Remo empata com o Castanhal na estreia de Ney da Matta

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POR GERSON NOGUEIRA

Remo e Castanhal empataram em 1 a 1 na tarde deste sábado, em Santa Maria do Pará, em amistoso de preparação para o Campeonato Paraense de 2018. O confronto marcou a estreia do técnico Ney da Matta e os azulinos sofreram com o desentrosamento e a baixa produtividade do ataque. Com um gol marcado por Val Barreto logo aos 14 minutos de jogo, o Castanhal conseguiu sustentar a vantagem durante a metade inicial da partida. Apesar do gol sofrido, o time azulino foi superior, tendo amplo domínio da partida e maior posse de bola. Jayme empatou aos 28 do segundo tempo.

No começo da partida, as jogadas mais agudas do Remo partiam da esquerda, com Esquerdinha (que substituiu Fernandes) cruzando na área sempre com muito perigo. Depois que Val Barreto abriu o placar, o meia Andrei entrou no lugar de Rodriguinho aos 15 minutos e imprimiu mais dinamismo ao setor de criação, acionando Jayme e Marcelo Santos na frente.

Muito recuado, o Castanhal raramente se aventurava nos contra-ataques. O Remo atacava com até cinco jogadores, mas com pouca objetividade e optando pelos cruzamentos altos, facilmente neutralizados pela zaga castanhalense.

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Depois do intervalo, Lecheva tirou Val Barreto e o volante Pelezinho, lançando Everton e Railson, além de outras várias mudanças na equipe. Ney da Matta também providenciou alterações, trocando Levy por Diego Superti, lançando Jefferson na vaga de Elielton.

A pressão azulina continuou intensa na segunda etapa, com insistência nas jogadas com Jefferson Recife e Andrei explorando a velocidade de Jayme. Os erros de finalização, porém, não permitiam que as oportunidades fossem bem aproveitadas.

Após escanteio aos 11 minutos, Geandro cabeceou no travessão do goleiro Roger Kath e a bola foi aliviada pela zaga do Castanhal. Logo em seguida, Flamel cobrou falta, a bola resvalou na perna de Jefferson Recife e quase enganou o goleiro Vinícius.

Aos 20 minutos, Da Matta trocou o goleiro Vinícius por Douglas Dias, o volante Geandro por Dudu e Yuri entrou em substituição a Superti, lesionado. Apesar das mexidas, a equipe não mostrou força criativa para superar o retrancado esquema do Castanhal. Lecheva trocou Flamel, cansado, por Everton.

Aos 24 minutos, Marcelo desviou cruzamento e acertou a trave de Kath, levantando a torcida remista. Em jogada construída pelo meia Andrei, o gol de empate surgiu aos 29 minutos. Jayme recebeu pela direita e disparou um chute forte e cruzado. A bola tocou no terreno e passou pelo goleiro.

Aos 36′, Marcelo recebeu de Andrei e tocou para Jayme, que entrou livre na área, mas chutou fraco perdendo grande oportunidade. No final do jogo, Lecheva pôs Bartola em campo, substituindo a Chazinho, para tentar uma pressão final em busca do desempate.

Do lado azulino, os destaques foram Andrei, Jaime, Esquerdinha e Jefferson Recife. No Castanhal, Pelezinho e Dedeco foram os melhores.

Os dois times iniciaram a partida com as seguintes escalações:

REMO – Vinícius (Douglas); Levy (Superti e Yuri), Alex (Mimica), Bruno Maia (Martony) e Fernandes (Esquerdinha); Geandro, Leandro Brasília (Dudu) e Rodriguinho (Andrei); Elielton (Jefferson Recife), Marcelo Santos e Felipe Marques (Jayme). 

CASTANHAL – Roger Kath; Chazinho (Bartola), Rubran, Derlan e Souza (Lucas); Pelezinho, Ramon, Dedeco e Flamel (Everton); Val Barreto (Railson) e Junior Rato.   

