Depois de mistério, Pantera anuncia novo goleiro

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O São Raimundo já tem novo goleiro para as disputas do Campeonato Paraense, Copa do Brasil e Série D do Campeonato Brasileiro de 2019. Em clima de mistério, a diretoria contratou Jhones, 32 anos, que estava no Floresta, do Ceará, e que também passou pelo Rio Branco-PR neste ano. Cearense, Jhones Vieira Rodrigues se encaixa no perfil buscado pela diretoria alvinegra após a saída de Roger Kath.

O jogador já defendeu vários times do Nordeste, como o Guarani de Juazeiro-CE, o Nacional-MA, Tiradentes-CE, Pacajus-CE e o Itapipoca-CE. Ganhou destaque atuando pelo Rio Branco, no Campeonato Paranaense, quando ajudou a eliminar o Atlhetico-PR da Taça Dionísio Filho, primeiro turno do estadual.

Com defesas importantes nos 90 minutos e mais uma nas cobranças por pênaltis, Jhones garantiu o 0 a 0 no tempo normal e a vitória por 6 a 5, nas penalidades.

O jogador chega em Santarém na madrugada de sexta-feira (28). Ele chega para ser o substituto de Roger Kath, que pediu desligamento do clube na semana passada.

O Pantera estreia no Parazão no dia 20 de janeiro, às 18h (horário local), contra o Paragominas, no estádio Colosso do Tapajós. Os alvinegros estão no grupo A2 da competição, junto com o Paissandu, Independente, Águia de Marabá e Tapajós.

Atacante paraense é novo reforço do Papão

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Artilheiro na maioria dos clubes por onde passou, o experiente atacante Paulo Rangel é o mais novo jogador do Paissandu. O paraense de 33 anosteve seu contrato confirmado pela Diretoria no início da noite desta quarta-feira (26). Recebido na Curuzu pelo presidente eleito, Ricardo Gluck Paul, e pelo diretor de Futebol, Felipe Albuquerque, o jogador percorreu as dependências do estádio, conheceu as instalações do hotel Antônio Diogo Couceiro, os vestiários e o gramado onde vai pisar a partir do próximo dia 3 de janeiro.

Com ampla rodagem no futebol brasileiro e no exterior, sobretudo na Ásia, Paulo Rangel balançou as redes 26 vezes nos 52 jogos que disputou nas últimas duas temporadas – média de um gol a cada duas partidas. É um atleta de força, que atua próximo da área.

O atacante já foi campeão tailandês, campeão da Copa Sultão Malásia e campeão da Copa RN. A fama de goleador do atleta começou cedo. Aos 19 anos, foi artilheiro pelo Varzim, em Portugal. Foi ainda artilheiro do Baraúnas-RN, artilheiro do Perak, da Malásia, e artilheiro, melhor estrangeiro, chuteira de ouro e melhor atacante do ano com a camisa do Selangor, também da Malásia.

O jogador acumula outras marcas, como a de vice-artilheiro do Johor FC, da Malásia, vice-artilheiro do Gauchão pelo Lajeadense-RS, e vice-artilheiro do Pernambucano pelo Salgueiro-PE. Em 2017, foi o principal goleador do Londrina-PR, além de ter contribuído para a conquista do título da Primeira Liga.

Apesar de ter recebido propostas de outras equipes, Paulo Rangel diz ter optado por defender o Papão. “Agradeço à torcida bicolor pelo carinho que recebo há vários anos. Muitos acompanham o meu trabalho e sabem da minha seriedade. Garanto que não vai faltar comprometimento e empenho dentro e fora de campo. Estou muito feliz de ter fechado com o PSC”, disse.

O presidente eleito Ricardo Gluck Paul lembra que o nome de Paulo Rangel era lembrado com frequência pela torcida nas últimas temporadas. “A gente fica feliz por encontrar um atleta com um perfil do clube, identificado com a torcida, que já pediu pela contratação do jogador em outras épocas”, destacou.

O novo reforço vai se juntar, em breve, aos demais atletas que têm vínculo com o clube, aos jogadores oriundos da base e ao goleiro Douglas Silva, ao volante Caíque Oliveira, aos atacantes Caion e Vinícius Leite, aos laterais Bruno Oliveira e Bruno Collaço e ao zagueiro Micael e ao meia-atacante Nicolas, todos contratados recentemente.

O presidente e o diretor de Futebol, Felipe Albuquerque, sempre em conjunto com o técnico João Brigatti, continuam buscando jogadores para completar o elenco.

