A frase do dia

“FHC saiu em defesa de Bolsonaro. Não quer que joguem pedra nele antecipadamente. Uma defesa de quem vendeu até a alma nacional, no dizer de Aloysio Biondi, é vitupério. No fundo é autodefesa. Bolsonaro vai completar o trabalho iniciado por ele, se os filhos não derrubarem antes.”

Palmério Dória, jornalista

Ataque ao Maicá

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Por Tito Barata, no Facebook

Ouvi falar do Maicá, pela primeira vez, na letra de “Enchente Amazônica”, música de Paulo André e Ruy Barata composta nos anos 1970.

Pouco tempo atrás, vi fotos do lago do Maicá, leste de Santarém, distante cerca de vinte minutos em barco-motor pelo rio Amazonas. A paisagem é deslumbrante. Um paraíso ecológico natural habitado por pescadores e uma fauna extraordinária.

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Pois bem. Ontem, a Câmara de Vereadores de Santarém, numa manobra suspeita, aprovou o projeto que visa construir um porto graneleiro no local para escoar soja da região, mesmo contra a vontade da imensa maioria da população que já havia se manifestado um ano antes em audiência pública.

É mais uma agressão à Amazônia, que teima em resistir aos ataques encorajados pelos poder público. (Fotos: Nilson Vieira) 

Morre em Niterói, aos 56 anos, Arthur Maia, referência do baixo no Brasil

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Morreu nesta tarde, aos 56 anos, Arthur Maia, uma das referências do baixo elétrico no Brasil. O músico sofreu uma parada cardíaca e foi levado para UPA Mário Monteiro, em Niterói, mas não resistiu. Sobrinho do lendário Luizão Maia, com quem aprendeu as primeiras técnicas no baixo, Arthur acompanhou, ao vivo ou em estúdio, alguns dos nomes centrais da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Benjor, Djavan, Gal Costa, Ney Matogrosso e Ivan Lins. Também integrou grupos como a Banda Black Rio, Egotrip e o quarteto instrumental Cama de Gato.

Apresentadora explica processo e desmente colunista

A apresentadora Fernanda Lima emitiu um comunicado nesta sexta-feira, 14, explicando o processo que está movendo contra o cantor Eduardo Costa, que a ofendeu nas redes sociais e a chamou de “imbecil”, entre outras palavras.

Em nota, ela destacou que foi agredida moralmente e que recebeu ameaças por parte de uma fã do cantor, e ainda desmentiu as falsas informações propagadas acerca do assunto, que foram replicadas por alguns veículos de notícias.

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Leia a seguir o texto na íntegra:

“Em tempos de fake news é melhor esclarecer os fatos.

– Sobre o Sr. Eduardo Costa:
Depois de ser difamada, agredida e ameaçada por ele através de um post indignado, procurei orientação jurídica a fim de proteger a mim e a minha família. Fui orientada a processá-lo, pois dessa forma inibiria agrssões futuras. E assim o fiz.

Após eu autorizar o processo, o Sr. Eduardo Costa pediu desculpas através de outros programas a que foi convidado, deixando claro que não se arrepende do que disse e sim da forma como disse. Tendo em vista que ele me agrediu moralmente, me ameaçou, incitou o ódio de seus fãs contra mim (ontem mesmo minha assessoria recebeu telefonema de um fã dele me ameaçando) e atacou o meu trabalho, não entendo que pedido de desculpas é esse. Além disso, um pedido de desculpa verdadeiro pode até ser louvável, mas ele não repara o mal que fez a vítima.

Faz parte do machismo estrutural transformar a vítima em ré. Era justamente esse o assunto do programa Amor e Sexo que tanto indignou o meu agressor.

– Quero também esclarecer sobre nota do jornalista Ricardo Feltrin.
Meu caro colega, me desculpe a intimidade, mas como também sou jornalista tomei a liberdade. Diante dos fatos relatados acima e depois de uma entrevista que o Sr. Eduardo Costa concedeu ao nosso colega Pedro Bial, o senhor publicou (e muitos veículos, sem checar a veracidade de sua nota, replicaram) que “fontes” muito próximas relataram que eu teria dado um “chilique” e que eu teria ficado “possessa” e até teria pegado “ranço” do Pedro Bial por ter entrevistado o cantor.

