O drama do Campinense

Por Wênia Bandeira – Agora Esportes
 
Campina Grande, PB – Parece que as más notícias não vão parar de chegar para o Campinense Clube. As dívidas trabalhistas viraram uma avalanche gigantesca que toma maiores proporções a cada dia. Agora, os jogadores sequer tem onde dormir ou o que vestir. Após o cumprimento de uma ordem judicial feita na tarde desta quinta-feira (29), do Estádio Renato Cunha Lima só sobrou o gramado.
 
Dois montantes fixados em R$ 704.993.25 e 1.0006,267.87 foram requeridos em nome de Gustavo Ratunde de Carvalho e outros, e Rinaldo Fernandes e outros, respectivamente. O despacho foi assinado pelo juiz Claudio Pedrosa Nunes. Do Renatão foram levados equipamentos, troféus, material esportivo, móveis e tudo o que se viu pela frente. Em razão do acontecido, o treino da tarde foi cancelado e os atletas devem dormir num hotel de Campina Grande, já que camas e colchões foram levados.
 
Os objetos lotaram dois caminhões baú e devem ser leiloados para se transformarem em dinheiro. Com a ação, os torcedores que estavam presentes ao estádio se emocionaram e acompanharam tudo com lágrimas nos olhos. O Campinense já teve por várias vezes as rendas dos jogos bloqueadas para pagamentos de dívidas trabalhistas. Não se sabe ao certo quanto o clube ainda teria a pagar ou como o débito será sanado.
 
Disputando o quadrangular final do Campeonato Paraibano 2010, o rubro-negro tem em seu calendário para este ano as disputas do Campeonato Brasileiro da Série C. No entanto, o Presidente da equipe, Saulo Minah, já declarou que será muito difícil continuar com as portas abertas desta forma.

Milica, de novo, para acalmar as feras

A pedidos, um novo registro fotográfico da ala sérvia Milica Dabovic, jogadora do time grego Paleo Faliro. O jornal Diário As, de Madri, está republicando parte desse exuberante trabalho. Como os frequentadores deste blog já foram informados, Milica tomou a iniciativa de fazer o ensaio sensual depois de perder uma aposta para um fotógrafo amigo. Pelo visto, a moça levou tudo na esportiva e define a experiência como um gesto “de inteligência e bondade”. Quem somos nós para descrer dessas sábias palavras?

Levy será candidato à presidência do Remo

Em linha direta, o ex-presidente Raphael Levy descarta planos político-partidários e admite que trabalha na formação de uma chapa “matadora” para concorrer à presidência do Remo, nas eleições previstas para novembro deste ano. Levy pode ter como parceiro de chapa Antonio (Tonhão) Carlos Teixeira, do chamado “Cinturão de Aço” ou ainda surpreender ao lançar um vice do setor empresarial supermercadista. Levy presidia o Remo em 2005, ano da conquista do Brasileiro da Série C.

De saída do Milan, Leonardo nega propostas

Nesta sexta-feira o técnico do Milan, Leonardo, comentou as declarações do presidente do clube, Silvio Berlusconi, sobre a eminente demissão do brasileiro e afirmou que a relação entre ele o cartola é quase incompatível. “Sim, ele está deixando o clube”, disse Berlusconi ontem ao jornal ‘Corriere dello Sport’. “Leo foi muito teimoso e o time está jogando muito mal. Mas ele ainda é uma boa pessoa e um bom técnico”. “Não sei o que disse Berlusconi mas, isso à parte, não posso negar que nossa relação é difícil. Somos muito diferentes, talvez sejamos incompatíveis. Mas o importante são as próximas três partidas no Campeonato Italiano”, respondeu o técnico, praticamente confirmando as declarações do chefe ao admitir que a situação em Milão não é das mais confortáveis.

