Tribuna do torcedor (30/11)

Por Marlene da Silva (marlenebicolor@hotmail.com)

Olá Gerson, tudo bom?
Você percebeu? Nem bem foi confirmado por mais dois anos à frente da direção bicolor, eis que Luiz Omar mostra que nada será diferente. Sem fechar qualquer acordo com as partes envolvidas, anunciou os “nomes fortes” da diretoria de futebol, entre os quais, Ricardo Rezende e Paulo Romano. Hoje, os dois desmentiram.
Anunciou a volta de Givanildo Oliveira. Hoje vimos que não é bem assim. O contato foi feito há quinze dias com o técnico, sem que ele acenasse positivamente. Hoje, já se anunciava que Joãozinho Rosa está de “stand up” caso Giva não aceite a proposta bicolor. O que vocês acreditam que vai acontecer?
Pode ser que me engane, mas estou sentindo que Joãozinho está só esperando a ordem de passagem para desembarcar na Curuzu. O nome de Givanildo foi apenas, de novo, um engodo para acalmar a torcida e fazer frente à chapa opositora. Vão fazer o famoso teste no Paraense. Caso o técnico se saia bem, fica para a Série C.
Lembrem-se que o técnico atua no Santos e o LOP é doido pra negociar jogador do Paysandu. O primeiro que se destacar, quem sabe não será o Djalma (?), o cartola despacha para o clube peixeiro, alegando que não poderá ficar com um jogador insatisfeito no Paysandu e que o negócio foi muito bom porque poderá fazer isso e aquilo pelo clube.
E a diretoria de futebol? Alguém duvida que o Louro, o fiel escudeiro de LOP, estará de volta? Eu não poria minha mão no fogo. Disque o Paysandu será dirigido por um colegiado. Dá vontade até de rir. Até quando? Parece que estou vendo, se esse colegiado realmente chegar a se formar, em dois meses estará todo mundo pulando fora do barco.
Diante dessas perspectivas que tenho, por mais que eu não queira admitir, fica muito claro na minha mente que serão mais dois anos patinando na Copa do Brasil e na Série C. Quer apostar?

Escândalo ISL: Fifa abafa, mas COI vai investigar

A Fifa descartou a possibilidade de analisar novas acusações feitas por um programa de televisão britânico de que três importantes dirigentes, incluindo Ricardo Teixeira, receberam pagamentos ilegais relacionados com contratos de marketing. “O inquérito e o caso estão definitivamente encerrados”, diz a fechadíssima entidade. O documentário apresentado pela BBC na segunda-feira acusa Ricardo Teixeira, presidente da CBF, Nicolas Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, e Issa Hayatou, presidente da Confederação Africana de Futebol, que são membros do Comitê Executivo da Fifa, de terem recebido recursos da ISL, antiga parceira de marketing da entidade, entre 1998 e 1999. O colapso da empresa com enormes dívidas, causou um julgamento por fraude.
A Fifa disse que o caso da ISL foi tratado por um tribunal suíço em 2008 e nenhum dirigente da entidade foi acusados de qualquer crime. “É importante ressaltar novamente o fato de que nenhum dirigente da Fifa foi acusados de qualquer crime, nesses processos. Além disso, é importante lembrar que a decisão foi feita sobre as questões que ocorreram antes do ano 2000 e não houve nenhuma condenação judicial contra a Fifa”, disse a entidade, em nota oficial. Teixeira, Leoz e Hayatou vão participar na quinta-feira da votação do Comitê Executivo da Fifa que definirá as sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. Inglaterra, Rússia, Portugal/Espanha e Holanda/Bélgica tentam receber o Mundial de 2018, enquanto Austrália, Estados Unidos, Japão, Catar e Coreia do Sul disputam o direito de receber o evento em 2022.

Enquanto a Fifa abafa a história, o Comitê Olímpico Internacional (COI) promete investigar Issa Hayatou, um dos vice-presidentes da Fifa, sobre as acusações de que ele teria recebido ilegalmente dinheiro da ISL, antiga agência de marketing da entidade responsável pela organização do futebol mundial. O COI disse que vai pedir para a emissora estatal britânica, a BBC, passar as provas de uma investigação sobre suposta corrupção na Fifa, que foi exibida na segunda-feira. Hayatou, uma antigo membro do COI e presidente da Confederação Africana de Futebol, teria recebido 100 mil francos franceses da agência ISL, em 1995. O COI disse que tem tolerância zero com a corrupção e irá tratar do assunto na sua comissão de ética.
(Com informações da ESPN)

