Desportiva bate Leão e põe a mão na taça

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A Desportiva saiu na frente na decisão do Campeonato Paraense Sub-20, derrotando o Remo por 3 a 2 em partida disputada sábado no estádio Jornalista Edgar Proença. A equipe de Marituba fez um bom primeiro tempo aproveitando-se da ansiedade do adversário, que parecia desesperado para fazer o primeiro gol. Logo aos dois minutos, a Desportiva abriu o placar através do atacante Ronaldo. Atrapalhado, o Remo não conseguia encaixar jogadas e cedia espaço para os contra-ataques do adversário. Aos 42 minutos, a Desportiva ampliou, novamente com Ronaldo.

No segundo tempo, o Leão voltou mais ofensivo, buscando equilibrar as ações e partir para a reação. Alguns jogadores, porém, continuavam exagerando nas tentativas individuais, enquanto a Desportiva mantinha-se tranquila e explorando os passes em velocidade. Acabou beneficiada por uma intervenção infeliz do goleiro remista Elielton, que foi surpreendido por um chute de Guilherme e deixou a bola passar entre as pernas. Um frangaço.

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A tentativa de reação azulina veio com Alexandre, que marcou um belo gol por cobertura. O atacante ainda marcou outro gol, cobrando pênalti sofrido por Rodrigão. Com a vitória, a Desportiva só precisa de um empate no próximo para se sagrar campeã estadual. O Remo precisa vencer o rival por dois gols de diferença para ficar com o título. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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Ibope: 71% estão satisfeitos com sua vida atual

Uma pesquisa encomendada  ao Ibope, pela  Revista Época, da Globo, e divulgada  na noite de sábado (22), mostra que setenta e cinco por cento dos brasileiros apoiam as manifestações por melhores serviços públicos. No entanto, segundo a pesquisa, só 17%  estão preocupados com corrupção.
Apesar do elevado apoio, apenas 6% disseram ter ido às manifestações e  35% dos que não foram tiveram a intenção de fazê-lo.
Metade dos brasileiros que apoia os protestos considera que os mesmos provocarão mudanças, segundo a pesquisa que entrevistou 1.008 pessoas em 79 municípios entre 16 e 20 de junho. Segundo  a pesquisa, 71% dos brasileiros dizem estar satisfeitos com sua vida atual e 43% terem expectativas positivas sobre o futuro do país.
Entre as pessoas que apoiam os protestos, 69% estão satisfeitas com sua vida e 39% acreditam em um futuro melhor para o país. Em relação ao motivo dos protestos, 77% citaram o transporte público deficiente, 47% a insatisfação com os políticos, 32% a corrupção, 31% deficiências na educação e na saúde, e 18% a inflação.
Interrogados sobre os principais problemas do país, 78% citaram a saúde, 55% a segurança pública, 52% a educação, 26% as drogas, 17% a corrupção e 11% a miséria.

A verdade nua e crua

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Apesar de Sara Carbonero, repórter espanhola, e Ines Sainz, jornalista mexicana, serem as mais famosas da Copa das Confederações, tem outra musa do jornalismo chamando a atenção durante o evento. A responsável por ganhar destaque foi Vero Rodríguez, compatriota de Ines. Em uma matéria para o site Medio Tiempo, a repórter resolveu mostrar suas curvas de biquíni.

A escolha do traje foi para se adaptar ao assunto tratado pela loira. A repórter teve como missão apresentar a praia de Copacabana. Ao aparecer no vídeo, Vero estava vestida, mas bastaram alguns instantes para ela tirar a roupa e ficar apenas de biquíni. Posteriormente, quando foi ao calçadão da praia carioca, Vero vestiu um shorts e ficou apenas com a parte de cima do biquíni.

Por que a Copa vai valer a pena

Por Gerson Nogueira

bol_dom_230613_23.psSei que boa parte da opinião pública anda olhando para a Copa do Mundo com desconfiança, como se fosse um péssimo investimento feito pelo país, quase um presente de grego. Não é. Minha visão da coisa não se pauta apenas pelo aspecto esportivo. O fato é que a Copa é um grande negócio para todos os envolvidos. Fifa, países classificados, patrocinadores e, acima de tudo, o país-sede. Todos lucram e faturam em cima do evento. Só por ingenuidade ou desinformação alguém duvidaria disso.

