Adriano ensaia voltar aos gramados

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Adriano avisou que ainda não colocou um ponto final em sua carreira como jogador de futebol. Durante entrevista à DAZN, na Itália, o Imperador ficou com os olhos marejados em alguns momentos e deixou claro que só voltaria aos gramados se fosse para atuar no Brasil. “Estou feliz com os amigos e minha família no Rio de Janeiro. Vivendo uma vida normal… Não me aposentei, só decidi dar uma pausa. Se surgir a oportunidade de voltar, eu voltarei, mas só no Brasil. Não consigo ficar longe da família, tenho três filhos. Voltaria a jogar no Brasil”, afirmou.

Em agosto de 2018, a diretoria do Corinthians teve de vir a público para negar um suposto interesse por Adriano, que havia visitado o camarote de Andrés Sanchez, presidente corintiano e seu amigo. Na última quinta-feira (20), o UOL Esporte publicou que o Imperador assinou contrato e autorizou a produção de um documentário sobre sua vida, além de um filme baseado em fatos. As produções não têm data de lançamento, mas a previsão é de 2020.

Embora diga que só voltaria a jogar no futebol brasileiro, Adriano não escondeu sua admiração por Mauro Icardi, da Internazionale de Milão, e deu a entender que gostaria muito de atuar ao lado do argentino no ataque. “Icardi é um grande jogador e ainda é muito jovem. Eu e ele teríamos feito uma parceria incrível dentro de campo”, comentou o veterano. Curiosamente, Icardi já disse que se tornou torcedor da Inter por causa de Adriano. (Com informações da Folhapress)

Como BumbleBee reinventou – e melhorou! – os Transformers no cinema

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Por Roberto Sadovski

O diretor Travis Knight confessou que, décadas antes de assumir o comando de BumbleBee, já havia contado inúmeras histórias dos Transformers: não com uma câmera, mas com brinquedos e imaginação. Como parte de uma geração exposta com uma dose cavalar de cultura pop nos anos 80, Knight teve os Transformers como companheiros de aventuras desde criança. Para materializar seu filme, portanto, ele não buscou conceitos complexos ou tramas mirabolantes. Foi, sim, encontrar inspiração em tudo que o atraiu na série de brinquedos em primeiro lugar. Não na “mitologia” desdobrada na série animada e nas histórias em quadrinhos, e sim no encanto de descobrir uma raça de robôs inteligentes escondidos embaixo de nosso nariz como carros e aviões. E nada poderia ser mais legal do que isso!

O curioso é que Transformers, a série, levou quase uma década e cinco filmes para entender a simplicidade de seu conceito. Mas vamos ser justos: o primeiro filme, de 2007, é um pedaço quase perfeito de entretenimento, justamente por usar o personagem de Shia LaBeouf como nosso avatar em uma jornada de descobrimento desse novo mundo, em que tudo parecia possível. Claramente o dedo do produtor Steven Spielberg, o homem que praticamente inventou a fantasia dos anos 80 no cinema, ajuda a conduzir a direção de Michael Bay ao equilibrar ação desenfreada e emoção genuína.

A partir do segundo filme, entretanto, a coisa foi ladeira abaixo. A Vingança dos Derrotados, O Lado Oculto da Lua, Era da Extinção e O Último Cavaleiro trocaram a fantasia dos robôs defensores da humanidade por roteiros cada vez mais confusos, com origens cósmicas complicadas, personagens com zero carisma e cenas de ação em que era praticamente impossível entender o que acontecia em cena.

O público cansou, e o último filme foi recebido com frieza glacial em todo o mundo – honestamente, depois da primeira aventura, eu não consigo lembrar qual linha narrativa pertence a qual. Isso tem explicação, claro. Michael Bay é, sem dúvida, um diretor habilidoso. Ele sabe conduzir um filme, sabe contar uma história e tem personalidade de sobra para deixar sua marca.

Mas sua sensibilidade militarista e seus exageros pirotécnicos parecem fora de eixo com a simplicidade do conceito dos Transformers. Sua ideia segue uma linha muito pesada para o que é, no fim das contas, a adaptação de um desenho animado infantil dos anos 80. Salvar o mundo ao lado de veículos que se transformam em robôs tinha de ser, convenhamos, divertido!

