Brasileiro bate recorde em Portugal da maior onda já surfada

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surfista brasileiro Rodrigo Koxa, de 38 anos, conquistou o recorde mundial da maior onda surfada na história. A façanha foi realizada dia 8 de novembro de 2017, em Nazaré (Portugal), mas o prêmio só foi anunciado neste domingo pela Liga Mundial de Surfe (WSL), que organiza as competições profissionais. O brasileiro domou um monstro de água de 24,38 metros.

O surfista paulistano bateu o recorde de Garrett McNamara por 61 centímetros. A marca anterior também tinha sido estabelecida em Nazaré pelo estadunidense em novembro de 2011 após surfar uma onda de 23,77 metros. O pequeno porto de Nazaré atrai há anos surfistas do mundo inteiro que buscam enfrentar as ondas gigantes. (Do El País)

Fraude tripla na Lava Jato: um contrato para sustentar três acusações

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A Operação Lava Jato usou contratos iguais para tentar condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em três acusações diferentes, com o objetivo de manter as investigações que não guardam relação direta com a Petrobras nas mãos do juiz Sérgio Moro, apontou notícia publicada pelo site do ex-presidente.

Entretanto, os contratos além de não guardarem conexão entre si ou com o ex-presidente Lula, foram usados nas peças de acusação para sustentarem algum ponto de ligação entre elas e com a estatal brasileira, a quem compete ao juiz da Vara Federal de Curitiba investigar, desde que começou as apurações sobre o caso há três anos.

Do Lula.com.br
O juiz Sérgio Moro não encontrou nenhum ato de Lula em relação a esses contratos, nem permitiu que recursos desses contratos fossem rastreados para verificar se foram pagos com eles vantagens ao presidente

Para Lula ser julgado pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro, a Lava Jato listou, sem qualquer prova ou conexão com o ex-presidente, contratos que a OAS e a Odebrecht tinham com a Petrobrás. Fez isso de forma tão artificial que repetiu os mesmos contratos da OAS e da Odebrecht em mais de uma acusação contra Lula. A Lava Jato não investigou desvios na Petrobrás e chegou em recursos para Lula. Isso jamais foi identificado.

Você já deve ter ouvido no Jornal Nacional que Lula foi condenado por “receber vantagens em troca de contratos com a Petrobrás”, mas isso não é verdade nem está na sentença do caso do tríplex. O juiz Sérgio Moro não encontrou nenhum ato de Lula em relação a esses contratos, nem permitiu que recursos desses contratos fossem rastreados para verificar se foram pagos com eles vantagens ao presidente. E no fim do seu julgamento Moro disse jamais ter afirmado que qualquer recursos do tríplex tenha tido origem na Petrobrás.

Ainda assim, para não perder a competência sobre o caso do tríplex, listou um contrato da OAS na Refinaria Abreu e Lima na sentença contra o ex-presidente, dispensando outros dois contratos  da Refinaria Getúlio Vargas, no Paraná, citados pelo MPF na denúncia. Esses 3 contratos são listados em TODAS as denúncias contra Lula. Sem nenhuma evidência de relação de Lula com eles, estão lá apenas para permitir que Moro tenha “em suas mãos” como diz a imprensa, casos contra o ex-presidente. Os mesmos contratos, cada um com um valor repetido de “ressarcimento” em cada denúncia, são usados em diferentes acusações, não só contra Lula, mas também contra outras pessoas. Por que não são desvios nesses contratos que estão sendo investigados. Os contratos estão sendo usado para acusar diferentes pessoas que a Lava Jato quer condenar. Estão investigando pessoas, não fatos, o que reforça a perseguição judicial contra o ex-presidente.