Os ganhos são cumulativamente maiores quando o mandante é uma potência futebolística, com torcida interessada, participante e ávida pelos jogos. É justamente o caso do Brasil, cuja população respira futebol e tem consciência da importância da principal competição do planeta. Na África do Sul, há três anos, a Copa mudou a cara do país, embora os estádios quase sempre tivessem 30% de lugares desocupados.

Apesar de ter sido repentinamente entronizada no olho do furacão das manifestações de rua no Brasil, a Copa do Mundo tem incontestável valor comercial, além da cobiçada visibilidade planetária. Aliás, em meio às turbulências no Brasil, a Inglaterra já se recandidata a sediar o evento, caso a situação se torne insustentável por aqui. O detalhe é que a economia inglesa vive um de seus piores momentos desde o pós-guerra.

Apontada como vilã pelos jovens de classe média que expressam contrariedade em relação a temas tão diversos como a má qualidade dos serviços públicos, a usina de Belo Monte, o preço das tarifas de ônibus, a maioridade penal, a PEC 37 e o casamento gay, a Copa ainda assim vai acontecer. Queiram seus inesperados detratores ou não.

Os ataques à organização do mundial, mesmo que justificados pela falta de transparência na aplicação de parte dos recursos, soam tardios. O Brasil foi escolhido como sede do mundial em 2007 e, naquela ocasião, ainda sob o governo Lula, a expectativa foi naturalmente alvissareira. Nada justifica qualquer mudança de projeção.

As 12 cidades-sede receberam até agora investimentos calculados em R$ 21 bilhões em obras de mobilidade urbana e estádios erguidos no padrão Fifa. Por sinal, a sofisticação das arenas é o grande pivô das críticas ao evento no Brasil. Bobagem. É natural que as arenas sejam modernas e confortáveis, como também é indiscutível que irão mudar de ponta-cabeça a cultura do futebol no país.

Com a quantidade de arenas entregues ao público desde o começo do ano, torcedores terão mais conforto e segurança ao frequentar estádios. Mais que isso: times e jogadores passarão a dispor de gramados impecáveis, algo inimaginável até o ano passado.

Entre arenas, telecomunicações, serviços e obras de infra-estrutura, o mundial vai injetar cerca de R$ 160 bilhões na economia brasileira até 2014. Os dados constam do minucioso estudo Brasil Sustentável Impactos Sócio-Econômicos da Copa do Mundo, assinado pela consultoria Ernst & Young em colaboração com a Fundação Getúlio Vargas.

Além de investimentos específicos para a competição, setores como construção civil, turismo e comércio desfrutam de recursos superiores a R$ 112 bilhões. No total, quando trilar o apito final da Copa, o país terá contabilizado a criação de 4,3 milhões de empregos ao longo de todo o projeto, com acréscimo superior a R$ 63 milhões na renda da população.

Estudos da própria Fifa indicam que no ano que vem o Brasil deverá lucrar US$ 8,73 bilhões em gastos feitos por turistas atraídos pela Copa. Nesse sentido, os segmentos mais contemplados pela presença de estrangeiros será o de hotelaria (R$ 2,1 bilhões), alimentação (R$ 902 milhões) e comércio, com R$ 831,6 milhões.

Quase tudo isso, obviamente, foi projetado sem levar em conta problemas pontuais, como os tumultos criados nas principais capitais pelos manifestantes sem partido. Daí a conclusão óbvia de que as ações dos vândalos só trarão prejuízos para todos, afinal a lucratividade do evento interessa a todos, direta ou indiretamente. Detonar a Copa, a essa altura, quando começa a fase de colher os lucros da promoção, significa um monumental tiro no pé.

Os exemplos de Alemanha e África do Sul

Acompanhei de perto as duas últimas Copas, na Alemanha e África do Sul. Apesar das substanciais diferenças culturais e econômicas entre os países, um ponto comum foi possível observar nos dois mundiais: o forte envolvimento das populações. Nas ruas, espaços públicos, hotéis e estádios, qualquer visitante se deparava com a adesão das pessoas, conscientes da importância do evento.

Nos dois casos, muitas críticas pontuais à organização, sendo que na África do Sul a remoção de moradores das áreas próximas aos estádios foi o mais ruidoso dos problemas. Surgiram também contestações aos gastos com a construção de estádios, mas à medida que a Copa se aproximou veio a constatação de que o aspecto lucrativo era mais significativo.

