Zebra do campeonato, Grêmio vai decidir título do basquete com o Remo

Com vitórias do Sport Belém sobre o Paissandu (89 a 84, com tempo extra de cinco minutos) e do Grêmio Literário Português em cima do Remo, por 73 a 55, na noite desta segunda-feira, o play-off do Campeonato Estadual de Basquete Adulto será disputado por Grêmio e Remo, já a partir desta quinta-feira, 06. No sábado, haverá a segunda partida e, caso haja necessidade de um terceiro confronto, será realizado na segunda-feira, 10.

O confronto é inédito e chama atenção pela campanha surpreendente dos times considerados azarões, Grêmio e Sport, que equilibraram as partidas contra a dupla Re-Pa, tornando a competição mais empolgante. O Papão foi eliminado por ter sofrido sua terceira derrota.

O Remo atuou com um time mesclado contra o Grêmio, poupando atletas para a série decisiva, pois já estava classificado para o play-off.

Gás de cozinha dispara, mas não se vê dancinha de verde-amarelo

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O novo aumento no preço do gás de cozinha (em quase 9,00%) anunciado nesta segunda-feira pela Petrobras começa a vigorar no Pará e em todo o Brasil a partir desta terça-feira, 05. É a nona alteração no preço do botijão de gás em 2017. Segundo o Dieese-PA, em Belém até o final da semana passada o preço médio do botijão de 13 kg era de R$ 62,33, com o menor preço em torno de R$ 55,00 e o maior chegando a R$ 75,00. No Estado, o preço mais alto é praticado em Redenção, onde, em média, o botijão custa R$ 86,80, com o menor preço na faixa de R$ 83,00 e o maior atingindo R$ 90,00.

Gás bate recorde de aumentos e as panelas seguem silentes… tidizê.

Lecheva vai dirigir o Castanhal no Campeonato Paraense

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O Castanhal apresentou nesta segunda-feira o técnico Ricardo Lecheva como primeiro grande reforço para a temporada 2018. Lecheva dirigiu o Tapajós na Segundinha de acesso ao Parazão. Depois de excelente campanha na fase inicial, o time santareno foi eliminado na segunda etapa da competição pelo Sport Belém. Lecheva deverá indicar alguns reforços para o Japiim, dentro dos limites orçamentários do clube presidido pelo ex-jogador Helinho.

Fuga planejada

POR LEANDRO FORTES, na revista Fórum

A Operação Lava Jato, dentro de um contexto social e político honesto, teria sido um presente para o Brasil. Acho que ninguém discorda de que, um dia, seria necessário acabar com a cultura da corrupção que sempre ligou empreiteiros e políticos brasileiros.
O fato é que, em pouco tempo, foi fácil perceber que as decisões e ações demandadas pelo juiz Sérgio Fernando Moro estavam eivadas de seletividade. Tinham como objetivo tirar o PT do poder, desmoralizar o discurso da esquerda e privilegiar aqueles que, no rastro da devastação moral levada a cabo pelo magistrado, promoveram a deposição da presidenta Dilma Rousseff.

Hoje, graças à Lava Jato, a economia nacional está devastada, o Estado de Direito, ameaçado e o poder tomado por uma quadrilha que fez do Palácio do Planalto uma pocilga digna de uma republiqueta de bananas de anedota.

Agora, quando os grupos golpistas ligados ao PSDB e PMDB começam a ser atingidos pela mesma lama que a Lava Jato pensou em represar apenas para o PT, o juiz Moro pensa em tirar um ano sabático, nos Estados Unidos.

Isso, obviamente, não pode ser uma coisa séria.

Um juiz de primeira instância destrói a economia e o sistema político de um país, deixa em ruínas 13 anos de avanços sociais, estimula o fascismo, divide a nação e, simplesmente, avisa que vai tirar férias de um ano?

Não se enganem: o que está havendo é uma fuga planejada. E precisamos saber o porquê, antes que ela seja consumada.

