Vigília Lula Livre organiza caravanas e amplia comunicação

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Há 244 dias resistindo perto da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), a Vigília Lula Livre ampliou suas formas de comunicação com a militância e ganhou um site e um boletim informativo impresso. O site da vigília está acoplado ao portal do PT, com boletins e notícias diárias, além da campanha de arrecadação de recursos para manter o acampamento. Já edição do informativo impresso é semanal e ajudará a divulgar as visitas recebidas pelo ex-presidente, além dos atos programados da militância.

Para este ano, a vigília articula caravanas com destino a Curitiba para passar o Natal e o Ano Novo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa, que surgiu em São Paulo por meio da secretaria de Mulheres do PT do estado, em pouco dias conseguiu arrecadar na internet recursos para custear as despesas da viagem e permanência na capital paranaense. Também está prevista a chegada de pessoas de estados como Bahia, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Ao longo desses oito meses, a mobilização em Curitiba se tornou um ponto de encontro daqueles que lutam contra as injustiças, com visitas do linguista Noam Chomsky, do sociólogo Boaventura de Sousa Santos, e de artistas como Chico Buarque e Martinho da Vila, entre outras personalidades.

Ato público

Na próxima segunda-feira (10), Dia Mundial dos Direitos Humanos, terá início a Jornada Nacional Lula Livre. A iniciativa é do Comitê Nacional Lula Livre, junto aos movimentos da Frente Brasil Popular, que conta com mais de 80 organizações. Um ato na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC marca o início das atividades, às 18h.

“Faremos atividades de solidariedade ao presidente Lula em todo país no próximo dia 10 e conclamamos a sociedade a se mobilizar contra esse processo injusto que perseguiu e prendeu nossa maior liderança política”, explica João Paulo Rodrigues, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Outro ato previsto para a próxima semana está marcado para quinta-feira (13), dia em que se completam 50 anos da edição do Ato Institucional 5. Intelectuais, artistas e lideranças populares lançarão um manifesto pela democracia na Faculdade de Direito da USP, às 19h, no largo São Francisco, em São Paulo.

O documento declara a importância da manutenção dos princípios consagrados na Constituição de 1988: a República, a Democracia e o Estado de Direito. “A garantia das liberdades, dos direitos humanos individuais e sociais, do livre exercício da cidadania nos une, para além de eventuais diferenças e nuances ideológicas ou político-partidárias”, diz o texto do evento.

Será realizada ainda a primeira Conferência Internacional em Defesa da Democracia, em São Paulo, nos dias 10 e 11, organizada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Comitê Internacional Lula Livre e a Secretaria de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores (PT).

O evento terá a participação de nomes das principais organizações de esquerda de Espanha, Uruguai, Portugal e do Parlamento Europeu, além da ex-presidenta Dilma Rousseff. A intenção é discutir e elaborar estratégias para a luta pela democracia e a resistência a retrocessos nas políticas públicas, inclusão social e política externa, além de combater a criminalização dos movimentos populares. (Do Sul21)

Confirmado: pastora que criou fake do Kit Gay vai chefiar ministério da Mulher

A pastora e advogada Damares Alves foi confirmada na chefia do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. O anúncio foi feito pelo ministro extraordinário e coordenador da equipe de transição do governo, Onyx Lorenzoni, na tarde desta quinta-feira, 6. A pasta, ainda segundo o ministro, deve ficar responsável pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

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O convite de Bolsonaro à pastora, na semana passada, gerou atrito com a bancada evangélica. Damares foi assessora do senador Magno Malta (PSC-ES), que não conseguiu se reeleger e não foi chamado para compor o primeiro escalão do novo governo. Nesta quarta-feira, 5, Bolsonaro disse que as portas “estão abertas” para Malta, mas que não seria “adequado” colocá-lo à frente de um ministério.

As dificuldades de ser patrão no Brasil…

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Por Jean Wyllys

Na sua mais recente declaração sobre como vê a situação dos trabalhadores no país, o presidente recém-eleito resolveu ser bem claro, e disse aos jornalistas que “está difícil ser patrão no Brasil”.

Isso, mesmo. Ser patrão.

Segundo Bolsonaro, tamanhos são os benefícios de empregados (na verdade, irrelevantes se comparados aos de outros países mais desenvolvidos), que os patrões locais estariam em uma situação “horrível”.

