Remo e Desportiva decidem campeonato sub-20

O Remo goleou a Tuna por 6 a 1 na semifinal do Campeonato Paraense Sub-20 na manhã desta quarta-feira e se classificou para a decisão, em duas partidas, contra a Desportiva, que eliminou o Ananindeua nos penais (4 a 3), depois de vencer por 1 a 0 nos 90 minutos. Mais de 2 mil torcedores prestigiaram a partida no estádio Evandro Almeida. As finais começam no sábado pela manhã, no estádio Jornalista Edgar Proença. O segundo jogo será na quarta-feira, 19.

Jogadores do Papão ganham cinco dias de folga

PSC chegada Rafael e Dejalma-Mario Quadros (2)

Depois de perder para a Chapecoense, ontem à noite, por 3 a 2, o Papão retornou hoje a Belém (foto) e os jogadores foram liberados para cinco dias de folga. A reapresentação está prevista somente para segunda-feira, 17, quando o grupo embarca para Macapá, onde foram agendados dois amistosos. A surpreendente folga foi concedida pela comissão técnica, talvez para que os atletas relaxem e esqueçam os recentes insucessos. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Justiça notifica CBF sobre ação favorável ao Remo

A causa levada adiante por advogados e torcedores do Remo continua gerando desdobramentos. Na manhã desta quarta-feira, o juiz da 1ª Vara Cível de Ananindeua, Antônio Jairo de Oliveira Cordeiro, manteve a liminar eu havia sido concedida no último sábado e que pede a exclusão do Genus (RO) da Série D, além da automática paralisação do Grupo A1 da competição. A CBF, que foi notificada oficialmente da decisão, terá 15 dias para explicar a concessão da vaga à Rondônia, descumprindo prazos estabelecidos pelo Estatuto do Torcedor e até os que foram concedidos pela própria entidade. O juiz Jairo Cordeiro também concedeu carta precatória citatória, que será entregue à CBF no Rio pela advogada Vanessa Egla, juntamente com o torcedor que ingressou com a ação na Justiça, Wendell Figueiredo. Tanto Wendell quanto Vanessa e o segundo advogado, Válber Mota, deixam claro que não têm qualquer ligação com a diretoria do Remo, nem mesmo com a Associação dos Sócios (Assoremo).

A herança pesada de Gurgel no Ministério Público

Por Luis Nassif

Os embates entre o Procurador Geral da República Roberto Gurgel e a subprocuradora Deborah Duprat são o desfecho das distorções que acometem o instituto da Procuradoria Geral e o próprio Ministério Público Federal nos últimos anos.

Não há comparação – em termos de respeitabilidade jurídica – entre Deborah e Gurgel. Deborah é uma pensadora; Gurgel, um burocrata.  Como não há entre os antecessores – Antonio Fernando de Souza e Cláudio Fontelles – e o próprio Gurgel.

Este se fez dentro da burocracia do Ministério Público Federal, atuando politicamente e conquistando apoios muito mais pela capacidade interna de compor interesses e espalhar simpatia do que efetivamente pela preocupação da classe dos procuradores com a representação máxima do MPF.

Em suas tertúlias políticas, por várias vezes Gurgel externou o incômodo com as eleições majoritárias, com a legitimação do voto. Talvez ele seja a prova mais evidente do mal das eleições diretas para órgãos públicos – MPF ou universidades. Nas eleições, os procuradores votaram no “bom companheiro”, como acontece em qualquer casa legislativa.

Os maiores avanços efetivos do MPF no campo dos direitos das minorias ocorreram no curto período de 30 dias, nos quais Deborah chacoalhou o Supremo com as teses libertárias, antes embargadas por Gurgel, e o então advogado Luiz Roberto Barroso iluminou o julgamento com suas considerações.

O poder do PGR

Qual o poder originário, que permite que as ideias tacanhas de Gurgel se imponham sobre as propostas responsáveis de Deborah? O mandato que recebeu do Presidente da República.

Gurgel politizou, partidarizou o MPF, passou a atuar politicamente ao lado de outros militantes, como Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, tendo como única fonte de legitimação, o mandato que recebeu dos poderes Exrecutivo e Legislativo. É uma típica piada brasileira.

Em países juridicamente mais avançados, não é ruim a subordinação do PGR ao Presidente da República. É o modelo norte-americano. Ao subordinar o Procurador Geral ao Presidente da República – que pode nomear ou demitir a qualquer momento -, o que se pretendeu foi impedir que o Ministério Público pudesse ser apropriado por partidos políticos, comportando-se como tal e atuando para torpedear o Executivo.

Embora todo seu poder derive do Executivo, Gurgel passou a se comportar como o imperador absoluto. Valeu-se da parceria com os cinco do STF para atuar contra o Executivo; e o mandato que recebeu do Executivo para atuar contra seus colegas.

Comprometeu o MPF junto a enormes setores da opinião pública brasileira, prejudicou uma imagem constituída pelo trabalho sério de centenas de procuradores.

Mas a organização fechou-se em copas, calando-se ante seus esbirros.

Comportou-se burocraticamente blindando seu chefe contra o “inimigo externo”, como se a fonte de poder de Gurgel residisse no apoio dos colegas ao “bom companheiro”. E não da decisão monocrática do Presidente da República.

O acerto de contas

Daqui a alguns meses acaba a era Gurgel.

Mas ele deixa não apenas um Ministério Público sitiado por inimigos, como dúvidas consistentes sobre a capacidade do órgão de se auto-regular. Paradoxalmente, o que legitima o combate à PEC 37 – daqueles que pretendem calar o MP – é a defesa do MP pelos juristas, advogados e jornalistas que não tiveram receio de denunciar os absurdos cometidos por Gurgel. Mas, dentre eles, nenhuma voz se levantou no MPF – a não ser a de Deborah, agora, nos estertores do mandato de Gurgel. Foi tratado com apoio ostensivo ou silêncio obsequioso dos procuradores, em relação às suas atitudes comprometedoras.

Como é possível uma organização que se pretende o último baluarte da cidadania, ter fechado os olhos ao fato do casal Gurgel passar a controlar todos os processos envolvendo políticos? Como foi possível que assessores tenham avalizado suas manobras suspeitas para excluir financiadores do “mensalão” da AP 470? E suas atitudes anti-jurídicas durante todo o julgamento?

A inamovilidade do cargo concedeu um poder inédito – e legítimo – aos procuradores, contra intererências externas. Mas, depois dos abusos dos anos 90 – de procuradores avançando o sinal  – o que se tem hoje em dia é uma organização pujante (para fora) e acomodada (para dentro), com os controles burocráticos impedindo o arejamento.

Gurgel sai e deixa uma herança pesada.

O MPF terá que demonstrar que é um corpo vivo, capaz de se auto-regular.

Derrota com sabor amargo

Por Gerson Nogueira

O bicho não foi tão feio quanto se imaginava, mas assustou bastante nos primeiros minutos. As primeiras investidas mostraram um time arrasador no ataque. Foram três bolas na trave e duas excelentes intervenções do goleiro Zé Carlos antes dos dez minutos. O Paissandu, assustado, mantinha-se atrás, sem forças para sair de seu campo. Do outro lado, um time que trocava passes em velocidade e chegava sempre forte, apoiado pela torcida.

bol_qua_120613_15.psA supremacia quase absoluta do meio-de-campo da Chapecoense começou a arrefecer por volta dos 30 minutos. Givanildo Oliveira conseguiu adiantar a marcação e colocar seus homens de meio-campo no campo inimigo, neutralizando aos poucos o cerco montado pelo adversário.

Quando sofreu o primeiro gol, aos 42 minutos, em cochilo geral de volantes e beques, o Paissandu já havia equilibrado as ações, chegando a rondar a área da Chapecoense em alguns momentos.

Eduardo Ramos se posicionava melhor e aparecia com mais intensidade, auxiliado por Alex Gaibu, embora sem encontrar com quem jogar, pois os homens de frente, Rafael Oliveira e João Neto, eram inteiramente inoperantes.

No intervalo, Givanildo acertou a mão, lançando Iarley e Marcelo Nicácio, que deveriam estar em campo desde o começo. O primeiro, principalmente, virou uma extensão do jogo desenvolvido por Eduardo Ramos. Foi uma iniciativa de Iarley que levou ao belo disparo de Ramos, decretando o empate logo aos 19 minutos.

