Archive for janeiro, 2017

Por “gato”, Paulista é excluído da Copinha

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A descoberta do “gato” Brendon Matheus Araújo Lima dos Santos, que na verdade se chama Heltton Matheus Cardoso Rodrigues e vinha jogando a Copa São Paulo de Futebol Júnior com documentos adulterados, teve consequências imediatas para o Paulista-SP.

Nesta segunda-feira, o TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo) excluiu o time de Jundiaí da atual competição, como manda o regulamento. O “Galo”, porém, escapou do gancho de cinco anos sem poder participar do torneio.

Como foi apurado pelo ESPN.com.br no último domingo, o verdadeiro Brendon, nome que consta nas súmulas do Paulista como zagueiro, nasceu em 1997 e está preso no Rio de Janeiro sob as acusações de roubo e tráfico de drogas.

Já Heltton não tem idade para atuar na competição, pois nasceu em 24 de março de 1994. Nesta segunda, inclusive, ele nem apareceu para treinar com seus companheiros.

O time de Jundiaí, por sua vez, alegou ter sido vítima de fraude cometida pelo defensor, chegando inclusive a registrar um boletim de ocorrência na Polícia após seu sumiço.

O Batatais (que perdeu a semifinal por 5 a 1 para o Paulista de Jundiaí), portanto, está classificado para disputar a final na próxima quarta-feira, às 16h (de Brasília), no Pacaembu, contra o Corinthians, que venceu o Juventus na outra semifinal.

Na atual Copinha, o Paulista se classificou com 100% de aproveitamento na primeira fase (a equipe estava no grupo 11). Depois, eliminou Atlético-GO, Red Bull Brasil, São Carlos, Chapecoense e Batatais em seu caminho até a final do torneio de juniores.

“Ele (Brendon) já vem jogando em outros times com este documento frio. O Paulista de boa fé aceitou o documento. Ele apresentou tudo certo. É tudo frio. O Paulista foi na boa fé. Se a gente ver que o Paulista estava envolvido, se tem alguém envolvido, vamos provar e investigar, vamos punir. Mas não é hora de punir o Paulista”, disse Antônio Olim, presidente do TJD-SP, justificando o fato do “Galo” não levar o gancho de cinco anos previsto no regulamento da Copa São Paulo de Futebol Júnior. (Da ESPN) 

23 de janeiro de 2017 at 17:52 Deixe um comentário

Galeria do rock

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Capa de Physical Graffiti, sexto álbum (duplo) de estúdio do Led Zeppelin, lançado em fevereiro de 1975. Um dos mais celebrados discos da banda britânica.

23 de janeiro de 2017 at 17:25 Deixe um comentário

Capa do Bola – segunda-feira, 23

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23 de janeiro de 2017 at 0:08 2 comentários

Descaso pelo acaso

POR GERSON NOGUEIRA

A descrição certeira, econômica e sem firulas denuncia o testemunho perfeito da história: “Na Copa (de 70) eu atuei como centroavante; Gerson, como meia-armador; Pelé, de ponta de lança; Rivellino, como armador pela esquerda; e Jairzinho, como atacante pela direita, entrando em diagonal pelo centro. Jairzinho era o camisa 7 no Botafogo. Os únicos, do meio para a frente, que trocaram de função na Seleção fomos eu, que passei de ponta de lança para centroavante, e Rivellino, que era meia-armador no Corinthians e se tornou um armador, um ponta recuado”.

unnamedNunca tinha visto leitura tão didática sobre a formatação daquele timaço montado por João Saldanha e complementado por Zagallo. Todos os analistas que se debruçam sobre 70 cometem o pecado da grandiloquência estéril, vendo genialidade onde havia mais aplicação e método.

Tostão, que esteve lá dentro do furacão, fala com conhecimento de causa e desconcertante humildade. O texto está logo no início de seu mais recente livro, “Tempos Vividos, Sonhados e Perdidos (Um olhar sobre o futebol)”, editora Companhia das Letras. Polivalente, Tostão esbanja talentos múltiplos, como observador privilegiado da cena futebolística nas últimas seis décadas e mostrando qualidades de despojado e atento filósofo.