BumbleBee tinha, então, a missão quase impossível de convencer não só os fãs, mas também o resto do mundo, que os Transformers podiam recuperar não só a diversão, mas também o deslumbramento de seu conceito original. Para isso, colocar Travis Knight na cadeira de diretor foi uma decisão genial: ele trabalhou como animador em pérolas como Coraline, ParaNorman e Os Boxtrolls, e sua estréia como diretor, Kubo e as Cordas Mágicas, equilibra personagens bem definidos, design ao mesmo tempo belíssimo e funcional e uma mistura de doçura, emoção e adrenalina.

São qualidades que ele traz para BumbleBee, e é surpreendente que os produtores tenham concordado com uma guinada tão radical. Enquanto os outros Transformers traziam uma mistura exagerada, inchada, histérica e cansativa, essa reinvenção aposta na leveza, no encantamento e na não-violência.

Até porque, quando finalmente robôs se enfrentam em BumbleBee, a ação se concentra no terceiro ato, na parte obrigatória do texto para se conectar com os outros filmes. O naco mais significante do roteiro de Christina Hodson (que está trabalhando para a DC em Aves de Rapina e em Batgirl) concentra-se na jornada de Charlie (Hailee Steinfeld), adolescente que acaba de completar seus 18 anos, e que precisa lidar com sua família emocionalmente distante (mãe, padrasto e irmão caçula) e também com a ausência do pai, morto alguns anos antes.

Quando BumbleBee, agora metamorfoseado em um fusca, entra em sua vida, Knight conduz o roteiro como o encontro de dois personagens danificados que, à sua maneira, ajudam um ao outro a retomar seu rumo. Não existe aqui a correria esbaforida de Shian LaBeouf no primeiro Transformers, em que a descoberta de um robô capaz de mudar de forma não é recebida com encanto, e sim com terror.

Essa conexão aqui faz toda a diferença, e mostra o quanto Hailee é uma atriz de primeira: o laço que ela estabelece com o alien metálico em sua garagem é real porque ele tem o lastro de emoções humanas genuínas. Não que BumbleBee seja um drama adolescente em que Ansel Elgorth é substituído por um fusca vintage. Cada pedaço do filme de Knight é uma homenagem aos brinquedos que o acompanharam na infância.

A sequência de abertura, ambientada no planeta Cybertron, é de tirar o fôlego, em especial porque ele optou por usar o design da primeira geração de transformers. Ou seja, Optimus Prime não parece um colosso de bordas pontiagudas, e sim um robô robusto, quase uma tradução do visual da animação para o mundo hiperrealista digital do cinema moderno.

Os outros Autobots e Decepticons trazem o mesmo cuidado – e a mesma carga emocional para os fãs que, por quase 10 anos, pediram para ver no cinema os personagens que eles traziam da infância. Esse conflito de facções é a espinha dorsal da trama: ao fugir de Cybertron, BumbleBee termina na Terra, com a missão de proteger o planeta e impedir sua conquista pelos robôs do mal. Ele enfrenta Blitzwing e, mesmo vitorioso, termina danificado e assume a forma do fusca para se reparar e proteger-se.

Menos personagens também beneficiam a fluidez de BumbleBee, já que Travis Knight e Christina Hodson podem se concentrar em sua dupla de protagonistas para conduzir a história, com os outros elementos inseridos para trazer  conflito e ação. Existe, claro, a história em que o guerreiro solitário precisa da ajuda de sua amiga humana para descobrir e impedir os planos dos decepticons Shatter e Dropkick em enviar um sinal e trazer outros vilões para a Terra. Existe o exército americano, representado pelo militar interpretado por John Cena, aliando-se com os transformers errados.

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E existe o herói relutante que aos poucos descobre seu verdadeiro propósito – descrição que pode ser aplicada tanto à BumbleBee quanto à Charlie. Quando o filme abraça sua herança de aventura de ficção científica, as cenas de ação são de uma clareza revigorante. O grande acerto, porém, é mesmo a escolha de Hailee Steinfeld. Seu relacionamento com o que basicamente é uma animação digital, traduzindo precisão técnica em emoção genuína, traz a fagulha de humanidade ausente até então da série.