Não existe, em nenhum processo contra Lula, nenhum indício de envolvimento do ex-presidente em desvios na Petrobrás. Muito menos nos contratos listados pelo Ministério Público da Lava Jato contra Lula. Ao contrário. Nas denúncias o MP cita que Paulo Roberto da Costa, Renato Duque e Pedro Barusco teriam participado em desvios nesses contratos para beneficiar Lula, junto com o ex-presidente. Mas os 3 em depoimentos como testemunha já negaram saber de qualquer vantagem indevida destinada ao ex-presidente ou terem discutido qualquer irregularidade na Petrobrás com ele. Marcelo Odebrecht, réu na ação do terreno, também disse não ter, nem ele nem Lula, discutido ou tido qualquer relação com os contratos entre a Odebrecht e a Petrobrás.

Queda de Del Nero começou quando negou ajuda à mulher de Marin

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O jornalista Juca Kfouri relata, em sua coluna na Folha nesta segunda, que “o fim de Marco Polo Del Nero começou quando ele abandonou a mulher de José Maria Marin, em Zurique, na manhã do dia 27 de maio de 2015”.

“Ao receber aflito telefonema dela no mesmo hotel Baur au Lac em que estava hospedado, dando conta da prisão do marido pela polícia suíça, o cartola disse que iria socorrê-la, mas preferiu ir para o aeroporto e voltar para o Brasil, de onde nunca mais saiu. Neuza Marin, então com 77 anos, monoglota e abandonada, jamais o perdoou. Dela partiu a maior pressão para que Marin não poupasse Del Nero em seu depoimento”, conta Juca.

“A deslealdade e ingratidão cobraram o alto preço que culminou com o banimento dele, apesar de com tempo suficiente para manter seus apaniguados na Casa Bandida do Futebol por meio do ‘golpe Caboclo'”, diz ainda. (Do Brasil247)

Safatle: “Não vai haver eleição no Brasil em 2018”

Segundo Vladimir Safatle, professor da USP e colunista do jornal Folha de S. Paulo, a palavra que define politicamente o Brasil neste ano de eleições é desagregação. “O Brasil é um país em desagregação, sua experiência de constituição de uma democracia liberal minimamente sustentável foi um fracasso, eu diria que o pacto que produziu uma nova República mostrou completamente o seu esgotamento”, analisa.

“O que nós vivemos agora é um momento de degradação institucional, dos atores políticos e de brutalização dos conflitos sociais, que tende, a meu ver, a piorar”, acrescenta. Durante seu giro internacional, Safatle afirma que nota que a percepção geral das pessoas sobre o Brasil é de “espanto”.

“É sempre bom lembrar que há cinco, seis anos atrás, o Brasil era considerado a bola da vez, era visto como uma potência emergente. As análises do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) diziam que em 2018 o Brasil seria a quinta economia do mundo”, destaca.

“De repente, este cenário se desagregou de maneira muito rápida. Todo mundo [fora do Brasil] se pergunta o que de fato aconteceu. Não era uma análise só do governo brasileiro, era uma análise partilhada por todos, de que a economia e o processo democrático brasileiros eram sólidos, e tudo isso se mostrou completamente ilusório”, diz o filósofo.

“Isso coloca uma questão para mim muito interessante, qual o nível de autoengano, de autoilusão que o Brasil precisa para dar conta de enxergar o mais concreto da sua realidade, a sua própria fragilidade”, afirma.

Golpe militar no Brasil

Vladimir Safatle acredita concretamente na possibilidade de um golpe militar no Brasil. “Sem sombra de dúvida, eu não teria a menor dúvida a esse respeito. Eu diria até um golpe militar mesmo clássico”, avalia.

“Uma coisa é certa, as Forças Armadas saíram completamente de seu esquadro normal dentro de uma democracia liberal e se tornaram um ator fundamental da política brasileira”, diz Safatle.

“Você tem duas possibilidades: a primeira é que o Brasil se transforme numa espécie de Turquia soft, um país onde você tem um poder moderador que é o Exército. O jogo democrático é uma pantomima, as Forças Armadas definem os limites. E se o conflito social no Brasil entrar numa dinâmica muito mais dura, é possível um golpe militar no senso tradicional do termo”, arrisca.