Um exemplo do legado que a Copa deixou aos sul-africanos, além das belíssimas – algumas mais luxuosas do que as brasileiras –, foi a transformação das cidades-sede. Em Johannesburgo, Pretória e Porto Elizabeth, as obras de acessibilidade tornaram a cidade ainda mais cosmopolita.

Os ganhos para a população são ainda mais visíveis em Durban, quarta maior metrópole do país. Ali, num espaço de dois anos, viadutos, novas avenidas e túneis modificaram radicalmente a paisagem urbana em benefício direto das pessoas.

Vi de perto esses resultados e reforcei ainda mais a crença de que os lucros gerados pela Copa, em todos os sentidos, não podem ser subestimados. O interesse de todos os países do mundo em sediar o torneio avaliza essa observação. Será que só o Brasil vai jogar pela janela, de mão beijada, essa oportunidade única de faturar alto e se exibir ao mundo? Penso que não.

Seleção, enfim, bate um grande rival

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Por Juca Kfouri

Outra vez o hino cantado à capela em altos brados, retumbante. Outra vez  um time brasileiro tão pilhado que em menos de um minuto, numa blitz empolgante, três chances foram criadas de gol. Experientes e sem saída de bola pela marcação férrea do ataque brasileiro, os italianos tentavam quebrar o ritmo do jogo. Conseguir não conseguiam, embora duas vezes, em 15 minutos, tenham chegado bem ao ataque.

Pela primeira vez nesta Copa das Confederações, o time do Felipão não fazia gol no começo do jogo. A Itália errava muito em sua defesa, infantilmente mesmo. Aos 21, Oscar deu o gol para Neymar que bateu cruzado, mas descalibrado.

Em seguida, Neymar dá uma entrada em Abate, que havia batido nele segundos antes, toma cartão amarelo, mas o abate a tal ponto que ele sai para a entrada de Maggio. David Luiz também se machucou e Dante entrou, aos 32.

Balotelli não conseguia jogar e bobeou ao não se aproveitar de uma surpreendente furada de Dante. O árbitro do Uzbequistão não era amigo do Felipão, que deve ter reclamado muito dele por lá, porque ia amarelando o time nacional. Com razão, aliás.

A justiça no placar veio já nos acréscimos, quando Dante pegou o rebote do Buffon numa cabeçada de Fred, em lançamento de Neymar cobrando falta sofrida por ele mesmo na esquerda. Dante, na cabeçada de Fred, estava ligeiramente impedido…

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O segundo tempo, embora já sem sol e com temperatura bem mais amena, deveria ser de sofrimento para a azurra, claramente desgastada. O Brasil vencia, convencia e alegrava. Pareceu que a festa cresceria no recomeço do jogo, mas um tiro de meta bem batido por Buffon cai no calcanhar de Balotelli que, nas costas de Marcelo, lança Giaccherini que bate cruzado e empata.

Hora de reagir, ou melhor, minutos para reagir, porque Neymar cavou uma falta na entrada da área e bateu com maestria, para fazer 2 a 1, quatro minutos depois. Corrijo: o apitador é amigo do Felipão.

E não é que a Itália achou força para vir para cima do Brasil com tudo?

Aos 23, fim de papo! Marcelo  fez um lançamento sensacional para Fred, que matou a pelota, foi empurrado, mas levou a melhor e fez 3 a 1. Então, Felipão tirou Neymar para que ele fosse delirantemente aplaudido e pôs Bernard, o que tem “alegria nas pernas”. Corrijo novamente: o assoprador de apito não é amigo do Felipão.

Porque ele apitou uma  falta na área do Brasil, o lance seguiu, e Chiellini diminuiu, aos 25. Tinha papo, pois! Fernando entrou no lugar de Hulk, para segurar, diante de quase 49 mil torcedores, apenas mil a menos do que cabe na Fonte Nova. 3 a 2 fôra o resultado que eliminou o Brasil na Copa de 1982 e o da cobrança de pênaltis que deu o tetra em 1994.