Afinal, Transformers é menos sobre robôs se arrebentando e mais sobre o prazer da descoberta – da protagonista, que encontra a força em sua próprias história e, do lado de cá, das crianças que aprenderam a soltar sua imaginação tecendo aventuras com robôs de brinquedo capazes de se transformar em novos brinquedos. Assim como o novo Jumanji, BumbleBee é um filme para ver em família, uma experiência bacana e apropriada para um mundo que se mostra tão sombrio.

Os anos 80 não eram melhores ou piores que o novo milênio. Mas talvez a humanidade fosse menos cínica. E a fantasia, mais descompromissada. Se fosse lançado em 1987, ano em que sua ação se desenrola, BumbleBee estaria em perfeita sintonia com o mundo. Antes tarde do que nunca.

Juízes querem aumentar ainda mais os salários

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A voracidade dos juízes brasileiros supera qualquer prognóstico. Mesmo depois do aumento de 16,38% e da volta do auxílio-moradia, eles continuam insatisfeitos. O presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), Jayme de Oliveira, vai apresentar ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Antonio Dias Toffoli, uma proposta para se instituir no regime de benefícios da classe um Adicional por Tempo de Serviço (ATS), penduricalho que propicia, ao longo dos anos, vencimentos mais polpudos.

A reportagem do jornalista Felipe Vieira destaca a fala do magistrado: “Não tem como ficar vivendo do jeito que a magistratura está vivendo, o dia inteiro sangrando. É preciso criar uma política nacional remuneratória, eu não vejo outra saída”.

Segundo o site, “assim como o auxílio-moradia, o adicional por tempo de serviço está previsto na Loman, editada em 1979 pelo então presidente Ernesto Geisel. Segundo a lei, o benefício é uma ‘gratificação adicional de cinco por cento por quinquênio de serviço, até o máximo de sete’. Uma emenda constitucional de 2003 incorporou esse benefício à remuneração dos juízes, estabelecendo que o total recebido não pode ultrapassar o teto do funcionalismo público, correspondente ao valor do salário de ministro do STF. Agora, a magistratura quer receber o adicional mesmo que a remuneração total ultrapasse o teto, da mesma forma como é pago o auxílio-moradia.”

Como se trata de mudança na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), de acordo com o site, “caberia ao STF enviar a proposta para o Congresso Nacional. No entanto, depois de todo o desgaste com o reajuste e a redefinição de regras para o auxílio-moradia, Toffoli não está disposto a defender a magistratura de novo tão cedo.”

Noutra frente de pressões, associações de magistrados e integrantes do Ministério Público projetam retomar a discussão do tema do auxílio-moradia (para ampliá-lo ainda mais) nos primeiros dias de 2019.

Segundo a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, “para representantes do setor, a brecha que possibilitaria a mudança foi criada pelo próprio texto que restringiu o pagamento do auxílio apenas a casos de deslocamento, mediante comprovante. Ele foi aprovado pelos conselhos Nacional de Justiça (CNJ) e Nacional do Ministério Público (CNMP) na semana passada.”

A matéria ainda destaca que “um artigo incluído horas antes da votação estabelece que as novas regras terão validade até que seja aprovada uma “resolução conjunta” entre CNJ e CNMP, o que pode flexibilizar os critérios para o pagamento do benefício. “O artigo 6 abre espaço justamente para que seja revisado, com uma discussão mais aprofundada”, afirmou o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando Mendes.”

Em carta natalina, Lula diz: “Sigamos fortes. O tempo deles vai passar”

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta de Feliz Natal às centenas de pessoas que estão na Vigília Lula Livre, em Curitiba, prestando-lhe solidariedade nesta segunda-feira, 24, véspera do Natal.

“Neste natal, não poderei estar fisicamente junto de minha família, dos meus filhos e netos. Mas não estou sozinho. Estou com vocês da Vigília, que tem sido minha família. E com todos aqueles e aquelas que vieram passar o Natal junto de vocês”, disse o ex-presidente, em carta lida pelo ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho.