A questão é que Givanildo, sempre observador e metódico, acabou traído pelo terrível apagão da linha de defesa, que transformou um lance num festival de trapalhadas, propiciando as facilidades para o segundo gol de Bruno Rangel, aos 29.

Apesar dos contratempos, o Paissandu manteve a determinação ofensiva e mostrou que não iria se amofinar com o resultado. E, de fato, não se alquebrou. Continuou em cima, buscando a igualdade, que viria aos 44 minutos, depois de grande jogada articulada por Ramos e finalizada de cabeça por Iarley, que havia participado do começo da manobra junto à linha de meio-campo.

Desgraçadamente, um minuto depois, a zaga voltou a fraquejar e permitiu que Bruno Rangel cabeceasse para decretar a vitória da Chapecoense após cruzamento perfeito vindo do lado esquerdo, onde Alan se mostrou um lateral quase impecável, defendendo e atacando. Zagueiros do Papão ficaram novamente acompanhando com os olhos a subida de Rangel para o cabeceio.

O desastroso descuido final veio se juntar a outros erros, estruturais, que explicam a terceira derrota do Paissandu em seis rodadas de Série B. Como nos jogos contra o Ceará e o Atlético Goianiense, o time começou mal e cresceu ao longo da partida, ganhando consistência depois de sofrer forte pressão nos primeiros minutos.

Desta vez, porém, a atuação do segundo tempo foi bem mais convincente, principalmente porque Iarley entrou muito bem na partida, lembrando aquele jogador insinuante e rápido dos bons tempos. Ao lado dele, Ramos também cresceu em produtividade, fazendo com que toda a equipe evoluísse.

Pelo desempenho nos 45 minutos finais pode-se dizer que a derrota foi um castigo duro demais para o Paissandu. A questão é que falhas acumuladas pelo setor defensivo já justificam mudanças no setor. Fábio Sanches, uma das contratações mais esperadas no clube, segue esquentando banco enquanto a dupla Raul-Bispo se esmera em cometer erros bobos.

O mesmo vale para o ataque, onde Givanildo perdeu meio tempo de jogo deixando João Neto e Rafael em campo. Se Iarley e Nicácio estivessem desde o começo é provável que o Paissandu obrigasse a Chapecoense a ter postura mais respeitosa, facilitando o desenvolvimento de jogadas por parte do campeão paraense e dando vida mais mansa à insegura defesa.

Ficou, porém, a sensação de que Givanildo vai arrumar a casa nas próximas duas semanas, a tempo de fazer com que o time reaja ainda no primeiro turno da competição.

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Mudanças obrigatórias e inadiáveis

Para quem saiu de Belém na nona colocação e volta novamente na zona do rebaixamento (17ª posição), o giro do Paissandu foi desastroso. Como consequência, há a certeza de que algumas peças serão definitivamente afastadas quando Givanildo Oliveira recomeçar os treinamentos durante a interrupção do campeonato.

Depois de assumir o time para o jogo contra o Atlético-GO, Givanildo não teve tempo para fazer um treino coletivo e ainda não conhece melhor todos os jogadores disponíveis no elenco. As duas derrotas, portanto, não podem ser atribuídas ao seu trabalho, que mal começou, mas indicam que certas características suas continuam imutáveis.

A pior, sem dúvida, é a velha hesitação em mexer no time. Justiça se faça: não é uma exclusividade de Givanildo. Seu antecessor, Lecheva, padecia do mesmo mal. Ocorre que a cada nova rodada a insistência com jogadores que não rendem compromete a campanha.

No ataque, João Neto e Rafael Oliveira há muito que mereciam ter ido para a suplência. Depois da chegada de Marcelo Nicácio, a mudança se tornou obrigatória, mas Givanildo relutou muito em lançar o centroavante, tanto em Goiânia quanto em Chapecó. Com ele em campo, ao lado de Iarley e Eduardo Ramos, o time cresce e até o passe melhora.