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GEO HOMENAGEADO

O estádio Rabelão, em Santa Maria, ganhou uma cabine de rádio e TV dedicada a Géo Araújo, radialista que dedicou grande parte  que faleceu recentemente e era natural do município. A homenagem ganhou aplausos da torcida que lotava o estádio.

(Fotos: Magno Fernandes)

Crônicas baionenses

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POR JONAS FAVACHO (*)

2018 se aproximando, ano de eleição, relembro aqui uma história contada pelo Seu Duca Barroso, um simpático e sábio amigo de 99 anos. Que era ano de eleição municipal em Baião. De um lado, Sandoval Coelho Ramos, um rapaz pobre, filho de lavrador, que, para se vestir, preferia calça preta. Daí o seu apelido. Do outro lado nada menos que João Valente Moreira, um coronel de barranco, remanescente do período da borracha na Amazônia, dono de um casarão de trapiche comprido na beira do rio, no Cuxuará, na Vila de Calados. Ali aviava castanheiros, seringueiros e pescadores de toda aquela beirada. Era um dos maiores comerciantes do município.

Próximo da eleição apareceu na cidade uma vidente que dizia prever quem iria ganhar a eleição. Andava com uma bacia cheia de água e uma cutaca. Isso mesmo, um bichinho parente do sapo.

A coisa era assim: ela jogava a cutaca na água. Se a cutaca boiasse, o ganhador seria o Sandoval. Se a cutaca ficasse no fundo, o vencedor seria o João Moreira. É claro que a pobre da cutaca ficava boiando, esparramada em cima d’água. Que besteira? Mas era assim o nosso Ibope da época.

O pior é que muitas pessoas acreditaram na vidente e sua cutaca. Menos a tia Rita, uma das mais entusiastas eleitoras do Seu João Moreira. Veio a eleição e, pra surpresa dos cutaqueiros, deu João Moreira. E por apenas nove votos.

Dizem que foi uma família da Vila de Matacurá, que, como na época era permitido servir comida aos eleitores no dia da eleição, foi almoçar no comitê do Sandoval e, não sendo atendida, porque a comida já tinha acabado, foi pegar o bandeco no farto comitê do João Moreira onde comeu até dizer chega. Vejam só! A eleição por nove pratos de comida! Lamento de um lado, festa do outro.

A turma do João Moreira não quis nem saber. Logo organizou a passeata da vitória e, com a tia Rita no meio, alegres, iam cantando: “A cutaca não valeu / João Moreira é que venceu / a cutaca não valeu / João Moreira é que venceu”. Os eleitores do Sandoval, que tristes, espiavam a passeata, irônicos, completavam: “e a perna da tia Rita o cupim roeu”. A picareta da vidente, evidente, sumiu da cidade e nunca mais apareceu.

(*) Professor e memorialista oficial de Baião.

(**) Em tempo, Sandoval era meu padrinho e foi um dos homens mais inteligentes e cultos que já conheci. Depois dessa tentativa frustrada, seria eleito prefeito de Baião. Morreu jovem ainda. Era filho de tio Enéas, dono da maior e mais diversificada biblioteca da cidade, onde me enfurnava e passava horas esquecidas, até que minha avó Alice mandasse me rastrear para não perder a hora de ir vender cocadas, beijos-de-moça e rebuçados (que chamávamos de ‘rabuçados’ e os mais sacanas traduziam por rabo-assado). 

Professor de Lógica tritura sentença de Moro contra Lula

FALAC

POR FERNANDO BRITO

Tomei conhecimento pelo Conversa Afiada e li diversos trechos do livro “Falácias de Moro – Análise Lógica da Sentença Condenatória de Luiz Inácio Lula da Silva” do ex-professor de Filosofia do Método Científico e  de Lógica da Universidade Federal do Paraná, Euclides Mance.

