Vilhena vence e Náutico cai para a lanterna

Em jogo atrasado, o Vilhena (RO) derrotou na tarde desta quarta-feira o Náutico (RR) por 3 a 1, em Vilhena, empurrando a equipe roraimense para a lanterna do grupo A1, pelo saldo de gols. Agora, o grupo tem a seguinte classificação: Remo, 10 pontos; Atlético-AC 7; Vilhena-RO 6; Penarol-AM 6; Náutico-RR 6. A aproximação das equipes entre o segundo e o quinto lugar podem beneficiar o representante paraense na luta para manter a liderança, caso consiga vencer seus compromissos em casa.

Fluminense sofre penhora e atrasa salários

O Fluminense sofreu duro golpe nas contas. O clube teve penhorado pela Justiça o valor de R$ 22 milhões por conta do não recolhimento de INSS e pagamento do FGTS. A dívida, de acordo com a diretoria, foi acumulada durante a gestão do presidente Roberto Horcades, entre 2007 e 2010. Neste montante de R$ 22 milhões estão incluídos os valores pagos pela TV Globo pelos direitos de transmissão dos jogos do Fluminense. Com isso, o time tricolor está sem fluxo de caixa para o pagamento dos salários. Funcionários e todo departamento de futebol estão sem receber, o que deveria ter acontecido no último dia 5.

O presidente Peter Siemsen garante que o clube está trabalhando para o acerto, mas reconhece a gravidade da situação. “Estamos nos esforçando para que isso possa ser resolvido o quanto antes, mas não existe uma data, um prazo. Existe uma tensão no futebol, em todos nós, por conta disso, mas tenho certeza de que vamos resolver tudo. Já entramos com recurso na Justiça. Tenho certeza de que isso não vai abalar o time, estamos falando de poucos dias”, disse. (Da Folha de S. Paulo)

Daniel vai reforçar o Águia na Série C

O volante Daniel foi anunciado nesta quarta-feira como novo reforço do Águia para o Brasileiro da Série C. O jogador volta ao clube, que defendeu em 2010. Após deixar o Águia, ele defendeu o Grêmio Prudente e passou pelo Paissandu no ano passado. Ultimamente, esteve no CRB (AL). Estava há dois meses sem jogar, mas vinha treinando e deve estar pronto para entrar na equipe em duas semanas.

Senado aprova a PEC do Diploma

O plenário do Senado aprovou, na noite desta terça-feira (7), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2009, conhecida como PEC dos Jornalistas. A proposta, aprovada em segundo turno por 60 votos a 4, torna obrigatório o diploma de curso superior de Comunicação Social, habilitação jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista. A matéria agora segue para exame da Câmara dos Deputados. 
Apresentada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a PEC dos Jornalistas acrescenta novo artigo à Constituição, o 220-A, estabelecendo que o exercício da profissão de jornalista é  “privativo do portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação”.
Pelo texto, é mantida a tradicional figura do colaborador, sem vínculo empregatício, e são validados os registros obtidos por profissionais sem diploma, no período anterior à mudança na Constituição prevista pela PEC. A proposta tenta neutralizar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009 que revogou a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. De 1º julho de 2010 a 29 de junho de 2011, foram concedidos 11.877 registros, sendo 7.113 entregues mediante a apresentação do diploma e 4.764 com base na decisão do STF.

CBF mantém Remo x Náutico no Baenão

A CBF não aceitou a transferência do jogo Remo x Náutico para o estádio Mangueirão, como queria a diretoria remista, e o jogo será mesmo realizado no estádio Baenão, domingo, às 16h. Com a decisão, os ingressos passarão a custar R$ 20,00. Com a vitória sobre o Atlético Acreano por 3 a 2, no domingo passado, em Rio Branco, com grande atuação do meia-atacante Reis (foto), o Remo reassumiu a liderança do grupo A1 do Brasileiro da Série D. O resultado empolgou a torcida, que deve lotar as dependências do Baenão. De qualquer forma, a decisão da CBF faz com que o Remo deixe de arrecadar em torno de R$ 350 mil a mais, caso o jogo fosse no Mangueirão. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Brasil cai para 13° lugar no ranking da Fifa

Saiu mais um ranking da Fifa e o Brasil perdeu duas posições, chegando à 13º colocação, sua pior em todos os tempos. No último ranking divulgado, a Seleção comandada por Mano Menezes já se encontrava fora do top-10, pela primeira vez na História, em 11º. Na edição de agosto da lista, mais uma queda. Desta vez, as modestas Rússia e Grécia ultrapassaram o Brasil, que caiu para 13º.

Nas dez primeira colocações, só houve uma mudança, e a campeã mundial e bicampeã seguida europeia Espanha no topo. A Inglaterra subiu uma posição, indo para a 3ª colocação, superando o Uruguai. A edição de agosto também inaugura a participação do Sudão do Sul, a mais nova seleção membro da Fifa. O time estreia em 199º.

Veja abaixo os 13 primeiros colocados do ranking da Fifa:

1 – Espanha 1.605
2 – Alemanha 1.474
3 – Inglaterra 1.294
4 – Uruguai 1.236
5 – Portugal 1.213
6 – Itália 1.192
7 – Argentina 1.098
8 – Holanda 1.053
9 – Croácia 1.050
10 – Dinamarca 1.017
11 – Rússia 1.016
12 – Grécia 1.003
13 – Brasil 991

A volta e a volta do Mr. Paissandu

Por Gerson Nogueira

Givanildo Oliveira vem aí, mas é bom que o Paysandu (aliás, seu presidente) saiba que ele trabalha de um jeito todo particular. Na verdade, todos conhecem bem o estilo dele. De cara, exige organização em todas as áreas e condições propícias para trabalhar. Mais ainda: não é de aceitar interferências.

Foi exatamente assim que conquistou prestígio e confiança da torcida, sendo responsável pelas maiores conquistas do clube nos últimos 25 anos. Seu vitorioso currículo sobreviveu até a passagens menos brilhantes, como as duas últimas, em 2004 e 2008. Pesa, na avaliação do torcedor, seus triunfos: cinco títulos estaduais, Campeonato Brasileiro da Série B em 2001, Copa Norte e Copa dos Campeões em 2002.

A grande vantagem da contratação de Givanildo é, ironicamente, o maior problema. