Archive for junho, 2014

França mata Nigéria nos minutos finais

30 de junho de 2014 at 19:25 Deixe um comentário

Jogando como nunca, perdendo como sempre

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Por Gerson Nogueira

A sina mexicana se confirmou novamente neste Mundial. Os jornais do país já têm esse título acima impresso de véspera quando a seleção chega às oitavas de final. Não foi desta vez que a maldição se desfez. Como todas as vezes, nos últimos mundiais, o México chega com grande estardalhaço, torcida fazendo festa e sai quando começam as jornadas decisivas. Ontem, diante da favorita Holanda, o México estava com a vitória na mão até 43 minutos do segundo tempo. Não jogava bem, apenas se defendia.

Seu melhor momento na Arena Castelão aconteceu no primeiro tempo, quando Giovani dos Santos envolvia a marcação holandesa com muita habilidade. Nem bem começou a segunda etapa e o camisa 10 marcou o gol mexicano disparando da entrada da área, sob pressão direta de dois grandalhões da defesa adversária.

Com a vantagem no placar, o espalhafatoso técnico Miguel Herrera resolveu recuar o time e garantir o resultado. Estratégia de alto risco quando o adversário tem jogadores qualificados, como Robben e Sneijder.

A primeira providência de Herrera foi tirar Giovani, justamente seu jogador mais cerebral. Preferiu botar mais um volante com funções defensivas. Começava ali a ruir a classificação mexicana. Até a Holanda sentiu que os ventos passavam a soprar favoravelmente.

Meio no desespero, o holandês Van Gaal avançou o time, mas antes cometeu uma miguelada. Tirou o craque Van Persie para usar a altura de Huntelaar nas jogadas aéreas. Um lance miraculoso evitou o empate antes dos 20 minutos. Bola bateu na cabeça do milagreiro goleiro Ochoa e beijou a trave.

Mas nos instantes finais, sob cerco total, a defesa do México entregou o ouro. Huntelaar desviou bola para trás, servindo a Sneijder, que disparou uma bomba para empatar aos 43. Jogada tipicamente desenhada em treinos, coisa que Van Gaal cultiva com esmero.

Quatro minutos depois, quando todos já se preparavam para a prorrogação, Robben mudou o rumo da prosa.

Num pique impressionante, arrancou pelo lado direito e driblou um marcador dentro da área. Na sequência, esperou e recebeu o pisão de Rafa Márquez. Pênalti, convertido por Huntelaar. A infração foi menos acintosa que a outra sofrida pelo próprio Robben no primeiro tempo, mas ignorado pelo árbitro português.

Lições de uma Copa surpreendente e rica em alternativas, como deve ser um grande torneio de futebol. O fato é que, apesar da covardia tática de Herrera e da atuação inconstante da Holanda, as duas seleções realizaram  um dos melhores e mais equilibrados confrontos da Copa.

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Sem mexicanos, Copa fica menos musical

A saída do México tem uma importante consequência no ambiente da Copa: representa uma diminuição da intensidade do ruído nos estádios. A torcida exerceu um papel importantíssimo na caminhada da seleção no torneio. Não só pelos decibéis que atingia na cantoria de incentivo ao time, mas pela presença nas ruas e em frente aos hotéis onde o escrete se hospedava.

Acompanhei isso de perto às vésperas do jogo entre Brasil e México, em Fortaleza. Lojas, bares, praias e praças viviam cheias da alegre torcida mexicana. Até um transatlântico ficou ancorado em frente à cidade, hospedando mais de 3 mil torcedores.

Dentro do estádio, a massa mexicana se multiplicava pela força dos hinos e provocações. Nenhuma outra seleção tinha um repertório tão bem ensaiado de cantigas apropriadas para o evento. Essa vocação tem uma explicação: a maioria dos torcedores é acostumada a ir a campo torcer por seus clubes. Como o Brasil não é um destino caro, conseguiram viajar e ter acesso aos jogos.

No mesmo nível do time, fizeram um bom papel na Copa e deixarão saudades.

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Felipão tenta substituir o melhor volante

Como substituir o melhor volante do time? Esta é seguramente a maior dor de cabeça de Felipão nesta semana. Além das condições físicas de Neymar, que levou várias sarrafadas contra o Chile, o técnico da Seleção Brasileira precisa arranjar alguém para o lugar de Luiz Gustavo, suspenso.

Paulinho, que caiu em desgraça na primeira fase da Copa, pode ser reabilitado. Henrique, preferido de Felipão como suplente dos zagueiros, pode ser utilizado emergencialmente. Hernanes, que fez excelente temporada na Itália, corre por fora. Ramires, que tem entrado sem fazer diferença, é outro. Fernandinho deve ser mantido como segundo volante, apesar da atuação apagada diante dos chilenos.

A preocupação em proteger a linha de zagueiros faz sentido. Mais do que o Chile, a Colômbia tem um ataque poderoso, que funcionou bem em todos os jogos e conta com estupendo camisa 10: James Rodriguez, artilheiro da competição e autor de dois gols primorosos.

Todas as providências são necessárias para que o Brasil não venha a sofrer ainda mais do que contra o Chile. Aliás, o susto nas oitavas talvez seja a melhor coisa que poderia ter acontecido a Felipão e sua comissão técnica.

Serviu para mostrar que a confiança cega no grupo da Copa das Confederações pode ser traiçoeira, até porque há uma significativa diferença de rendimento em relação à campanha do ano passado. A realidade impõe mudanças.

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Penalidades liquidam com teoria conspiratória

A dificílima classificação brasileira nas oitavas acaba de vez com as teorias conspiratórias quanto a um suposto esquema para facilitar a conquista do hexa. Os paspalhos que disseminam essa história terão que explicar agora como os manipuladores não previram a lotérica decisão nas penalidades.

A não ser que apareça algum descerebrado para afirmar que os chilenos perderam aqueles pênaltis de propósito.

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Costa Rica sofre, mas consegue avançar

Depois de atropelar dois campeões mundiais, esperava-se da Costa Rica uma atuação digna de um favorito contra a sofrível Grécia. Sem a organização dos outros jogos, a equipe centro-americana que vestiu a roupa de zebra do Mundial se mostrou acanhada diante dos gregos.

Até mesmo Brian Ruiz custou a achar espaço, atrapalhado pela dura marcação grega. Fez um gol de categoria, mas depois mergulhou na mesmice do resto da equipe. A perda de um jogador por expulsão fez com que a Costa Rica passasse o segundo tempo como a velha Costa Rica de sempre, acuada e tímida.

Sofreu o empate nos instantes finais, mas se salvou na cobrança de penalidades. Ficou, porém, a sensação de que o gás está no fim.

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O perigo da incompetência com iniciativa

Uma frase do casseta Marcelo Madureira, pós-jogo com o Chile, merece registro: Hulk é mais perigoso para o Brasil do que para os adversários, pois é o incompetente com iniciativa. A conferir.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 30)

30 de junho de 2014 at 19:22 25 comentários

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