Melhor no jogo e nos penais, Azzurra levanta o bicampeonato da Euro

A Itália é bicampeã da Eurocopa, com todos os méritos. Após empate no tempo normal, a Azzurra levou a melhor sobre a Inglaterra, em Wembley, na disputa de pênaltis e conquistou o título da competição. A taça é uma volta por cima da seleção que ficou de fora da disputa da Copa do Mundo de 2018, que aconteceu na Rússia.

Com a conquista, a Itália se igualou a França como bicampeã da Eurocopa. Espanha e Alemanha são as maiores campeãs com três conquistas. Grécia, Holanda, Dinamarca, Portugal e as já extintas URSS e Tchecoslováquia também levantaram um único troféu da Euro. A outra conquista italiana aconteceu em 1968. 

Com apenas dois minutos de jogo, a Inglaterra saiu na frente em Wembley. O atacante Harry Kane disparou em velocidade e acionou Trippier. O jogador do Atlético de Madrid cruzou na medida para Shaw abrir o placar para os britânicos na decisão da Eurocopa.

Com a vantagem no placar, a Inglaterra pode fazer a sua estratégia de jogo com mais tranquilidade. Recuada, a equipe comandada por Gareth Southgate buscava matar a partida nos contra-ataques. A Itália se lançou ao ataque e teve seis finalizações somente na primeira etapa.

A melhor chance italiano antes do intervalo aconteceu em boa jogada de Chiesa aos 34 minutos. O atacante partiu em velocidade e chutou rasteiro, a bola passou muito perto da trave de Pickford, assustando o goleiro inglês.

O segundo tempo começou bastante parecido. Os italianos buscando o gol e os ingleses tentando matar o jogo nos contra-ataques. Porém, a Itália era mais efetiva e obrigou Pickford a fazer defesas mais difíceis em lances de Chiesa e Insigne. 

Aos 21 minutos, Emerson cobrou escanteio, Verratti cabeceou a bola bateu na trave e sobrou para Bonucci aparece e finalizar, sem chances de defesa para Pickford.

Com o empate, a Itália se empolgou e passou a pressionar mais. Quase chegou ao segundo gol. A Inglaterra só foi reequilibrar as ações na prorrogação, em duas investidas de Sterling, mas a Itália teve o melhor final, com ataques seguidos.

Nas cobranças de pênalti brilhou a estrela do goleiro Donnarumma. Ele defendeu as cobranças de Saka e Sancho, contou a com a sorte de Rashford, que finalizou na trave. Kane e Maguire fizeram os gols da Inglaterra. Bernardeschi, Bonucci e Berardi fizeram para a Itália. Jorginho e Belotti perderam para os italianos.

Sem atacantes, como vencer?

Remo 0×1 Vila Nova-GO (Erick Flores)

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo está sem poder de ataque. Perdeu cinco atacantes nas últimas semanas. A saber: Cariús e Gabriel Lima foram liberados; Jefferson, Lucas Tocantins e Rafinha estão lesionados. Restaram Renan Gorne, Wallace e Dioguinho, este nem sempre disponível para jogar. Diante do Vila Nova, na quinta-feira, esta carência se escancarou em campo.

Sem homens de linha é impossível formar um ataque de verdade, já pregava seu Oswaldo da Paixão, icônico treinador do Baião Atlético Clube nos meus tempos de moleque. Há quem acredite que é possível fazer uma equipe tornar-se agressiva mesmo sem atacantes de ofício. Bobagem, só a Holanda conseguiu essa façanha em 1974, ninguém mais.

O Remo pouco agride seus visitantes. Pelo contrário, costuma deixá-los à vontade para se familiarizar com a casa e se instalar. O Vila jogou assim, sem ser incomodado. Levou o primeiro chute a gol apenas aos 30 do 2º tempo. Quem quer vencer não demora tanto para tentar chegar ao gol.

E não se diga que os poucos atacantes disponíveis no Baenão estejam negligenciando de suas obrigações. Pelo contrário. Gorne e Dioguinho se esforçaram bastante, correram muito, mas o futebol exige mais que transpiração. Cobra qualidade, organização e método. Itens que o Remo definitivamente perdeu desde o desmanche do time ao final da Série C.

Montado parcialmente por Paulo Bonamigo desde que chegou em setembro de 2020, aquele grupo possuía maior potencial ofensivo. O ataque contava com Tcharlles, Hélio Borges, Wallace (ainda em boa forma), Salatiel e Augusto. E contava com a presença forte de dois alas, Ricardo Luz e Marlon, que muitas vezes se transformavam em atacantes.

