Re-Pa: dias e horários de venda de ingressos

Os ingressos para o Re-Pa que abre a decisão do turno, no próximo domingo (24), começarão a ser vendidos na quinta-feira (21), nos estádios da Curuzu, Baenão, sede da FPF e sedes de Remo e Paissandu. Na sexta, começarão a ser vendidos nas farmácias da rede Big Ben. No domingo, os ingressos serão vendidos até meio-dia na Curuzu e na sede do PSC, em Nazaré. O preço foi definido em R$ 25,00 para arquibancada e R$ 60,00 para cadeira lateral A ou lateral B. A distribuição de gratuidades será no sábado, a partir das 9h, nos estádios da Curuzu e Baenão, juntamente com a venda de meia-entrada (R$ 12,00) para estudantes.
Os ingressos para compradores de camarotes e para patrocinadores/colaboradores do Paissandu serão entregues na sexta-feira, a partir das 9h, na secretaria da Curuzu. No mesmo horário, acontecerá a venda e distribuição de ingressos para associados do Plano Fiel Torcedor, Superpapão e Papão Vip na sede social do clube.
Valor do ingresso do Plano Fiel Torcedor estipulado em R$ 12,00.

Carga de ingressos disponibilizados para venda: 
32.200 – arquibancada

700 – arquibancada Superpapão
340 – cadeira central Remo
420 – cadeira central Paissandu
2.150 – cadeira lateral A
2.150 – cadeira lateral B
1.290 – meia-entrada/estudante
140 – camarotes

Total da carga para venda – 39.390 ingressos

Ingressos não disponibilizados para venda (gratuidades):
160 – tribuna A
160 – tribuna B
140 – camarotes
1.125 – idosos
485 – PNE
140 – menores
320 – PM
100 – Bombeiros
40 – IAJEX PA
Total de gratuidades – 2.610 

Carga total – 42.000 ingressos (39.390 para venda + 2.610 gratuidades)

Meus filhos, meus bens

Por Rosely Sayão

Uma leitora me contou que tem o hábito de assistir a novelas, mesmo sem gostar muito, porque as considera um passatempo bom para relaxar do estresse do trabalho. Depois de jantar com o filho de seis anos e colocá-lo para dormir, essa mãe tem o costume de sentar-se em frente à TV e acompanhar o desenrolar das tramas da novela das nove. As cenas da ficção que a afetaram violentamente foram as relacionadas à história de um casal recém-separado que briga pela guarda da filha.

O que deixou nossa leitora muito perturbada foi ter se dado conta de que ela mesma tem vivido essa história e ainda não havia percebido: só percebeu depois de se envolver e de se identificar com os personagens. Essa mulher separou-se recentemente do pai de seu filho e, desde o rompimento do casamento, está enfrentando uma situação muito semelhante à que viu na novela. Ela e o pai do menino têm brigado, inclusive na Justiça, para obter a guarda do menino e, ao mesmo tempo, impedir que o outro desfrute da companhia da criança.

O que ela não havia pensado até então, e foi ao assistir a algumas cenas da novela é que passou a refletir a respeito, é que tudo o que tem feito pode estar prejudicando o seu filho. E é esse o tema de nossa conversa de hoje.

Casamentos, divórcios e recasamentos são acontecimentos cada vez mais comuns no tempo em que vivemos. No século 21, esses fatos não causam espanto. As novas famílias resultantes dessas uniões e desuniões fazem parte do nosso cotidiano.

Mas há ainda um número muito grande de ex-casais que, à semelhança de nossa leitora e dos personagens da novela, ainda usam o filho como um instrumento para atingir o ex-parceiro. Por que será que isso ocorre? Talvez o fato de o filho, hoje, ser considerado um bem leve o ex-casal a disputar a posse dele. Crianças e adolescentes passam, então, a ocupar o mesmo lugar que as coisas materiais ocupam após a dissolução conturbada de um casamento.

Longas batalhas judiciais são travadas para que cada uma das partes sinta que não saiu perdendo muito após o rompimento, não é verdade? Mas os filhos sofrem com isso porque, primeiramente, nada podem fazer para sair da situação criada por seus pais. E quando tal situação ocorre, certamente eles é que saem perdendo.