“Sigamos fortes, o ódio pode estar na moda. Mas não temam, nem se impressionem com estas pessoas posando de valentões. O tempo deles vai passar, e a verdadeira mensagem de Jesus, um marceneiro que foi perseguido pelos vendilhões do templo, pelos soldados e pelos promotores dos poderosos vai continuar a ecoar em cada Natal uma mensagem de amor, fraternidade e esperança. A luta por um mundo melhor continua. Feliz Natal, abraços do Lula”, diz a carta.

Mais de 500 pessoas celebram Natal na Vigília Lula Livre

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Por Lia Bianchini

“A injustiça feita a um é uma ameaça para todos”. Lembrando as palavras do filósofo francês Montesquieu, a catarinense Agda Rezzadori explica o motivo pelo qual decidiu passar o Natal na Vigília Lula Livre, em Curitiba.

Vinda de Florianópolis, com esposo e filho, especialmente para o Natal na Vigília, ela conta que conheceu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um comício em Taubaté (SP), em 1982, e percebeu que “Lula tinha um brilho e falava com o coração”.

Nesta véspera de Natal (24), o ex-presidente Lula completa 262 dias preso na Superintendência da Polícia Federal. Do lado de fora da PF, mais de 500 pessoas vindas de diferentes estados do Brasil se reuniram para uma celebração natalina em solidariedade ao ex-presidente, que não pôde receber nenhuma visita no feriado.

“O mundo está nos olhando graças ao Lula. Se não fosse o Lula, nós estaríamos abandonados. Nós temos aqui a nossa chama de esperança. Nós não acreditamos nessa Justiça que está aí, no que foi feito com ele. A gente quer a verdade. A gente não quer deixar que Lula caia no esquecimento”, afirmou Agda.

A programação de Natal da Vigília começou cedo, com apresentação de coral da cidade de Recife. Ao longo do dia, houve várias apresentações culturais, além das saudações ao ex-presidente Lula. Entre caravanas e viagens individuais, chegaram pessoas de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Brasília, Pernambuco, Ceará, Amazonas, Pará, entre outras.

Reforço na luta 

Entre as lideranças presentes no ato estava o militante Flávio Jorge, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), que saiu em caravana de São Paulo para passar o Natal na Vigília. Integrante do Movimento Negro há mais de 20 anos, ele conta que foi a partir dos governos de Lula e Dilma Rousseff que a população negra brasileira pôde “começar a ter dignidade”. Para Flávio, a prisão de Lula se compara à qual foi vítima o líder sul-africano Nelson Mandela, que construiu sua história de vida baseada na dedicação à libertação de seu povo.

“Não há como lutar contra o racismo, contra o genocídio da juventude negra, não há como lutar contra o encarceramento da população negra, no Brasil, sem estar lutando pela liberdade de Lula neste momento”, disse. Compareceram no dia de hoje também o deputado federal Pedro Uczai (SC), Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT; Dr Rosinha, presidente do PT Paraná, a ex-senadora Ideli Salvatti (ES), entre outros nomes.

Ato inter-religioso

Durante todo o dia, o terreno da Vigília foi revestido de mística pela liberdade de Lula. O coletivo de juventude do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) produziu uma intervenção artística representando a justiça e a democracia, cercadas por arames farpados, sob controle do Poder Judiciário. Ao lado, uma árvore com palavras como “justiça social”, “amor” e “educação”, representava a esperança de um Brasil democrático. Pela noite, foi celebrado um ato inter-religioso, seguido por uma ceia, produzida coletivamente com alimentos doados à Vigília. Os apoiadores presentes gritaram por treze vezes “Feliz Natal presidente Lula”.

A irmã Inês Pereira, da Congregação das Irmãs Franciscanas de São José, de Curitiba, frequenta a Vigília Lula Livre todos os domingos, quando são celebrados atos ecumênicos. Neste Natal, participando da celebração na Vigília, irmã Inês disse ter sentido renovadas as esperanças por um mundo mais fraterno e solidário.

“Renova em nós esse desejo de que o mundo possa suspirar com esperança, para que a justiça e a democracia sejam palavras de ordem. Nesse Natal, nosso presente seria a justiça, a democracia, a solidariedade, a paz, que todos nós sejamos irmãos e irmãs”, pontuou.