Novo ministro do Meio Ambiente é ruralista e réu por improbidade

O ruralista Ricardo Salles, indicado por Jair Bolsonaro para chefiar o que sobrar do Ministério do Meio Ambiente a partir de 2019, é o homem certo no lugar certo. O presidente eleito, afinal, já deixou claro que enxerga a agenda ambiental como entrave e que pretende desmontar o Sistema Nacional de Meio Ambiente para, nas palavras dele, “tirar o Estado do cangote de quem produz”. Nada mais adequado do que confiar a tarefa a alguém que pensa e age da mesma forma.
Salles, ex-diretor da Sociedade Rural Brasileira, promoveu o desmonte da governança ambiental do Estado de São Paulo quando foi secretário de Meio Ambiente Geraldo Alckmin. Ele é réu na Justiça paulista por improbidade administrativa, acusado de ter alterado ilegalmente o plano de manejo de uma área de proteção ambiental – algo que o presidente e o ministro Sergio Moro, ciosos de um gabinete de probos, precisarão explicar a seus eleitores.

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Ao nomeá-lo, Bolsonaro faz exatamente o que prometeu na campanha e o que planejou desde o início: subordinar o Ministério do Meio Ambiente ao Ministério da Agricultura. Se por um lado contorna o desgaste que poderia ter com a extinção formal da pasta, por outro garante que o MMA deixará de ser, pela primeira vez desde sua criação, em 1992, uma estrutura independente na Esplanada. Seu ministro será um ajudante de ordens da ministra da Agricultura.
O ruralismo ideológico, assim, compromete o agronegócio moderno – que vai pagar o preço quando mercados se fecharem para nossas commodities.

Ator global aproveita premiação para elogiar Lula

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O ator Alexandre Nero venceu na categoria de melhor ator de série no Melhores do Ano do Faustão. O artista fez um discurso para falar da vida dos moradores do sertão nordestino, região na qual foi rodada a série “Onde Nascem os Fortes”. Nero citou Lula e comentou sobre a gratidão que o Vale do Cariri tem pelas melhorias feitas pelo ex-presidente.

“A situação de hoje, mesmo precário, é melhor do que era há 20, 30 anos”, declarou. “Não à toa eles têm essa admiração toda do Lula”. Nero foi premiado no programa de Faustão como Melhor Ator de Série.

Em 2015, Nero já tinha dado um chega pra lá na coxinhice do dominical quando interrompeu uma malhação idiota de Dilma Rousseff. Nero criticou a burrice reinante. “Eu acho que a gente precisa de menos opiniões e mais conhecimento. Vamos atrás de conhecimento, saber das coisas”, sugeriu.

A opinião de mestre Janio

A coluna de Janio de Freitas na Folha de S.Paulo fala sobre o escândalo recente. “A falta de esclarecimento imediato por quem o devia aumentou a aparência viciosa da presença de Michelle Bolsonaro nas incoerências financeiras do motorista de Flávio Bolsonaro. Se não por ética pessoal, como obrigação de presidente eleito não podia Jair Bolsonaro dispensar-se de explicar o recebimento, por sua mulher, de um valor financeiro ‘atípico’. Nas circunstâncias especiais do momento, também o motorista Fabrício de Queiroz devia pronta explicação do repasse feito e da sua movimentação de R$ 1,2 milhão em 2016, ou R$ 100 mil por mês, em valores da época. O silêncio de todos equipara-se à atitude dos que precisam combinar suas explicações”.

O jornalista desenvolve o argumento: “de Onyx Lorenzoni e Sergio Moro vieram duas contribuições para a estranheza do silêncio. O primeiro protestou e interrompeu uma entrevista coletiva, ao se ver indagado sobre o assunto. Como deputado, há mais de 15 anos Lorenzoni é um dos mais intempestivos nas inquirições parlamentares. Não tem limites. Moro, confrontado com o assunto, saiu em silêncio. Para um grupo autoproclamado de moralizadores do país, convenhamos que tanto o fato inicial como a fuga para o silêncio não saem da vulgaridade. Sem por isso surpreender, é verdade. PM até o mês passado, o motorista financeiro é, além do mais, velho companheiro do Bolsonaro pai. Dado no noticiário como ex-servidor do gabinete de Flávio Bolsonaro, um verbo na nota do senador eleito expõe a permanência do vínculo, mesmo fora do serviço público: ‘trabalha há mais de dez anos como motorista e segurança do deputado Flávio Bolsonaro”. Relação “de amizade e confiança’. Tipo para o que der e vier”.

Marcha acelerada rumo às trevas

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Damares Alves foi confirmada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro como a chefe do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Pastora evangélica e advogada, a futura ministra se caracteriza por frases polêmicas e distantes da noção de progresso pretendida pelas mulheres do século 21. Se você tomar cuidado, pode achar que o pensamento defendido por Damares é digno da República de Gilead – nação patriarcal militarizada, que tem a bíblia como Constituição e tomou o lugar de boa parte dos Estados Unidos no seriado e no livro The Handmaid’s Tale (O Conto da Aia).

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1. “A gravidez é um problema que dura só nove meses”

Para a ministra, “a gravidez é um problema que dura só nove meses”. Damares afirma que o “aborto caminha a vida inteira com a mulher”, disse ao sair de reunião com o presidente eleito.

Agora, como acabar com problema da gravidez precoce diante do avanço do Escola Sem Partido e de teorias contrárias ao ensino de educação sexual nas escolas? A contrário do que é dito por aí, o conteúdo é aliado importante contra a gestação indesejada e o avanço de doenças como o HIV.