Tragédia anunciada

POR PEDRO CHILINGUE, no blog Preto no Branco

A tragédia já era anunciada. O fim aterrorizante de campeonato do Botafogo já era esperada por muitos. O time que começou o ano merecendo ganhar o mundo encerrou a temporada sem a capacidade de ir à esquina. As noites de sonho tornaram-se dias de pesadelo para uma torcida que vê seu time estagnado no tempo.

Em meio a atuações revoltantes e declarações patéticas, o Alvinegro voltou a amarelar na reta final – como tem feito há muitos e muitos anos. Já são 22 temporadas de fila, que prometem se estender por muitas mais. Ao apito final neste domingo, encerrou-se 2018 com o gosto amargo de que alguma coisa aconteceu e não sabemos – e que nos impediu, como sempre, de concluir uma temporada de maneira decente.

Ao olhar para os lados, vi rostos tristes e lágrimas que não simbolizam a decepção por mais um vexame, mas sim o desespero por notar que o Botafogo parece não ter mais salvação. No fim das contas, ainda somos responsabilizados por diretorias incompetentes, falastronas e amadoras, que jogam seus insucessos em nossas costas. Nós fazemos até muito perto do que o clube tem merecido nas últimas décadas.

Sem a Libertadores, voltamos à realidade: orçamento curto, dirigentes sem capacidade de minimizar o abismo financeiro criado pelas cotas de TV e jogadores mais preocupados com seus bolsos cheios do que em levantar taças. Poucos são os que compreendem a grandeza e a importância de vestir nossa camisa e lutar por ela; quase nenhum entendeu o momento que vivemos e a missão devolver a Estrela às glórias.

Não há clube que resista à tamanha falta de ambição – essa frase estampou a mais verdadeira e sincera faixa de protesto em nosso estádio. Dirigentes mais preocupados em alfinetar o rival e seus adversários políticos – e não estou aqui fazendo lobby pela oposição, pelo contrário. Aliás, a política é um dos cânceres que assolam o clube; fechado e retrógrado, nosso ínfimo núcleo de possibilidades insiste em atrasar o Botafogo em relação aos outros.

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Hoje, entramos de férias. O que era pra ser um prazer acaba tornando-se um fardo. Mais um ano se vai sem ver o Glorioso voltar a ser quem é; mais 12 meses vendo rivais debochando, adversários levantando taças e nossa torcida, cada vez mais envelhecida, ficando sem referências para atrair os mais jovens. A urgência de uma taça é do mesmo tamanho da faxina que precisamos fazer em General Severiano.

Registro aqui os meus parabéns à Chapecoense. Após a tragédia que os acometeu em 2016, viraram a página, suaram sangue e deram a volta por cima. Em momento algum usaram o acidente como muleta. Por lá, ninguém falou em “escalar o Everest”. Foram lá e fizeram. Vocês merecem a classificação.

Como eu disse no texto anterior: dane-se a Libertadores. Só queremos o nosso Botafogo de volta. Queremos profissionalismo, trabalho sério, jogadores dignos e títulos. Descanse, botafoguense. Porque você, eu e todos nós precisaremos, novamente, reconstruir o Alvinegro.

Bruno Silva, Guilherme, Roger e outras merdas passam; o Botafogo somos nós. Precisamos lutar e exigir, diariamente, nada menos que o nosso Alvinegro de volta. Que a faxina comece amanhã pela manhã. Não há mais tempo a perder.

Notas

Gatito Fernández: 6
Sem culpa nos gols e sem participações destacáveis durante o jogo.

Arnaldo: 6,5
Apesar da falta de qualidade técnica, correu muito e foi um dos menos piores em campo.

Joel Carli: 6
A segurança de sempre, mesmo contra o veloz ataque do Cruzeiro. Fez um jogo na média.

Igor Rabello: 6
Na mesma que seu companheiro. Se caprichar mais nas cabeçadas ofensivas, pode tornar-se um zagueiro com muitos gols.

Victor Luis: 4
Encerrou sua passagem de forma melancólica, perdendo a bola no lance do gol de empate do Cruzeiro e outros erros infantis.

