Caso Waack pode ir parar na Justiça. Reuniões com a Globo foram tensas

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O colunista Ricardo Feltrin, do UOL, deu informações de bastidores sobre o caso da demissão de William Waack. O jornalista teria ficado irritado após a proposta de demissão voluntária. Feltrin também relata que Waack ficou contrariado ao saber que o vazador do vídeo com comentário racista fez uma visita aos estúdios da TV Globo.

Fora ao todo quatro reuniões entre a direção da Globo e William Waack (acompanhado de advogado) desde o início de novembro, depois que o jornalista foi afastado do comando do “Jornal da Globo”.

Waack foi tirado do ar pela direção de Jornalismo após a divulgação de um vídeo em que fez comentário racista (fora do ar) com um convidado no estúdio da emissora, em Washington, no ano passado.

Segundo fontes ouvidas pela coluna: o resultado das quatro reuniões foi o mesmo: tensão, mal-estar e irritação por parte do jornalista, que vinha sendo pressionado a rescindir voluntariamente o contrato.

(…)

A situação ficou ainda mais tensa no último dia 6, quando Waack soube que Diego Rocha Pereira, ex-operador de VT da emissora e vazador do vídeo, não só retornou à Globo como fez uma foto no cenário no “Jornal da Globo”, sentado na cadeira que já foi dele.

Para o jornalista, a atitude do ex-funcionário foi submetê-lo ao ridículo. E a emissora não se preocupou em evitar isso.

(…)

Sem intenção, a Globo pode estar criando uma nova, longa e caríssima novela judicial.

(No DCM)

Solto por ser impopular ou impopular por estar solto?

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Michel Temer é tão cínico e vaidoso que acaba virando a piada de suas próprias piadas.

Hoje fez um “café da manhã” com jornalistas e produziu esta pérola que se reproduz acima.

“A popularidade é uma jaula”.

Segundo ele, “quando você procura o populismo, você se enjaula, porque você fica com medo de praticar certos atos indispensáveis para o Brasil”.

Atos indispensáveis, como cortar os gastos em saúde, em educação, tirar direitos dos trabalhadores, criar o “emprego pisca-pisca”, vender poços de petróleo e, de quebra, dizer a Joesley Batista: “Olha, tem de manter isso, viu?”

Mas a veia cômica de Temer estava desobstruída.

“Minha popularidade cresceu 100%”, disse, referindo-se ao resultado da pesquisa que lhe deu míseros 6% de aprovação, contra os 3% do levantamento anterior. Muito engraçado.

Fez “gracinha” perguntando a Henrique Meirelles se ele seria candidato e disse que ele será um grande eleitor porque  seu “capital político será útil para o nome de centro que escolher apoiar”.

Realmente será uma briga para ver quem escreve debaixo dos cartazes: “Eu sou o candidato de Michel Temer”! Este sujeito é tão “sem-noção” que começo mesmo a acreditar que ele vá ter a veleidade de candidatar-se, depois de “cozinhar” Meirelles e Geraldo Alckmin.

Quem sabe para tentar escapar à “popularidade” que hoje enjaula seus comparsas Eduardo Cunha, Henrique Alves e Geddel Vieira Lima. (Do Tijolaço)

Marin é primeiro chefão do futebol no Brasil a ser condenado pela Justiça

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Pela primeira vez na história, um chefão do futebol brasileiro foi condenado pela Justiça. Não do Brasil, mas dos Estados Unidos. José Maria Marin, de 85 anos, presidente da CBF entre 2012 e 2015, foi considerado culpado de seis das sete acusações de crimes do “caso Fifa”: Marin foi inocentado de lavagem de dinheiro na Copa do Brasil, mas condenado por três crimes de fraude financeira (Copa América, Copa Libertadores, Copa do Brasil), dois de lavagem de dinheiro (Copa América e Libertadores) e um por conspirar/formar uma organização criminosa.

O ex-presidente da Conmebol, Juan Angel Napout também foi condenado. Das cinco acusações, Napout foi inocentado em duas: lavagem de dinheiro na Libertadores e na Copa América. A promotoria pediu que Napout e Marin sejam levados imediatamente para a prisão federal e a juíza Pamela Chen anunciará em breve se aceitará este pedido. As duas defesas tentam evitar e argumentaram que eles não representam um risco.

