Campeão do turno recebe Papão de Magrão

O Parque do Bacurau será palco nesta quarta-feira, às 20h30, do embate entre o Cametá, campeão do primeiro turno, e o Paissandu. O jogo abre o returno para as duas equipes e pode servir para desempatar o retrospecto entre ambas. Até hoje, foram sete partidas, com três vitórias para cada lado e um empate. No turno, o Cametá surpreendeu com vitória de 2 a 0 dentro da Curuzu. No Paissandu, a novidade é o recém-contratado Adriano Magrão (ex-Bonsucesso), que tem a missão de reabilitar o ataque do Papão, que é o terceiro pior do campeonato. Nos treinos, o técnico Nad optou pelo sistema 4-4-2, escalando Magrão ao lado de Bartola na frente. No treino final, porém, Nad usou uma formação em 4-5-1, com Tiago Potiguar entrando no meio-campo no lugar de Bartola, deixando Magrão como único atacante.

No Cametá, reina um clima de euforia pela conquista do primeiro turno, mas os jogadores estão conscientes da importância de estrear bem no returno. A ideia é ganhar também a segunda fase para garantir a conquista do Estadual. A expectativa é de estádio lotado no reencontro com a torcida cametaense. Cacaio (foto), porém, procura conter a empolgação. “Agora, começa tudo outra vez. A festa do título já passou porque temos um novo objetivo, conquistar o turno”, aconselha. O time terá três sérios desfalques, Ratinho, Rafael Paty e Soares. (Com informações do Bola e da Rádio Clube)

Preços dos ingressos para Independente x S. Paulo

Independente e São Paulo, jogo válido pela Copa do Brasil, está confirmado para o estádio Edgar Proença (Mangueirão) no dia 7 de março, às 22h. As arquibancadas custam R$ 20,00 e as cadeiras, R$ 40,00. Os ingressos começarão a ser vendidos no dia 5 nas bilheterias do Baenão, Curuzu e Mangueirão.

Lusa e Galo estreiam no returno

A Tuna e o Independente Tucuruí iniciam hoje, às 15h30, no Souza, caminhada no returno do Campeonato Estadual. A Lusa foi semifinalista do primeiro turno, com campanha que superou as suas próprias expectativas. Já o campeão paraense de 2011 cumpriu trajetória abaixo da crítica, posicionando-se em último lugar na classificação, com seis pontos e uma vitória em sete jogos. O Galo Elétrico, agora sob o comando de Valter Lima, contratou o atacante Jean e o meia Gegê, ex-Castanhal. A diretoria anunciou também o meia-atacante Felipe Gaúcho, vindo do futebol goiano. A Tuna de Charles Guerreiro não tem novidades em relação ao primeiro turno e a equipe centra suas forças no meio-de-campo, onde se destacam Euler e André Mensalão, e no ataque, que tem Lineker e Beá como principais peças.

As mentiras sobre as privatizações

Por Manuel Dutra

Celpa, empresa que distribui energia elétrica no Pará, jogou a toalha. É um exemplo claro do desastre das privatizações irresponsáveis, em que empresas públicas construídas com o dinheiro suado do zé-povo vai para as mãos de grupos desqualificados. Outro grande exemplo, do governo FHC, foi a entrega da Embratel para especuladores estrangeiros. 
A Celpa, uma das empresas controladas pelo Grupo Rede, foi privatizada através de leilão público no dia 7 de julho de 1998, no primeiro governo de Almir Gabriel. O preço de venda da empresa alcançou, na época, a cifra de R$ 450 milhões. Era muito dinheiro na época. O que foi feito com essa grana toda? Nada, além daquelas coisas sobre as quais são eternas as suspeitas.
O certo é que há anos a Região Metropolitana de Belém vive alternando apagões pelos diversos bairros. A instabilidade da corrente elétrica é um fato. Uma porcaria que se verifica pelo interior do Estado. No entanto, durante a farra das privatizações – a palavra é essa mesmo, farra! – o que foi que Almir e FHC disseram? Que os capitais privados é que dariam o impulso ao crescimento da infraestrutura do país.

No dia 9 de dezembro do ano passado o Diário do Pará publicou a notícia que segue:
“A direção da Celpa não confirmou, mas também não negou, nesta quinta-feira (8), a informação de que o controle da Rede Energia foi posto à venda. A notícia, com origem em São Paulo, onde fica o comando do grupo, foi veiculada ontem por agências de notícias nacionais. “A Celpa não vai se pronunciar hoje (ontem) sobre o assunto”, afirmou uma fonte da assessoria da empresa.
Ela admitiu a possibilidade de ser divulgada hoje uma nota expondo oficialmente a posição da companhia. Se isso acontecer, a nota provavelmente confirmará a venda. A matéria mais completa sobre a anunciada venda do controle da Rede Energia foi publicada pelo Valor Econômico. Segundo o jornal, o Grupo Rede, dono da concessão de distribuidoras de energia em sete Estados brasileiros – incluindo o Pará, com a Celpa – vem enfrentando há anos dificuldades financeiras, com prejuízos frequentes e tendo de administrar um alto endividamento. O último balanço do grupo, com dados do terceiro trimestre deste ano, conforme revelou o Valor, mostra vencimentos de empréstimos e financiamentos de curto prazo na ordem de R$ 2 bilhões, além de outros R$ 5 bilhões de obrigações de longo prazo”.

