Brigatti considera resultado injusto: “Não mostra o que aconteceu”

O empate com o Manaus em 1 a 1 na noite deste sábado, dia 31, no Mangueirão, pela 13ª rodada da Série C, ainda é lamentado pelos bicolores. Apesar do maior volume de jogo, o Papão viu o Gavião abrir o placar em rara oportunidade ofensiva. O empate veio somente nos minutos finais da partida, com Uilliam Barros cobrando pênalti. Para o técnico João Brigatti, que estreou no cargo, o resultado não retratou o que foi a partida.

Paysandu 1 x 1 Manaus, 13ª rodada da Série C 2020, Estádio Mangueirão

“Pela apresentação que a gente teve hoje e pelo resultado, não mostra o que aconteceu dentro da partida. Acho que a gente teve um volume de jogo suficiente para vencer essa partida e esse resultado, logicamente, que não é do agrado nosso. Mas a equipe se comportou bem no primeiro tempo, no segundo tempo fazendo o balanço que a gente pediu. Faltou um pouquinho mais de infiltrações e faltou um pouquinho mais de finalizações, também”.

“Isso são situações que vamos ter que trabalhar bastante, bater em cima disto, principalmente nas triangulações pelo lado e nas finalizações de fora da área, com os dois médios chegando”, afirma o técnico bicolor.

Apesar de ter ficado com a bola na maior parte do tempo, o PSC não conseguiu furar a retranca do Gavião, enquanto o adversário não apresentava perigo para o setor defensivo bicolor. Contudo, foram os visitantes que abriram o placar.

“Jogamos contra uma equipe que veio jogar por uma bola e quase a gente sai derrotado. Acho que a equipe se comportou bem. Analisando, principalmente o segundo tempo, a gente podia ter matado a partida pelo volume de jogo e pelas oportunidades que a gente teve. Outra situação que a gente precisa ter um equilíbrio, treinar para isso, para quando estiver em cima do adversário, mas, na hora que perder a bola, a gente está bem postado atrás e não sofrer o contra-ataque, como a gente sofreu e poderia ter sido fatal nessa partida”, disse.

Com o empate, o Paysandu sobe para 6ª colocação com 16 pontos, mesma pontuação que o Jacuipense, mas ficando acima pelo critério de desempate. Porém, a equipe baiana ainda irá jogar contra o Botafogo-PB e pode passar os bicolores na tabela. Na 14ª rodada, o Papão irá viajar até a Bahia para enfrentar o Leão do Sisal. A partida está marcada para domingo, dia 8, às 20h, no Estádio Pituaçu.

A SUBSTITUIÇÃO DE NICOLAS

“Não foi opção técnica. O Nicolas trabalhou bastante no primeiro e no segundo tempo, fez bastante o pivô. É ser humano, não trabalhamos com robô. Se doou ao máximo. Foi uma questão tática para que a gente mudasse um pouco. Trazer o Uilliam por dentro e usar os pontas velozes que temos, principalmente o Bessa e o Elielton. Enfim, são situações dentro da partida que vamos buscando reverter uma situação. Naquele momento a gente perdia e logo em seguida saiu o pênalti que o Uilliam conseguiu converter e empatar a partida”, explicou Brigatti. (Foto: Cristino Martins/O Liberal)

Papão tropeça no Manaus e vê mais distante a chance de classificação

POR GERSON NOGUEIRA

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O Paissandu precisava vencer, o Manaus não queria perder. O plano amazonense deu certo. Depois de um 1º tempo de amplo domínio dos bicolores, os visitantes abriram o placar na segunda etapa e tornaram o final da partida dramático. Surpreendido com a desvantagem, o PSC se abateu e acabou chegando ao gol num lance fortuito: um zagueiro agarrou e empurrou o atacante Elielton na área, provocando o pênalti que garantiu o empate em 1 a 1.