Nova direção do Fla começa muito mal

Por Juca Kfouri

Primeiro foi a tentativa de contratar Felipe Melo, como se fosse o Deus da Raça Rondinelli. Não deu certo, embora se possa dizer que por linhas tortas tenha sido melhor assim.

Depois, a busca do atacante Pablo para a Gávea acabou no Morumbi. Agora o anúncio de Paulo Pelaipe como gerente de futebol é um claro retrocesso para a nova diretoria que se pretende moderna.

Pelaipe acumula muito mais insucessos que vitórias, além de causar confusão por onde passa, a ponto de já ter sido detido por ofensas racistas contra seguranças do Flamengo quando trabalhava no Grêmio, das quais se livrou apenas porque os ofendidos entraram em acordo e não o denunciaram.

Ainda no Grêmio perdeu um dente em briga no aeroporto de Curitiba com segurança do Atlético Paranaense e acusou Abel Braga, atual treinador rubro-negro, de não ser confiável à noite.

Pelaipe, em sua passagem pelo próprio Flamengo só não chegou às vias de fato com o assessor de imprensa do clube porque a turma do deixa disso interveio.

O último trabalho de Pelaipe foi no Coritiba, que terminou a Série B em 10° lugar. Difícil entender por que o Flamengo o traz de volta.

Estamos tratando de MMA ou de futebol?

Muito além do futebol

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Por Gerd Wenzel, na DW

Em 2003, na época do Natal, 89 torcedores do Union Berlin combinaram um encontro às portas do estádio Alte Försterei (velha casa florestal), na capital alemã, para cantar músicas natalinas. O clube disputava o campeonato da segunda divisão do futebol alemão e ia muito mal das pernas. Ao final do primeiro turno, estava na zona de rebaixamento, e a ideia dos torcedores era, através da cantoria, passar energias positivas e cheias de esperança ao time.

Entraram em campo já às altas horas da noite e, no círculo central do gramado, com o estádio completamente vazio e às escuras, entoaram melodias comemorativas de Natal. Entre uma canção e outra não faltou vinho quente, nem pão de mel. Mas infelizmente o Union Berlin foi rebaixado e só voltou à “segundona” em 2009, onde está até hoje.

Se por um lado o clube amargou alguns anos em divisões inferiores, por outro lado o hábito de reunir os torcedores na véspera do dia 24 de dezembro se estabeleceu com força total.

Mal sabiam aqueles 89 abnegados fãs que, com o tempo, a sua iniciativa pioneira iria se transformar num megaevento ao qual comparecem anualmente quase 30 mil pessoas. Em 2004 estiveram 400 pessoas e em 2005 já eram mil. Com o passar dos anos, juntos formam hoje o maior coral de Natal da Alemanha e comemoram essa festiva época do ano cantando canções natalinas.

Tem sido assim há 15 anos, e o evento faz parte inclusive do calendário oficial de turismo da cidade. Esse monumental Weihnachtssingen (canto de Natal) se estabeleceu como uma tradição a ser cultivada e ultrapassou as fronteiras de Berlim.

A partir de 2015, o evento foi se tornando uma verdadeira festa de confraternização universal, bem de acordo com o espírito natalino. Refugiados da Síria, do Irã e de outros países foram convidados a participar. Acaba por acontecer num estádio de futebol aquilo que dá sentido a essa data. Pessoas de diversas etnias, nacionalidades e religiões se reúnem para conviver pacificamente e vivenciar juntos uma experiência tocante e de intenso calor humano.

E não é de hoje que o Union Berlin vai muito além do futebol.

Há muitos anos, o clube está fortemente engajado em projetos de integração e tolerância. As muitas atividades sociais englobam inclusão de pessoas com dificuldades especiais, assim como ações concretas contra discriminação, além de projetos voltados para refugiados.

Em 2007, o Union Berlin, atendendo a sugestões da torcida, incluiu nos seus estatutos o seguinte artigo: “Todas as pessoas têm o direito à não discriminação, independentemente de sua cor, etnia, religião, ideologia, orientação sexual ou dificuldades especiais”.

Juntamente com a Associação LGBT de Berlin, o clube deu o pontapé inicial em novembro de 2011 a uma campanha de sensibilização referente à homossexualidade no futebol e frequentemente participa de eventos que abordam essa temática.

Em dezembro de 2013, o clube estabeleceu uma parceria com o Colégio Salvador Allende, em Berlim, apoiando o projeto “Escola sem racismo – escola com coragem”. O objetivo é sensibilizar os jovens a desenvolver desde cedo uma compreensão dos problemas que as minorias enfrentam.