Eles perdem a confiança em um dos pais ou em ambos e perdem também a segurança e a proteção de que tanto precisam. Os filhos são levados a assumir a defesa de um dos lados e perdem, principalmente, um direito que ninguém deveria poder tirar deles: o de crescer em companhia de seus pais, mesmo que eles não estejam mais juntos.

Quem tem filhos precisa saber que assumiu um compromisso para o resto da vida. Seu casamento pode terminar, mas o vínculo com a mãe ou o pai de seus filhos não deveria terminar nunca. Além disso, é importante lembrar, também, que um filho não é um bem sobre o qual se pode obter a posse.

Parece que as crianças que nascem no mundo da diversidade têm se adaptado muito bem às mudanças pelas quais a família vem passando. Mas assistir aos pais brigando pela sua guarda não pode fazer bem a elas. Os mais novos precisam de nossos cuidados e, para honrar esse compromisso assumido, os pais precisam, de qualquer maneira, agir com maturidade.

História, sorte e acaso

Por Tostão

No futebol, pelas inúmeras possibilidades de explicar os fatos, a história é, com frequência, mal contada e/ou distorcida. A versão que fica não costuma ser a mais correta, e sim a mais interessante, a que dá mais audiência. Além disso, nossas lembranças afetivas, das quais não temos nenhuma dúvida, estão mais próximas de nossas imaginações e desejos do que da realidade. O ser humano mente muito, com ou sem intenção.

Uma partida de futebol contém várias controvérsias e inverdades. Apesar de Ronaldinho dizer mil vezes que o primeiro gol contra o São Paulo foi por sorte –prefiro dizer acaso–, que ele estava com sede e que foi pedir água a Rogério Ceni, muitos insistem que tudo foi planejado pelo mágico Cuca, e/ou que o gol foi resultado da malandragem e da experiência de Ronaldinho.

Ronaldinho estava livre, dentro da área, por acaso, por ter sede. Aí, ele e Marcos Rocha (avisado por Tardelli, como mostra a imagem), perceberam rapidamente o lance, facilitados pela distração dos jogadores do São Paulo.

Acaso é diferente de sorte. Diz o Aurélio: “Acaso é o conjunto de pequenas causas independentes entre si, que se prendem a leis ignoradas ou mal conhecidas, e que determinam um acontecimento qualquer”.

Muitas partidas são decididas pelos detalhes técnicos, táticos, físicos, emocionais e pelo imponderável. Ignorar a importância do acaso, no futebol e em nossas vidas, é uma postura prepotente, tecnicista.

Independentemente das razões, Ronaldinho brilhou contra o São Paulo. Cada dia mais, acredito que ele vai ser destaque no Atlético-MG por um bom tempo, e cada dia menos, acredito que ele vai brilhar, com regularidade, na seleção. É óbvio que seleção e clube são diferentes. Mas, no momento atual, isso é mais marcante. Não dá para transportar para a seleção o Independência, a torcida fanática do Atlético e muito menos a maneira sufocante de o time jogar nesse estádio. Não dá também para transportar para a seleção o show individual de Neymar no Santos, desvinculado do jogo coletivo. Mesmo assim, ele é excepcional e a grande esperança.

Há muitos chavões e lendas sobre a história do futebol brasileiro. Esse assunto é interminável.

Tenho admiração pelos comentários de Mauro Cezar Pereira, concordo que Ganso não teve vibração ao desistir de tentar desarmar Ronaldinho no segundo gol, mas discordo quando ele diz que Ganso se parece com um jogador do passado. Havia, antigamente, como hoje, jogadores de todos os estilos e de todos os níveis técnicos.

Gerson, pelo posicionamento, Piazza, pela antecipação, Zé Carlos (ex-Cruzeiro e Guarani), pela técnica e força física na disputa da bola, e outros armadores estão entre os melhores marcadores da história do futebol brasileiro, incluindo os de hoje.

Qual a verdadeira face do Leão?

Por Gerson Nogueira

Qual é exatamente o Remo que vai disputar as finais do turno? O time competitivo, treinado para o contra-ataque, mas inegavelmente cauteloso e dado a retrancas, que se apresentou ao longo de toda a fase classificatória? Ou a equipe organizada no meio-de-campo e forte nas saídas para o ataque, vista pela primeira vez na partida de volta das semifinais contra o PFC, anteontem?

bol_ter_190213_11.psEsta é a grande dúvida que ronda o torcedor azulino a esta altura do pagode, na semana que antecede a decisão do turno. Pelo que se observa do técnico Flávio Araújo, seu perfil é conservador quanto à formulação de jogo. Prefere não perder a vencer correndo riscos. Defende-se quase sempre com mais de seis jogadores e costuma atacar com dois ou três – e olhe lá.