A estreia de João Brigatti no comando técnico do Papão e a vitória sobre o Treze na rodada anterior criaram um ambiente de otimismo entre os bicolores quanto a um grande resultado diante do Manaus. O time não sofreu mudanças e entrou confiante. Logo aos 3 minutos, Vinícius cruzou na área e Uilliam Barros, livre, errou o arremate.

Aos 8 minutos, Juninho ganhou jogada no bico esquerdo da área do Manaus e disparou um chute que quase entrou no ângulo da trave de Jonathan. O PSC criou uma situação curiosa no jogo. Dominava e acuava os amazonenses, mas tinha dificuldades para transformar a superioridade em oportunidades claras de gol.

O Manaus só se defendia, saindo raramente em contra-ataques sem maior perigo. Daniel Costa, o maestro da equipe, pouco aparecia e as jogadas eram puxadas pelo ex-remista Tsunami e pelo ex-bicolor Rossini.

Sem ter ninguém para vigiar, até os zagueiros Perema e Micael se aventuravam nas jogadas de ataque, aparecendo frequentemente além da linha de meio-campo. O problema é que o PSC tinha a bola, mas preferia perder tempo com repetitivos cruzamentos sobre a área.

Só voltou a oferecer algum risco à defensiva do Manaus aos 43′, quando Vinícius Leite cobrou falta de longa distância. A bola saiu alta e caiu repentinamente bem atrás da trave, quase entrando no gol.

Na etapa final, o time paraense mudou de postura. Aproveitou para pressionar com mais velocidade, usando principalmente Vinícius Leite pela esquerda. Ele quase conseguiu marcar em chute que bateu no zagueiro Patrick e foi no canto da trave, obrigando o goleiro a uma defesa arrojada.

Nicolas acertou um cabeceio perigoso e a bola andou rondando o gol do Manaus numa sequência de escanteios e cruzamentos. Aos 13′, Vinícius protagonizou o lance mais bonito do jogo. Passou por dois marcadores, Márcio Passos e Luís Fernando, aplicando o drible da vaca, e ao entrar na área bateu cruzado em direção ao gol. A bola, porém, caprichosamente, raspou no travessão e saiu.

Seria um golaço, provavelmente a bola do jogo. Como o PSC não tinha objetividade, o Manaus foi lá e ensinou como se faz. Aos 16′, uma falta cobrada por Daniel Costa foi na cabeça de Luís Fernando, que testou para o fundo das redes, diante da passividade da marcação alviceleste.

A partir daí, o estreante Brigatti entrou em desespero e começou a trocar peças sem maior critério, revelando pouco conhecer das características e funcionalidades de seus atletas. Tirou Nicolas e Juninho para lançar Elielton e Alex Maranhão. Juninho era o melhor articulador e propiciava boas situações para as arrancadas de Vinícius Leite.

Luiz Felipe, Erick Bessa e o estreante Vítor Feijão também foram lançados, num esforço caótico em busca do empate salvador. Os jogadores não se entendiam e as manobras ofensivas se resumiam a cruzamentos sem direção. Aos 42′, bola lançada na área resultou no pênalti sofrido por Elielton. Muito mais um erro da zaga do que mérito ou iniciativa do ataque.

De toda sorte, Uilliam Barros cobrou a penalidade e empatou. O jogo prosseguiu até 52′, mas o PSC não tinha organização e criatividade para buscar o gol que garantiria a vitória.

Dos males, o menor. Apesar da frustração com o tropeço, Brigatti considerou que o time se movimentou bem e que a vitória não veio por detalhes. O Papão está em sexto lugar, com 16 pontos, e o Manaus foi a 18 ocupando provisoriamente a quarta colocação. Outros jogos acontecem neste domingo e devem alterar a ordem de classificação do grupo A.

A próxima partida do PSC será contra o Jacuipense, em Salvador, no fim de semana. Depois, encara Imperatriz (fora), Ferroviário, Botafogo-PB e Remo, em Belém. Para se classificar, precisa vencer quatro dos cinco jogos. (Foto: Jorge Luiz/Ascom PSC)