Hoje, anotícia que está na praça é a seguinte:
A Celpa, distribuidora de energia elétrica do Pará controlado pelo Grupo Rede Energia, entrou com pedido de recuperação judicial, informou a empresa ontem (28). “A despeito dos esforços da administração junto a credores e potenciais investidores, o pedido de recuperação judicial mostrou-se inevitável diante do agravamento da situação de crise econômico-financeira da Celpa e do imperativo de proteger a continuidade dos serviços públicos por ela prestados”, informa a empresa.
Segundo o comunicado, a medida visa proteger o valor dos ativos da Celpa, atender aos interesses dos credores, na medida dos recursos disponíveis e manter a continuidade das atividades da companhia.
A Celpa é uma das distribuidoras com pior desempenho do Grupo Rede Energia e segundo o balanço patrimonial fechado em setembro de 2011, tinha uma dívida de curto prazo de 1,4 bilhão de reais e de longo prazo também no mesmo valor.
Uma fatia de 54% do acionista majoritário da Rede Energia, Jorge Queiroz Jr, está a venda em uma operação da qual o grupo AES e a a chinesa State Grid já desistiram, diante dos riscos regulatórios e do preço pedido pela participação.

Será que agora vai?

Presidentes de federações apostam que Ricardo Teixeira vai anunciar nesta quarta-feira o seu afastamento da CBF, durante assembleia geral extraordinária marcada para o início da tarde, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. A dúvida é se o mandatário maior do futebol brasileiro, no poder desde 1989, vai se licenciar do cargo ou optar pela renúncia. “Sou a favor da legalidade, o que não vou aceitar é golpe. O problema está na intromissão do Marco Polo Del Nero (presidente da Federação Paulista de Futebol) no processo”, disse o presidente da federação catarinense, Delfim Peixoto Filho, com quem Ricardo Teixeira costuma manter contato permanente.

Na eventualidade de renúncia de Teixeira, assumiria, de acordo com o estatuto, o vice-presidente mais velho: José Maria Marin, de 79 anos, ex-governador de São Paulo e apadrinhado por Del Nero. Se o presidente da CBF pedir licença, no entanto, pode escolher qualquer um dos cinco vices. “Eu acredito, sim, que vamos ouvir dele um pedido de licença”, disse Delfim. Para ele, Teixeira deve pedir licença de 180 dias, renovável por mais 180.
Mas, para o gaúcho Francisco Noveletto Neto, o presidente entrega o cargo nesta quarta. “Acho que ele sai. Foi o que disse ao tio, Marco Antônio Teixeira, quando o demitiu (em 3 de fevereiro)”, disse. “O presidente está cansado, quer viver um pouco, enjoou. A família pesou bastante na decisão”, afirmou. Teixeira reservou para esta quarta um presente para cada dirigente das 27 federações. Isso foi interpretado por alguns como um gesto de despedida.

Caso Ricardo Teixeira saia, os presidentes estão divididos. Há os que defendem que Marin assuma e cumpra o mandato até 2015; os que apoiam a posse do paulista e a convocação imediata de novas eleições e, entre eles, os que já declaram apoio a uma possível candidatura de Del Nero, como o presidente da federação maranhense, Antonio Américo Gonçalves, outro que também acredita na saída de Teixeira. “Para mim, ele vai pedir licença do cargo” disse.

Na última terça, prova da influência dos paulistas atualmente, Del Nero e Marin recepcionaram todos os dirigentes na entrada do hotel Transamérica, na Barra da Tijuca, onde estão hospedados, com as despesas pagas pela CBF. Há, também, dirigentes que desejam outra candidatura que não a de Del Nero, que poderia vir do Rio, com Rubens Lopes, ou do Rio Grande do Sul, com Noveletto. (Com informações da ESPN e Ag. Estado)

Tribuna do torcedor

Por Antonio Sérgio Cardoso (aguiarpara@yahoo.com.br)

Sou teu leitor, ouvinte e ainda de quebra te vejo aos domingos no BOLA NA TORRE. Em função disso permita-me discordar do teu comentário  sobre a atuação do árbitro de ontem no jogo entre Remo e Águia, de Marabá. Não sei se você estava no estadio ou se as ánalise foi feita atráves de imagems da TV Cultura. O certo é que o penalti reclamado pelos jogadores do Águia realmente aconteceu. Se mudaria o resultado do jogo não sei, o que sei é que o time marabaense foi pela segunda vez, em menos de 72 horas prejudicado pela abrbitragem, que todos insistem em afirmar que é a melhor dos últimos tempos, o que sinceramente discordo. Como falou aquele direto de uma escola de samba de São Paulo: estou sentindo cheiro de formol em relação às arbitragens. Se fosse dirigente das equipes interioranas, ficaria de barbas de molho. Parece que não querem que se repita o feito do Independente. Todo o cuidado é muiiito pouco!