Além de todos esses projetos, o Union Berlin participa ainda de diversas alianças comunitárias que têm como objetivo promover a integração de refugiados na sociedade alemã. Tudo isso sem contar as iniciativas individuais de sócios do clube, engajados no trabalho de apoio aos migrantes que buscam reconstruir suas vidas em Berlim.

Definitivamente, o Union Berlin extrapola mesmo as quatro linhas de um mero campo de futebol.

Gerd Wenzel começou no jornalismo esportivo em 1991 na TV Cultura de São Paulo, quando pela primeira vez foi exibida a Bundesliga no Brasil. Desde 2002, atua nos canais ESPN como especialista em futebol alemão. Semanalmente, às quintas, produz o Podcast “Bundesliga no Ar”. A coluna Halbzeit sai às terças. Siga-o no Twitter, Facebook e no site Bundesliga.com.br

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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas

Queiroz aparece e diz que a grana vinha de negócios com carros

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O motorista Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), afirmou em entrevista ao jornal SBT Brasil nesta quarta-feira (26) que parte da movimentação atípica de R$ 1,2 milhão feita por ele vem da compra e venda de carros.

“Eu sou um cara de negócios, eu faço dinheiro, compro, revendo, compro, revendo, compro carro, revendo carro, sempre fui assim, gosto muito de comprar carro de seguradora, na minha época lá atrás, comprava um carrinho, mandava arrumar, revendia, tenho uma segurança.”

É a primeira vez que Queiroz fala publicamente sobre o caso das movimentações atípicas identificadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) desde que o caso veio à tona, em 6 de dezembro, na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Brasileira, filha de sudaneses, ganhou prêmio internacional com sistema de dessalinização da água

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O oba-oba de Jair Bolsonaro, ajudado pela mídia, em torno da “parceria” entre Brasil e Israel para projetos de dessalinização da água no Nordeste foi desmascarado pelo DCM. Um programa foi implementado em 2004. A técnica é usada em nove estados.

Bolsonaro está festejando um ótimo negócio para as empresas israelenses. O astronauta ministro Marcos Pontes vai à terra do amigo Netanyahu conhecer uma tecnologia que rendeu prêmio internacional a uma brasileira chamada Nadia Ayad. 

Nadia é negra e filha de sudaneses. O site Conexão Planeta contou essa história em 2017 em matéria assinada por Suzana Camargo:

Tido como uma matéria-prima revolucionária, o grafeno é um derivado do carbono, extremamente fino, flexível, transparente e resistente (200 vezes mais forte do que o aço). Considerado excelente condutor de eletricidade, é usado para a produção de células fotoelétricas, peças para aeronaves, celulares e tem ainda outras tantas aplicações na indústria.

Por ser considerado um dos materiais do futuro, ele foi escolhido como tema do Global Graphene Challenge Competition 2016, uma competição internacional promovida pela empresa sueca Sandvik, que busca soluções sustentáveis e inovadoras ao redor do mundo.

E a brasileira Nadia Ayad, recém-formada em engenharia de materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), do Rio de Janeiro, foi a grande vencedora do desafio. Seu projeto concorreu com outros nove trabalhos finalistas.

Nadia criou um sistema de dessalinização e filtragem de água, usando o grafeno. Com o dispositivo, seria possível garantir o acesso à água potável para milhões de pessoas, além de reduzir os gastos com energia e a pressão sobre as fontes hídricas.

“Com a crescente urbanização e globalização no mundo e a ameaça das mudanças climáticas, a previsão é de que num futuro não muito distante, quase metade da população do planeta viva em áreas com pouquíssimo acesso à água”, afirma Nadia. “Há uma necessidade real de métodos eficientes de tratamento de água e dessalinização. Pensei que a natureza única do grafeno e suas propriedades, incluindo seu potencial como uma membrana de dessalinização e suas propriedades de peneiração superiores, poderiam ser parte da solução”.

Como prêmio, a estudante carioca fará uma viagem até a sede da Sandvik, na Suécia, onde encontrará pesquisadores e conhecerá de perto algumas das inovações e tecnologias de ponta sendo empregadas pela empresa. Ela visitará ainda o Graphene Centre da Chalmers University.

Esta não será a primeira experiência internacional de Nadia. A engenheira brasileira já tinha participado do programa do governo federal Ciências Sem Fronteiras, quando estudou durante um ano na Universidade de Manchester, na Inglaterra. Agora ela pretende fazer um PhD nos Estados Unidos ou Reino Unido, pois acredita que, infelizmente, terá mais oportunidades para realizar pesquisas no exterior do que no Brasil.