Nosso país ainda tem uma elevada jornada de trabalho, o salário mínimo aqui é menor do que em outros países na América do Sul, como Argentina e Uruguai, nossos sindicatos estão enfraquecidos por sucessivas legislações encomendadas pelos empresários e a precarização geral impede a qualificação da nossa mão-de-obra para inovação e aumento da produtividade, porém, e é espantoso, para o nosso próximo presidente, difícil, de verdade, seria a situação dos patrões.

No país dos apartamentos com quartinho de empregada, das desonerações fiscais da dupla Cabral e Picciani, das privatizações acertadas previamente em acordos de cavalheiros, das “flexibilizações” ambientais, trabalhistas e jurídicas para facilitar o aumento de lucros sem a necessidade de aumento na produtividade, a gula do andar de cima da pirâmide social é como se fosse insaciável. Eles querem sempre mais e mais.

Depois de tanto investimento em fake news, difamação e seminários com extremistas psicóticos, eles estão cobrando a fatura de forma simplificada. Alguém adivinhou quem vai pagar pelos fogos que foram disparados em condomínios de luxo quando foi anunciado o resultado do segundo turno?

Delação das 1001 noites

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O ex-ministro Antonio Palocci prestou um depoimento, hoje, que mostra porque nem o Ministério Público quis firmar com ele acordo de delação premiada. Já nem se trata de haver verdades ou provas no que diz, nem lógica há.

Disse que foi procurado “entre 2013 e 2014” por Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente para  conseguir patrocínios para eventos esportivos que promovia e que, em seguida, foi conversar com Lula sobre o assunto.

E que Lula teria dito que não se preocupasse porque ele teria acertado este patrocínio com montadoras de veículos, em troca de medidas provisórias.

A primeira incongruência: Se Lula tivesse acertado o patrocínio, porque Luís Cláudio iria pedir patrocínio a Palocci?

E que razão faria Lula mencionar na conversa com o ex-ministro um “acerto” com Palocci, feito sem a participação dele, quando já havia deixado a pasta da Fazenda e, portanto, não tinha poder para participar de uma medida de natureza fiscal?

Para que “botar na roda” um assunto destes, ainda mais com alguém que não teria papel algum a desempenhar?

Mais:  as medidas provisórias mencionadas não criavam nenhum benefício fiscal a montadoras de veículos que se instalassem no Norte, Nordeste e Centro Oeste, apenas prorrogavam as vantagens criadas por Fernando Henrique Cardoso. Será que saindo de uma crise mundial (2009) e já ensaiando uma situação de crise nacional (2013) algum governo de bom-senso criaria embaraços à instalação de montadoras de veículos?

O proveito da prorrogação das isenções e diferimentos tributários era tão evidente em 2009 que a MP foi convertida em lei abaixo até dos aplausos da oposição.

Palocci, é claro, de novo não apresenta prova alguma do que diz. Quase todas as conversas que relata com Lula teriam sido a sós, a dois, sem qualquer outro participante.

Mas uma coisa não se diga: Palocci pode ser mentiroso, mas caloteiro não é. Está pagando depressa a liberdade que lhe concederam como prêmio pelos serviços prestados à perseguição policial a Lula. (Do Tijolaço)

Itaú é acusado de fraude pela CVM

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A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu processo contra o banco Itaú, a operadora de cartão de crédito Itaucard e dois executivos do grupo por irregularidades em operações no mercado financeiro. Eles são acusados de criar condições artificiais em negociações de títulos cambiais.

As duas empresas e os diretores da Tesouraria do Itaú, Marco Antônio Sudano, e do Itaú BBA, Carlos Henrique Donega Aidar, propuseram acordo com o órgão regulador para encerrar o processo, por meio de um instrumento chamado de termo de compromisso.

Segundo dados disponíveis no site da CVM, os processados teriam infringido regra que veda administradores de companhias abertas de criar condições artificiais, manipular preços, realizar operações fraudulentas ou em condições não equitativas.

De acordo com o jornal O Globo, as transações investigadas pela CVM ocorreram entre dezembro de 2014 e abril de 2015. O Itaú Unibanco teria se desfeito de grande volume de derivativos cambiais para se adequar a norma contábil.

A Itaucard teria comprado todos os papeis e revendido de volta ao Itaú poucos dias depois. A área técnica da CVM vê “evidente combinação” nas operações intragrupo, segundo O Globo. “Se houvesse o interesse em negociar esses contratos, o Itaú teria buscado no mercado outros investidores”, diz relatório da autarquia.

O valor das operações está protegido por sigilo bancário. Detalhes do processo foram enviados ao Banco Central, ao Ministério Público Federal e à Receita Federal para apuração das supostas irregularidades.

