FPF garante que Remo não tem chances na Série D

Palavras do vice-presidente da Federação Paraense de Futebol, José Ângelo Miranda, confirmando que a CBF definiu que o Gênus é mesmo o representante de Rondônia na Série D: “Enviamos um ofício para ter informações sobre as desistências do Vilhena-RO e Pimentense-RO. O senhor Virgílio Elísio, diretor do departamento de competições da CBF, nos respondeu por e-mail na noite da quarta-feira (5) que a vaga é de Rondônia e pronto. Acredito que não há mais nenhuma possibilidade do Remo disputar a Série D”, afirmou Miranda.

Giva mantém escalação do Papão

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No estilo prático de sempre, o técnico Givanildo Oliveira decidiu manter a mesma equipe que derrotou o Paraná no jogo desta sexta-feira contra o Atlético Goianiense, às 19h30, no estádio Serra Dourada, em Goiânia. Mesmo com algumas novidades na delegação que embarcou para a capital goiana, como o goleiro Marcelo e o atacante Marcelo Nicácio, Givanildo vai repetir o time. O meia Diego Barbosa também tem chances de ser lançado ao longo da partida. Nicácio, mais importante contratação do clube para a Série B, assinou contrato na manhã desta quinta-feira (foto), na presença do presidente Vandick Lima e do vice, Sérgio Serra. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola e Ascom/PSC) 

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Branquearam o futebol

Por Juca Kfouri

Que perdoem os que vivem num país tão diferente que imaginam não haver racismo no Brasil.

Que perdoem, ainda, os que diziam que a política de cotas é que estabeleceria discriminação racial em nossas faculdades, o que os fatos têm desmentido à exaustão.

Que perdoem, também, os complacentes de plantão que a tudo justificam, até a entrega de estádios inacabados, sujos, com entornos perigosos, por mais que as obras tenham estourado todos os prazos e quase dobrado os custos.

Porque o preço médio do ingresso na reabertura do Maracanã ficou na casa dos R$ 150!

Negros, no estádio, só os que lá foram para trabalhar.

Dê uma olhada neste time, dos anos 80, convocado por Telê Santana: Valdir Peres, Leandro, Oscar, Edinho e Pedrinho; Falcão, Sócrates e Zico; Dirceu, Careca e Éder. Sabe o que ele tem de extraordinário, apesar de jamais ter entrado em campo, embora os 11 tenham convivido na mesma concentração para a Copa da Espanha? São todos brancos.

Fruto do momento em que a várzea perdeu para a especulação imobiliária, do surgimento da escolinhas de futebol e, é claro, de circunstâncias aleatórias.

Curiosamente, os maiores ídolos dos times mais populares do eixo Rio-São Paulo eram brancos, Zico e Sócrates, filhos da classe média.

João Saldanha se preocupava e apelava: “Não acabem com os nossos crioulos!”.

Do time que disputou a Copa de 1982, Luisinho, Júnior, Toninho Cerezo e Serginho eram os titulares que davam o tom mestiço que sempre caracterizou nossas seleções de Djalma Santos, Didi, Mané Garrincha, Pelé, Zózimo, Amarildo, Jairzinho, Brito, Everaldo, Cafu, Aldair, Márcio Santos, Mauro Silva, Mazinho, Romário, Ronaldos, Rivaldo, Roque Júnior, Gilberto Silva, Kleberson, Roberto Carlos, para citar apenas os titulares campeões mundiais.

Será que teremos de criar cotas também nos estádios, para evitar que a elitização em marcha exclua ainda mais os excluídos? Se até no velho Pacaembu, nos jogos mais cotados do Corinthians, é perceptível o branqueamento, como será nos novos estádios da Copa-14, chamados impropriamente de arenas?

Dia desses esta Folha fez certeiro editorial sobre as oportunidades que a nova situação enseja para a modernização do futebol brasileiro.

Organização, conforto, segurança e bons gramados, tudo é essencial e há décadas se luta por isso.

Como não se deve esquecer de que o bom gestor do negócio do futebol haverá de ser aquele profissional que, friamente, for capaz de exacerbar a paixão.