É de colocar num embrulhinho natalino e dar de presente aos três desembarcadores que, em menos de um mês, decidirão se este país voltará a ser uma democracia, com voto livre, oi se nossas escolhas serão tuteladas pelo arbítrio judicial.

Mance confronta os trechos da sentença e os depoimentos judiciais do processo do triplex e, com todo o rigor da ciência – inclusive na construção de proposições lógicas semelhantes que evidenciam absurdos, daquelas que muitos aprendemos na escola a colocar “verdadeiro” ou “falso” – desmonta e tritura a sentença que o presidente do Tribunal Regional Federal, Thompson Flores, definiu como “tecnicamente perfeita”.

Não tive, claro, tempo de ler todo – a íntegra está disponível na internet  – mas separei alguns dos trechos para o leitor:

[ Léo Pinheiro,] ao ser perguntado sobre o tema de haver dado o imóvel ao ex-presidente, ele afirmou “já foi me dito que era”. E essa frase, será então usada pelo juiz, para dizer que, de fato, aquele apartamento era propriedade real do ex-presidente.
Comecemos, então, analisando os seguintes parágrafos da sentença.

531. […] Pinheiro Filho:- O apartamento era do presidente Lula desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop, já foi me dito que era do presidente Lula e de sua família, que eu não comercializasse e tratasse aquilo como uma coisa de propriedade do presidente. […]
577. […] Medeiros:- Eu me lembro numa viagem internacional a trabalho que eu tive com o Léo [Pinheiro], em meados de 2014, […] me falou da reserva de um apartamento triplex no Guarujá para o ex-presidente Lula, me falou de reformas que estava executando nesse apartamento triplex […]

(…) o sujeito que lhe disse [a Léo Pinheiro] que o triplex era do ex-presidente permaneceu uma incógnita no processo e, considerando o que consta na sentença, o juiz não se interessou em fazer algumas perguntas básicas que poderiam elucidar a questão.

Quem lhe disse que o triplex já era do ex-presidente Lula e de sua família antes do condomínio ter sido transferido para a OAS Empreendimentos? Como tal pessoa poderia comprovar essa afirmação se – como veremos na seção 1.7 – não existia um apartamento triplex naquele condomínio? Quem lhe disse que tratasse do apartamento 164-A triplex do Condomínio Solaris como propriedade do ex-presidente? Tais questionamentos não aparecem na sentença.

Mance registra que Moro nunca perguntou isso a Léo Pinheiro, num dos momentos de “não vem ao caso” e, portanto…

(…)não se pode comprovar a verdade de quem é o proprietário do triplex com base na declaração já foi me dito que. Em assim fazendo, teríamos o seguinte:

Se já foi me dito que o triplex era do ex-presidente, então, o triplex era do ex-presidente. 

