Bolsonaro leva a extrema direita ao Planalto

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Por Carla Jiménez, no El País

O Brasil vive uma mudança pendular radical na presidência com a chegada de Jair Messias Bolsonaro, um militar da reserva, que toma posse no primeiro dia do novo ano. Após 13 anos de governo de centro-esquerda, seguido de dois anos de transição com o presidente Michel Temer depois do impeachment de Dilma Rousseff, o Brasil testa pela primeira vez em sua história democrática um Governo de extrema direita, demonstrando que o pêndulo se moveu com mais força desta vez.

Até então, éramos um país acostumado a viver polos mais amenos na política desde que a democracia foi restaurada em 1985, depois de 21 anos de ditadura militar. Foi assim com a social-democracia de Fernando Henrique Cardoso, que governou entre 1995 e 2002, e a era trabalhista de Lula e Dilma Rousseff (2003 a 2016). Agora, Bolsonaro põe o Brasil na frente do espelho e da guinada direitista que marca a política internacional em alguns países. 

Os ecos da recessão econômica que durou até 2017, e as denúncias de corrupção contra o Partido dos Trabalhadores, que governou por 13 anos, abriram espaço para a ascensão do presidente com traços autoritários que elogia os tempos da ditadura militar, ironiza conquistas sociais e se alinha com os líderes dos Estados Unidos, Israel, Itália e Hungria. Bolsonaro foi eleito democraticamente no segundo turno com o voto de quase 58 milhões de brasileiros, em 28 de outubro, derrotando Fernando Haddad, do PT. Nem sua ameaça de cortar direitos trabalhistas, reduzir as defesas ao meio ambiente, limitar investimentos em cultura e colocar o país sob um conservadorismo religioso o detiveram.

O novo presidente do Brasil é a grande novidade que surgiu como um antissistema “contra tudo o que está aí”, mesmo tendo se alimentado da mesma política nacional por 28 anos como parlamentar, depois de deixar o Exército. Ele deixou o “baixo clero” do Congresso, rótulo de políticos com atuação marginal, diretamente para a presidência do país de 209 milhões de habitantes e um PIB de 6,56 trilhões de reais. Navegou nos mares revoltos pelas investigações da Lava Jato e a economia deprimida dos anos Dilma com um discurso antiesquerda, reavivando a Guerra Fria do século 20. “Longe de mim querer ser o salvador da pátria, mas o Brasil não podia continuar flertando com o comunismo, o socialismo, o populismo e o desgaste dos valores familiares”, disse ele alguns dias depois de ser confirmado presidente nas urnas.

Reforçou a sua posição ao anunciar que estava retirando o convite feito pela diplomacia do presidente Michel Temer aos líderes da Venezuela, Cuba e Nicarágua para comparecerem a sua posse neste dia 1º. Seus ministros e os parlamentares de seu partido, incluindo três filhos que atuam na política, endossam a narrativa de ataque aos “vermelhos”, a cor do PT no Brasil, que associam à corrupção e ao debacle na economia.

O Brasil não teme mais os militares como nos tempos da ditadura que durou 21 anos, e Bolsonaro chega ao poder cercado por eles, como prometeu durante a campanha. Seu vice, Hamilton Mourão, é um general de reserva. Sete de seus 22 ministros que assumem oficialmente o cargo em 2 de janeiro também são militares ou tiveram formação no Exército. Outros governos democráticos também tiveram militares como ministros, mas com Bolsonaro estão em maior proporção e alguns reforçam outros ministérios. Um deles, o general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz, vai ocupar o cargo de ministro da Secretária de Governo, e dividir com outro ministro, Onyx Lorenzoni, um civil, o poder de articulação com o Congresso, o que representa um maior controle das negociações com os parlamentares. “Qual deputado vai atrever-se a retardar as negociações com o Governo na presença de um ministro militar?”, diverte-se um observador político.

Nada parece estranho no Brasil de 2018, pelo contrário. Por ora, 75% dos brasileiros apoiam as medidas que Bolsonaro adotou nesse período de transição, como mostrou uma pesquisa do instituto Ibope. O otimismo com a mudança de governo também contagiou as expectativas para a economia: 47% dos entrevistados para uma pesquisa do instituto Datafolha demonstram confiança em que a taxa de desemprego vai cair nos próximos meses, um recorde desde 1995. “É a lua de mel que vivem todos os novos governantes”, diz Claudio Couto, cientista político de São Paulo.