Que perdoem as arenas, mas sem os crioulos a paixão será absorvida pela areia virtual e movediça que as caracterizam, porque até do ponto de vista puramente da língua elas são uma fraude, plastificadas, pasteurizadas e higienizadas.

O passado é uma parada…

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Ernesto Che Guevara recebe o time do Madureira em Havana, em 1959. O Madureira foi a primeira agremiação esportiva a visitar Cuba depois da revolução socialista que derrubou o regime de Fulgencio Batista. Na época, excursões pelo mundo eram comuns no futebol brasileiro, incluindo até as agremiações mais modestas, como o Madureira, clube do subúrbio carioca. (Foto: http://revistatrip.uol.com.br/

Brasil atrás de Gana no ranking da Fifa

Às vésperas do início da Copa das Confederações, a Fifa anunciou na manhã desta quinta-feira o ranking atualizado de seleções. Antes em 18ª lugar, a seleção brasileira caiu mais três posições no ranking, sendo agora a 22ª melhor equipe do mundo. Com a nova lista, o Brasil registra sua pior posição desde a criação da lista, em 1993. Na parte de cima da tabela, a Espanha segue dominando a lista como melhor seleção da atualidade. Desde seu primeiro título da Eurocopa, em 2008, os comandados de Vicente Del Bosque asseguram a liderança do ranking. Em seguida, a Alemanha surge como maior rival da Espanha, com a Argentina, de Messi, aparecendo em terceiro lugar.

Outro detalhe interessante é a situação do Brasil se comparada a seus rivais sul-americanos. Além da Argentina, a Colômbia, em sétimo, o Equador, em décimo e o Uruguai, na 19ª posição, então em melhores condições que o time de Luiz Felipe Scolari. Caso consiga uma boa campanha na Copa das Confederações, o Brasil tem grandes chances de dar um salto no ranking. De acordo com os cálculos usados pela Fifa para determinar as posições na lista, o torneio internacional só perde em valor de pontuação para a Copa do Mundo. (De O Globo)

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A lista com as 25 melhores seleções:

1. Espanha

2. Alemanha

3. Argentina

4. Croácia

5. Holanda

6. Portugal

7. Colômbia

8. Itália

9. Inglaterra

10. Equador

11. Rússia

12. Bélgica

13. Costa do Marfim

14. Suíça

15. Bósnia

16. Grécia

17. México

18. França

19. Uruguai

20. Dinamarca

21. Gana

22. Brasil

23. Mali

24. República Tcheca

25. Chile

Sinal de novidades no Supremo

Por Janio de Freitas

A franqueza prevaleceu sobre a habilidade conveniente, no que transpareceu das respostas de Luís Roberto Barroso aos senadores que o sabatinaram como indicado de Dilma Rousseff para a vaga existente no Supremo Tribunal Federal. A atitude não foi propriamente inovadora, mas, no mínimo, junta-se à muito pequena minoria dos que fugiram à praxe. E prenuncia transformações importantes na essência mesma do atual Supremo.

Uma ponderação ilustrativa de Luís Roberto Barroso, sobre o chamado julgamento do mensalão: “O Supremo foi mais duro do que em julgamentos anteriores”.

Um tribunal pode fazer justiça se é menos ou mais duro a depender do que ou a quem julga? A observação do jurista faz a esperançosa indicação de um reforço dos que se aplicam, no Supremo, em preservar a coerência pessoal e a isenção do tribunal. Isenção que é, ou seria, a alma da ideia de justiça.

Também com inegável componente crítico ao Supremo dos anos recentes, outra observação de Barroso promete acentuar o debate sobre o que no Congresso se chama de judicialização da política, a propósito das frequentes incursões do Judiciário, leia-se o Supremo, em assuntos do Legislativo.

Agora mesmo está suspensa a tramitação de um projeto, por ter o ministro GilmarMendes se pretendido com o direito e o poder de fazê-lo (suspensão que o próprio e o procurador-geral da República estendem com ares de franca provocação). Barroso é dos que só admitem ação equivalente à legislativa, por parte do Supremo, quando o Congresso não atenda à necessidade de definição. A exemplo da pesquisa com células-tronco. Ou nos casos, claro, de dúvida sobre constitucionalidade, que para isso é o Supremo.