“O poder judiciário no Brasil é monárquico, é o único que opera sem nenhum tipo de intervenção da população, ninguém te escolha”, diz o filósofo. “A partir do momento em que advogados de defesa do Lula foram grampeados pela Justiça, uma coisa absolutamente impensável, o Estado não pode grampear advogados, a partir do momento que as conversas dele com a presidente da República foram grampeadas e divulgadas no mesmo dia, horas depois, em cadeia nacional, o processo se transformou num processo simplesmente político”, afirma.

Bolsonaro é “candidato feito para não ganhar eleição”

Não haverá eleições em 2018, segundo Safatle. “Existem várias maneiras de não haver eleição. O Brasil teve eleição até 1930, sem eleição. A gente criou essa figura: eleição sem eleição. (…) Uma eleição no interior da qual você tira os candidatos que vão contra o interesse de quem ‘deve’ ganhar”, analisa.

“Bolsonaro é como a Marine Le Pen na França, é um candidato feito para nunca ganhar”, analisa o filósofo. “A função dele não é ganhar. A função dele é outra. A função dele é jogar a pauta do debate à direita e, segundo, é criar uma situação na qual qualquer um que for com ele para o segundo turno, ganha”, diz Safatle.

“Como no caso do Macron na França, alguém que não tinha base política nenhuma, passa para o segundo turno com uma anti-candidata [Marine Le Pen°, e ele ganha”, conclui.

Leão devia ouvir Guardiola

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POR GERSON NOGUEIRA

O Remo que foi derrotado para a Juazeirense-BA concede muito espaço no meio e nos lados. Tamanha generosidade cobra um preço alto demais em competições equilibradas e niveladas por baixo como o Brasileiro da Série C. Não há como sobreviver a tanta vulnerabilidade e com tão parcos valores individuais. Os adversários se estudam e, obviamente, esse ponto fraco azulino já é de conhecimento geral.

Na Rádio Clube, no blog, na TV e aqui neste espaço venho chamando atenção para a ilha da fantasia que é o esquema 4-3-3 usado pelo Remo. É fantasioso porque, apesar de jogar com três atacantes, o time não tem a agressividade que um trio de frente deveria oferecer.

O sistema funcionou com êxito no Campeonato Estadual com as suas frágeis linhas defensivas, incluindo a do PSC, vítima contumaz dos avanços de Elielton e Felipe Marques pelas beiradas. Ocorre que o Remo saiu do Parazão e o Parazão não saiu do Remo.

Na Série C, destacam-se aqueles que têm bom conjunto e atuam de forma compactada, brigando por espaço o tempo todo. Com três na frente, mesmo que os ponteiros ajudem a bloquear, o Remo permite quase 20 metros de abismo entre o meio e a linha ofensiva. É fatal para qualquer zaga. Foi nessa faixa de Gaza que Atlético e Juazeirense penetraram para construir as jogadas que levaram aos gols.

A saída óbvia é reforçar a segunda linha, com um armador (Adenilson ou Everton) e três volantes (Dudu, Brasília e Dedeco). Na frente, levando em conta o baixo rendimento de Isac, a alternativa seria usar um ponta velocista e um atacante mais centralizado – Gabriel Lima ou Jayme.

A Juazeirenze mostrou entender as peculiaridades da Série C, contando com um armador habilidoso (Julinho Tardelli) que tanta falta faz ao Remo. Sem um organizador, a bola é sempre rifada pelo goleiro Vinícius em direção a Marques e Elielton ou distribuída a esmo por Dudu, um volante operário cujas virtudes não incluem o talento para fazer lançamentos.

Cabe observar que tanto Vinícius quanto Dudu agem assim por força da necessidade. Se o time tivesse um organizador de verdade, essas saídas de emergência não seriam necessárias e o Remo teria mais posse de bola, livrando-se do bate-volta atual.