A dúvida é se essa euforia terá amparo na realidade a partir de 1º de janeiro e quanto tempo vai durar ao longo do Governo Bolsonaro. É a pergunta de um milhão de dólares que diplomatas de todas as nações que se relacionam com o Brasil se fazem desde que o ex-militar foi confirmado presidente em 28 de outubro. Bolsonaro teve 64 dias de ensaio do que será estar na posição mais alta da nação mais relevante da América Latina. Nestes dois meses ele se preocupou em enviar mensagens para satisfazer os desejos de seus eleitores e reforçar a imagem de líder popular antiesquerda.

Entre a campanha midiática para se apresentar como popular –com a exibição de fotos comendo pão com leite condensado ou lavando e estendendo a própria roupa–, lançou polêmicas como recusar que o Brasil seja sede da Conferência do Clima em 2019 (COP 25), como se esperava. Também demonstrou desprezo pelo Acordo de Paris, anunciou a intenção de mudar a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e que o Brasil deve retirar-se do Pacto Global de Migração, assinado por 160 países.

Como um encantador de serpentes, Bolsonaro tem agigantado inimigos que muitas vezes são menores do que o que ele apresenta. Os imigrantes, por exemplo, representam 0,4% da população brasileira. Seu discurso, no entanto, procura coincidir com o de outros líderes de extrema direita, e também com o do presidente Donald Trump, que Bolsonaro deliberadamente imita. Os Estados Unidos aplaudem sua disposição, mas estarão representados na posse de Bolsonaro apenas pelo secretário de Estado, Mike Pompeo.

Para além do marketing, o novo presidente começa sob uma nuvem de suspeitas sobre a lisura que cobra de seus adversários, após a notícia de que um amigo seu, Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho Flavio Bolsonaro, fez operações suspeitas com dinheiro, em um valor muito acima de sua renda. Queiroz trabalhou como motorista do filho do presidente eleito. Convidado a dar explicações ao Ministério Público, faltou três vezes, e já provocou uma campanha nas redes sociais com o “Onde está Queiroz?“.

Fora do Brasil, há um real incômodo entre os atores que dependem do país sobre como tudo se acomodará a partir deste 1º de janeiro. A percepção é a de que Bolsonaro ainda está preso à euforia do candidato vencedor, e não vestiu as roupas de presidente ponderado e conciliatório como deveria. “Quanto a tudo que disse, é um jogo de palavras para agradar a seus eleitores, e ainda teremos de ver quanto ele realmente vai pôr em prática”, diz um diplomata, preocupado com as empresas de seu país que estão no Brasil. A imprecisão de seus discursos já tem consequências, avalia Oliver Stuenkel, especialista em relações internacionais. “O custo que Bolsonaro gerou para a política externa já é enorme, especialmente na questão climática, que o Brasil poderia liderar”, diz Stuenkel, que transita entre diplomatas de todo o mundo.

Os ministros que nomeou se encarregaram de amplificar a incerteza, como a da Agricultura, Teresa Cristina, que propôs reduzir a fiscalização em frigoríficos de carne para que cada empresário faça seu próprio controle. Em outra frente, os 52 deputados eleitos por seu partido, o Partido Social Liberal, também deixaram no ar como serão as relações com o Legislativo. Os parlamentares, muitos dos quais assumem cargos públicos pela primeira vez, protagonizaram lutas internas e com seus adversários políticos, até mesmo com agressões físicas. Para marcar posição, as bancadas do PT e outro partido de esquerda, o PSOL, também constantemente atacado por Bolsonaro, decidiram não ir à cerimônia de posse do novo presidente. Um sinal que preocupa quando o Brasil precisa aprovar reformas urgentes, como a da Previdência Social.