O Milan, eliminado da Champions League nas oitavas de final, não tem mais chances de título no Calcio, e briga apenas para garantir lugar na próxima edição do torneio europeu. Em relação a uma transferência para o futebol brasileiro – Leonardo já foi especulado em cargos no Flamengo e até na seleção brasileira após a Copa de 2010 -, o ex-lateral esquerdo despistou. “Não falei mais sobre o meu futuro com ninguém: com o Flamengo, com a seleção brasileira ou com o Comitê Organizador do Mundial de 2014. Ninguém me fez qualquer proposta e não penso nisso.” (Da ESPN)

Iron Man 2: sob a fumaça da pancadaria

Como todo filme de super-herói que se preze, “Homem de Ferro 2” aspira ser mais do que realmente é. E como a maioria deles, o longa, que estreia no Brasil nesta sexta-feira, em cópias dubladas e legendadas, tropeça em suas próprias pretensões. O filme almeja ser um comentário sobre o estado do mundo contemporâneo e o preço da paz, mas acaba se resignando com o que é mais fácil, cômodo e rentável: fazer piadas. À certa altura, o protagonista (novamente interpretado por Robert Downey Jr., que entre o primeiro filme, de 2008, e este ainda encarnou o detetive Sherlock Holmes) pendura na parede de sua sala um quadro do Homem de Ferro. Não é uma pintura qualquer, é um desenho estilizado, em tons de azul e vermelho – tal qual o famoso pôster usado por Barack Obama em sua vitoriosa campanha presidencial, em 2008.

Talvez, a intenção do diretor, novamente Jon Favreu, e do roteirista, o ator Justin Theroux, fosse realmente ligar o personagem ao atual presidente dos EUA (o heroi declara que a paz mundial só existe graças a ele), ou talvez o cartaz seja apenas mais uma piada, entre tantas outras, perdidas no filme. direção de Favreu não poderia ser mais mecânica e despersonalizada. Destacam-se apenas Downey Jr. e o ótimo Sam Rockwell (“Frost/Nixon”), mais pelo talento e capacidade de atuação de ambos do que por aquilo que o filme oferece.

O fiapo de trama que serve para amarrar as pancadarias metálicas envolve uma rivalidade entre Tony Stark e seu concorrente, Justin Hammer (Rockwell), ambos empresários do setor bélico. Este pretende a todo custo criar uma espécie de Homem de Ferro genérico capaz de ser produzido em série para ser usado pelo governo dos Estados Unidos, como garantia da paz. O próprio governo, aliás, insiste que Stark entregue “sua arma” – embora o empresário/super-herói negue que tenha uma arma. Há também um vilão russo (lembrança dos tempos da Guerra Fria) interpretado por Mickey Rourke (“O Lutador”), que quer se vingar de Stark, pois, segundo ele, sua família foi destruída pelo pai de Tony. Seja lá quem for, ele parece ser o único capaz de criar aparelhos à altura para bater de frente com o Homem de Ferro.

Já às personagens femininas não há muito a oferecer. Gwyneth Paltrow (“Amantes”) é, novamente, a secretária de Stark que, dessa vez, dá a ela a presidência de sua empresa. Scarlett Johansson é Natalie Rushman, uma assistente do departamento jurídico que, mais tarde, se revela um pouco mais do que isso.

Como puro entretenimento, “Homem de Ferro” deixa a desejar com seu ritmo cambaleante, humor fraco e a pouca novidade que traz em relação ao filme anterior – aquele sim bem mais divertido. No final das contas, a estrela do filme, o super-heroi, nem tem chance de aparecer tanto em cena, e o que fica é apenas a fumaça da pancadaria. (Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

Copa 2014: Manaus corre risco de perder sede

Para manter a condição de sede da Copa do Mundo de 2014, Manaus tem que demolir o estádio Vivaldo Lima e construir, em seu lugar, a arena multiuso da Amazônia. A afirmação foi feita na última sexta-feira pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva, durante o IX Fórum Empresarial Comandatuba, promovido pelo LIDE. “Não há flexibilidade na questão dos projetos de estádios que receberam a chancela da Fifa. O que vale é o que foi avaliado e aprovado pela entidade. Não há mais como mudar”, disse o ministro quando questionado sobre a recente polêmica em torno do reaproveitamento de parte da estrutura do estádio Vivaldão. A regra, no entanto, não vale para projetos de mobilidade urbana, que ainda podem ser alterados desde que não se mexa no resultado final: transportar os turistas e torcedores com eficiência e segurança. “Para a Fifa, não interessa se o projeto era de um trem e virou ônibus articulado. O que importa é que a cidade sede seja capaz de oferecer transporte público de qualidade”, explicou.

