A frase do dia

“O clube já procurou a federação, eu falei pessoalmente com o presidente (Heitor Costa) para inclusive tentar adiar a partida contra o Paragominas, nosso primeiro adversário, prevista para o dia 8 de junho. Ele ficou de tentar conquistar esse adiamento e na segunda-feira nos dar essa resposta. Seria excelente caso conseguisse, pois acabar o campeonato hoje e começar outro logo em seguida não tem como”.

De José Carlos Dalanhol, presidente do Vilhena, a respeito da participação do clube na Série D.

A Seleção das incertezas

Por Gerson Nogueira

Não consigo levar muito a sério uma seleção que tem Hulk como meia-atacante, mesma posição de gente do nível de Tostão, Sócrates, Zico, Bebeto e mais recentemente a Rivaldo. Como já disse antes, Hulk pode vir a ser o goleador da Copa e o autor do gol na grande final, mas continuarei a vê-lo como um bonde, sem chances até no selecionado baionense. Pelo visto, as 57 mil pessoas que foram ao Maracanã ontem pensam mais ou menos como eu.

bol_seg_030613_23.psDescontada essa e outras discordâncias menores (Júlio César, Filipe Luís e Luiz Gustavo), observo a Seleção Brasileira com outros graves problemas. No plano individual, não se vê em Neymar, Daniel Alves, Lucas (que entrou no finalzinho) e Oscar aquele desassombro que diferencia craques de boleiros comuns. São excelentes jogadores, mas parecem acanhados, como quem teme desapontar o pai da noiva.

Fosse treinador do escrete, eu aproveitaria jogos amistosos como o de ontem para liberar a rapaziada. Dizem que Vicente Feola, esfinge robusta de 1958, agia exatamente assim. Mandava o pessoal, literalmente, se virar em campo. João Saldanha ia nessa mesma direção no processo de montagem do time-base para a seleção tricampeã mundial em 1970. Ambos, se verdadeiras essas informações, acertaram em cheio.

O momento de experimentar (e arriscar) é agora. Na Copa das Confederações, daqui a semanas, já existirá a obrigação das vitórias e tudo ficará mais burocrático e marcado. Portanto, se Daniel Alves deve ser orientado a cruzar corretamente ou ir à linha de fundo isso tem que ser treinado já.

Contra os ingleses – desfalcados e em ritmo de fim de temporada –, Felipão chegou a testar Neymar no meio como criador de jogadas depois que Oscar foi substituído. No mínimo, é uma improvisação cara demais, pois desperdiça o talento do jovem astro para as jogadas de área.

No meio-de-campo, a situação ficou mais simpática com a entrada de Hernanes para jogar ao lado de Paulinho, que acabou fazendo um golaço ao atuar no estilo corintiano. Antes, com Luiz Gustavo, reserva no Bayern, o jogo não fluía adequadamente. É preciso notar que as poucas chances de gol surgiram mais pelo entusiasmo e a correria, mas quase nunca por iniciativas criativas.

Por fim, duas impressões. A primeira diz respeito a Júlio César. O goleiro preferido da Globo falhou no segundo gol ao adiantar-se demais. Rooney mandou a bola por cobertura ao perceber sua má colocação. Não havia motivo para que estivesse ali na linha da pequena área, pois a jogada se desenrolava na intermediária. A segunda tem a ver com algumas crenças de Felipão, como a fé extremada no jogo cadenciado, quase lento. Vejo as digitais de Parreira nesse apostolado e, pelo que se viu em 2006, é algo para preocupar.

(Apesar de tudo, ainda acho que vamos ganhar a Copa.)

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Opção pelo mais do mesmo

Ninguém discute que o Paissandu precisava de mudança depois de conquistar apenas dois pontos em três rodadas na Série B. Uma medida forte, rompendo com a mesmice, pode trazer bons frutos. O diagnóstico, portanto, era perfeito. A dúvida é quanto ao remédio ministrado.

Substituir Lecheva por Givanildo Oliveira é voltar ao passado recente, de más lembranças. Ou alguém lembra como Givanildo deixou o clube em setembro de 2012? Pois é. Saiu depois de enfileirar seis rodadas sem vitória. Foi substituído por Lecheva, que botou a casa em ordem e levou o time ao acesso à Série B.

Com todo respeito que o velho Giva merece, pelo histórico de conquistas no clube, é difícil imaginar que tenha evoluído tanto em apenas nove meses. Continua a ser o treinador disciplinador, centrado e organizado de sempre – suas melhores virtudes. Continua, porém, dado a esquemas medrosos e excesso de volantes no meio-de-campo.

A última boa atuação do treinador pernambucano foi dirigindo o América-MG nas Séries A e B. Pegou um final de Primeira Divisão, ajeitando a rota, embora sem conseguir impedir o rebaixamento. Permaneceu no clube e começou bem a Segundona, mas depois se perdeu em desgastes internos e queda de produção da equipe.

A torcida é para que, por um milagre, tenha mudado alguns conceitos. E esperar que sua passagem pela Curuzu desta vez não seja tão efêmera como nas últimas duas oportunidades.

Quanto a Lecheva, cornetado por muita gente dentro do próprio clube, foi derrubado em pleno voo por maus resultados, alguns perfeitamente evitáveis. Deixa, porém, um saldo muito positivo pelos feitos alcançados. Não me surpreenderei se voltar daqui a alguns meses. A conferir.

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Direto do Facebook

“O Paissandu deixou a Série C, mas a Série C não deixou o Paissandu”.

De Elton Sales, torcedor alviceleste.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 03)

Águia estreia com vitória na Série C

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O Águia de Marabá derrotou o CRB-AL por 1 a 0 na noite deste domingo no estádio da Curuzu, em Belém, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. Depois de ser sufocado durante todo o primeiro tempo, o time marabaense chegou ao gol em jogada característica do meia Flamel. Aos 40 minutos, cobrou falta pelo lado esquerdo do ataque, a bola foi direto ao gol e enganou zaga e goleiro do CRB, caindo no fundo das redes.

No segundo tempo, o CRB continuou pressionando e até botou uma bola na trave em cabeceio do meio-campista Jonathan. Pelas grandes defesas ao longo da partida o principal destaque do Águia foi o goleiro Jair. O resultado garante ao Águia os primeiros três pontos na competição nacional e a quarta colocação do grupo A. O Azulão perde para os três primeiros colocados – Sampaio Corrêa, Fortaleza e Santa Cruz – no saldo de gols. O público pagante foi de apenas 348 pessoas, gerando uma renda de R$ 3.070. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

AGUIAXCRB serie C 2013-Mario Quadros (9)