Futebol é vendaval

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Por Tostão

Na coluna anterior, falei sobre minhas preferências entre narradores e comentaristas da TV. Escrevi como telespectador. Faltou apenas dizer que Tino Marcos, da TV Globo, é o mestre dos repórteres da televisão.

Depois das boas atuações e da vitória sobre a Itália, existe um sentimento generalizado, talvez um saber inconsciente, intuitivo, que se mistura com uma prepotente euforia, de que o Brasil vai ganhar a Copa das Confederações e a Copa do Mundo.

Se vencer a atual competição, mesmo jogando melhor que a Espanha, na final, não significa que já temos uma grande equipe. Significa que temos um bom time, que Felipão, mesmo com algumas ideias ultrapassadas, executa bem o que deseja, o que é uma grande qualidade, e que o Brasil tem chances de ganhar a Copa do Mundo, no ano que vem.

Antes da partida contra a Itália, Fred era muito criticado, pela falta de gols e por jogar parado. Muitos pediam a entrada de Jô. Bastou Fred marcar dois gols e se movimentar mais para ser exaltado, como se fosse excepcional. Fred é o melhor centroavante do Brasil, bom jogador e artilheiro. Quase todos os centroavantes fazem muitos gols, até Fernando Torres.

Antes da Copa das Confederações, escrevi que, se o Brasil aproveitasse bem a vantagem de jogar em casa e conquistasse o torcedor, o que tem ocorrido, ficaria atrás apenas de Espanha, Alemanha e Argentina, como favoritos para ganhar a Copa do Mundo. Se o time mantiver boas atuações nos dois próximos jogos, sobe um degrau e fica na frente dos argentinos.

O México, em casa, uma seleção mediana, já ganhou uma Copa das Confederações, vencendo o Brasil na decisão. A África do Sul, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, foi a única seleção anfitriã que não se classificou na primeira fase de uma Copa do Mundo.

Até a fraquíssima Coreia do Sul, beneficiada por árbitros caseiros, foi quarta colocada no Mundial de 2002. Os árbitros, na dúvida, consciente ou inconscientemente, favorecem os times da casa e/ou os mais fortes. Isso ocorre em todo o mundo e em todos os tipos de competição.

As arbitragens a favor da Coreia do Sul, contra Espanha e Itália, foram mais que caseiras, foram vergonhosas. Na última Copa das Confederações, a Espanha foi eliminada pelos Estados Unidos e ganhou o Mundial-2010. O Brasil venceu as duas últimas competições e foi mal nessa Copa. Temos de ficar alegres, se o Brasil vencer, mas sem oba-oba.

No futebol, uma mesma equipe costuma ir muito bem em uma competição e muito mal na seguinte. Há muitos fatores envolvidos no resultado. Futebol é vendaval, uma metáfora da fragilidade e da finitude humana. (Foto: Jefferson Bernardes/VIPCOMM) 

Papão treina, mas Giva adia lista de dispensas

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O período de folga proporcionado pela Copa das Confederações está no fim, mas o técnico Givanildo Oliveira continua a trabalhar com o elenco inchado no Paissandu. Por enquanto, das 14 dispensas previstas, só foram liberados o zagueiro Tiago Costa, o goleiro Paulo Vítor e os atacantes Araújo e Castanhal. Os treinos entram em ritmo mais forte nesta semana, já em função do jogo contra o Guaratinguetá (SP) na próxima semana, na Curuzu. Givanildo trabalha em dois períodos, com testes físicos e treino com bola. À tarde, os jogadores se exercitam em academia.

Givanildo tem se mostrado muito preocupado com a marcação. Exige que até os atacantes voltem ao meio-campo para colaborar no bloqueio e na busca pela retomada da bola. Ele também orienta os volantes a treinarem a cobertura aos laterais e a proteção à linha de zagueiros. Por enquanto, em todos os treinos, a dupla de zaga Raul e Diego Bispo permanece como titular. Jean e Fábio Sanches continuam como suplentes de luxo. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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“Revoltados” sonham com intervenção militar

(Trecho de matéria do jornal O Estado de São Paulo)
 
Para o fundador do “Revoltados Online” – que também convoca as manifestações anticorrupção -, Marcello Reis, “não é o momento” de falar se o grupo é contra ou a favor do militarismo. “Não achamos que agora há necessidade de falar isso. Não é que nós somos contra ou a favor (da intervenção armada). Se for necessário, sim.”
Reis acredita que uma alternativa ao regime militar é a redução dos partidos a cinco – dois de direita, dois de esquerda e um de centro. “Temos mais de 40 partidos, mas não temos 40 ideologias. Uma solução imediata, se houvesse o impeachment da Dilma, seria deixar o Joaquim Barbosa por seis meses como presidente até que fossem convocadas novas eleições, das quais só participariam partidos fichas-limpas.”. 
 
Olha aí o monstro golpista exibindo sua verdadeira fase… Ô raça. 

 

Assoremo defende renúncia da diretoria

Em nota oficial divulgada na noite desta segunda-feira, depois que foi oficializada a licença de 90 dias do presidente Sérgio Cabeça (por questões de saúde), a Assoremo defende a renúncia imediata da diretoria do Remo:
“A licença de 90 dias do presidente Sergio Cabeça, longe de parecer uma medida que ruma a modernização, democratização e profissionalização do Clube, nos parece mais como uma medida cosmética para criar um efeito de afastamento, visando diminuir o impacto da nossa emenda que prega eleições diretas já em novembro de 2013.
Não lutamos contra uma pessoa, lutamos contra um pseudo modelo de gestão arcaico, obsoleto e retrogrado, que tanto Cabeça, quanto Pirão representam, para nós somente a renuncia coletiva de uma diretoria fracassada seria o passo inicial de um novo tempo para o Remo.
Por isso, conclamamos a nação azul, e em especial os sócios que irão a Assembléia Geral dia 27, para não baixar a guarda e continuar com a mobilização.
Lembrem-se o Cabeça ainda é o presidente do Remo, nada mudou, e tenta sair de mansinho sem prestar contas de quase 5 milhões que entraram nos cofres do remo em 2013.
Convocamos todos os sócios remidos e proprietários, assim como a torcida em geral para considerar o dia 27 como o dia da nossa libertação e segunda reeorganização.
Diretas já em novembro de 2013! Novo estatuto, democrático e moderno.”