Archive for 3 de dezembro de 2017

Rock na madrugada – Deep Purple, Black Night

3 de dezembro de 2017 at 23:32 Deixe um comentário

Sem direito a sustos

POR GERSON NOGUEIRA

O mundo viveu alguns minutos de suspense na sexta-feira à espera do desfecho do sorteio de grupos da Copa do Mundo, ritual meio chato, na maioria das vezes, mas fundamental como pontapé inicial para o torneio mais importante do mundo.

Desta vez, após a distribuição de nomes de países pelos potes, não se viu qualquer descalabro, como aquelas famigeradas chaves trazendo um favorito cercado de timecos por todos os lados. Ou os ‘grupos da morte’, como o que reuniu Itália, Inglaterra e Uruguai na última Copa – com a Azzurra dançando logo de cara.

Com organização e método, a Fifa de Infantino deu um jeito de evitar excessos e absurdos, apostando no equilíbrio de forças. Todos os oito grupos têm no máximo dois times fortes, assegurando com isso a qualidade do torneio a partir das fases seguintes.

Ao Brasil coube o grupo E, com a participação de países pouco medalhados na hierarquia do futebol. Suíça, Sérvia e Costa Rica pertencem ao que seria uma segunda divisão mundial, e olhe lá.

Tite, ao comentar o desfecho do sorteio, foi educadamente pragmático, admitindo que a responsabilidade é toda do escrete canarinho em grupo tão simpático. Nem podia ser diferente. Com cinco títulos mundiais no currículo e cotadíssimo para levantar o caneco, o Brasil não pode nem pensar em tropeçar num dos três parceiros de chave.

Cabe observar que Alemanha, Argentina, Inglaterra, Portugal, França e Espanha também terão caminhadas amenas ao longo da primeira fase, devendo passar sem problemas à etapa seguinte.

Apesar do indisfarçável poderio europeu, reforçado pelas condições climáticas e ambientação, o Brasil tem grandes possibilidades de repetir a façanha de 1958 – até hoje a única vitória sul-americana em mundiais disputados no Velho Mundo.

Para que chegue com reais condições de brilhar, o time de Tite terá que se precaver contra armadilhas que derrubaram a Seleção em 2006, 2010 e 2014. Em todos esses mundiais o Brasil entrou aclamado como provável finalista, mas acabou frustrando as expectativas.

O diferencial agora é que, em comparação com as outras Copas citadas, o Brasil tem um time essencialmente jovem e bem afinado. Mais importante: tem um técnico capacitado e consciente dos seus limites, como nenhum outro desde aquele Felipão de 2002. Pode dar certo.

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Escândalo da Fifa e o silêncio que incomoda

Acontece nos Estados Unidos um julgamento que complementa a devassa feita na Fifa há dois anos. No Brasil o tema é olimpicamente ignorado pela grande mídia. O único meio a furar essa espécie de pacto é a internet, onde os depoimentos de delatores comprometem dirigentes da TV Globo por suposto pagamento de propinas à cartolagem da Fifa em troca dos direitos de transmissão nos torneios internacionais mais cintilantes.

Ainda mais esquisita é a timidez do Ministério Público, instituição que no Brasil ganhou amplo destaque nos últimos tempos a partir dos atos da operação Lava Jato. Os holofotes sempre fartos e generosos ajudaram a construir uma imagem quase quixotesca de alguns promotores.

Curiosamente, não aparece ninguém para fazer a contrapartida nacional ao trabalho conduzido pela Justiça norte-americana. José Eladio Rodriguez, ex-funcionário de um grande grupo de marketing na Argentina, disse que 10% do valor de um dos contratos foi entregue, “por fora”, a Marcelo Campos Pinto, então diretor-executivo da Globo na área de Esportes.