As carpideiras do regime militar

Por Cynara Menezes – Carta Capital

Há uma revelação, entre as tantas que estão vindo à tona com a divulgação dos telegramas confidenciais das embaixadas dos Estados Unidos no mundo pelo site WikiLeaks, que me deixou particularmente satisfeita. Trata-se da admissão oficial pela diplomacia americana de que o que viveu Honduras em junho do ano passado foi um golpe de Estado. G-O-L-P-E, em português claro, como escrevemos em CartaCapital. Em inglês usa-se a palavra francesa “coup”. Ninguém utilizou o eufemismo “deposição constitucional” a não ser os pseudodemocratas locupletados em setores da mídia no Brasil.É a mesma gente que, quando o governo Lula fala da intenção de regular a mídia, vem com o papo furado de que está se querendo cercear a liberdade de expressão. É o mesmo pessoal que ataca cotidianamente um líder democraticamente eleito e reeleito com palavras vis, mas que, ao menor sinal de revide verbal, protesta com denúncias ao suposto “autoritarismo”do presidente. Jornalistas, vejam só, capazes de ir lamber as botas dos militares em seus clubes sob a escusa de que a democracia se encontra “ameaçada” em nosso país.

Pois estes baluartes da liberdade de imprensa e de expressão no Brasil foram capazes de apoiar um regime conquistado pela força a pouca distância de nós, na América Central. Quando Honduras sofreu o golpe, estes falsos democratas saíram em campo para saudar o auto-empossado novo presidente Roberto Micheletti, que mandou expulsar o eleito Manuel Zelaya do país, de pijamas. Dizem-se democratas, mas espinafraram Lula e seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, por se recusarem a reconhecer um governo golpista. Quem é e quem não é democrata nessa história toda?

Não se engane, leitor. Disfarçados de defensores da democracia, estes “formadores de opinião” são na verdade carpideiras do regime militar. Choram às escondidas de saudades dos generais. Quando se colocam nas trincheiras da “liberdade de expressão” contra o governo, na verdade estão a tentar salvaguardar o monopólio midiático de seus patrões, não por acaso beneficiados pela ditadura. Dizem-se paladinos da imprensa livre, desde que seja aquela cevada pelas graças do regime militar. Não à toa, elogiam quem morreu do lado dos generais e difamam quem foi torturado e desapareceu lutando contra a ditadura.

As carpideiras do golpe se disfarçam sob a máscara dos bons moços, cheios de senso de humor “mordaz” (alguns humoristas de profissão, inclusive) e pretensamente bem formados intelectualmente. Mas não é difícil identificá-las: fique de olho em gente que diz que “todo político é igual”, que despreza o brasileiro com declarações do tipo “somos todos Tiriricas” e que prega o voto nulo nas eleições. Repare bem: prescindir do voto é abrir mão de ser cidadão. Na ditadura, não se votava, lembra? As carpideiras do regime militar tentam se conter, mas volta e meia se traem.

É mais fácil reconhecer uma carpideira dos milicos em tempos de guerra do que de paz. Durante as eleições, foi só surgir a polêmica sobre a descriminalização do aborto que elas mostraram a verdadeira face, erguendo a bandeira da ala mais obscurantista da igreja católica. Com a invasão policial dos morros cariocas no fim de semana, a mais “tchutchuca” entre todas as carpideiras da ditadura teve a desfaçatez de postar no twitter: “E se o BOPE, a Polícia e as Forças Armadas, depois da operação no Rio, fossem limpar o Congresso Nacional?” Nenhum respeito às instituições: é dessa matéria que se fazem os golpistas.

Se foram capazes de colocar o presidente Lula, do alto de sua popularidade, em capa de revista com a marca de um pé no traseiro, é de se presumir que as carpideiras do regime militar não darão trégua a Dilma Rousseff. Já começaram por escarafunchar seu passado de guerrilheira. Que ninguém se engane, as carpideiras estão à espreita. Esperam um deslize qualquer de Dilma para tentar defenestrá-la. Estão louquinhas por uma “deposição constitucional” como a que houve em Honduras, porque jamais admitirão ser o que são: groupies de ditadores. Os papéis do Wikileaks deixam claro, porém, que nem os Estados Unidos se enganam mais com golpistas.

Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto “Jornal da Bahia”, em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a “Folha de S. Paulo”, “Estadão”, “Veja” e para a revista “VIP”. Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.