Marin foi condenado pelo júri popular no Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York, onde corre o “Caso Fifa”. O tamanho de sua pena ainda será definido pela juíza Pamela Chen, que não tem prazo para publicar a sentença. Até lá, se não for encaminhado para a prisão federal, ele esperará pela decisão em prisão domiciliar, em seu apartamento na Trump Tower, em Manhattan.

OS CRIMES DE MARIN

  1. Conspirar/Formar organização criminosa
  2. Fraude financeira (Libertadores)
  3. Lavagem de dinheiro (Libertadores)
  4. Fraude financeira (Copa do Brasil)
  5. Fraude financeira (Copa América)
  6. Lavagem de dinheiro (Copa América)
    Foi inocentado das acusações de lavagem de dinheiro na Copa do Brasil

Como se trata de decisão de primeira instância, Marin vai recorrer. A soma das penas pode chegar a 120 anos, mas uma punição desse tamanho é tida como improvável. A maior investigação sobre corrupção na história do futebol foi conduzida pelos EUA porque foram usadas empresas e contas bancárias americanas para movimentar dinheiro.

Presidente afastado da CBF, Marco Polo Del Nero – suspenso pelo Comitê de Ética da Fifa por 90 dias na última semana –, e o ex-presidente da confederação, Ricardo Teixeira, foram indiciados pelos mesmos sete crimes da acusação de Marin. Mas os dois estão no Brasil, país que não extradita seus cidadãos, e portanto estão longe do alcance das autoridades americanas. As acusações contra eles não serão retiradas.

No mesmo julgamento, foi condenado também o ex-presidente da Conmebol, Juan Angel Napout – o veredito do ex-presidente da Federação Peruana de Futebol, Manuel Burga, foi o único ainda não revelado. Das cinco acusações, Napout foi inocentado em duas: lavagem de dinheiro na Libertadores e na Copa América. Os jurados voltarão a se reunir na próxima terça para chegarem a uma decisão sobre Burga.

Marin foi acusado de receber US$ 6,5 milhões em propinas durante os três anos em que mandou na CBF – de 2012 a 2015. O dinheiro era pago por empresas de marketing esportivo, em troca de contratos de direitos de transmissão e marketing de campeonatos de futebol.

Ao longo de seis semanas de julgamento, os esquemas de corrupção foram detalhados por empresários que pagavam esses subornos – como o brasileiro J. Hawilla, da Traffic – e por outros dirigentes que receberam esses subornos. A defesa de Marin tentou desqualificar os delatores, mas falhou.

Os advogados do ex-presidente da CBF também tentaram pintá-lo como “um inocente útil”, chegaram a compará-lo a uma criança que “só completa o time”, mas tais argumentos não convenceram os jurados. A estratégia de culpar Marco Polo Del Nero pelos crimes também falhou. (Do GE)

O clássico das estrelas

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Acima, Johan Cruyff para nas mãos de Miguel Ángel. Abaixo, Diego Maradona avança com a bola dominada, sob perseguição implacável de Camacho.

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O maior clássico do planeta, segundo os espanhóis, acontece amanhã. Será a primeira vez que os dois times se enfrentam desde que Neymar, atraído pelos petrodólares do PSG, desfez o trio MSN. A rivalidade entre catalãs e merengues faz do jogão entre Barcelona e Real Madri um acontecimento que extrapola os limites geográficos da Espanha.

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Ronaldinho vai ao chão depois de ser contido pela zaga do Real

Além da rica história da partida, os dois clubes mantêm a tradição de alinhar esquadrões recheados de craques e ostentam em suas equipes os dois melhores jogadores do mundo na atualidade, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

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Messi vs. CR7

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O brasileiro Marinho Peres em disputa aérea com Vicente Del Bosque, Goio Benito e Marcial Pina

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Ronaldo leva a melhor sobre Pujol, que, para não perder a vantagem, aplica um tranco no árbitro Medina Cantalejo

Nas fotos aqui postadas, um retrato da longa saga em lances históricos e com personagens inesquecíveis dos dois lados.

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Sururu envolvendo Zidane e vários outros jogadores. Sorín, Luis Enrique e Ronaldo só observam a confusão. 

Governo mantém as verbas de patrocínio para o Parazão 2018

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Na manhã desta sexta-feira (22), representantes da Federação Paraense de Futebol (FPF) e do governo do Estado acertaram a manutenção do apoio do Executivo Estadual à realização do Campeonato Paraense de Futebol, o “Banparazão” 2018.  Os valores foram mantidos, apesar de a FPF ter apresentado proposta pleiteando reajuste.

