Confirmado leilão da área do Carrossel

A Justiça do Trabalho da 8ª Região, por meio da 13ª Vara de Belém, confirma que vai levar a leilão a área do antigo Carrossel, pertencente ao Clube do Remo, a fim de quitar as dívidas trabalhistas do clube. A praça está marcada para 11h do dia 19 de novembro, no edifício-sede do TRT/8ª. O lance mínimo permitido será de R$ 6 milhões e 100 mil, conforme a avalização realizada pela Justiça do Trabalho. Os interessados devem fazer depósito caução de 20% do valor de avalização do bem junto à Justiça do Trabalho até duas horas antes do início do leilão. Mais detalhes do processo poderão ser obtidos no site do TRT www.trt8.jus.br. O número do processo é 1087/2007. Endereço do TRT: travessa D. Pedro I, 746 (em frente à praça Brasil).

Duas chapas inscritas para eleição no Remo

Duas chapas estão inscritas, até o momento, para concorrer à disputa pela presidência do Remo. A de Antonio (Tonhão) Carlos Teixeira representa a oposição à gestão Amaro Klautau. A outra chapa é encabeçada pelo médico Henrique Custódio (atual diretor social do clube), em nome da recém-criada Juventude Azulina, que mantém vínculos com o atual presidente. O prazo para inscrição de chapas termina nesta quarta-feira.

Sandro cotado para virar técnico do Paissandu

O volante Sandro Goiano já está em Belém para conversar com a diretoria do Paissandu. Para a manhã desta quarta-feira, estava prevista uma reunião com o presidente Luiz Omar Pinheiro. O encontro teve que ser adiado em função da viagem do dirigente, por razões profissionais, para Macapá. Segundo pessoas ligadas ao jogador, Sandro teria sido convidado a assumir a função de técnico do Paissandu para a disputa do campeonato estadual. Teria sido a maneira encontrada pela diretoria para manter o atleta vinculado ao clube depois dos problemas surgidos por ocasião do confronto com o Salgueiro, pela Série C. Sandro teria exigido a renovação de seu contrato até 2011 e LOP, temendo conturbar o ambiente, aceitou a pressão. Depois da eliminação do time, Sandro foi apontado como um dos vilões da campanha.

Como José Serra traiu Aécio Neves e o PSDB

Por Kennedy Alencar

Na primeira metade de 2009, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso selou um acordo entre José Serra e o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Garantidos alguns compromissos, o mineiro seria vice de Serra, que governava São Paulo naquela época.

Fiador dos compromissos, FHC testemunhou Serra rompê-los. O primeiro deles: Serra não quis participar de reuniões prévias pelo país, nas quais o PSDB ouviria seus dois pré-candidatos e depois decidiria quem disputaria o Palácio do Planalto. Líder disparado nas pesquisas, Serra julgava a ideia uma forma de miná-lo politicamente. Mas Aécio queria uma saída para dizer ao eleitorado de Minas por que aceitaria ser vice do governador paulista.

Outro compromisso era afirmar com todas as letras que, se eleito, Serra patrocinaria novas mudanças constitucionais para que Aécio fosse o próximo da fila. Pelo acordo, Serra articularia a aprovação de projetos no Congresso para acabar com a reeleição e reinstituir o mandato de cinco anos.

Aécio sempre demonstrou pouca crença na capacidade de, sentado no Planalto, Serra abrir mão da possibilidade de se reeleger. Mas FHC dizia a Serra que era importante que ele se comprometesse com essas alterações a fim de tranquilizar Aécio e Minas. O final dessa história é sabido.

Entre setembro de 2009 e fevereiro de 2010, a folga sobre Dilma nas pesquisas deu a Serra a ilusão de que poderia ignorar os apelos para assumir a candidatura e fazer concessões a Aécio. Ele não aceitou as cobranças do PSDB e do DEM para admitir que era candidato e montou uma estrutura de campanha centralizada e distante dos aliados.

Esticou a corda até junho para tentar obter a companhia de Aécio em sua chapa, mas estava tão fraco que não teve como enfrentar a resistência dos democratas à escolha do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para vice. Ao explicar as razões de aceitar o pouco conhecido deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ) como companheiro de chapa, Serra admitiu que a questão estava encaminhada em outro sentido, mas não havia dado certo.

A biografia respeitável, a tenacidade com a qual se jogou na disputa e a assimilação de um discurso conservador que destoa de suas próprias ideias não foram suficientes para levar o tucano à vitória. Serra quis ganhar sozinho. Colheu o que plantou.