Manaus vence e põe dupla Re-Pa em alerta

Os resultados de sábado pela 16ª rodada do grupo A da Série C abriram novas perspectivas quanto à classificação e deixaram em alerta a dupla Re-Pa. O Manaus obteve surpreendente vitória (2 a 1) sobre o líder Santa Cruz, no Recife. Para entrar no G-4, o Manaus precisava vencer e acabou conseguindo os 3 pontos. O time baré teve uma grande atuação e ganhou pela primeira vez fora de casa, com dois gols do centroavante Hamilton. Chiquinho descontou para o Santa Cruz.

O triunfo recolocou o Manaus no G4, com 23 pontos (5 vitórias), e uma sequência que inclui o Remo no próximo sábado, em Manaus, e o lanterna Imperatriz na última rodada. O time de Daniel Costa, que não jogou neste sábado, depende exclusivamente de seus resultados para classificar.

No outro jogo de sábado, o Vila Nova passou pelo Imperatriz marcando 3 a 1. O time maranhense abriu o placar, mas o Vila virou sem grandes problemas e ainda perdeu um pênalti. Com 27 pontos (7 vitórias), o alvirrubro goiano encaminhou a classificação, dependendo de mais um empate.

Três jogos complementam a rodada neste domingo e na segunda-feira. Em Belém, o Paissandu recebe o Ferroviário (18h) precisando da vitória para manter as chances de classificação e voltar ao G4. O Papão tem 22 pontos (6 vitórias) e uma sequência em casa, contra o Ferrão, o Botafogo-PB e o Remo.

Jacuipense e Treze jogam às 20h. O Jacuipense tem 18 pontos (4 vitórias) e, caso tropece, fica praticamente fora da briga pela classificação.

Na segunda-feira, 23, o Remo enfrenta o Botafogo em João Pessoa. Se vencer, o Leão se classifica. Caso arranque um empate, fica muito próximo da classificação. O time de Bonamigo tem 26 pontos (7 vitórias) e terá jogos contra o Belo, o Manaus (fora) e o Re-Pa.

As duas partidas de abertura da 16ª rodada deixaram a dupla Re-Pa sob pressão. O Remo tem situação mais tranquila, mas o PSC terá que passar pelo Ferroviário (19 pontos, 5 vitórias) para voltar ao G4 e se aproximar da classificação. Uma vitória bicolor afasta definitivamente o Ferroviário da briga.

Jornalista não se omite

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O direito à informação é uma conquista do cidadão. Somos trabalhadores e trabalhadoras da informação e Belém é a nossa casa. Por força da nossa atuação e formação profissional convivemos diariamente com os sonhos, as alegrias e as dores de nossa gente.

Como jornalistas e cidadãos, sabemos que nossa cidade vive um momento histórico: a eleição em segundo turno para a prefeitura, onde temos dois concorrentes. De um lado, Edmilson Rodrigues, um democrata, comprometido com os direitos humanos, que já governou Belém duas vezes, destacando-se pelos projetos de participação popular no planejamento da cidade, premiado pela ONU duas vezes e que implantou projetos sociais, culturais, econômicos, de educação, além de obras que marcaram a cidade. Nestas eleições Edmilson vem fazendo uma campanha propositiva. Do outro lado há um candidato que se apresenta como delegado, que acha que Belém é um faroeste. Ele tenta enganar nosso povo com o falso discurso de “combate à corrupção”, a disseminação do ódio e notícias falsas e que é do mesmo grupo político negacionista que governa o país, que é indiferente à morte de mais de 170 mil pessoas pela covid-19.

Não há outro caminho. Temos que mostrar a cara, até mesmo em respeito aos inúmeros jornalistas que foram perseguidos, torturados e morreram lutando para que o Brasil se tornasse uma democracia vigorosa.  Sentimos que é nossa obrigação nos posicionarmos para evitar que Belém se torne uma das trincheiras da barbárie, do obscurantismo, da desinformação em massa, do ódio que toma conta de nosso país.

