A terceira mulher mais poderosa do mundo

A presidente da República, Dilma Rousseff, manteve a 3ª posição no ranking da revista Forbes das mulheres mais poderosas do mundo, divulgado nesta quarta-feira. Pelo segundo ano consecutivo, ela ficou atrás somente da chanceler alemã, Angela Mekel, e da secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton. A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, que liderou a lista em 2010, ficou em 7º lugar, e diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, em 8º.

Veja aqui o ranking completo das 100 mulheres mais poderosas do mundo.

“Essas mulheres de poder exercem influência de formas muito diferentes e para fins muito diferentes, e todas com impactos muito diferentes sobre a comunidade global”, disse a presidente e editora da ForbesWoman, Moira Forbes. A Forbes destaca que Dilma chega “ambiciosa” à metade de seu primeiro mandato, lançando dois programas agressivos para reverter o encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB).

O primeiro, Brasil sem Miséria, pretende erradicar a pobreza extrema e aumentar o acesso a educação, assistência médica e serviços de saneamento aos necessitados até 2014. O segundo, Brasil Melhor, não é mencionado pelo nome. A revista explica apenas que é “focado no crescimento dos negócios e em inovação, incluindo tarifas protecionistas para importações, subsídios para exportações e o incentivo a micro e pequenos negócios. A revista cita ainda que uma pesquisa feita em junho colocou Dilma com 77% de aprovação. Segundo a revista, “prevê-se que ela conquistará um segundo mandato de quatro anos em 2014”. (De O Globo) 

São Paulo faz oferta recorde por Ganso

Por Paulo Vinícius Coelho

O São Paulo ofereceu ao Santos perto de R$ 11 milhões pelos 45% do contrato que pertencem ao clube da Vila Belmiro. Mas a compra dos direitos de Ganso será dos 100% do contrato, se for efetivada. A oferta são-paulina paga o percentual santista e também os 55% que pertencem ao grupo Sonda e significará a maior transferência do futebol brasileiro, se for efetivada: 9 milhões de euros (perto de R$ 23 milhões).
A maior compra de um jogador por um clube brasileiro foi feita pelo Atlético Mineiro ao adquirir o centroavante André,  do Dinamo de Kiev, por 8 milhões de euros (em torno de 19 milhões de reais). Há um ingrediente que torna mais provável o negócio de Ganso entre Santos e São Paulo. A multa de rescisão para clubes brasileiros é de R$ 53 milhões. Desses, 45% (R$ 23,8 milhões), cabem ao Santos. Mas a partir de fevereiro, esse valor cai para R$ 35 milhões. Nessa época, o Santos terá direito aos mesmos 45%, que representarão R$ 16 milhões.
O Santos não faz mais questão absoluta de manter seu camisa 10 na Vila. Por isso, conversou com o grupo Sonda para levá-lo para o Internacional, mês passado. Por isso, conversa com o São Paulo neste momento. Mas a direção santista não gostou do valor oferecido pelo clube do Morumbi. Julgou baixo.
É possível que o São Paulo suba um pouco a oferta. Talvez R$ 12 milhões, talvez R$ 13 milhões… Ao Santos, cabe saber se mantém o jogador, sem que o clube esteja feliz com Ganso — e a recíproca sendo verdadeira. Ou se topa um valor abaixo dos R$ 16 milhões a que terá direito em fevereiro. Desta vez, é possível que Ganso saia do Santos. Nesse caso, será o maíor negócio da história do futebol brasileiro: 9 milhões de euros por 100% do contrato.

Multa rescisória de Ganso despenca em fevereiro

Do Blog do Perrone

Se o Santos mantiver a decisão de liberar Ganso apenas pela multa rescisória, o meia ficará cerca de R$ 4,8 milhões mais barato a partir de fevereiro. Esse cálculo leva em conta só a parte do time do litoral (45%). A DIS aceita negociar sua fatia por um valor inferior ao da cláusula penal. De acordo com Lei Pelé, a multa sofre descontos anuais. No segundo mês de 2013, após o terceiro ano de contrato, a redução será de 40% em relação à quantia inicial. Hoje, a parte santista na cláusula penal vale R$ 23,8 milhões. No começo do ano que vem ela cai para aproximadamente de R$ 19 milhões.

Outro efeito que será sentido pelo Santos se Ganso ficar, será conviver com o desejo do meia de receber um aumento. No Morumbi, ele tem uma oferta para ganhar por volta R$ 300 mil mensais, o dobro do que embolsa hoje. Nesse cenário, a previsão é de mais desgaste no relacionamento entre clube e atleta. Recentemente, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro disse em reunião do Conselho Deliberativo que Ganso não queria mais vestir a camisa do time.