O jogo começa de verdade a partir de agora e, sem um norte claro, Bolsonaro poderá perder força se seu estilo agressivo chegar a complicar a economia e afetar a parte que mais dói às pessoas comuns em qualquer parte do mundo: o bolso. A recuperação econômica é fundamental para que o presidente eleito continue no poder com o apoio inicial. Com o desemprego em 11,6%, o Brasil ainda se recupera de dois anos de recessão, com alta informalidade e expectativa de crescimento do PIB de pouco mais de 1,3% neste ano. O novo Governo tem uma sensível margem de manobra, em um país que congelou os gastos públicos por pelo menos uma década, e por um governo que visa reduzir o tamanho do Estado.

“O povo me elegeu porque quer menos Estado e mais mercado”, repete o novo presidente. Oliver Stuenkel vê aqui um paradoxo para os brasileiros. “Se a economia crescer, Bolsonaro se sentirá seguro, para não respeitar as regras do jogo”, diz ele. Seria algo como Trump nos EUA, com a diferença de que as instituições norte-americanas são muito mais fortes que as brasileiras. “É como se o crescimento da economia fosse perigoso para a democracia no Brasil”, adverte. Em outras palavras, a tolerância popular por mudanças nas regras do jogo democrático pode crescer se a economia estiver indo bem. Por enquanto, são exercícios de especulação sob uma percepção indesejável em relação a um Governo que começa agora.

Em baixa, Tite e Seleção terão de driblar incertezas em 2019

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Depois de um bom desempenho nas Eliminatórias, sob o comando de Tite, a Seleção Brasileirachegou em alta para o ano de 2018. No entanto, mais uma vez a equipe decepcionou, deixando o sonho do hexacampeonato mundial escapar. Após a Copa do Mundo, alguns novos jogadores foram testados, mas fato é que o futebol do Brasil ainda não convence, e com várias incertezas para 2019, cuja principal competição será a disputa da Copa América no Brasil, o comandante da equipe termina o ano pressionado.

A Seleção Brasileira terminou as Eliminatórias para a Copa do Mundo em primeiro lugar, com 41 pontos, 10 a mais que o segundo colocado, Uruguai. Assim, o Brasil de Tite começou 2018 com o moral lá em cima, e o primeiro jogo do ano aumentou ainda mais as expectativas: no dia 23 de março, diante da Rússia, anfitriã do Mundial, um tranquilo 3 a 0.

Até a Copa, foram mais três jogos e três vitórias, incluindo um 1 a 0 sobre a poderosa Alemanha, no primeiro reencontro entre as equipes desde o fatídico 7 a 1, em 2014. No Mundial, contudo, com um Neymar ainda se recuperando da lesão no quinto metatarso do pé direito, a equipe deixou clara a dependência do camisa 10 e demonstrou algumas irregularidades. Na estreia, o empate pelo placar de 1 a 1 com a Suíça foi um balde de água fria. Ainda sem convencer, a equipe de Tite foi avançando, mas esbarrou no primeiro tempo espetacular da boa seleção da Bélgica, nas quartas de final, e, de forma justa, teve de ir para casa mais cedo após uma derrota por 2 a 1.

Após a eliminação, com a justificativa de necessidade de continuidade no projeto, Tite foi mantido no cargo, e não sofreu mais nenhuma derrota até o final do calendário. Em uma primeira análise, o ano da Seleção pode ser considerado bom, pois em 15 jogos, foram 13 vitórias, um empate e apenas uma derrota. No entanto, é preciso destrinchar um pouco mais os números para entender melhor o desempenho da equipe.

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Dos 15 adversários brasileiros durante 2018, apenas dois estão dentro do top 10 do ranking da Fifa: a Croácia, quarta colocada, derrotada por 2 a 0 em um amistoso no dia 03/06, e a Bélgica, primeira colocada, justamente a equipe que eliminou o Brasil da Copa do Mundo com uma vitória por 2 a 1.

Por seis vezes, a Seleção conseguiu vitórias por 2 a 0, o resultado mais comum no ano. Ocorreu contra Costa Rica, Sérvia, México (Copa do Mundo), Croácia, Estados Unidos e Arábia Saudita (amistosos). O 1 a 0, segundo placar mais comum (quatro vezes), ocorreu contra Alemanha, Argentina, Uruguai e Camarões, todos jogos de caráter amistoso.

Os dados refletem bem a realidade da equipe canarinho. O time tem uma defesa sólida (foram apenas três gols sofridos durante todo o ano) e costuma ter a posse da bola, mas tem muitas dificuldades em transformar o domínio do jogo em chances reais e efetivas de gol, sobretudo quando o adversário é forte defensivamente. Caso do Uruguai, por exemplo. Tanto é que o resultado mais elástico foi um 5 a 0, em amistoso realizado contra El Salvador, justamente a equipe que, dentre as que enfrentaram o Brasil, tem a pior colocação no ranking da Fifa (70°).

Decepções

Dentre os 49 convocados por Tite ao longo do ano, é possível citar alguns destaques individuais, bem como alguns jogadores que acabaram decepcionando. Gabriel Jesus, escolhido para ser o camisa 9 na Copa do Mundo, não balançou as redes nenhuma vez na Rússia, e assim perdeu muito espaço na equipe. Renato Augusto, Fernandinho e Paulinho, jogadores de confiança do treinador, foram mal, mas mesmo assim continuaram sendo lembrados nas listas. Marcelo, um dos pilares da equipe, também não fez boa Copa, e termina o ano de forma decrescente.

O craque da equipe, Neymar, fez o que se espera de um grande atacante: gols. É inegável, foram sete tentos em 13 jogos disputados. No entanto, é possível afirmar que o ano do camisa 10, em geral, não foi bom. Quando mais se precisava do craque, na Copa do Mundo, ele exagerou no individualismo e protagonizou cenas que acabaram virando piada mundial.

Por outro lado, o goleiro Alisson, que foi o que mais atuou, com 1080 minutos disputados, foi bem. Ainda que não tenha sido muito testado pelas equipes adversárias durante o Mundial, o arqueiro cada vez mais se firma como a primeira opção para os próximos anos. Arthur, que não foi lembrado por Tite para a Copa, vem a cada jogo fazendo com que o treinador se arrependa da escolha, se colocando como um dos maestros da equipe, ao lado de Coutinho, um dos mais utilizados. Richarlison, por sua vez, se aproveitou da má fase de Gabriel Jesus para crescer, e com grandes atuações e bolas nas rede, aparece como uma das principais opções no comando de ataque.

Novidades

Diante desse cenário, algumas peças que têm pouco espaço ou que nunca foram convocadas podem surgir como opções para a Copa América de 2019. Com o fim do Campeonato Brasileiro, jogadores como Bruno Henrique e Dudu, dois dos pilares da conquista do Palmeiras, ganham cada vez mais força no cenário nacional, assim como Everton, do Grêmio. Gabriel Barbosa, o Gabigol, que estava esquecido na Europa, voltou para o Santos e terminou a temporada como artilheiro do Brasileirão e da Copa do Brasil, e é outro que pede passagem.

Vinicius Junior, ainda despontando no Real Madrid, também pode estar presente nas listas em um futuro próximo. Caso parecido com o de Lucas Paquetá, que após se destacar com a camisa do Flamengo, tentará manter o bom desempenho pelo Milan.

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Já no comando técnico, com Tite pressionado, a tendência é que não ocorra nenhuma mudança até o final da Copa América, que será disputada em solo brasileiro. Em caso de não conquista do torneio, contudo, é provável que a situação de Adenor fique insustentável. Diante disso, o cenário nacional é um pouco escasso. O principal nome atualmente é o de Renato Gaúcho, que se destacou nos últimos anos com a conquista da Libertadores pelo Grêmio, em 2017. Felipão, atual campeão brasileiro com o Palmeiras, parece já ser carta fora do baralho sobretudo por conta do vexame na Copa de 2014, enquanto Fabio Carille, que conquistou o Brasileirão com o Corinthians em 2017 e recentemente acertou o seu retorno ao clube, também é um nome que já foi ventilado na CBF.

 

Ao lado de Lula, pela liberdade

O ex-presidente Lula, que deveria tomar posse como presidente da República nesta terça-feira (1º) se não tivesse sido alvo de um processo forjado, feito sob medida para exclui-lo da disputa eleitoral, recebeu uma homenagem simbólica nesta segunda-feira 31, em Curitiba.

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Apoiadores que estão na capital paranaense, na Vigília Lula Livre, para passar o réveillon com o ex-presidente estenderam uma faixa de 60 metros de largura em frente à Superintendência da Polícia Federal na capital do Paraná, onde o líder petista é alvo de uma prisão política há exatos 269 dias, desde 7 de abril.