Dudu Cearense: 4
Não tem mais condições de ser jogador profissional. Não consegue acompanhar o ritmo dos demais. Fica muito bem no YouTube falando “Aca No” e nada mais; no máximo, uma vaga no time de showbol.

Rodrigo Lindoso: 4,5
Frouxo na marcação, mal nas subidas ao ataque e um gol de presente para o adversário, em tabelinha trágica com Dudu dentro da pequena área.

Matheus Fernandes: 5
Não conseguiu repetir suas boas atuações e esteve mal, tanto na marcação quanto no apoio. Pode jogar muito mais.

Leo Valencia: 7,5
Correu, caiu pelos lados, jogou centralizado, deu assistência, finalizou, cruzou, bateu falta e escanteio e deu a vida em campo – entre erros e acertos. É o mínimo que esperamos. É ativo do clube e esperamos que cresça depois de uma pré-temporada bem feita.

Guilherme: 3
Passeou em campo e fez o que sabe de melhor: irritou. Perna de pau, que não era titular nem na base do Grêmio, só veio para tirar a vaga de um dos nossos juniores – e agora volta pro Sul valorizado sem ganharmos nada por isso. Parabéns à diretoria por essa contratação.

Brenner: 7
Não é dos melhores tecnicamente, peca na velocidade, mas foi útil e participativo. Um gol e uma assistência justificam sua nota.

Ezequiel: 7
Entrou com muita fome, correu bastante e fez um lindo gol. É de peças assim que precisamos: ativos do clube, que conhecem nossa historia e darão retorno técnico e financeiro.

Marcos Vinicius: 5
Entrou e sequer testou o goleiro com sua melhor arma, o chute de média-longa distância. Tem todas as chances, mas não engrena.

Vinicius Tanque: 4
Errou todos os domínios e tentativas de pivô. Espero que seja emprestado pra Sibéria.

Jair Ventura: 3
Suas declarações minaram o grupo. Que suba o Everest de sunga.

O Natal da falsa retomada

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Segundo a velha mídia, a retomada é firme e “disseminada”. A realidade mostra outra face: a inadimplência das famílias atingiu 62,5% em novembro, mais 0,4% em relação a outubro, na quinta alta consecutiva do indicador. E mais: famílias estão muito pessimistas quanto à capacidade de saldar seus débitos. Mas, brigando com os fatos, as manchetes e colunistas se esgoelam em trombetear que “o Brasil que está reagindo”.

Pobre Brasil.

Com a palavra, o técnico campeão

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Fábio Carille ainda não conseguiu dimensionar o feito que alcançou com o Corinthians nesta temporada. Campeão paulista e brasileiro sem jamais ter treinado uma equipe em sua carreira, o ex-auxiliar técnico do Timão admitiu que sempre sonhou estar à frente de um time profissional, entretanto, pensava que demoraria muito mais para alcançar seu principal objetivo.

“Tem hora que eu paro para pensar e não consigo entender muitas coisas ainda. Fico pensando em tudo, como começou, acreditava que podia chegar em uma equipe grande como técnico, mas imaginava que teria que dar uma volta na Série B, pelo interior de São Paulo. Sou abençoado demais. Poder participar da Libertadores, do Mundial e agora, como técnico, dois títulos é bom demais”, disse Carille em entrevista à ESPN antes do início do Prêmio Bola de Prata.

Aprendiz de Tite, Fábio Carille permaneceu como auxiliar técnico do Corinthians durante nove anos. Após a demissão de Oswaldo de Oliveira, o profissional contatado em 2009 não fez feio e foi muito além das expectativas, levando uma equipe considerada a quarta força de São Paulo aos títulos paulista e brasileiro.

Além de Carille, o Corinthians também contou com o protagonismo de Jô, atacante que estava em baixa no mercado muito por conta de seus problemas extracampo. Recebendo uma nova oportunidade do time que o revelou, o jogador fez bonito e acabou terminando o ano como artilheiro do Brasileirão, com 18 gols, ao lado de Henrique Dourado. Além dele, nomes como Guilherme Arana, Rodriguinho, Balbuena e Romero também foram elementares para o sucesso do jovem treinador alvinegro. (Da Gazeta Esportiva)