Belém precisa de um prefeito de verdade, de um gestor humanista. Pela sua história de vida, confiamos que Edmilson Rodrigues é a única opção. Ele saberá dialogar com os movimentos sociais, respeitar opiniões e crenças, usar os recursos para melhorar a qualidade de vida de todas e todos os moradores, especialmente os que mais precisam. Portanto, conclamamos todas e todos os jornalistas e demais trabalhadores e trabalhadoras da Comunicação que defendem a democracia a se engajarem na luta pela conquista de votos e no combate às notícias falsas.

Vamos eleger Edmilson o próximo prefeito de Belém.

Carlos Alberto: combate ao racismo deve ser diário

Carlos Alberto

“O combate ao racismo precisa acontecer todos os dias”. A declaração é do meia-atacante Carlos Alberto. Natural de Santa Catarina, o jogador se manifestou sobre o Dia da Consciência. “Não é um dia para se comemorar, a conscientização precisa ser todos os dias. Hoje estamos vivendo uma era em que a galera prefere lacrar do que realmente levantar uma bandeira e defender aquilo em que acredita”, afirmou.

Carlos Alberto defendeu que o racismo precisa ser debatido constantemente. “Para combater o racismo, é preciso falar do racismo. Precisa-se ouvir gente preta não só no Dia da Consciência Negra. O jogador preto tem pouca voz ativa dentro das entidades, não porque não quer, mas porque não há muita oportunidade, só em ‘dias importantes’ como estes”.

Bolsonaro e o corpo estendido numa poça de sangue

Por Paulo Moreira Leite

Mesmo sabendo que nunca se deve esperar uma reação decente por parte Jair Bolsonaro, a resposta presidencial diante assassinato de João Alberto Siqueira Freitas supera qualquer expectativa.

Longe de demonstrar empatia — mesmo protocolar — pelo sofrimento de um cidadão massacrado em praça pública, asfixiado numa poça de sangue por um grupo covarde de seguranças, Bolsonaro aproveitou a oportunidade para criticar e ameaçar brasileiros e brasileiras que foram as ruas manifestar sua indignação.

“Não nos deixemos ser manipulados por grupos políticos”, escreveu, como se os protestos contra o crime de Porto Alegre fossem parte de uma operação oculta contra o grupo Carrefour, um dos maiores do mundo .

“Não existe cor da pele melhor do que as outras”, acrescentou Bolsonaro, sugerindo que uma reação de indignação pudesse confundir-se com a defesa de qualquer tipo de privilégio.

Tentando perfilar-se em torno do já esfarrapado mito da democracia racial, um dos pilares ideológicos da desigualdade brasileira, Bolsonaro ensaiou uma nova versão da tese “Não existe racismo no Brasil”, repisada com especial infelicidade pelo vice Mourão.

Com uma argumentação que combina a Casa Grande de Gilberto Freyre com o individualismo agravado pelos tempos de neoliberalismo selvagem de Paulo Guede, Bolsonaro argumentou:

— Como homem e como Presidente, sou daltônico: todos têm a mesma cor. Não existe uma cor de pele melhor do que as outras. Existem homens bons e homens maus. São nossas escolhas e valores que fazem a diferença.

Num país onde pretos e pardos — 53% da população — constituem 75% dos mortos em ações policiais, é obvio que o Estado que Bolsonaro preside não é daltônico, a começar pelas forças policiais, cultivadas com grandes mordomias e muito pão-de-ló, num tratamento de quem tenta garantir a sobrevivência a frente do Estado de qualquer maneira.

Novo ponto de resistência contra uma sitiuação geral de opressão e perda de direitos, o corpo estendido numa poça de sangue em frente ao Carrefour é parte da luta contra o racismo, contra o governo Bolsonaro.

Alguma dúvida?