Time de Mano, futebol de menos

Por Gerson Nogueira

Até as comemorações da Seleção Brasileira estão piores. Coerente com o nível do futebol apresentado, o primeiro gol brasileiro contra a Bósnia mereceu coreografia canhestra do lateral Marcelo em homenagem ao inevitável Michel Teló. Quanto ao jogo, nenhuma novidade. A indigência técnica virou regra no escrete que já foi o melhor do planeta.
Sem querer ser nostálgico, e já sendo, lembro que a Seleção dos bons tempos às vezes até se dava ao luxo de jogar mal. Quando isso ocorria, por raro, as trombetas soavam e o céu desabava. Técnicos balançavam e caíam. Enfim, criava-se uma confusão dos diabos.
A curva descendente, iniciada na Copa de 2006, não estimula nem mesmo cornetadas contra Mano Menezes. No máximo, ele é alvo de tuitadas implacáveis. O torcedor sabe que o técnico é limitado, mas não está sozinho na história. Conta com a luxuosa companhia de uma das piores safras de boleiros nacionais.   
Tão medíocre que não conseguiu envolver a peladeira (e violenta) seleção da Bósnia, integrante do quarto escalão do futebol mundial. E foi uma partida duríssima, com direito a sufoco bósnio no segundo tempo e gol contra no último instante. Mas, pensando bem, o que esperar de Sandro, David Luiz, Fernandinho, Elias, Jonas, Hulk?
Só os teimosos e alienados ainda acreditam em milagres no futebol. Jogadores fracos não podem tornar uma seleção forte. Ainda mais quando têm como referências alguns veteranos enfastiados, como Júlio César e Ronaldinho Gaúcho.
Aliás, a indolência de Gaúcho é algo digno de nota. Incrível como o técnico da Seleção tem a ousadia de convocar um jogador que hoje é um mero batedor de ponto na repartição. No Flamengo, onde curte férias remuneradas, todos parecem resignados a nada esperar do camisa 10 que também já foi melhor do mundo.
Júlio César é um caso à parte. Não justifica um lugar na Seleção desde que falhou contra a Holanda, em 2010. Passou a engolir frangos com incômoda constância, mas segue prestigiado e arrogante. Sua escalação é tão estranha quanto a insistência em manter Ganso no banco.
O fato é que, a cada nova constrangedora apresentação, como a de ontem, o torcedor é convidado a cair na real. É assustador observar o quanto a seleção titular do Brasil se deixou vulgarizar, sem exibir vestígios de organização tática e sob permanente crise criativa. Não há vida inteligente no meio-de-campo e o ataque vive dos espasmos de Neymar, embora este nem de longe arrisque as jogadas individuais que esbanja no Santos. E o mais assustador é que tudo isso ocorre a dois anos da Copa. 
 
 
O Remo ressuscitou, parece outro. E nem precisou de mudanças radicais na escalação. André e Jonathan, os dois volantes, foram fundamentais na construção da vitória, que podia ser apertada (pela forte pressão do Águia no 2º tempo), mas se transformou em goleada acachapante em dois lances especialmente felizes do ataque azulino. 
Flávio Lopes revelou domingo, no Bola na Torre, que estranhou a frouxa marcação exercida pelos meio-campistas do Remo. Trabalhou muito em cima disso e o resultado apareceu, até antes do que se esperava. Todo o time mostrou comprometimento e interesse na recuperação da bola.
Apesar do cansaço decorrente da decisão do turno, no último sábado, o Águia foi agressivo como sempre e poderia ter tido melhor sorte, caso Flamel e Branco estivessem com a pontaria mais apurada. A equipe não atuou mal, porém teve pela frente um Remo diferente na determinação e na própria postura diante de um resultado desfavorável.
Ao contrário do que acontecia no turno, o time ganhou dinamismo e soube valorizar a posse da bola, caprichou na aproximação e procurou sair para o ataque sempre com mais de três jogadores. Cassiano, o outro destaque da noite, teve papel decisivo. Participou diretamente de dois gols e teve grande movimentação no ataque, explorando a velocidade.
A qualidade dos volantes e a definição do papel de Cassiano, que Sinomar queria posicionar como organizador, podem fazer com que o Remo de Flávio Lopes se torne um time bastante ofensivo.
É importante considerar que os quatro garotos usados por Lopes tiveram grandes atuações. Jonathan, Cametá, Betinho e Reis confirmaram as previsões e se candidatam a permanecer no time, embora alterações ainda devam ocorrer com a chegada dos reforços.     
 
 
A estréia do Paissandu no returno, hoje, em Cametá, tem como principal atração o atacante Adriano Magrão. Sem goleador desde que Rafael Oliveira foi embora, o time ganha em força ofensiva com a presença de um centroavante fixo. Beneficiado direto, Bartola pode dedicar-se à função de segundo atacante, sem a obrigação de encarar a briga direta com os zagueiros e com espaço para explorar ainda mais seus recursos de velocista pelas extremas.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 29)