Colega, sua fonte sequer me conhece e muito menos é próxima. Quando tudo isso se deu, eu estava em um retiro de meditação, incomunicável por dois dias, e só fiquei sabendo dos acontecimentos quando cheguei em casa e minha assessoria me mandou a sua coluna. Outra inverdade da sua última nota sobre mim é que eu fracassei ao tentar fazer com que o Sr. Eduardo Costa não fosse mais convidado por outros programas da TV Globo.

Pois, para seu conhecimento, não tenho ingerência sobre a escolha de convidados da emissora (com exceção do Amor e Sexo).

Ricardo, essa é outra forma que o machismo estrutural usa para desqualificar uma mulher quando ela é vítima. É simples dizer que ela é louca, descompensada, dá chiliques, logo não tem razão nenhuma sobre os fatos. Inclusive, Ricardo, esse era o tema principal do Programa Amor e Sexo que gerou tanta polêmica.

– Viu como é importante falarmos e sabotarmos essa engrenagem machista? Conto contigo..

Fernanda Lima”.

Netão encontra Tite no curso da CBF

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O técnico João Nasser Neto, o Netão, aproveitou para tietar Tite durante o curso de qualificação de treinadores “Licença A”, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que está sendo realizado na Granja Comari, em Teresópolis (RJ). “Simplicidade que motiva”, escreveu Netão, na legenda de uma “selfie” divulgada em sua conta nas redes sociais.

Durante todo o curso, dividido em módulos amarelo e verde, Netão terá uma carga de 270 horas, sendo 20 horas de Ensino à Distância (EaD), 170 horas de Atividades Presenciais, horas de Acompanhamento e Observação do Treinamento e 30 horas de Estudos Especiais e Trabalhos.

Neto ficará no Rio de Janeiro até domingo (16) e retorna a Belém no mesmo dia. Na manhã seguinte, ele deve participar do início dos treinamentos do elenco formado pelo Leão para as competições da próxima temporada.

Sob o peso da desconfiança

Por Helena Chagas

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Na prática, o capital estrangeiro já entrou há tempos nas companhias aéreas em sociedade  com os brasileiros, e a abertura de 100% ao capital externo para essas empresas pode até acabar sendo vantajosa para o consumidor/passageiro. O problema é fazer isso por medida provisória, numa canetada de Michel Temer a menos de vinte dias do final de seu mandato.

A pressa de Temer foi justificada por aliados do governo pela necessidade de encontrar uma solução rápida para evitar o fechamento da Avianca, em grave crise financeira. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, foi consultado, ouviu o presidente eleito, e concordou. Mas não dava para esperar vinte dias, ou buscar uma solução congressual?

É no mínimo imprudente que uma decisão dessa envergadura, que mexe num vespeiro como a abertura de um setor da economia ao capital estrangeiro, seja tomada assim, de afogadilho, depois de uma conversinha entre três ou quatro pessoas. Até porque essa discussão se arrasta há tempos, e há um projeto nesse sentido tramitando no Congresso, em torno do qual ainda não se obteve um acordo.

E se o Congresso não concordar? Não tem mais jeito, porque daqui a 90 ou 120 dias, quando a MP for votada, haverá um cenário de fato consumado. Todo mundo sabe que haverá uma confusão dos diabos, colocando em risco a imagem de seriedade internacional do Brasil (ou o que resta dela), se o Legislativo rejeitar a medida, fechando de volta o setor e expulsando os eventuais investidores que tiverem sido atraídos pelo negócio nesse meio tempo.

Michel Temer até que está encerrando o mandato em situação mais razoável do que se pensava, dando entrevistas enaltecendo seu governo, tendo reconhecidas suas ações na economia e fazendo uma política de boa vizinhança com o governo que entra graças a uma transição civilizada.

Mas não tardarão a surgir as críticas e suspeitas sobre as razões do açodamento no caso das aéreas, ainda mais tratando-se de um presidente que é alvo de acusações no terreno da corrupção e que provavelmente terá que se ver com elas a partir de 1 de janeiro.

Presidentes em final de mandato deveriam ser parcialmente interditados, proibidos de tomar certas decisões, como medidas provisórias que podem mexer com bilhões.