Givanildo deve ter em mente que, se a torcida exigia modificações no time antes de sua chegada, a partir de agora não irá mais tolerar a manutenção do time que estreou no campeonato. Até porque, a cada dia que passa, fica mais difícil explicar porque os reforços (Marcelo, Sanches, Jean, Nicácio e Diego Barbosa) não ganham oportunidade no time titular.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 12 de junho)

Brasileiro da Série B – Classificação geral

TIMES PG J V E D GP GC SG
Chapecoense 16 6 5 1 0 16 5 11 88.9
Joinville 15 6 5 0 1 14 4 10 83.3
Palmeiras 12 6 4 0 2 8 3 5 66.7
América-MG 12 6 4 0 2 11 10 1 66.7
Figueirense 10 6 3 1 2 11 10 1 55.6
Bragantino 10 6 3 1 2 6 5 1 55.6
Paraná 10 6 3 1 2 4 3 1 55.6
Sport 9 6 3 0 3 9 8 1 50.0
São Caetano 8 6 2 2 2 7 4 3 44.4
10º Oeste 8 6 2 2 2 8 10 -2 44.4
11º Boa Esporte 8 6 2 2 2 6 8 -2 44.4
12º Icasa 7 6 2 1 3 11 11 0 38.9
13º Avaí 7 6 2 1 3 9 11 -2 38.9
14º ASA 7 6 2 1 3 6 9 -3 38.9
15º Atlético-GO 7 6 2 1 3 5 9 -4 38.9
16º Ceará 7 6 1 4 1 6 6 0 38.9
17º Paissandu 5 6 1 2 3 6 7 -1 27.8
18º Guaratinguetá 4 6 1 1 4 6 13 -7 22.2
19º América-RN 3 6 0 3 3 7 12 -5 16.7
20º ABC 2 6 0 2 4 3 11 -8 11.1

Perdemos a Playboy

Por Marcelo Rubens Paiva

1987-08O anúncio de que a revista Playboy pode fechar na nova reformulação da Editora Abril deixou muito matuto em pânico e já com saudades.

O que aconteceu com a revista que teve na capa mulheres maravilhosas como Luma de Oliveira, Maitê Proença, Lídia Brondi, Alessandra Negrini, Carla Camurati, Maria Padilha, Bruna Lombardi, Paloma Duarte, Sônia Braga, modelos como Luiza Brunet, Luciana Vendramini, Pietra, musas como Nádia Lippi, Alcione Mazzeo, Vera Fischer, clicadas por Duran e Bob Wolfeson? Faliu?

Há uns anos dei uma entrevista para Playboy. Foram 2 longos encontros. Falei durante 5 horas de política, cinema, teatro, livros, TV. Falei alguns minutos de sacanagem. Só saiu a sacanagem.

Playboy não acabou, acabaram com ela.

As últimas capas? Junho, Babi Rossi, conhece? Assistente de palco do Pânico. Maio, foram as participantes do reality Casa Bonita 5. Antes, em abril, Thaís Bianca. Outra panicat.

Em março, outra panicat, Carol Narizinho. Antes, Fani e Natália, do BBB13. Catarina Migliorini, a brasileira que leiloou a virgindade, “mostrou tudo pela primeira vez à PLAYBOY”, na edição de janeiro, abrindo a temporada de peladas.

Playboy era chique. Meu pai lia e colecionava. Suas entrevistas eram históricas. Os textos e ilustrações, também. Nirlando Beirão já foi seu editor. As mulheres eram as divas.

1983-07Começou a se perder no rebolado do Tchan, do Axé, virou puxadinho do BBB, e agora não conhece outro universo que não o das panicats. As do BBB até ganharam a alcunha de “ex-sisters”.

Queimaram o nome da lendária cria de Hugh Hefner, que esteve no front da revolução sexual que, com a contra-cultura, mudou o mundo. Sair na sua capa virou deboche.

Assessora parlamentar Denise Rocha chama atenção na CPI do Cachoeira? Teve vídeo de sexo vazado na internet? Tudo bem. Aparece logo logo sorrindo na capa da Playboy.

Assistentes de palco do Ratinho, Luciano Huck, Faustão, figurantes do Zorra Total, funkeiras, na capa, deram a pista: a revista abandonava seu leitor cativo, seduzido ainda nos anos 1970, pudicos e púbicos até, e buscava o público adolescente ligado em programas da TV aberta.

Perdeu, playboy.