O jogador não gostou da declaração do presidente. Quem convive com o meia diz que ele se sente sempre desvalorizado pela diretoria. Mas quando aparece um clube interessado, o Santos declara não desejar se desfazer dele. O São Paulo sentiu essa contradição na pele ao ver o Santos recusar R$ 10,7 milhões por sua parte nos direitos de Ganso. A imediata recusa por parte do presidente santista pode ser interpretada de três formas: desejo de ficar com Ganso apesar dos problemas, estratégia de negociação ou preocupação com os efeitos políticos que a venda para um rival pode provocar.

Do lado são-paulino, se o negócio não der certo, Juvenal Juvêncio perderá a chance de reforçar a equipe, de responder a torcedores e conselheiros que o criticam e de quebrar novo recorde. Depois de fechar a venda mais cara de um brasileiro para o exterior (Lucas), comprar os 100% de Ganso por mais de R$ 20 milhões representaria a maior negociação entre times do Brasil.

Pelo Corinthians, CBF troca comissão de arbitragem

Em substituição a Sérgio Corrêa, a CBF oficializou hoje Aristeu Tavares como novo presidente Comissão Arbitragem. Terá como diretores Antonio Pereira e Dionisio Domingos. Junto com Corrêa, caiu o ex-árbitro Manuel Serapião Filho. Segundo especulações, a mudança no comando da comissão teria a ver com pressões de dirigentes corintianos depois do erro do bandeirinha no clássico Santos x Corinthians do último domingo.

Atacante pode fazer Mixto perder 24 pontos

Um novo abacaxi ameaça melar a Série D. O jogador Nonato, do Mixto, teria sido inscrito irregularmente na competição. Caso a denúncia seja confirmada junto ao STJD, o Mixto poderá perder os 24 pontos que disputou, abrindo espaço para um outro clube  (o Santos do Amapá) ocupar a segunda posição na chave. O veterano atacante, de 33 anos, realizou três transferências na temporada e não poderia atuar pelo Mixto. Neste ano, ele já defendeu Rio Verde-GO, Goiânia-GO e Gurupi-TO, antes de chegar ao clube de Cuiabá. Ex-ídolo do Bahia, Nonato é paraense de nascimento. No Mixto, participou de cinco jogos pela Série D – nas vitórias sobre Araguaína-TO por 2 a 1 (4ª rodada) e Comercial-PI (8ª rodada), além dos empates contra Santos por 1 a 1 (5ª rodada) e por 2 a 2 (7ª rodada) e com o Araguaína por 1 a 1 (6ª rodada). (Com informações da Agência Futebol Interior)

Série D: Remo x Vilhena jogam na quarta-feira, 29

Em atenção a um pedido formulado pela Federação Paraense de Futebol e pelo Clube do Remo, a CBF anunciou na tarde desta quarta-feira a transferência da última rodada da fase inicial da Série D para quarta-feira, 29. Com isso, o jogo Remo x Vilhena será realizado nessa data, às 20h30, no estádio Mangueirão. Ao mesmo tempo, a partida atrasada entre Vilhena x Atlético-AC acontecerá domingo, 26, às 16h. Pela programação anterior, o jogo atrasado seria realizado depois da última rodada, ferindo o artigo 28 do regulamento da competição, que estabelece o mesmo dia e horário para jogos decisivos de fases e turnos da Série D.

A Justiça que ninguém entende

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu, nesta terça-feira, 21, liminar em habeas corpus que determina liberdade provisória para Regivaldo Pereira Galvão, condenado pelo Tribunal do Júri de Belém (PA) a 30 anos de prisão pela morte da missionária Dorothy Mae Stang. Segundo o ministro, o alvará de soltura deve ser cumprido “com as cautelas próprias”, caso Regivaldo não esteja preso por outro motivo. Regivaldo está preso em Altamira (PA) desde setembro de 2011, quando se apresentou à polícia.

Marco Aurélio afirmou que a prisão preventiva deve se basear em razões objetivas e concretas, capazes de corresponder às hipóteses que a autorizem. Na decisão, o ministro afirma que, na sentença, “o juízo inviabilizou o recurso em liberdade com base no fato de o Tribunal do Júri haver concluído pela culpa”, determinando a expedição do mandado de prisão. “Deu, a toda evidência, o paciente como culpado, muito embora não houvesse ocorrido a preclusão do veredicto dos jurados”, afirmou.

Até quando esperar?

Com um acordo generoso – cerca de R$ 90 mil por jogo – disfarçado de contrato de risco, Adriano está de volta ao futebol e ao seu Flamengo. Segundo a previsão do departamento médico, o atacante deve voltar aos gramados em dois meses, usando a camisa 10 – que um dia foi de Zico… Tudo no ritmo de Adriano. Isto é, sem muita pressa.