2. “Nenhuma mulher quer abortar”

“Eu sou contra o aborto. Nenhuma mulher quer abortar. Elas chegam ao aborto, porque, possivelmente, não foi lhe dada nenhuma outra opção. A mulher aborta acreditando que está desengravindando (sic), mas não está”. Damares Alves, que foi assessora parlamentar de Magno Malta (PR-ES), também deu seu parecer sobre a comunidade LGBT brasileira. Segundo a ministra, a discussão é “delicada”. Contudo, aos seu olhos foi criada uma “falsa guerra entre cristãos e LGBT”.

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3. “Ninguém nasce gay”

O pastor evangélico Ezequiel Teixeira (PTN-RJ) apresentou na Câmara dos Deputados o projeto de lei 4931 de 2016, que propõe um decreto legislativo autorizando a aplicação de terapias para “auxiliar a mudança da orientação sexual, deixando o paciente de ser homossexual para ser heterossexual, desde que corresponda ao seu desejo”.

Assim como outras correntes fundamentalistas, ele acredita em ‘cura gay’. Para Teixeira, “a homossexualidade causa diversos transtornos psicológicos”. Sem contar que o Brasil é o que mais mata LGBT no mundo, um a cada 19 horas.

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4. “Não é a política que vai mudar esta nação, é a igreja”

Falando em religião, para Damares, “não é a política que vai mudar esta nação, é a igreja”. Quando você ouvir igreja, leia-se igreja evangélica.

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5. ‘É o momento de a igreja governar’

A nova ministra falou novamente sobre o tema em 2016, em Belo Horizonte. A integrante do governo de Jair Bolsonaro expôs suas ideias na Igreja Batista da Lagoinha.

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6. “A mulher nasceu para ser mãe”

Para terminar essa seleção, repetimos, digna do roteiro de The Handmaid’s Tale, o pensamento da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos sobre as próprias mulheres. Ela afirma que se “preocupa com a ausência da mulher na casa”. A ministra acredita que a mulher nasceu pra ser mãe e que ideologia de gênero é morte.

Bolsogate: ex-assessor fez 176 saques em um ano

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“O ex-motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) fez 176 saques de dinheiro em espécie de sua conta em 2016. A movimentação dá uma média de uma retirada a cada dois dias. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontou uma movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão do ex-assessor parlamentar e policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz naquele ano. Esse valor inclui tanto saques como transferências, créditos em suas contas, entre outras operações. Cerca de um quarto do valor suspeito (R$ 324,8 mil) foi movimentado por meio de saques. Foram retiradas que variavam de R$ 100 a R$ 14.000”, aponta reportagem de Italo Nogueira, publicada na Folha de S. Paulo.

Ou seja, cresce a cada dia o escândalo ‘bolsogate’, que envolve oFabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, que teve movimentações de R$ 1,2 milhão captadas pelo Coaf e fez uma transferência de R$ 24 mil para Michele Bolsonaro. Sabe-se, agora, que ele fez 176 saques em apenas um ano e recebeu diversos depósitos de funcionários que passaram pelo gabinete de Flávio Bolsonaro. Ao que tudo indica, ele era uma espécie de caixa eletrônico da família presidencial.

“Boa parte das movimentações financeiras em que a outra parte é identificada se refere a transações com membros do próprio gabinete de Flávio Bolsonaro. Sete nomes que constam do relatório fizeram parte da equipe do deputado estadual. Três são parentes de Queiroz. Estão na lista Marcia Oliveira de Aguiar (mulher), Nathalia Melo de Queiroz e Evelyn Melo de Queiroz (filhas). Todas também integraram em algum momento o gabinete de Flávio Bolsonaro. A partir de dezembro de 2016, Nathalia saiu da Alerj para integrar a equipe do hoje presidente eleito, Jair Bolsonaro, na Câmara dos Deputados. Ela se desligou do cargo em outubro deste ano, na mesma data em que o pai deixou o gabinete do senador eleito”, diz ainda a reportagem.

Bolsonaro disse que a transferência de R$ 24 mil para Michele refere-se a uma dívida não registrada em seu Imposto de Renda.

Polícia espanhola deporta ‘barra brava’ do River antes da grande final

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As autoridades espanholas deportaram na última sexta-feira (7) um torcedor “de alto risco” do River Plate. A Polícia Nacional não informou a identidade do deportado, limitando-se apenas a dizer no Twitter que ele já iniciou o processo de volta a Buenos Aires, na Argentina.

Esse é o segundo torcedor deportado pelas autoridades às vésperas da final da Libertadores. Na última quinta-feira, foi deportado Maxi Mazzaro, número dois da principal torcida organizada do Boca Juniors. Em sua chegada a Buenos Aires, ele disse que foi para a Espanha para passar férias em Barcelona e se disse vítima de perseguição.

Os barra bravas recebem atenção especial da Polícia Espanhola, que pretende vetar todos os considerados violentos, como Mazzaro e Rada di Zeo, líder da torcida La Doce. Esse último foi liberado para viajar para a Espanha, mas não poderá entrar no Santiago Bernabéu. São esperados milhares de torcedores argentinos para este fim de semana, que também é feriado prolongado no país europeu.

A capital espanhola montou um esquema de segurança especial e que conta com a ajuda de autoridades argentinas. A final terá o estádio do Real Madrid como sede em virtude do ataque de torcedores do River Plate ao ônibus do Boca Juniors, no último dia 24, próximo ao Monumental de Nuñez. A Conmebol enviou a Superfinal da Libertadores para a Europa por não ter “garantias de segurança” das autoridades sul-americanas. (Com informações da Folhapress)