É, porém, um catalizador e tem conseguido extrair de seus atletas o máximo de doação em campo. Algumas das mais importantes vitórias do Remo no primeiro turno têm a ver exatamente com essa capacidade de o time suar a camisa do começo ao fim.

Impressiona também a formação de um ambiente de união, sem vaidades afloradas e com plena aceitação de suas decisões. Pode-se dizer, a partir do próprio estilo do técnico, que o elenco do Remo tem pelo menos 22 titulares, que se revezam de acordo com condições físicas e nível técnico.

O ataque, por exemplo, dispõe de quatro jogadores, que se submetem a um constante rodízio. Sem protestos. Fábio Paulista é o mais utilizado, mas os demais – Val Barreto, Leandro Cearense e Branco – são acionados regularmente.

Ficou provado, porém, que a campanha invicta teve um ponto fraco. O time raramente conseguiu ter domínio sobre os adversários. Para desespero do torcedor, Araújo esticou a corda até onde foi possível, mantendo o esquema quase suicida de recuar para sair em contra-ataques.

A exceção foi o jogo de domingo, quando o Remo finalmente se lançou à frente sem cair no aleijão de esperar a iniciativa do oponente. Isso foi possível porque a equipe contou pela primeira vez com dois alas de fato – Válber e Berg – e dois volantes, Jonathan e Gerônimo, que sabem passar e se movimentam bastante.

Apesar da pressão ofensiva, a vitória custou a se concretizar. Saltou aos olhos, principalmente do torcedor, a evolução do time. Foi a apresentação mais convincente, como se o Remo tivesse reservado seu traje de gala para a última sessão.

Ocorre que o adversário agora é outro e é improvável que Araújo se lance em busca do gol como fez contra o acuado PFC. No primeiro embate com Lecheva, saiu vitorioso justamente por ter se mantido em espera, só atacando nas boas. A questão é: manterá a proposta anterior ou abandonará a cautela para prestigiar o esquema solto e agressivo do último jogo? Aposto na primeira alternativa.

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Para pôr ordem na casa

Enquanto os dirigentes surpreendem com a importação de árbitros da Fifa, autoridades da área de segurança pública, promotores do Ministério Público e representantes da Justiça, Federação Paraense de Futebol, clubes e imprensa estão empenhados em acertar os ponteiros para evitar que os dois clássicos decisivos repitam as arruaças e transtornos verificados no primeiro da temporada.

Vejo como medida fundamental o funcionamento do Juizado Especial do Torcedor, que pode inaugurar um novo tempo em relação aos bárbaros dos estádios paraenses. Se funcionarem de verdade, será dado um grande passo para coibir a impunidade, que é prima-irmã dos abusos praticados pelos falsos torcedores.

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Na rota da transparência

O primeiro balancete a gente nunca esquece. O presidente do Paissandu, Vandick Lima, cumpriu o prometido em campanha e divulgou os números de seu primeiro mês de gestão. A receita chegou a R$ 1.133.446,68 e a despesa totalizou R$ 991.052,44, resultando num superávit de R$ 142.394,24.

Belo resultado para o começo dos trabalhos e, acima de tudo, gesto dos mais expressivos quanto à transparência administrativa. Parabéns.

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Oratório em mãos paraenses

O paraense André Tabosa vai comandar o Oratório de Macapá na Copa do Brasil e enfrenta o Goiás, no dia 10 de abril, pela primeira fase da competição. A curiosidade é que, no Curso de Qualificação de Treinadores Nível 3, realizado pela CBF na Granja Comary, o técnico Ênderson Moreira (do Goiás) foi o instrutor de Tabosa. Agora, aluno e professor têm a chance de um duelo em campo.

Em contato com o Fluminense, Tabosa tenta conseguir atletas sub-20 por empréstimo. Busca um acordo parecido com o América-MG e negocia com as diretorias de Remo e Paissandu a cessão de jogadores em disponibilidade. Na Curuzu, o alvo é um goleiro. No Baenão, o interesse é pelo centroavante Jaime.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 19)