O grande desafio

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POR GERSON NOGUEIRA

Encarar o Santos na Vila Belmiro é desde sempre parada indigesta para qualquer time. Desafiar os herdeiros do Rei Pelé dentro de seus domínios não é tarefa para qualquer um. Requer bravura, audácia e desassombro. Virtudes que, ao longo da história, o Papão sempre demonstrou ter. Ainda anteontem foi comemorado o aniversário do espetacular feito sobre o Boca Juniors dentro do caldeirão de La Bombonera, na Libertadores de 2003.

Mal comparando, a situação guarda algumas semelhanças com a façanha de 14 anos atrás. Até no formato a Vila lembra a Bombonera. A diferença de nível é óbvia – o Santos foi vice-campeão no último Brasileiro da Série A e disputa a Libertadores. Os jogadores são outros, mas o espírito que norteou aquela vitória pode servir de inspiração agora. Por óbvio, imagino que esse aspecto seja lembrado na preleção de Marcelo Chamusca.

Pelo calibre do adversário, é fundamental que o PSC tenha uma postura confiante, sem necessariamente adotar uma estratégia de risco. Precisa seguir a cartilha obrigatória do visitante em torneios de mata-mata: tentar a vitória sem se expor demais e ficar sujeito a uma goleada. Em termos práticos, um empate será excelente resultado, pois abrirá amplas possibilidades para o confronto de volta em Belém.

Com base nas últimas apresentações do Papão pelo Campeonato Paraense e Copa Verde, acumulando 14 partidas invictas, já é possível observar um padrão estabelecido. A equipe joga bem fechada, quase sempre no 4-3-1-2, resguardando-se ao máximo e marcando muito a partir da linha de meio-campo.

Por isso, sofre poucos gols e consegue sempre reagir quando sai em desvantagem. Foi o que aconteceu nos dois últimos compromissos em mata-mata, contra Santos-AP e São Raimundo. Empatou os jogos de ida, mas superou os adversários no retorno em Belém.

A vulnerabilidade está no setor de criação, pois Marcelo Chamusca não conta com um camisa 10 clássico para organizar os ataques e fazer com que o meio-campo trabalhe mais a bola. A carência técnica em setor tão crucial do time fez com que, contra Santos e São Raimundo, surgissem dificuldades em determinados momentos dessas partidas.

Reside aí o maior perigo para o Papão hoje diante do time de Dorival Junior, que, ao contrário, dispõe de meia-cancha habilidosa, que aprecia a troca de passes e o controle da bola. Times assim criam uma exigência maior de marcação, missão que os volantes bicolores ainda não haviam sido obrigados a cumprir.

Caso equilibre as ações no meio, o Papão terá condições de buscar o gol, passando a depender da velocidade de Leandro Carvalho e Bergson pelos lados. Leandro é agudo, tenta sempre o drible e não tem medo de arriscar jogadas individuais. Vive bom momento e é o jogador mais decisivo do Papão, único capaz de surpreender a marcação inimiga. Bergson fica mais nos rebotes e nos arremates de média distância.

Pela natureza do confronto, dificilmente Chamusca entrará com um jogador centralizado no ataque. É provável que sacrifique o centroavante (Alfredo) para reforçar a marcação, lançando Jonathan no lugar de Diogo Oliveira. Seria uma escolha de segurança, para ajudar a conter o trio ofensivo do Santos – Vítor Bueno, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Um embate difícil, mas que pode revelar um Papão mais maduro e competitivo.

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Leão em ritmo de importações

Em plena semana de decisão no Campeonato Estadual, o Remo anuncia uma batelada de contratações para a Série C. São jogadores de nível intermediário, acostumados a competições nacionais e com salários dentro dos limites financeiros do clube. A maioria está na faixa dos 30 anos. O grande perigo é que a chegada de novos atletas influa no ânimo do grupo que briga pelo título estadual.

Nos últimos tempos, a importação massiva não trouxe grandes benefícios ao Remo. Em 2016, o melhor reforço foi Edno, cercado de Potitas e Fabianos. Nesta temporada, somente André Luís e Edgar foram aprovados. Como se vê, um nível baixo de acertos para a quantidade de apostas.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 26)

Papão treina em Santos, mas escalação não é anunciada

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O Paissandu ainda não tem escalação definida para o jogo desta quarta-feira, 26, contra o Santos, na Vila Belmiro. O técnico Marcelo Chamusca comandou um rápido treinamento nesta tarde no CT Rei Pelé, mas não anunciou o time. Depois do treino, a comissão técnica do Santos, com Dorival Junior à frente, foi cumprimentar Chamusca e seus auxiliares. Jogadores Elano e Renato também conversaram com os atletas bicolores.

A formação mais provável é: Emerson; Ayrton, Gilvan, Perema e Hayner; Wesley, Augusto Recife (Capanema), Rodrigo e Diogo Oliveira; Bergson (Alfredo) e Leandro Carvalho.

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O Santos leva ampla vantagem no retrospecto de jogos dentro da Vila Belmira: 8 partidas, 8 vitórias santistas, com 28 gols do Peixe e somente 4 do Papão. Na última vez que se enfrentaram na Vila, em 2005, deu Santos: 6 a 0. Em números gerais, foram 18 partidas entre Santos e PSC, com 14 triunfos do Peixe, 2 do Papão e 2 empates. O Santos marcou 48 gols e o PSC, 15. (Fotos: Jorge Luís/Ascom-PSC)

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Em resposta a Moro, auditoria independente inocenta Lula

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Em um comunicado ao juiz Sergio Moro nesta segunda-feira 24, auditores da PricewaterhouseCoopers, maior empresa de auditoria do mundo, que atuaram de forma independente na Petrobras de 2012 a 2106, informaram que não foi identificada a participação do ex-presidente Lula em nenhum ato de corrupção ou ilícito.

O comunicado foi uma resposta a um questionamento do magistrado sobre se a empresa teria identificado a participação do ex-presidente em algum ato de corrupção na estatal neste período, durante a realização de auditoria.

“No período em que atuamos como auditores independentes da Companhia (exercícios sociais de 2012 a 2016), não foram identificados e nem trazidos ao nosso conhecimento atos de corrupção ou atos ilícitos com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, diz o comunicado. (Do Brasil247)

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Sem mistérios, Dorival define o Peixe

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O técnico Dorival Junior definiu, na tarde desta terça-feira, o time do Santos para enfrentar o Paissandu amanhã, na Vila Belmiro, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O Peixe jogará com: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo e Matheus Ribeiro; Renato, Tiago Maia e Lucas Lima; Vítor Bueno, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. A partida começa às 19h30.