A Vigília realiza uma programação especial nesta segunda, com os tradicionais bom dia, boa tarde e boa noite presidente Lula, além de atividades artísticas, culturais e poéticas, um ato político com representantes das Caravanas e convidados, um ato inter-religioso, uma confraternização de final de ano e, por fim, a virada do ano com Lula.

Papão acerta com zagueiro e atacante

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Na fase final de montagem do novo elenco de futebol profissional, a diretoria do Paissandu acertou nesta segunda-feira a contratação de mais dois jogadores: o zagueiro Victor Oliveira, que vai defender o Papão por toda a temporada 2019, e o atacante Felipe de Jesus.

Da cidade de Conceição do Araguaia, no Sudeste do Pará, Victor Oliveira é um zagueiro de 24 anos de idade que iniciou a carreira no Atlético-GO, onde permaneceu por três anos até ser transferido para o Fluminense-RJ, equipe pela qual atuou na Série A do Brasileirão, em 2015. Tem experiência internacional, com passagem pelo Sheriff, da Moldávia. Este ano, defendeu o Atlético-GO na Série B. É rápido, de boa estatura e versátil, tendo jogado no Fluminense como lateral-esquerdo.

Felipe de Jesus, de 21 anos, natural do município de Monte Alegre, na região de Santarém, atuou por várias equipes do Pará. Teve passagem pelo Remo e agora uma grande oportunidade na Curuzu. Posteriormente, Felipinho defendeu a Tombense-MG e, este ano, a Jataiense-GO, além do Tapajós, onde jogou a Segundinha. É atacante de velocidade.

Os dois novos reforços juntam-se ao elenco a partir do dia 3 de janeiro. O presidente eleito, Ricardo Gluck Paul, e o diretor de Futebol, Felipe Albuquerque, sempre em conjunto com o técnico João Brigatti, ainda continuam em busca de novos profissionais para o elenco do Papão.

Remo (5ª) e PSC (12ª) entre as mais belas camisas do futebol brasileiro

2018 está acabando, e chegou a hora do blog Varal ESPN fazer sua retrospectiva das mais belas camisas de futebol lançadas no país neste ano. Confira a lista abaixo e diga se você concorda ou discorda. Faltou alguma? Deixe também sua opinião nos comentários! Faltou alguma? Deixe também sua opinião nos comentários!

  • 20º lugar: Ceará (edição especial)
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Topper lançou neste ano uma linha do “Outubro Rosa”, campanha de prevenção ao câncer de mama, para diversos clubes. Entre os uniformes apresentados pela marca, o do Ceará, com o escudo da agremiação em degradê, se destacou e ganhou a 20ª posição de nossa lista.

  • 19º lugar: Portuguesa (camisa 2)
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A Portuguesa está vivendo fase tenebrosa nos gramados já há alguns anos. No entanto, seu criativo uniforme 2, que parece desenhado a lápis de cor, figura na 19ª posição de nossa seleção da temporada. Uma pequena alegria para a torcida…

  • 18º lugar: Coritiba (camisa 3)
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Após lançar sua marca própria de camisas, o Coritiba pediu aos seus torcedores que desenhassem um uniforme 3 para o clube de coração. O concurso resultou nesta bela indumentária verde e preta, que aparece no 18º posto de nossa lista.

  • 17º lugar: Avaí (camisa 3)
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Simples e eficiente: a bela camisa 3 do Avaí, toda azul, ganhou a 17ª colocação.

  • 16º lugar: Flamengo (camisa 2)
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Adidas caprichou em todas as camisas do Flamengo nesta temporada. No entanto, o uniforme 2, com jeito de retrô, conquistou o Varal ESPN, que colocou o manto no 16º lugar de nossa lista.

  • 15º lugar: Brasil de Pelotas (camisa 1)
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Com um desenho bastante inovador da Topper, a camisa do Brasil ganhou a 15ª posição.

  • 14º lugar: Botafogo (goleiro)
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O uniforme lançado especialmente para marcar a aposentadoria do ídolo Jefferson conquistou os torcedores do Botafogo e foi elogiada também por fãs de outras equipes. Uma bela combinação de cores valeu à camisa o 14º posto.