E, com o mesmo valor de verdade, teríamos que:
Se já foi me dito que um extraterrestre pousou em Varginha, então, um extraterrestre pousou em Varginha.
Adiante, o professor cuida da história da “conta” da reforma ter sido debitada numa “caixa de propinas” da Petrobras.
Mesmo não podendo comprovar que o ex-presidente e sua esposa fossem proprietários do imóvel pela falácia de apelo a crença comum do “já foi me dito que”, nem pela falácia de circularidade da matéria do jornal O Globo, nem pela falácia non sequitur da reforma do imóvel, o juiz avança agora para o próximo argumento, buscando provar como a reforma do imóvel beneficiaria o casal com recursos de origem ilícita.
Como se lê na sentença:
646. […] a diferença […] e o custo das reformas, não seriam pagas pelo ex-Presidente e por sua esposa à OAS Empreendimentos, mas consumidas como vantagem indevida em um acerto de corrupção. […]
819. Ainda argumentou a Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, em alegações finais, que os custos da reforma foram incluídos nos custos de empreendimento, conforme documento apresentado por […] Pinheiro Filho no evento 849, arquivo anexo2, fl. 6, e que não se lançaria “propina na contabilidade”. […]
821. As reformas do apartamento 164-A, triplex, precisavam ser lançadas na contabilidade formal da OAS Empreendimentos, pois emitidas notas fiscais contra ela. O problema reside na realização de tais reformas pela empresa em benefício do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, ao invés do ressarcimento, o abatimento do valor correspondente em uma conta geral de propinas, esta fora da contabilidade.
Vários aspectos podem ser analisados sobre essa tese, como faremos na segunda parte deste livro. Aqui, tratamos apenas de dois deles. O primeiro é a falácia de converter, no argumento, o tempo verbal do futuro do pretérito, em que a tese da acusação é descrita, em pretérito perfeito, para a condenação do réu, tomando por fato acontecido o que era mera suposição do que poderia se dar no futuro depois que o repasse do apartamento viesse a ocorrer, mesmo sem comprovar que tal repasse tenha sido efetivamente realizado.
Assim, graças à falácia que toma um cenário futuro possível como o único que possa se realizar, pode-se condenar alguém por um crime que ele não cometeu no passado, pois o apartamento não lhe foi repassado, nem continue acometer no presente, mas que cometeria num futuro que não ocorreu, mas que o juiz sabe qual seria.
A falácia aqui está em tomar uma possibilidade futura como se fosse um fato a acontecer necessariamente no futuro. E, como se trata do futuro do pretérito, de um fato que ocorreria no passado, mesmo que não tenha ocorrido.(…)
Trata-se, pois, de uma variação da falácia do apelo à possibilidade, quando uma conclusão é tomada como verdadeira porque assumida como necessária, simplesmente porque poderia ocorrer. Na Falácia de Moro, entretanto, das diferentes possibilidades abertas para a realização futura, determina-se que somente uma se realizará.
Sua forma lógica é: Num universo de variados resultados possíveis, X pode ocorrer. Portanto, X é o único único resultado que necessariamente ocorrerá.
Veja o “não temos prova, mas temos convicção” transformado em proposição (e verdade) lógica, não é espetacular?
Há mais, muito mais, na íntegra do livro, disponível aqui.

Quatro anos

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POR FLÁVIO GOMES, no site Grande Prêmio

RIO (só torcer) – Da mesma forma que a cada 1º de maio somos impelidos a falar de Senna, a cada 29 de dezembro, desde 2013, nós que trabalhamos com automobilismo nos sentimos na obrigação de falar de Schumacher.

Ele não morreu, ao menos não do ponto de vista legal. Mas apagou há quatro anos num tombo de esqui e nunca mais acordou. É quase a mesma coisa.

Sua situação — já devo ter dito, ou escrito, ou ambos — é mais triste que a de Ayrton. O brasileiro não agonizou por dias, semanas, meses, anos. A morte foi instantânea, horrível, violenta, trágica, mas tudo se encerrou ali. O drama de Schumacher é duradouro e angustiante. Também já devo ter dito isso algumas dezenas de vezes, mas nunca deixo de me fazer muitas perguntas: o que será que se passa com quem está numa situação como a dele? Seu cérebro funciona? Seus pensamentos ainda fluem? Ele tem vontade de morrer? Consegue se comunicar? Ouvir? Ver? Sentir? Existe uma alma ali dentro? Ela já se foi? Aquilo é apenas um corpo humano em funcionamento com ajuda de aparelhos? Tecnicamente ele está vivo? O que é estar vivo tecnicamente? Faz algum sentido isso?

Torço muito para que não haja atividade cerebral nenhuma, porque não consigo imaginar nada pior do que estar aprisionado num corpo sem conseguir se mover, falar, enxergar, escutar, dizer a alguém o que sente, onde dói, o que quer, numa espera interminável pelo fim.