Nada restou daquele sistema, embora Bonamigo tenha continuado a acreditar, tanto que se manteve fiel ao 4-3-3. Hoje, nem que tenha vontade, Felipe Conceição pode jogar com três atacantes. Talvez só consiga se Vítor Andrade puder estrear contra o Brusque na quarta-feira.

Por tudo isso, é inócua a queixa da torcida com a pífia produção de gols do time. Não dá para fazer milagres, ainda mais numa competição dura, parelha e nivelada como a Série B. As escolhas de jogadores, algumas desastrosas, empurraram o Remo para a lanterna da competição.

Fora dos gramados, a gestão de Fábio Bentes é quase perfeita. Corrigiu erros acumulados, resgatou o estádio Baenão, botou as finanças em ordem, comprou o CT. No quesito campo/bola, porém, as coisas não vão bem.

Os problemas não começaram agora. O Parazão, campo de testes para a Série B, foi muito mal utilizado e ainda rendeu um desgaste de graves proporções: a surpreendente perda do título, que nas circunstâncias era considerado obrigatório.

Muitas contratações ocorreram com o Estadual em andamento, mas os critérios falharam quanto à confiabilidade física dos jogadores contratados para a disputa da Série B. A quantidade de lesionados supera a média das demais equipes da competição e responde neste momento pelo principal problema do Remo para se estabilizar na disputa.

Bola na Torre

O programa começa às 21h, na RBATV, sob o comando de Guilherme Guerreiro. Participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, os jogos dos times paraenses nas Séries B, C e D. A edição é de Lourdes Cézar.

A nova Itália contra a Inglaterra velha de guerra

A Itália de Insigne, Chiesa, Chielini e Jorginho, dirigida por Roberto Mancini, é uma saudável lufada de ar renovado no futebol europeu. Depois de décadas cultivando um estilo marcador e pouco atraente, recheado de grandes zagueiros e volantes, mas carecendo de craques de frente, a Azzurra aproveitou a folga na Copa de 2018 para se reinventar.

Do outro lado, uma Inglaterra também diferente quanto a individualidades. Sterling é quase um sul-americano na maneira de fintar e tocar na bola. Copiou até a malandragem na hora de cavar pênaltis. Harry Kane, porém, é a personificação dos centroavantes clássicos. De bom chute, movimentação mediana e forte presença de área.

Pelos ataques, muitos gols e configurações de jogo coletivo, as duas seleções representam bem o que foi esta espetacular Eurocopa.

Direto do Twitter

“Não aguento nem olhar pruma camisa amarela, imagine uma com o Neymaracutaia dentro?”.

Miguel Baia Bargas

Copa América coleciona abusos até o jogo final

A liberação de 10% da capacidade do Maracanã para um público formado por convidados da Conmebol foi mais uma entre tantas aberrações da Cova América, entre as quais sua própria realização. Felizmente, o zicado torneio chegou ao fim na noite deste sábado (10) com o jogo entre Brasil e Argentina – não sei o resultado porque a coluna fecha na sexta à noite.

Segundo decisão da Prefeitura do Rio, não haveria venda de ingressos, apenas permissão para que convidados e aspones da Conmebol pudessem ver o clássico de perto. Tudo potoca. Na final da Libertadores foi assim também e o que se viu foi uma tremenda fuzarca, com mais de 15 mil pessoas aglomeradas em único setor do Maracanã. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 11)

Canarinhos

Por Leandro Fortes – em Jornalistas pela Democracia

Lembrei de como me eram tristes as derrotas do Brasil, a Copa de 1982, aquele pênalti perdido por Zico, em 1986, o piripaque de Ronaldo, em 1998.

Mas desde aquele 7 x 1 contra a Alemanha, em 2014, quando a camisa amarela se anunciava como símbolo do fascismo tupiniquim e o futebol já era um ambiente de mercenários, nem dúvidas tenho mais.

Não suporto mais nem ver essa gente, quanto mais torcer por ela.

Não saí comemorando a vitória da Argentina, também nunca nutri nenhuma admiração por esse bando de catimbeiros.

Mas achei bom, sem nenhum rancor em especial, ver essa seleção de merda, apática, distante do povo e da memória do futebol brasileiro, sair derrotada e humilhada dessa copa bancada por um genocida cercado de facínoras.

Desejo, do fundo do coração, que morram abraçados, no esgoto da História.