  • 13º lugar: Chapecoense (edição especial)
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Além de linda, a camisa ainda possui uma história especial: homenageia a Colômbia, país com o qual a Chapecoense criou ligação especial após o triste acidente aéreo antes da final da Copa Sul-Americana de 2017. O uniforme foi um sucesso arrebatador de vendas, e conquistou o 13º lugar de nossa seleção.

  • 12º lugar: Paysandu (camisa 1)
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A beleza da camisa 1 do Paysandu reside no capricho e na simplicidade. Justo 12º lugar.

  • 11º lugar: Ferroviária (camisa 1)
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Com uma bonita homenagem às chapas de ferro dos vagões dos trens, a Lupoacertou demais no uniforme 1 da equipe paulista para essa temporada. Mesmo longe das glórias do passado, o clube de Araraquara arrebatou a 11ª posição de nossa seleção.

  • 10º lugar: Grêmio (camisa 3)
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O uniforme 3 do Grêmio não foi muito usado pelo clube na temporada. No entanto, o modelo inteiro preto feito pela Umbro conquistou até mesmo torcedores de outras equipes. Entra com justiça na 10ª colocação da lista.

  • 9º lugar: Cruzeiro (camisa 3)
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Umbro fez uma criativa homenagem à cor prateada dos troféus na camisa 3 do Cruzeiro, que fez bastante sucesso entre os torcedores. Também agradou o Varal ESPN, que colocou o uniforme no 9º lugar da seleção.

  • 8º lugar: Santos (camisa 1)
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A volta da Umbro ao Santos não poderia ter sido melhor. A marca não inventou e fez uma linda camisa 1 para o Peixe, inteira branca e com pouco (e belos) detalhes em dourado. Não à toa, o uniforme figura na 8ª colocação dessa lista.

  • 7º lugar: Vasco (camisa 3)
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Muitos desconfiavam da volta da Diadora ao Brasil, após tantos anos fora do mercado nacional. A marca italiana provou no Vasco, porém, que segue afiada. Com uma linda camisa inteira preta, recheada de detalhes interessantes, conquistou a 7ª posição.

  • 6º lugar: CRB (camisa 3)
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Misturando dois tons de vermelho e detalhes de prateado, a Rinat criou uma linda camisa para o time alagoano. O CRB pode ter feito uma temporada aquém das expectativas, mas leva o 6º lugar na nossa seleção.

  • 5º lugar: Remo (camisa 1)
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Já há alguns anos o Remo se notabiliza por ter uma das mais belas camisas do país. E, em 2018, não foi diferente. Com desenho clássico e detalhes em dourado, o uniforme feito pela Topper entrou na 5ª colocação da lista.

  • 4º lugar: Fortaleza (edição especial)
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Agora fabricando seus próprios uniformes, o Fortaleza arrepiou em sua camisa especial do centenário. Com um desenho que conquistou o coração dos torcedores do clube (e de muitos apaixonados por uniformes esportivos espalhados pelo Brasil), o time cearense faturou o 4º lugar.

  • 3º lugar: Seleção brasileira (camisa 2)
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O Brasil de Tite jogou um futebol burocrático na Copa do Mundo 2018 e caiu logo nas quartas de final, contra a Bélgica. No entanto, é inegável que a camisa 2 da seleção brasileira foi uma das mais bonitas do Mundial da Rússia. Por isso, entrou na 3ª posição.

  • 2º lugar: Palmeiras (camisa 1)
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Em seu ano de despedida do Palmeiras, que passará a vestir Puma a partir de 2019, a Adidas executou o uniforme 1 dos alviverdes com perfeição. O sucesso foi tanto que a camisa ganhou a eleição de mais bonita do mundo em enquete promovida pelo jornal espanhol Marca, em agosto desse ano. Em nossa lista, ficou com o 2º posto.

  • 1º lugar: Corinthians (camisa 3)
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A campeã deste ano para o Varal ESPN foi a camisa 3 do Corinthians. Além de homenagear Ayrton Senna, um dos maiores ídolos do esporte nacional (e que era corintiano), o uniforme da Nike conquistou o mundo, virando sensação também no exterior, e sendo um sucesso de vendas no Brasil. Não à toa, o uniforme preto e dourado do Timão também ganhou o posto de melhor do ano no site Footy Headlines, considerado referência no mundo do material esportivo.