Coluna: Na base do vale-tudo

O campeonato está bem melhor que a encomenda, com embates emocionantes – três times disputam o título e dois brigam pela quarta vaga na Libertadores – e torcidas com o coração na boca. Não falo de qualidade, que anda na base da raspa do tacho, mas há emoção de sobra. Como nada é perfeito, há um lado negro que se consolida em torneios nacionais: a moda de torcer pela derrota do time de coração para prejudicar um rival melhor posicionado.
Isso já havia acontecido no jogo entre São Paulo e Fluminense, há uma semana, e voltou a ocorrer, novamente em solo paulista, no clássico Palmeiras x Flu. Pura coincidência o fato de o Tricolor carioca pegar pela proa dois grandes da Paulicéia já desinteressados da competição, mas situação reveladora dessa atitude pouco digna de algumas torcidas. Como se fosse a coisa mais natural do mundo, adeptos de S. Paulo e Palmeiras uniram-se aos cariocas para torcer contra seus times com o objetivo declarado de barrar a caminhada de um inimigo comum: o Corinthians.
A rivalidade exacerbada é a tônica destes tempos bárbaros no futebol, mas até para o fanatismo há limites. Alguns defendem a tese controvertida de que torcedores podem tudo, inclusive renegar a própria bandeira por razões. Penso diferente. Quando torcidas incentivam seus jogadores a perderem de propósito, abrem mão do direito de reclamar desses mesmos atletas caso percam partidas de forma pouco convincente.
Entregar o ouro, tirar o pé, amolecer ou fazer jogo de compadre. Não importa a forma, mas o significado. Fico a imaginar como se sentirá o mesmo torcedor palmeirense que xingou o goleiro Deola e ameaçou o atacante Dinei, por se “esforçarem demais” contra o Fluminense, quando precisar exigir que ambos dêem o sangue por uma vitória. Que autoridade terá para cobrar raça do jogador? No fundo, o que inquieta nessas manifestações é a filosofia do vale-tudo em nome da satisfação imediata, o conceito de que os fins justificam os meios. Secar agremiações rivais é uma coisa, torcer para perder é outra, bem diferente. 
A confusão entre a chamada “derrota de resultados” e a defesa das rivalidades cria uma promiscuidade perigosa. Afinal, quem apoia a facilitação terá que se conformar quando o adversário fizer o mesmo por razões parecidas. É o caso dos corintianos que, em 2009, vibraram intensamente com o revés diante do Flamengo, que alijou o S. Paulo da briga pelo título. Desta vez, ocorreu justamente o contrário e os alvinegros nada puderam alegar quando o S. Paulo entrou “desanimado” contra o Flu. A única certeza, por ora, é de que o entregador de hoje pode ser a vítima de amanhã. Fica a esperança de que o torcedor menos alienado perceba as armadilhas desse modismo esquisito.
 
Paulo Comelli vem aí, cheio de planos. Os novos dirigentes do Remo agiram rápido, contratando um técnico experiente e criando a figura do superintendente de futebol – Armando Bracalli. Nas circunstâncias, são as melhores escolhas possíveis. Ambos terão a espinhosa missão de montar um time competitivo. Precisarão de tempo e estrutura para trabalhar.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 30)

Futsal sub-11: AK consegue, enfim, um título

Amaro Klautau pode bater no peito e festejar uma façanha: o Remo é campeão paraense de futsal sub-11. A conquista ocorreu no último domingo, no ginásio da Ufra. Após 80 jogos, Remo e Tuna fizeram a grande final da categoria. O Remo, que já havia vencido o jogo de ida por 4 x 1,  ganhou a partida de volta com mais facilidade ainda, goleando a Águia do Souza por 6 a 0.

Agora vai…

Tribuna do torcedor

Por Diogo Carlos Luz da Silva (diogotorcedor@gmail.com)

Não fui a favor da reeleição de Luiz Omar. Preferiria dar oportunidade a uma nova gestão. Mas como os minguados sócios torcedores que votaram optaram pelo continuísmo, eu, como bicolor, só posso me dignar a torcer que em 2011 tudo seja diferente. Tudo, que falo, é em referência, principalmente à campanha do Papão na Série C. Tomara que Luiz Omar de novo não interfira negativamente no resultado do Paysandu na competição.

Nada de prometer premiação e não cumprir. Nada de se desfazer dos melhores jogadores de forma inculta. Nada de ressuscitar o famigerado bicho por partida. Nada de culpar só os jogadores por qualquer fracasso. Nada de tratar a Copa do Brasil como subproduto. Nada de não trabalhar sério para ultrapassar a segunda fase da competição. Nada de deixar a divisão de base à míngua.

Nada de viajar e deixar o clube parado. Nada de explorar o bolso do torcedor oferecendo produto de categoria duvidosa. Nada de declarações que envergonhem a torcida. Que o clube se torne organizado de fato. Que a luz da competência seja a raiz de todos seus atos. Que o Paysandu seja vitorioso em seus intuitos. Que nos faça chorar somente de felicidade.

Diogo pra sempre Papão!