Pelé detona Messi: “Só tem uma finta e não cabeceia bem”

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Para o Rei Pelé, Maradona era “muito melhor jogador” do que Lionel Messi, a quem não poupou duras críticas. Em entrevista à Folha de São Paulo, Pelé arrasou o argentino, cinco vezes Bola de Ouro, por ser limitado. “Como podes comparar um homem que arremata bem de cabeça e que chuta bem com o pé esquerdo e direito com um tipo que chuta apenas com uma perna, tem apenas uma finta e não cabeceia bem?”, questionou.

Na mesma entrevista, Pelé recusou também comparações com Messi. “Como podes comparar-nos? Para comparar alguém com Pelé, tem que ser alguém que chute bem com os dois pés, além de conseguir marcar gols de cabeça”, atirou, antes de continuar. “Maradona foi um dos melhores jogadores da história. Se me perguntares se foi melhor do que Messi, sim, foi muito melhor. Beckenbauer e Cruyff também foram excelentes jogadores”, considerou.

Quanto a Neymar, Pelé falou de uma oportunidade perdida para o brasileiro durante o Mundial 2018. “É difícil defender Neymar por todas as coisas que faz fora do terreno de jogo”. No entanto, considera que Neymar é melhor do que Kylian Mbappé. “As pessoas comparam com Mbappé porque há semelhanças, certo? Mas ele é campeão do mundo com 19 anos. Creio que Neymar é mais completo do que ele, mas na Europa toda a gente fala mais de Mbappé”, concluiu.

Tite revela conselhos a Neymar e avisa que vai convocar Fernandinho de novo

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O técnico Tite tem utilizado este primeiro semestre pós-Copa do Mundo para conversar e se aproximar ainda mais de Neymar e dos outros atletas da seleção brasileira. A queda precoce para a Bélgica na Rússia ainda incomoda dono da camisa 10, que recebeu conselhos nestes primeiros compromissos com a equipe nacional após eliminação. Até quem está fora do grupo recebe atenção do comandante, como o volante Fernandinho.

Em entrevista concedida ao jornal O Globo, Tite contou sobre as conversas com Neymar depois do Mundial e ainda se mostrou extremamente incomodado com o excesso de críticas a Fernandinho. Inclusive, o treinador da seleção acredita que os questionamentos ao jogador, que vive excelente fase no Manchester City, ultrapassaram o lado técnico para a ofensa pessoal, racista.

“Ele [Neymar] recuperou a plenitude física e técnica. A velocidade de raciocínio e de execução dele são impressionantes. Em que percentual ele estava na Copa? Não sei, mas tinha feito cinco jogos. Mas posso falar uma coisa que ele disse pra mim: ‘se eu estou bem na Copa do Mundo, eu decido o jogo com a Bélgica'”, contou Tite para o jornal carioca, enxergando evolução no jogo do 12º colocado na Bola de Ouro.

“Você [Tite] disse a ele o que precisa melhorar? Sim. Quer dizer para nós? Não. É uma coisa íntima. Digo que ele é uma liderança técnica que também pode ser líder  comportamental. E cresceu neste sentido, melhorou na relação com vocês [imprensa]. Ele se expôs mais. Eu disse: ‘Mostra seu lado humano com mais frequência’. É um lado que nós conhecemos”, acrescentou o treinador.

O lado humano tão valorizado por Tite também serve na análise sobre Fernandinho, talvez o nome mais estigmatizado pelo revés para os belgas nas quartas de final do Mundial. Responsável pelo desvio que terminou com o primeiro gol belga e abaixo do nível que apresenta no City diante de Hazard e De Bruyne, o meio-campista saiu da Rússia “como vilão”.

Além da frustração do torcedor pela derrota, Tite acredita que muitas das críticas surgiram como uma forma de expor um preconceito anteriormente velado. Foi ao falar de Fernandinho que o racismo entrou em pauta na conversa do técnico da seleção nacional com o jornal. O jogador, inclusive, deve voltar ao time nacional nas próximas listas em 2019.

“Queria que o primeiro convocado pós-Copa fosse ele. Para mostrar que ninguém iria cortar cabeças. Não fiz para preservar sua imagem pública. Há um lado podre, racista, depreciativo, de que tenho vergonha: são as mídias sociais, onde atrás do anonimato atacam esposa, mãe, por ser negro. Não vou me curvar”, sentenciou o comandante, que já abordou o retorno de Fernandinho para o grupo de jogadores. (Do UOL)