Esse debate é de importância fundamental. O princípio da divisão de Poderes está jogado no triturador que é a degradação política, moral e intelectual. O Congresso se diz perturbado pelo excesso de medidas provisórias emitidas pelo governo; o governo recorre a medidas provisórias porque o Congresso não trabalha, cada projeto dependendo de tempo infinito para chegar à votação, se chegar; e o Supremo imiscui-se nos outros poderes. O Estado de Direito se dissolve.

A tendência, neste momento dos meios de comunicação brasileiros, é ver Luís Roberto Barroso pela ótica do restante julgamento do mensalão. No estado em que está o Supremo, sua presença promete ir muito além do mensalão. É preciso que vá.

Para refletir

Por Luiz Carlos Azenha

Deixemos de lado, por um momento, o questionável financiamento público de estádios que em seguida serão privatizados, na repetição dessa instituição nacional que é privatizar o lucro e socializar o prejuízo. O sucesso de estádios como o Maracanã e o Mané Garrincha cala fundo na alma dos fracassomaníacos, já que contraria a ideia de razoável parcela de nossa elite segundo a qual o povo brasileiro é uma droga, ganha mais do que deveria, é um peso a ser carregado. Essa ideia está incrustrada profundamente no pensamento nacional e foi plenamente assimilada pelo próprio povão. “Branquear” a população importando europeus e atribuir “preguiça” aos baianos que ajudaram a construir São Paulo são dois exemplos que expressam a mesma ideia subjacente, de que o povo que temos não presta. Herdamos isso do “cientificismo” que acompanhou a colonização europeia da África: a pseudociência da craniometria sustentava que o negro era inferior por ter cérebro menor. A universidade que forjou boa parte da elite paulista, a USP, bebeu na matriz francesa e incubou os ares de superioridade intelectual e condescendência em relação aos pardos e pretos, no caso deles do além mar, em nosso caso das periferias. Aguardem as múltiplas crises de 2014, do caos aéreo à perda de malas, da violência contra turistas à falta de gandulas, para não falar naquele pênalti perdido por Dilma e os mensaleiros petistas.

Onde está o poder do marketing futebolístico?

Por John Moorney

Meu Paysandu… meu Papão da Curuzú… onde está a visão daqueles que ai trabalham em busca da chamada “Casa Cheia”?! Ou não temos ninguém em prol dessa busca?
Vencemos o Paraná!!! Isso mesmo… arrancamos nossa primeira vitória na Série B!!! Não é hora para perdermos tempo, e sim fazer algo para contagiar a nossa Avalanche Bicolor!
As redes sociais refletem claramente os pensamentos, as alegrias, revoltas e frustrações dos torcedores, e cabem aos “profissionais” trabalharem positivamente com tais informações em prol do Paysandu!
Sabemos que o espaço entre um jogo e outro é curto… mas teremos a folga da Copa das Confederações. Devemos tirar proveito disso, tanto dentro como fora das 4 linhas.
Vamos deixar os jogadores mais próximos do povo, mais próximos da Fiel Torcida Bicolor!
Vamos colocar Outdors pela cidade espalhando nossa #Payxão!!!
Vamos abrir a galeria de troféus para que os torcedores tirem fotos com seus antigos e atuais jogadores!
Vamos fazer eventos para quem realmente loooota os Estádios! O povo!
Vamos fazer a Feijoada e o Pagode do Papão dentro da Curuzú todo último final de semana de cada mês!
Vamos colocar telões na Sede ou na Curuzú e cobrar ingressos de valores moderado para os torcedores assistirem os jogos que são fora de Belém!!!
Temos os nossos cofres e tantos #Apayxonados patrocinadores e beneméritos, que poderiamos ter uma ou duas motos personalizadas com as cores e as marcas da #Payxão, para serem sorteadas a cada jogo!!
Temos tantas coisas para fazer… e me pergunto: o que está sendo feito neste sentido?

(moorney.blogspot.jp)