Já devo ter publicado essa foto aí em cima várias vezes, também. É a única que tenho com Michael, porque o Miguel Costa Jr. tirou — não tenho fotos com pilotos, quando alguém for escrever minha biografia (ninguém fará isso) vai achar que é mentira que cobri Fórmula 1 por 18 anos em todas as corridas porque simplesmente não há registros fotográficos. Ninguém ficava tirando foto de qualquer coisa nos anos 80/90/2000, até surgirem os celulares com câmeras capazes de compartilhar imagens, e quando isso aconteceu eu já estava fora.

É de 2006, a última coletiva dele como piloto da Ferrari, na véspera da despedida em Interlagos. A Ferrari me pedia para apresentar esses eventos e eu ia na boa e ainda me pagavam uns cobres. Achava divertido, e esse dia foi, realmente. Ao final, o pessoal do “Pânico” fez uma pergunta. Eu deixei para o encerramento mesmo, para eles não zoarem a entrevista toda. E foi boa: amanhã, já aposentado, se você acordar e olhar no espelho e aparecer a imagem do Barrichello, o que você faz? Eu achei engraçado, traduzi para ele (acho que a foto é desse momento), ele riu e sem dizer uma palavra fez um gesto esfregando os olhos, que podia ser interpretado como “eu tentaria acordar do pesadelo” ou “eu choraria”. E acabou a coletiva com todo mundo dando risada. Mas aí o doido do “Pânico” (ouvi dizer que o programa vai acabar, é verdade?) pediu para eu entregar um presente ao Schumacher, e me deu uma tartaruga de plástico. “Se chama Barrichello!”, gritou o rapaz.

A coletiva estava terminada, todos no recinto curtiram a galhofa e foram cuidar de suas vidas. Mas os fotógrafos, claro, registraram o momento em que Schumacher fez um gracejo com a tartaruga batizada de Barrichello, colocou um boné sobre ela e a imagem foi destaque nas primeiras páginas de jornais e portais do mundo inteiro. Rubinho, que estava na Honda na ocasião, ficou puto, achou que fui em quem armou aquela arapuca (ao menos é o que me disseram; nunca entendi por que ele achou isso, eu jamais teria a ideia de dar uma tartaruga a um piloto) e, por causa disso, nunca mais falou comigo. Paciência.

Sempre admirei demais Schumacher. Em 1991, fui o primeiro brasileiro a fazer uma entrevista com ele no modelo que, em jornal, a gente chama de “ping-pong”, com perguntas e respostas. Não lembro se foi em Spa, mesmo, na estreia, ou em Monza, na corrida seguinte, quando ele tirou o lugar de Moreno na Benetton. Acho que foi em Monza. Não deve ser difícil encontrar no site do acervo da “Folha de S.Paulo”. Claro que, na primeira ou na segunda corrida de sua vida, não seria possível imaginar onde chegaria. Dava para ver que era bom, claro, e a situação toda que envolveu sua chegada à F-1 ajudava a fazer dele uma boa história. Michael, para quem não lembra, substituiu de última hora Bertrand Gachot, que havia sido preso em Londres por se envolver numa briga de trânsito e jogar gás paralisante na cara de um motorista de táxi.

O caso era ótimo, um piloto belga preso às vésperas do GP da Bélgica, comoção nacional, seus colegas vestindo camisetas onde se lia “Free Gachot”, o asfalto de Spa pichado pelos torcedores, a Jordan sem ninguém para o lugar, e a Mercedes, que tinha algumas intenções ainda não muito claras para a categoria, pagou 300 mil dólares ao time estreante para alugar a vaga. Eddie Jordan, figura interessantíssima que hoje é comentarista de TV, aceitou a grana, claro, e colocou aquele alemão queixudo para correr. Schumacher fazia parte da equipe Sauber-Mercedes no Mundial de Protótipos e era apadrinhado da fábrica. O resto, como se diz, é história bem conhecida.

Muita gente me pergunta sobre Schumacher, se tenho alguma informação, se sei algo. Não, não tenho e não sei. Apenas tenho a convicção de que a próxima notícia que teremos dele será a da sua morte.