Para a realização do Campeonato Paraense de 2018, o governo estadual investirá mais de seis milhões de reais. Pelos direitos de transmissão exclusiva do evento, como já acontece há nove anos, a TV Cultura do Pará vai destinar R$ 2.956.800,00. Desse total, 20% vão premiar os melhores do campeonato.

Também foi definido que o Campeonato Paraense de 2018, assim como foi o deste ano, será intitulado “Banparazão”, ajudando a divulgar a marca que vem garantindo a realização do evento. O banco mantém o mesmo valor investido em 2017: R$ 3.400.800,00.

A FPF vai reunir na próxima semana com os clubes participantes e, no início de 2018, será assinado o contrato para a realização do Banparazão 2018. “É com muita alegria que confirmamos o governo do Estado, mais uma vez, como patrocinador do campeonato, e só temos a agradecer por essa parceria que já vem de muito tempo. Em meio a essa crise é um grande alívio poder contar com esse apoio”, destacou Adélson Torres, presidente da federação.

O campeonato terá a participação de 10 clubes e começará no dia 13 de janeiro, com a partida Águia x Castanhal, em Marabá, e Independente x Paragominas, em Tucuruí. (Com informações de Syanne Neno/Agência Pará)

Temer: candidatura ou mero balão de ensaio?

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É duvidoso que as forças que comandam o mundo do dinheiro permitam que se consume o delírio temerista de uma tentativa de reeleição do atual presidente.

Delírio que, não só o próprio admitiu existir como, diz hoje Tales Faria no Poder360, é partilhado pelo PMDB, com ou sem “P”.

Temer, de cara, tiraria o “doce” do tempo de televisão que um candidato viável da direita precisa para se firmar no eleitorado.

Depois, faria do pleito um plebiscito e um plebiscito onde os protagonistas seriam ele, com a carga de seus 90% de rejeição e Lula.

Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro e qualquer outro que se tente “inventar” como alternativa vão encolher e facilitar uma vitória lulista já no primeiro turno, o que lhe daria força e legitimidade para agir com mais energia na reversão do quatro político.

Ninguém duvide que isso passe pela cabeça de Michel Temer.; A vaidade é sempre o combustível  dos maiores erros políticos.

Ou alguém acha que o tal picareta – nem lhe falo o nome, de o pus a correr nos tempos de Brizola – que foi “benzer” Temer atravessou a segurança pessoal sem autorização?

E, convenhamos, a elite brasileira  mediocrizou-se a tal ponto que é possível, mesmo, que Temer seja quem melhor a represente. Afinal, nem Fernando Henrique conseguiu, em tão pouco tempo, fazer-nos andar tão para trás em matéria de destruição de direitos do trabalhador e na entrega de nosso patrimônio, sobretudo o petróleo.

Pensando bem, seria uma imensa ironia histórica que o golpe praticado em nome de uma falsa moralidade terminasse com o mais evidente ladrão público e a camarilha mais corrupta que já andou pelo Palácio do Planalto terminasse com esta mixórdia massacrada nas urnas pelo povo brasileiro. (Por Fernando Brito, no Tijolaço)

A nova jogada de Romário

POR GERSON NOGUEIRA

Fiel ao estilo de se manifestar soltando farpas para todo lado, Romário lançou nos últimos dias nas redes sociais o balão de ensaio de uma possível candidatura à presidência da CBF. Apesar da fala agressiva, soou como peça de propaganda de final de temporada, talvez para lembrar ao distinto público que o ex-artilheiro ainda bate ponto no Senado.

Na prática, uma candidatura avulsa à presidência da CBF já nasce condenada, pois o sistema eleitoral é cuidadosamente pensado para não permitir intrusos no banquete da entidade.

Entenda-se por intruso todo aquele que não reza pela cartilha de Marco Polo Del Nero e seus incontáveis aliados, entre os quais o vice-presidente Antonio Carlos Nunes, ora ocupando o trono diante da suspensão imposta ao chefe pelo comitê de ética da Fifa.

Romário tem sido voz estridente contra os mandatários da CBF. Começou espinafrando Ricardo Teixeira, manteve o tom contra José Maria Marin e se tornou ainda mais implacável nas diatribes dirigidas a Del Nero.

Como senador, encampou uma cruzada anti-CBF e foi um dos idealizadores da CPI do Futebol, que visava desvendar a chamada caixa-preta da instituição que comanda o esporte mais popular do país. Chegou perto de intimidar a cartolagem mais graúda, porém derrapou feio ao se intimidar (e calar) diante da poderosa Globo, sócia e parceira de fé da CBF.

Após bradar contra Teixeira, Marin e Del Nero, Romário capitalizou a imagem de um justiceiro em meio às mazelas do futebol brasileiro. Acertou em tudo o que disse sobre os três dirigentes, reiteradamente acusados por ele de corrupção e bandalheiras diversas na condução do futebol no país.

Não revelou nenhuma grande novidade, mas teve o mérito de oportunizar denúncias bem documentadas durante o funcionamento da CPI. Por intermédio do Baixinho, esteve na comissão o jornalista britânico Andrew Jennings, autor de livros de reportagem sobre as propinas na Fifa e a corrupção que envolvia todo o universo do futebol, incluindo a CBF.

Como toda CPI, a que pretendia esmiuçar as mazelas do futebol não deu em nada, mas Romário seguiu disparando a metralhadora giratória contra os alvos de sempre, agora respaldado pela devassa promovida pela Justiça norte-americana no âmbito da Fifa.

Na pré-campanha lançada na internet, Romário faz a defesa de eleições diretas na CBF, consciente de que no modelo atual não teria qualquer chance de êxito. A lamentar apenas o tom extremamente conservador das propostas do veterano, coerentes com o seu ideário político-partidário.

Enquanto atleta, Romário se manteve longe de qualquer preocupação com os rumos do futebol. Sempre se comportou como um alienado, evitando bater de frente com os donos do negócio, no que não foi diferente da imensa maioria de seus parceiros de bola. Não por coincidência, sua conversão à guerrilha crítica coincide com os rumos de sua carreira política e o calendário eleitoral.

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Papão escolhe gestor de negócios para o futebol profissional

Um especialista em gestão de negócios foi escolhido para dirigir o futebol do Papão. Lucas Conde, empresário de 27 anos, com especialização na área administrativa e experiência com as divisões de base do clube, foi anunciado ontem à noite pelo presidente Tony Couceiro.

Aposta interessante do PSC para uma função que raramente é ocupada no futebol do Pará por dirigentes com formação acadêmica e antenados em relação às complexidades do futebol profissional. Quase sempre a escolha recai sobre ex-atletas e velhos cartolas. Mudança de mentalidade.

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A dança dos patrocínios entre os clubes da Série A

O Ibope Repucom divulga um mapeamento inédito sobre os patrocinadores nos uniformes dos clubes de futebol da Série A brasileira em 2017. O estudo mostra que os clubes da Série A estamparam 87 marcas diferentes em seus uniformes, média de mais de 4 patrocínios por time.

Em relação aos segmentos que apostam na vitrine do futebol, destacam-se os de construção, acabamentos e ramo imobiliário, que juntos firmaram 12 contratos com os principais clubes.

Atento aos novos tempos, o levantamento formula um guia de boas práticas sobre a divulgação das redes sociais de clubes e patrocinadores, ambiente considerado fundamental para as ativações e que contribui cada vez mais para bons resultados das iniciativas de patrocínio.

Constata-se que a atividade on-line dos clubes e patrocinadores, tanto nos sites próprios quanto nas mídias sociais, pode ser determinante para o sucesso e a vida longa de determinado patrocínio. Times e patrocinadores devem aproveitar popularidade e audiência para comunicar a parceria e ampliar o sucesso das ativações, ensina o especialista José Colagrossi, diretor executivo do Ibope Repucom.

Só por curiosidade, a ampla pesquisa mostra que a Ponte Preta foi, de longe, o clube que reuniu mais patrocínios, acumulando 17 marcas no ano. Não significa, obviamente, que tenha faturado mais que os outros.

Fiquei sabendo também, ao ler o alentado relatório, que o meião é hoje um espaço considerado desprezível pelos anunciantes, sendo praticamente ignorado na Série A, perdendo feio para a parte traseira dos calções, sabe-se lá qual o motivo – talvez porque os patrocinadores não queiram seus produtos associados às canelas dos boleiros.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 22)