Givanildo é o novo técnico do Papão

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A diretoria do Paissandu confirmou, na manhã deste domingo, que Givanildo Oliveira será o substituto de Lecheva no comando técnico do time. Rogerinho Gameleira, campeão brasileiro pelo clube em 1991 e 2001, será o auxiliar técnico, o que indica que Lecheva não será aproveitado. Apesar de ser o técnico mais vitorioso da história do clube, Givanildo não deixou boa impressão nas últimas vezes que passou pelo clube. Durante a campanha da Série C em 2012, treinou o time por cinco partidas sem vencer e foi substituído justamente por Lecheva. Volta agora como salvador da pátria.

Campeonato começa na terça

Por Gerson Nogueira

A correção de rota esperada não aconteceu. O Paissandu perdeu mais dois pontos em casa e namora perigosamente com a zona do rebaixamento. Erros bobos, descuidos espalhafatosos e falhas conjunturais graves estão minando a campanha na Série B. O campeonato mais aguardado (e buscado) pelo clube nos últimos seis anos está se transformando num pesadelo para o time e a torcida, ameaçando tisnar de decepção o que era promessa de redenção.

Com a desarrumação que se instalou no meio-de-campo, o time mostra-se incapaz de criar jogadas e superar a marcação forte, característica mais notória da competição e normalmente posta em prática pelos visitantes. Chama atenção que a queda de rendimento esteja justamente no setor que foi o principal destaque do time no Parazão.

bol_dom_020613_23.psClaro que o campeonato estadual não serve de base para a Série B, mas a equipe já tinha um mínimo de organização naquela área do campo onde tudo acontece, de bom e/ou ruim. Na meia cancha os times mostram suas qualidades e expõem suas fragilidades.

Mais do que a insegurança da zaga e o pé torto dos atacantes, o Paissandu padece de ausência de talento e desprendimento no meio. Ali, por onde Eduardo Ramos e Djalma desfilavam no Parazão, encantando pelo ritmo afiado e a excelente conexão, hoje há um deserto de ideias.

Como a armação não funciona, os volantes acabam sofrendo com a superexposição e vivem sobrecarregados. Contra o América-RN, na sexta-feira, Lecheva viu-se obrigado a lançar uma nova dupla de marcação, Billy e Zé Antonio. Funcionou bem ao longo dos primeiros 45 minutos, mas acabou desfeita no segundo tempo, sem motivos lógicos.

Billy saiu quando rendia bem e, ao lado de Zé Antonio, estabelecia uma boa saída de jogo. Por vezes, se aventurou até a armar. Foi substituído pelo novato Bruno, que nada acrescentou, mas a boa notícia é que, mesmo sem entrosamento, Zé Antonio mostrou que pode ser muito útil, pela colocação e a qualidade do passe.

Pikachu, outro jogador que vinha mal, renasceu com o golaço que lembrou seus grandes momentos da temporada passada. Pena que, ao longo do jogo, acabou se perdendo na lentidão e caos tático que dominam o time. Times pouco organizados taticamente tendem a ficar dispersivos. O Paissandu de hoje não foge à regra.

Nem me ative à questão da zaga, sempre muito questionada, mas que sofre os efeitos do descompasso reinante no meio. De todo modo, deixar Fábio Sanches no banco de reservas é um gesto temerário quando Diego Bispo erra em excesso a cada jogo. No gol, a demora em aproveitar Marcelo soa ainda mais esquisita, diante da instabilidade reinante na posição.

Em meio a tanto fio desencapado, um problema vai se evidenciando ao longo da campanha. O time parece estar sentindo em demasia o desgaste físico causado por dois jogos semanais. Eduardo Ramos, Pikachu e Rafael Oliveira são os mais afetados pelo cansaço. Por sorte, a competição será interrompida durante a Copa das Confederações.

Diretoria e comissão técnica, porém, não podem mergulhar no pessimismo tosco e partir para medidas desatinadas. Para todos os efeitos, o campeonato começa na terça-feira, contra o Paraná. A contratação do artilheiro Marcelo Nicácio talvez seja o empurrão que falta para que o time tome jeito.

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À espera de um milagre

Enquanto o rival não consegue se encontrar neste começo de Série B, o Remo debate-se com as perspectivas de férias quase certas no segundo semestre. O “quase” tem a ver com a possibilidade (remota) de uma desistência que ainda ronda o grupo A1 da Série D.

Depois do revés na tentativa aloprada de obter a vaga via STJD, o clube ainda se movimenta nos bastidores à espera que Rondônia abra mão de participar da competição.