(Transcrito do blog Varal ESPN)

A frase do dia

“Pesquisas indicam que 44% dos brasileiros não têm hábito de ler livros e 30% jamais compraram um livro na vida. Então, de onde apareceram tantos especialistas em demonizar Paulo Freire, um gigante da educação mundial, e em tratar Marx com a intimidade de um amigo de boteco?”.

Antero Greco, jornalista

Remo anuncia novo reforço para o ataque

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A diretoria do Remo oficializou, na manhã desta segunda-feira (31), a contratação do atacante Mário Sérgio, de 23 anos, que pertencia ao Bahia (BA) e foi emprestado ao Botafogo (PB) nos últimos 2 anos. Em 2018, o jogador fez 24 jogos e marcou 5 gols, um deles um verdadeiro golaço, em abril, na partida contra o Náutico (PE), pela Série C, finalizando de bicicleta.

Mário Sérgio era um dos centroavantes em negociação com o Remo. O outro na mira do Leão é David Batista, de 29 anos, que acumula passagens por Caxias (RS), Comercial (SP), Paulista (SP), Sampaio Corrêa (MA), XV de Piracicaba (SP), Volta Redonda (RJ), Tubarão (SC) e Cuiabá (MT). O paulista tem atuações também fora do país, no Espoli (Equador), Gil Vicente (Portugal) e no Al-Mojzel (Arábia Saudita).

A volta do Profeta e a ida de Rodrigo Caio

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Por Alberto Helena Jr.

Hernanes está de volta ao ninho antigo. Sim, porque foi no Morumbi, naquele campinho de terra em cima do morro, que ele se forjou como jogador de futebol. E o curioso é que ascendeu sem muitas expectativas ao time titular, onde, no máximo, o volante atuava deslocado pela a lateral-esquerda.

Foi emprestado pra cá, pra lá, até voltar e assumir uma posição de destaque o suficiente para atrair a cobiça dos italianos e ganhar uma posição nas chamadas para a Seleção Brasileira.

Voltou recentemente e teve uma importância vital num time pobre de recursos técnicos, ganhando definitivamente o coração tricolor. Sobretudo, pela postura de simpático e astuto criador de frases como capitão da equipe.

Hernanes é um meio-campista ambidestro perfeito, coisa rara. Tanto dribla, chuta e bate na bola parada, indistintamente, com a esquerda ou com a direita. Tem boa visão de jogo e passe correto, elementos de que carece o atual São Paulo. Mas, está numa idade limítrofe (33 anos) o que o colocará em confronto com os outros dois veteranos do time – Diego Souza e Nenê. Mas, é pra isso que existe o técnico de futebol: ajeitar a equipe de acordo com as peças de que dispõe.

Chega o Profeta, como costuma ser chamado o Hernanes, e sai Rodrigo Caio, em direção ao Ninho do Urubu, outro jogador criado nas categorias de base do São Paulo, que viveu dias de expectativa eufórica no início pra cair em desgraça junto à torcida tricolor no fim.

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E o mais emblemático é que pesou acima de tudo seu gesto ético de confessar ao juiz, diante da plateia, um equívoco dele que prejudicava seu time naquela marcação. O beau-geste do rapaz foi recebido por boa parte da mídia e da torcida a pedradas, como se ele fosse um babaca, um traidor, capaz de cometer um crime inominável no tal de futebol de resultado.

Logo depois, essa mesma torcida vibrava com o gesto de Diego Souza, apontando uma metralhadora virtual e disparando-a na celebração de um gol As duas imagens colocadas lado a lado dão bem o perfil de um povo que caminha celeremente em direção às cavernas por tudo que vem acontecendo nos campos de futebol, palco da dramatização do que ocorre no nosso dia-a-dia fora dele.

Na verdade, Rodrigo Caio, jogador aplicado, de passe aceitável, muito bom de cabeça na área inimiga etc., padece de uma deficiência vital em qualquer jogador de defesa ou meio de campo: o senso de colocação. Afobado, disperso, raramente está no lugar certo na hora certa. E é isso que não fez dele até agora um craque inquestionável.