Givanildo comentou, depois do jogo, que continua a esperar a contratação de outro centroavante, pois tem apenas Isac para o embate direto com a zaga. Sabe-se que o experiente técnico não é dado a lamúrias, mas tem tirado leite de pedra para dar um mínimo de competitividade ao time.

A situação fica mais dramática porque Felipe Marques, principal peça ofensiva do time na temporada, murchou após a divulgação do acerto com o Londrina. Pode ser apenas uma instabilidade temporária, mas o fato é que o ponta perdeu chances contra Atlético-AC e Globo em lances que o Felipe Marques do Parazão não perderia.

No ritmo atual, caso não se leve a sério a necessidade de reforçar o elenco, o risco de rebaixamento se agiganta. Claro que ainda é cedo, com 15 rodadas a disputar, mas é bom levar em conta a máxima de Pep Guardiola: título se ganha nas últimas oito rodadas e se perde nas oito primeiras.

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Objetivo e frio, Papão define jogo e supera sustos

Do outro lado da Almirante Barroso, o ambiente é de festas e fanfarras. Com toda razão. O Papão cumpre campanha surpreendente e irretocável na Série B. São três vitórias em três jogos, garantindo lugar no grupo de elite da classificação e passando a desfrutar do respeito que os vencedores inspiram. No sábado à tarde, na Curuzu, o time passou por um teste de nervos diante do Brasil-RS, sofrendo alguns sustos e levando bolas na trave, sem perder a compostura e o foco.

Com frieza, o time de Dado Cavalcanti fez seus gols antes da primeira meia hora, em menos de quatro minutos (aos 20 e 24 minutos), decretando ali o caminho da vitória. O Brasil descontou em seguida, aos 27’, mas esse contratempo não abalou o Papão, que manteve a proposta de atrair o adversário e sair em velocidade ao ataque.

O jogo evidenciou que o esquema com três zagueiros está definitivamente aprovado, com a melhoria de rendimento de Diego Ivo, Perema e Edimar e as opções que o time ganha com a segurança defensiva. Falta ainda aperfeiçoar o trabalho dos alas, ainda inconstantes e dados a sumiços, principalmente Miller.

No centro da segunda linha, Carandina e Renato Augusto estão afinados, produzindo o que nunca produziram no PSC. Renato, inclusive, fugindo às suas características, apareceu na frente para marcar o gol de abertura, raspando de cabeça um cruzamento vindo do lado esquerdo.

Cassiano vive momento iluminado. Confiante, joga em alto nível, evoluindo nos deslocamentos sem bola e criando problemas para a zaga inimiga mesmo quando a jornada não lhe é inteiramente favorável. Fez o gol, cobrando pênalti sofrido por Mateus Silva, e poderia ter feito mais caso a sorte ajudasse em dois outros lances.

Acima de todos, porém, esteve Mike, incansável no vaivém entre meio-campo e ataque, nos lançamentos e toques de primeira. Utilíssimo no atual desenho do time, que não conta com um armador de ofício.

Claudinho estreou bem. Participou das articulações e exibiu qualidades para integrar a força-tarefa ofensiva junto com Cassiano e Mike, substituindo a Moisés. Thomaz entrou depois e não fez feio, embora tenha sido mais discreto.

Imaginava-se que o desenrolar da competição poderia intimidar o Papão ante a evolução técnica das demais equipes. Com três rodadas realizadas, o time mantém o trem inicial e não se afasta da rota traçada por Dado. Absorve bem a pressão e sai rápido. Se caprichar na aproximação entre as linhas, vai se tornar melhor ainda.

Com a mesma pontuação dos líderes, o PSC pode chegar à frente na próxima rodada jogando em São Luís contra um Sampaio Corrêa mergulhado em séria crise técnica.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 30)