirantes reais ao título mundial participaram do torneio. Espanha e Itália completam o leque de seleções que irão brigar pela taça daqui a um ano. Ambas vieram com força máxima para a Copa das Confederações e, cada uma à sua maneira, mostraram virtudes que merecem atenção e vigilância.

A velha Itália se modernizou e está quase no nível de suas rivais europeias mais avançadas. Cesare Prandelli adiantou os volantes e mudou a velha mania de olhar futebol apenas pelo ponto de vista defensivo. Seu maestro Andrea Pirlo é um veterano, mas continua jogando o fino e vai chegar bem a 2014. Balotelli mostrou que é o atacante que os italianos esperavam há tempos, talvez desde Paolo Rossi. Em torno de ambos foi montado um conjunto que ainda tem muito a evoluir.

Já a Espanha, campeã mundial e europeia, é seguramente o melhor time do planeta hoje. Desenvolve um jogo que todos invejam, mas quase nunca conseguem acompanhar ou marcar. A Itália, do esmero tático, quase conseguiu isso na semifinal da Copa das Confederações. Com Balotelli em campo certamente teria saído vencedora, mas deixou lições preciosas para quem enfrentar os espanhóis a partir de agora.

Ensinou, por exemplo, que quando bem vigiados os principais articuladores espanhóis costumam se comportar como jogadores comuns. Xavi e Iniesta são espetaculares com a bola nos pés, mas o cerco permanente tira a concentração e leva a erros que comprometem toda a engrenagem de passes da Espanha. Vicente Del Bosque não tem vacinas para situações desfavoráveis. No ataque, cuja força maior reside na paciência para esperar brechas dos defensores, o time sofre com a indolência de Fernando Torres.

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Algumas dúvidas a esclarecer

A Espanha tem armas bem conhecidas e se expôs bem na competição, principalmente diante da Itália, mas o Brasil rejuvenescido ainda dispõe de armas que podem surpreender a campeã do mundo. Justamente por ainda estar em evolução, o time não fez ao longo do torneio nenhuma atenção impecável, acima de qualquer suspeita, mas teve mais altos que baixos.

O maior mérito está na objetividade assimilada pelos jogadores. Todos marcam e buscam preencher espaço com igual determinação. Outro item essencial: o respeito a Neymar como astro da companhia, fazendo com que todos joguem em função de suas características.  

Por outro lado, o pecado mais assustador está nos vazios criativos que se localizam entre a armação e ataque, reforçados pela irregularidade na participação dos laterais. Os homens encarregados disso (Oscar, Daniel Alves e Marcelo) destoam em função dos efeitos de fim de temporada na Europa.

Muita coisa estará em jogo nesta final, permitindo a Felipão e Parreira uma generosa oportunidade de tirar algumas dúvidas. Mais que os apagões de Oscar ou a pouca participação de Marcelo e Daniel, é preciso observar como a defesa vai se sair. Tiago e David Luiz têm sido instáveis e deixaram a casa cair quando foram muito pressionados. A atuação diante do rápido ataque espanhol pode determinar se a dupla é, de fato, a titular para 2014.

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Uma lição para não esquecer

É bom lembrar que há quatro anos, na África do Sul, o Brasil comemorou o título da Copa das Confederações com vitória sobre a então surpreendente seleção norte-americana, que alimentava sonhos cada vez mais altos em relação ao Mundial do ano seguinte. Como se sabe, as duas ambições se frustraram terrivelmente.

O Brasil de Lúcio, autor do gol da vitória e herói da decisão, não confirmaria o favoritismo e o time ianque continuaria a ser espasmódico, capaz apenas de façanhas sazonais. Mais que isso, a seleção de Dunga consolidou ali o grupo que iria disputar a Copa em torno de um ideário que misturava messianismo religioso e crença nos truques motivacionais.

De estilo solidário e assumidamente pragmático, aquela seleção foi forjda à imagem e semelhança de seu comandante. Com ênfase na marcação, o time se melindrava com as críticas e comparações com seleções bem mais habilidosas.

A sensacional virada na final, depois de estar perdendo por 2 a 0, inflou ainda mais a confiança de Dunga, seus jogadores e da torcida brasileira. O tempo provou que o time tinha mais equívocos do que qualidades. Ocorre que todos esqueceram uma clássica lição dos manuais de autoajuda: assumir suas limitações é o primeiro passo para o sucesso.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 30)

30 de junho de 2013 at 1:49 2 comentários

Rock na madrugada – The Who, The Kids Are Alright

30 de junho de 2013 at 1:27 Deixe um comentário

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