Volante critica o “superestimado” Neymar

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Com fama de bad boy por suas entradas violentas e atos de indisciplina, o meio campista Joey Barton segue criando polêmicas. Atualmente no Olympique de Marselha após deixar o Queens Park Rangers, o volante aproveitou a folga de seu clube para torcer pela Inglaterra contra o Brasil e disparou contra o grande astro da seleção brasileira: Neymar. Em seu perfil oficial no Twitter, palco de inúmeras discussões ao longa de sua carreira, Barton se mostrou decepcionado com a atuação do craque do Santos na vitória dos ingleses por 2 a 1. Para ele, o camisa 11 ainda está muito distante do argentino Lionel Messi e do português Cristiano Ronaldo.

“Esse garoto Neymar é massivamente superestimado. Não anda na mesma rua de Messi ou Ronaldo”, afirmou o inglês, que ainda criticou os altos valores estipulados para a possível transferência do santista para o futebol europeu. “Eu não pagaria essas 40 ou 50 milhões de libras (R$ 124,7 milhões ou R$ 156 milhões) para contratar Neymar. Sem chances”. Mais tarde, Barton também se voltou contra as orações feitas pelos jogadores durante o amistoso. Para o volante, se atletas cristãos podem manifestar sua fé dentro do gramado, adeptos do satanismo também poderiam sacrificar animais em campo. (Da ESPN)

Um longo e tortuoso caminho

Por Gerson Nogueira

Todo mundo sabia que o time não tem entrosamento e nem jogadas criativas. Não houve tempo para treinos, jogadores se reuniram no hotel e Felipão no máximo conseguiu apenas conversar com os convocados. O futebol de hoje, com seus múltiplos interesses em relação aos melhores de cada país, não permite que as seleções se preparem adequadamente.
Mas, apesar dessa consciência, esperava-se mais da Seleção Brasileira – sempre se espera mais dos pentacampeões do mundo. Ainda mais atuando contra a Inglaterra, que há muito tempo é força secundária na Europa, atrás de Espanha e Alemanha. No fundo, acredita-se ingenuamente na mística do futebol moleque, capaz de se impor apenas pela ginga.
bol_qui_070213_11.psA realidade, porém, está bem aí, a cobrar seu preço. Por mais que se queira culpar o técnico (como se fazia com Mano Menezes), é preciso ter em mente que o equilíbrio de forças não é mais o mesmo. Mesmo contra a instável Inglaterra, que anda apavorada com o risco de não se classificar para a Copa de 2014, o time se revelou um poço de insegurança.
É normal que até jogadores experientes fiquem nervosos com a estreia de um novo técnico. É também absolutamente natural que, sem fazer treinos coletivos na quantidade mínima desejável, surjam indecisões na hora de um lançamento ou de infiltração na área inimiga. Todos esses aspectos devem ser contabilizados em favor da nova Seleção.
Ocorre que, independentemente do estágio atual, o calendário não perdoa: daqui a pouco mais de um ano, o Brasil terá que entrar em campo com uma seleção capaz de representá-lo – e ganhar a Copa. Não passa pela cabeça de ninguém reviver a tragédia do Maracanazo. Felipão sabe dessa premissa e deve estar preocupado com o pouco tempo de que dispõe.
Fica claro que os jogadores que precisou catar aqui e ali não são os que sonhava ter. Viu-se obrigado a insistir com Ronaldinho Gaúcho, caso quase perdido, que ontem evidenciou que seus tempos de fazer chover já passaram. Tornou-se um mero armandinho – como se dizia nos anos 60 – como tantos outros existentes no mundo, longe daquele craque diferenciado, de amplos e exuberantes recursos, que encantava no Barcelona de 2003 a 2006. Faz alguma ferida ainda nos jogos meia-boca do Campeonato Brasileiro. Mas, diante da dura marcação europeia, revela o verdadeiro nível a que desceu.
Refiro-me inicialmente ao Gaúcho porque foi o escolhido por Felipão para ser o referencial da Seleção. Duvido que, depois da derrota em Wembley, o técnico siga pensando assim. Como também não deve contar com Kaká, um renegado que prolonga sua estada no Real Madri. É improvável que assuma as rédeas da equipe, como Rivaldo e Ronaldo Fenômeno em 2002. A verdade nua e crua é que não existe hoje um jogador no Brasil com tal perfil.
Nem mesmo o jovem craque Neymar, cuja inexperiência em relação ao embate com defesas cascudas salta aos olhos. Diante dos ingleses, o atacante santista mostrou-se tímido, incapaz de fazer as traquinagens que apronta contra Botafogo de Ribeirão ou Atlético Sorocaba. Nesses momentos, dá para entender Ronaldo, que aconselhou Neymar a ganhar experiência no Velho Continente.
Só um sujeito parecia destemido e consciente do papel que um atacante moderno deve ter. Fred correu pela faixa de campo que lhe cabia e disparou chutes que os outros avantes (Luís Fabiano, Neymar) refugaram. Não apenas pelo gol, mas pelo desembaraço, foi um dos poucos a deixar o estádio de cabeça erguida.
O outro destaque foi Júlio César, que defendeu um punhado de bolas dificílimas. Mas, ao contrário do artilheiro, a glória do goleiro acentua a fragilidade do time, cuja defesa mostrou-se opaca, quase sempre bambeando diante das rápidas triangulações inglesas.
O panorama foi pior ainda pelo lado esquerdo, onde Adriano levou um baile do ponta-direita (sim, os europeus ainda apreciam a posição que Garrincha elevou aos píncaros da glória) Walcott. Os desajustes da defesa, porém, são bem menores que as incertezas no meio-campo e ataque. Felipão está com um tremendo abacaxi nas mãos.
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Batalhas na super rodada