Aliás, o executivo citado foi devidamente “aposentado” desde que o lamaçal da Fifa veio à tona e José Maria Marin, ex-presidente da CBF, foi preso. A estranheza quanto ao comportamento do Ministério Público fica por conta, principalmente, do silêncio obsequioso. Cabia ao MP pelo menos questionar o papel da poderosa rede de TV na história, cobrar esclarecimentos e investigar de verdade.

Por ora, o distinto público terá que se contentar com a incrível “investigação” conduzida internamente pela emissora, que teve a pachorra de divulgar isso – a sério – para seus telespectadores, jurando inocência.

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Árbitro nega ter sido reprovado em testes físicos

O árbitro Gustavo Ramos Melo encaminhou mensagem à coluna negando ter sido reprovado em testes físicos da comissão de arbitragem da FPF, como citado aqui no meio da semana em comentário sobre a absurda indicação promovida pela entidade para a partida final da Segundinha de acesso ao Parazão 2018.

Gustavo informa que, como “prestador de serviço da FPF, como árbitro de futebol”, cumpre as escalas de jogos, sem ter nenhum envolvimento com a realização de sorteios. A coluna não o acusou de tal prática.

Garante que nunca foi reprovado “em nenhum teste físico, técnico, ao qual fui submetido ao longo dos meus seis anos como árbitro de futebol”. Acrescenta que não fez o teste físico para o torneio, pois, em agosto (de 15 a 24), estava participando do Programa de Renovação Brasileira – PRAB IV, realizado em São Paulo pela CBF.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 21h, na RBATV. Na bancada, Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião. Em pauta, tudo sobre o fim de semana esportivo, além de sorteios de brindes e participação dos telespectadores.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 03)

3 de dezembro de 2017 at 15:38 5 comentários

Maus modos de FHC no desembarque do governo Temer

cairfora

POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

A nossa imprensa anda meio devagar em perceber qualquer coisa que não seja em favor do conservadorismo. Assim, ela consegue ver “retomada econômica” no crescimento de 0,1% do PIB, aumento do emprego apenas com “bicos ” e sem a criação de uma carteira assinada ou publicar intrigas inominadas como a de que a caravana de Lula ao Rio seria “um perigo” por conta do apoio de Cabral, esquecendo que foi Aécio o candidato apoiado de fato pelo ex-governador, hoje preso.

Mas não vê coisas evidentes, ditas na sua frente, como a frase que Michel Temer usou, ao lado de Geraldo Alckmin, ao dizer que o desembarque (formal)  dos tucanos de seu governo “será uma coisa cortês e elegante”.

A expressão tem um endereço certo, nada difícil de entender: a nova grosseria de Fernando Henrique Cardoso, que falou a Andrea Sadi, do G1, na quarta feira, que estava na hora de o PSDB “cair fora”.

“Cair fora”, exatamente assim, com este ar de molecagem de quem se meteu em algo e se escapa ao ver o desastre que é. Um bom complemento para o “pinguela” e para o “é o que temos” com que o ex-presidente já brindou o homem que ajudou a ascender ao poder num golpe.

Por isso, o recado de Temer de que a saída deveria ser “cortês e elegante”, o que não é, positivamente, um “cair fora”. Nenhum jornalista, ao que eu tenha lido, captou o “fora” de Temer ao “cair dentro” com a expressão usada por FHC.

No outono de Fernando Henrique, a pretensão de quem é um dos homens mais rejeitados do país fê-lo perder inclusive as boas-maneiras, depois de ter perdido os princípios. Quando o “príncipe dos sociólogos” vira  assistente de palco de Luciano Huck e toma lições de boa-educação de Michel Temer é que, de fato, para ele, já chegou a hora de “cair fora”.

3 de dezembro de 2017 at 15:12 3 comentários

A sentença eterna

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“Tô tão calmo que chego a ficar nervoso…”.

Zeca Pagodinho, sambista de raiz e filósofo nas horas vagas

3 de dezembro de 2017 at 13:14 Deixe um comentário


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