Seu livro pode ser lido com prazer por qualquer um, fã ou não de futebol ou de esportes em geral. É um ensaio sobre vivências humanas, observações do cotidiano entrelaçadas por uma arguta espiadela nas grandezas e baixezas do mundo moderno. Sua tese sobre a força do acaso é um dos pontos mais significativos da narrativa.

Aprendi com o tempo que os autores utilizam algumas chaves para capturar o público. Alguns não se importam com isso e se preocupam exclusivamente em narrar fatos, elucubrações ou ideias, como se as palavras jorrassem naturalmente, sendo despejadas no papel. Tostão fica exatamente no meio-termo. Escreve verdades e demonstra a capacidade instintiva de prender a atenção. Um craque das palavras.

O livro descreve cenas que muitos já conhecemos, mas tudo vem embalado com sabedoria e estilo, fazendo com que ganhem novos encantos. É o caso, por exemplo, do traumático descolamento de retina após um lance infeliz com o zagueiro corintiano Ditão, em 1968. Em pleno verão do amor, liberação geral das mentes no mundo e ditadura sangrenta no Brasil, lá estava Tostão amargando as incertezas quanto ao futuro profissional nos gramados.

Acabou se recuperando, depois de cirurgia em Houston (EUA), garantindo a condição de primeiro convocado para a disputa do Mundial de 70. João Saldanha ainda estava no comando e gostava muito do jeito de jogar e da maneira de pensar daquele mineirinho de ar retraído, mas de palavras certeiras e sempre bem encaixadas.

Tostão lia muito, principalmente Machado de Assis, Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade. Ouvia boa música e saboreava conversas inteligentes. Com isso, ganhou a eterna simpatia de João Sem Medo, que disparava frases bombásticas a cada entrevista e teve a argúcia de perguntar ao próprio centroavante do Cruzeiro em que posição do ataque ele preferia jogar. Tostão disse que podia jogar com Pelé, pois ambos se completavam. Saldanha assinou embaixo. E, depois de certa hesitação, Zagallo também avalizou a ideia. E a história do futebol ganhou uma dupla imortal.

Outras histórias e lembranças enriquecem a obra, incluindo a percepção fina do autor sobre a realidade que o cercava mesmo nos tempos de astro da Seleção. Nunca perdeu de vista que o mundo mudava e que as coisas não se resumiam à resenha com os companheiros no vestiário.

É o olhar atilado que fez de Tostão avis rara no universo boleiro, tanto das décadas imortais como até hoje, quando jogadores de futebol raramente arriscam uma opinião que não seja restrita ao jogo em si. Tostão é diferente e por isso vale a pena ler o que ele escreve. Aliás, quando crescer, quero escrever como ele. Cabra bom.

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Papão perde no jogo, mas lucra na preparação

O placar não retratou o que os times mostraram em campo, sábado, no Arruda. O Santa Cruz marcou aproveitando um rebote mal feito por Lombardi, mas o Papão teve mais volume ofensivo, principalmente no primeiro tempo. Gilvan, de cabeça, podia ter empatado a partida – a bola bateu na trave. Jonathan e Diogo Oliveira também quase marcaram.

A lentidão na saída para o ataque foi um dos grandes problemas do time de Marcelo Chamusca, mesmo quando todos os titulares estavam em campo (depois ele fez oito substituições). Ocorre que foi apenas a primeira apresentação oficial do Papão na temporada. Ajustes precisam ser feitos, mas o desempenho foi satisfatório.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 23)

23 de janeiro de 2017 at 0:07 2 comentários

Rock na madrugada – The Band, The Night They Drove Old Dixie Down

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São Paulo ganha primeiro torneio da temporada

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Garotos do Brasil mantêm a liderança no Sul-Americano

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