Duas disputas agitam a sétima rodada do turno do Parazão, hoje à noite. Na parte de cima, a batalha é pelo primeiro lugar. O líder Remo, repleto de volantes, vai a Marabá defender sua condição contra um Águia desesperado e escalado num 4-3-3 que não esconde a ofensividade. Em caso de derrota azulina, o Paissandu precisa bater o Santa Cruz para assumir a ponta. Na Curuzu, Lecheva repete o time de domingo, prestigiando o garoto Djalma.
No outro extremo da tabela, Águia, Santa Cruz e PFC lutam para ir às semifinais. O time de Paragominas está na dianteira e enfrenta o pior time da competição, a Tuna, que tenta recomeçar do zero, agora com Cacaio. Creio que o PFC fica com a vaga.
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Promessa ou enganação?

Rápido e abusado, o franzino Rafinha encanta os flamenguistas a ponto de alguns já falarem até em Seleção. Em meio à crise que assola o país da bola, qualquer jovem talento torna-se logo esperança para 2014. A cada gol marcado no Campeonato Carioca, cresce o entusiasmo da massa rubro-negra. Pelos dribles, lembra Sávio, um projeto de craque que se perdeu pelo caminho, apesar das grandes chances que teve.
O perigo é terminar vítima de tanta expectativa, como Adrian e Mateus, protagonistas de retumbante fiasco na Seleção sub-20. O mais recomendável, pelo bem do próprio Rafinha, é ter muita calma nessa hora.
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Uma lenda faz aniversário

Romualdo Sena, o “Sarará”, festeja hoje 85 anos de idade. Para os mais novos, vale dizer que ele é um dos grandes goleiros do futebol paraense em todos os tempos. Em 1955, foi supercampeão, invicto, pela Tuna, sendo eleito o guardião menos vazado daquele campeonato. Parabéns.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 07)

O passado é uma parada…

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Uma das mais celebradas formações do Escrete do Rádio, no final dos anos 70 (apesar de a legenda citar anos 80). De pé: Asas, Agripino Furtado, Maurício, Bira , Sérgio Noronha, Beraldo Francês e Álvaro Nascimento (já falecido). Agachados: Cláudio Guimarães, Gilberto Nogueira, Tomazão, Carlos Castilho e Mário Sales.