O ministro ressaltou, ainda, que o Governo Federal não tem mais nenhum papel a cumprir em relação aos estádios da Copa – pois já fez “sua parte” ao estabelecer linhas de financiamento (O BNDES, por exemplo, disponibilizou R$ 400 milhões) para ajudar os Estados que não conseguiriam, de outra forma, viabilizar os planos “carimbados” pela Fifa: “Claro que a possibilidade de exclusão de uma cidade sempre existe, mas não trabalho com esse cenário. Acredito que os Estados serão capazes de resolver seus gargalos a tempo, sejam eles relacionados aos estádios ou questões estruturais”.
Só a Fifa, ainda segundo Orlando Silva, poderá alterar o prazo limite para início das obras, que hoje está fixado em 03 de maio. Mas o ministro ponderou que, nos casos em que possíveis atrasos sejam causados por ações de órgãos legitimamente credenciados para defender a legislação brasileira, como o Ministério Público, a entidade terá que aceitar. “A Fifa vai ter que entender que o Brasil tem leis”, afirmou. (Do jornal “Folha do Progresso”, de Novo Progresso-PA)

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Sem saída, oposição ataca a revista Time

Por Maria Clara Cabral – Da Folha de SP

Líderes da oposição criticaram a escolha da revista “Time”, que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos 25 líderes mais influentes do mundo em 2010. Integrantes do PSDB e DEM afirmaram ainda nesta quinta-feira, em Brasília, que o feito não deve ter nenhum reflexo na campanha presidencial de outubro. Para o deputado Paulo Bornhausen (SC), líder do DEM na Câmara, ou a revista “ficou louca ou ganhou um patrocínio de uma estatal brasileira”. “Ele não fez nada para merecer, deve ter servido como um prêmio de consolação por sua saída, ou será usado para sua candidatura para um cargo na ONU”, disse.

O líder do PSDB, deputado João Almeida (BA), concorda que Lula não merecia ser escolhido. “Ele apenas capitalizou os feitos que o Brasil vem conquistando faz tempo.” O tucano disse ainda que o prêmio da “Time” não deve se reverter em votos para a candidata Dilma Rousseff (PT). “O eleitor não é bobo, sabe que ela não é o Lula. Ela agora está se apresentando inteira e mostrando o desastre que é. Isso não vai mudar”, afirmou.

Mais cedo, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), comemorou a indicação do presidente. O deputado Flávio Dino (PC do B-MA) acha que o prêmio é reflexo de uma política social e de uma política pautada na diplomacia. “É um mérito dele e do Brasil.” Sobre a eleição, Dino disse: “acho que de certa forma o fato pode ser capitalizado pra Dilma, mas isso não vai ser um fator determinante.”

Só podia ser mesmo uma reação demo e vindo da ala mais nazi do partido… Mostra de que lado está essa gente e prova que a inveja pode matar.

Um documentário sobre a tortura

Do Blog do Nassif

Nunca havia ouvido falar deste documentário aqui: Brazil: A Report on Torture (1971), de Haskell Wexler e Saul Landau. Foi filmado no Chile, logo após a chegada dos 70 presos políticos brasileiros trocados pelo embaixador suíço. É um documentário com cenas fortes (há reconstituições de vários tipos de tortura). Engraçado que não haja a menor menção a esse documentário aqui no Brasil (pelo menos, nunca vi nenhum comentário a respeito).

Quem quiser, pode assisti-lo aqui: http://www.linktv.org/programs/brazil-a-report-on-torture

Os idiomas usados no documentário são majoritariamente português e espanhol, com legendas em inglês. Para quem fala inglês, há uma pequena introdução de quinze minutos, na mesma página, com os autores do documentário, falando, recentemente, sobre como foi feito. Eles estavam no Chile, para entrevistar Salvador Allende, e, enquanto esperavam para marcar a entrevista, ficaram sabendo da chegada do grupo. Resolveram entrevistá-los. É um documento histórico. Um dos entrevistados é o Frei Tito, que, mais tarde, veio a se suicidar (em 1974, na França), assim como uma outra entrevistada, Maria Auxiliadora Lara Barcelos, que também se matou (em 1976, em Berlim).

No vídeo, aparecem também Jean Marc van der Weid, ex-presidente da UNE e Nancy Mangabeira Unger, irmã do ex-ministro. Seria interessante saber se alguém consegue identificar os entrevistados e o que foi feito deles nos anos seguintes. Jean Marc e Nancy, pelo que descobri, estão vivos e atuantes.