Aos 39, Maggio cabeceou no travessão brasileiro. A Itália substituía o cansaço pelo coração em busca do empate em nome da honra, porque dava no mesmo em termos de classificação. Contrariando a Fifa, a torcida, educadamente branca até na Bahia, chamava Balotelli de “viado’. A verdade é que o jogo merecia uma arbitragem mais competente que a do tal Irmatov, que andou mais para Sogratov…

Mas o que é do homem o bicho não come e depois de mais uma roubada de bola,  Bernard achou Marcelo que chutou forte, deu rebote de Buffon que Fred não desperdiçou. A Itália caía de quatro, mas com dignidade.

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NOTAS DA SELEÇÃO:

Júlio César, sem culpa, 7;

Daniel Alves mais preso e bem no apoio, 7;

Thiago Silva, sempre seguro, 7,5;

David Luiz estava afoito e se machucou, 6,5;

Dante entrou e se deu bem, 7;

Marcelo, altos e baixos, mais altos que baixos, 7;

Luiz Gustavo sem problemas, 7;

Hernanes não foi mal, mas não jogou o que ele mesmo esperava, 6,5;

Oscar, desgastado, vaga-lume, 6,5;

Hulk, trabalhador, insinuante, 6;

Fred, fez dois gols e ajudou muito como pivô, 8;

Neymar, apanhou, simulou, fez mais um golaço, cresce o menino, 8,5;

Bernard, alegria nas pernas e passe decisivo, 7;

Fernando, pouco tempo, quase entregou o ouro, tudo bem, 5;

Felipão, cada vez mais, tem o time na mão, 7.

O que fez a Globo tremer

Por Fernando Araújo (do blog Tijolaço)

Ontem, ouvindo os apresentadores do Jornal Nacional, eu escrevi aqui Atenção: a Globo virou o fio! Algo fez o Império recuar na verdadeira campanha de propaganda pró-manifestaçôes que vinha fazendo. Fosse ou não essa a intenção dos manifestantes, a Globo farejou logo que ali estava uma arma contra o Governo Dilma-Lula. Era um “mensalão” com povo.
E bomba, e fogo, e caos. Uma insurreição popular, vestida candidamente de “menos corrupção, mais educação e saúde”.
Por que a Globo abandonou, então, seus inocentes úteis e diz, hoje, num editorial bulldog – Ultrapassou os Limites – que terminou a promoção grátis do Big Brother de rua?
Diz, sem meias palavras: Uma etapa que se esgota, como a atual se esgotou.
Ou seja, acabou. Saem da tela as meninas jovens e bonitas, ficam só os mascarados ameaçadores.
Por que?
Não é apenas porque a Globo viu, no movimento das ruas “a existência de uma agenda ultrarradical para além do passe livre, como a proposta de uma “reforma urbana”, fachada de um programa lunático de desapropriação de propriedades privadas nas cidades”.
Nem é pelo delírio golpista que recorda as acusações que se fazia a João Goulart de querer “implantar uma república sindicalista”, agora repaginada como “chavismo”:
“Algo que se aproxima da perniciosa “democracia direta” chavista, em que as instituições republicanas são subordinadas a um Executivo cesarista, senhor de todas as decisões, manipulador-mor das massas, mantidas coesas por programas populistas assistenciais economicamente insustentáveis”.
O que assustou a Globo são as pesquisas reservadas que possui, diariamente, e que lhe mostraram que a maioria da população chamava o seu Governo a agir e enfrentar a crise política que ela tinha ajudado a gerar e da qual não se diferenciava aos olhos do povão.
Enfrentar a crise não com bordoada e tiros, mas com firmeza de ação e ousadia de proposição.
Que o desejo das ruas que ela manipulava virasse, como vai virar, alavanca de transformação, dando à mudança forças que, talvez, não possa a mídia conter.
A turma de parvenus da Barra, que vaiou a fala de Dilma, ontem, não vai cancelar a assinatura de O Globo nem deixar de lado o julgamento William Simpson Bonner que lhe é diariamente servido.
A velha golpista de 64 apenas disse: meninos, vamos parar, isso não está dando certo.
Agora, em nome da ordem, vão é tratar de construir um moralista para encarnar a “salvação” e esperar a próxima chance de desestabilização.
A nós, resta um caminho, avançar. Porque ficar parado, achando que a direita morreu ou que é diferente da dos velhos tempos – não importa se de piercing – é escapar do fogo para cair na frigideira.