A réstia de fé concentra-se exclusivamente no aperreio financeiro dos clubes rondonienses. Uma promessa de ajuda do governo ao representante do Estado pode, porém, pôr abaixo as últimas esperanças do Leão.

E pensar que um mínimo de competência em campo teria poupado tanto esforço tardio.

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Sobre a ordem não natural das coisas

O Brasileiro da Série A mal começou e já é possível notar desigualdades que influem na caminhada dos clubes. A tabela, velha madrasta de algumas equipes e refúgio de alguns poucos, já faz a diferença. O Internacional foi brindado com compromissos mais amenos nas três primeiras rodadas – Vitória, Criciúma e Bahia. O Fluminense também não tem do que reclamar, pegando Atlético-PR, Portuguesa e Criciúma.

Enquanto isso, Santos e Botafogo foram presenteados com três clássicos nas primeiras rodadas. O Peixe encara Flamengo, Botafogo e Grêmio. Seu primo alvinegro do Rio teve que se defrontar com Corinthians, Santos e Cruzeiro. À primeira vista, pode parecer simples coincidência, mas num campeonato de pontos corridos a ordem dos jogos pode ajudar muito ou atrapalhar bastante.

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Direto do blog:

“O tempo passou. Não estamos mais em 91, nem em 2001, quando era possível vencer a série B com amadorismo e improviso, sem grandes investimentos… Equipes de outros Estados se desenvolveram e nós paramos no tempo, engessados também pela economia da região, eternamente estagnada. Não temos grandes patrocinadores, nosso torcedor é pobre e não tem recursos financeiros para gastar em títulos de sócio-torcedor e outras promoções. Nossos limites agora parecem não ir além da série C”.

De Sérgio Almeida, torcedor bicolor, caindo na real quanto à penúria do nosso futebol.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 02)

Vale mesmo tudo isso?

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A contratação do artilheiro colombiano Radamel Falcao García pelo Monaco, por 60 milhões de euros (pouco mais de R$ 166 milhões), foi a mais cara da história da França e um das dez maiores do mundo. O valor pago pelos monegascos foi mais que o dobro dos 28 milhões de euros (quase R$ 78 milhões) desembolsados pelo Barcelona para contratar o astro brasileiro Neymar.

Uma possível explicação para a diferença no valor foi o tempo de contrato dos dois atletas. Enquanto Falcao tinha vínculo com o Atlético de Madrid até 2016, o brasileiro poderia assinar com um novo time já no ano que vem, sem que o Santos recebesse nada, o que obrigou o Peixe a negociar o jogador por uma quantia bastante inferior aos 65 milhões de euros (R$ 180 milhões) que constavam como sua multa rescisória.

A transferência do colombiano de 27 anos superou Thiago Silva na lista das mais caras da França. Na última temporada, o zagueiro brasileiro havia se mudado para o Paris Saint-Germain por 42 milhões de euros (R$ 116 milhões, nos valores de hoje) mais um bônus de acordo com o desempenho do beque. Outro colombiano contratado pelo Monaco aparece como o terceiro mais caro: James Rodriguez, que deixou o Porto por 45 milhões de euros. Lucas vem na sequência custando 40 milhões de euros, mais um bônus de até 5 milhões. (Do UOL)

Tribuna do torcedor

Por André Caldas (via Facebook)

“Brincadeiras a parte, é mt, mas mt dificil fazer futebol no estado do Pará. Federação ineficiente e corrupta, Dirigentes amadores, imprensa em sua maioria ilusionista, até as duas maiores torcidas do norte do país, há tanto aclamadas por seus públicos gigantescos em estádios, onde vêem um futebol sofrível há anos, tem sua parcela de culpa. Ontem o o Rival fez o segundo jogo em um campo de paragominas, onde arrecadou a miserável quantia de 3.000 reais enquanto pagou de despesa 30.000,00. Tudo culpa de quem? De todos aí que eu falei. Inclusive do torcedor que com a farsa da frase “movido pela emoção” acha-se no direito de atirar objetos no gramado. Agora vejamos, ele está errado? Claro, mas num estado onde o futebol parou nos anos 90 onde ao fazer isso nada acontecia, talvez a culpa n seja só dele. Até quando estaremos dispostos a aguentar essas situações eu não consigo responder nem pra eu mesmo. Independente da minha paixão clubística. Sinto pena num todo pelo futebol do nosso estado. Que tem potencial de primeira divisão e realidade totalmente oposta. Um abraço”.