Quem sabe, no Flamengo, ganhando mais ritmo de jogo, apoiado pela torcida e cercado de bons jogadores, Rodrigo Caio vá ganhando maturidade. E, sob o orientação de Abel, que foi um grande zagueiro, consiga acertar esse passo decisivo, geralmente gerido mais pela percepção e pela intuição do que por treinamentos, embora a orientação sempre possa ajudar.

NA LINHA DO GOL

O Liverpool massacrou o Arsenal, no placar: 5 a 1, Mas, no jogo jogado, embora os Reds fossem melhores, houve momentos em que o Arsenal levantou a crista e a partida ficou lá e cá, num emocionante epílogo, como, aliás, costumam ser os jogos do campeonato inglês. Vale aqui destacar a excelente participação do nosso Firmino, autor de dois gols, um deles, de placa, ao se livrar de três zagueiros e colocar a bola nas redes.

Pouco antes, o Tottenham, que vinha numa curva ascendente, chegando a ultrapassar o City na vice-liderança, se esboroou diante do Wolverhapton, em pleno Wembley. Abriu a contagem no primeiro tempo, e, no segundo, foi simplesmente atropelado pelo adversário. 

Dois brasileiros na seleção dos melhores do continente

Apesar de ser o último dia do ano e com as equipes já estarem pensando na próxima temporada, o dia 31 de dezembro também é marcado por ser a data em que é divulgada a seleção ideal da América do Sul e, em 2018, dois brasileiros se destacaram por serem lembrados pelos 320 jornalistas que votaram no processo. Com grandes atuações e mantendo a regularidade, o atacante Dudu, do Palmeiras, e o zagueiro Pedro Geromel, do Grêmio, foram os atletas nacionais que começarão 2019 com o reconhecimento no tradicional prêmio realizado pelo veículo uruguaio “El Pais”.

O país que mais foi reconhecido na premiação continental foi a Argentina, com seis representantes, sendo um deles o zagueiro Walter Kannemann, um dos grandes nomes do Grêmio na temporadas. Os outros nomes do futebol argentino foram: o goleiro Armani (River Plate), o zagueiro Maidana (River Plate), os meias Palacios e Pity Martínez, e o atacante Benedetto (Boca Juniors).

Os outros jogadores que conseguiram reservar um espaço na seleção do futebol sul-americano foram o uruguaio Nandez e o colombiano Barrios, ambos do Boca Juniors, o atacante, também da Colômbia, Quintero, campeão sul-americano pelo River Plate.

Vale destacar que o grande vencedor do prêmio “Rei da América” foi o argentino Pity Martínez, destaque do River Plate e fundamental para que a equipe conquistasse a quarta Copa Libertadores em sua história. O jogador foi eleito por 182 dos 386 jornalistas e dominou a votação que decidiu o grande nome do futebol sul-americano em 2018.

Já a votação como melhor técnico não teve surpresa, já que o grande vencedor foi Marcelo Gallardo, comandante do River Plate e um dos grandes nomes do futebol sul-americano nos últimos anos. O treinador de 42 anos recebeu 87% dos votos, sendo que o segundo colocado ficou o também argentino Ricardo Gareca, que levou o Peru para a Copa do Mundo deste ano.

Sobre a passagem do tempo

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Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho. Plena de emoções, por vezes angustiante, ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém. Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça. Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor. Um sorriso é capaz de abrir as portas de um paraíso. Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem.

Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.

O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecemos. E então algo começa a mudar.

Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas.

Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância e isso é uma dor imensa para os pais.

Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebe as mínimas faíscas no olho de um filho.

É quando pais idosos, dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho já não me tem como seu herói particular?

Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.

Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mas impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos.

A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.

Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes.

Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber. Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente.

Passeios, comida, roupas, médicos – tudo passa a ser decidido pelos filhos.

E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los?

Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?

Sim, é o que a maioria dos filhos faz. Dá ordens aos pais, trata-os como se não tivessem opinião ou capacidade de decisão.

E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.

A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui.

O cheiro familiar da mãe estará ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.

Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.

Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias (mesmo que sejam repetidas) e dê-lhes atenção, afeto…

Acredite: dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.

(Autor desconhecido)