Dois técnicos e algumas lições

Por Gerson Nogueira

As diretorias dos clubes paraenses, cuja gestão oscila sempre entre o amadorismo e a improvisação, vivem a receber puxões de orelha de técnicos mais rodados que por aqui aportam. Nem bem chegou, em sua sexta passagem pelo Paissandu, Givanildo Oliveira já detectou problemas sérios de organização interna, principalmente quanto ao roteiro de viagens na Série C.

Desagradou ao treinador o tempo excessivo (15 horas) da viagem do Paissandu a Salgueiro para o jogo de domingo passado. Soa incompreensível para qualquer um a rota definida para o deslocamento da delegação. Por questões de gerenciamento, a delegação foi obrigada a passar tempo excessivo em trânsito, submetendo os jogadores a uma estressante maratona.

É claro que o cansaço da viagem teve influência no rendimento da equipe no jogo. Atento a esses detalhes extracampo, Givanildo botou o dedo no suspiro e cobrou mais atenção dos dirigentes para problemas que afetam o time. Vindo de um treinador respeitado e experiente, essas cobranças costumam resultar em providências imediatas. Pena que, depois que eles deixam o clube, as mazelas retornam com a mesma intensidade de antes.

No Remo (como no Paissandu, em 2011), Edson Gaúcho distribui lições de economia doméstica e respeito à disciplina. Como o espaço é amplo e a cerca baixa, o treinador já foi visto discutindo minudências técnicas até com o encarregado de aparar a grama do estádio Evandro Almeida.

Convenhamos que Gaúcho não foi contratado para fazer isso e, certamente, preferiria não perder tempo com questões que extrapolem as orientações de praxe aos jogadores em campo. Sua intromissão em outras áreas deve-se à necessidade de dar um mínimo de organização à estrutura do futebol no clube.

No aspecto disciplinar, Gaúcho executa um programa espartano de controle dos horários no Baenão. Instituiu a caixinha para recolher valores das multas por atrasos aos treinos e, com isso, tem agradado os funcionários do clube, mas deixado muito boleiro bicudo com os descontos.

Caso os clubes tivessem gestão responsável e moderna, Givanildo e Gaúcho não teriam motivos para interferir na administração. Num mundo ideal, os técnicos só se preocupariam em treinar, escalar e dirigir os times. No Pará, precisam fazer sua parte e ainda perder um tempo precioso ajeitando outros setores. Que os diretores, que existem às dúzias, aproveitem a oportunidade para aprender a fazer o básico, pelo menos.

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No caderno Bola de ontem, levantamento mostrou que o Remo já trouxe nada menos que nove jogadores exclusivamente para a campanha na Série D. Curiosamente, de todos os contratados, nenhum mereceu até agora a condição de titular indiscutível e absoluto. Além de Ratinho, velho conhecido da torcida remista, o único destaque é o goleiro Gustavo, cedido pela Ponte Preta, que entrou no time ainda no amistoso com o River Plate uruguaio e não saiu mais. Os demais ainda não acertaram o passo.

Meio-de-campo e defesa constituem a maior dor de cabeça de Edson Gaúcho. Para os dois setores foram trazidos Santiago, Marcelão, Ávalos, Márcio Tinga, Ratinho, Laionel, Léo Medeiros, Rudiero e Índio. Léo Medeiros e Santiago já foram até embora e os dois últimos ainda nem estrearam. A dúvida é se a temporada de gastança ainda terá continuidade na segunda fase da competição, caso o Remo se classifique.

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Campeão brasileiro como jogador e técnico pelo Flamengo, o ex-volante Andrade, que treinou o Paissandu na Série C do ano passado, está apostando em – digamos – outro nicho: é candidato a vereador no Rio.

Cansou de esperar por propostas para voltar a dirigir times de futebol e resolveu entrar para o mundo da política, certamente mirando nos exemplos de Romário, Bebeto e Roberto Dinamite, que conseguiram se eleger com votações consagradoras.

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No processo eleitoral do Remo, que já se iniciou, os conselheiros Roberto Macedo e Sérgio Zumero são nomes que começam a ser cogitados para encabeçar chapas. Uma terceira via, porém, é trabalhada em silêncio. Por coincidência, o possível candidato também vem da área médica, como os demais. Pelo andar da carruagem, saúde não será problema na próxima gestão do clube.

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Primeiro na classificação, o Criciúma bateu o Avaí no clássico catarinense de ontem pela Série B e, além do trabalho vitorioso de Paulo Comelli (ex-Remo), chama atenção a excelente fase do atacante Zé Carlos, autor dos dois gols do jogo e líder na tábua de artilheiros. Ambos são diretamente responsáveis pela excepcional performance do Criciúma, que chegou aos 42 pontos na virada dos turnos e desponta como forte candidato ao acesso.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 22)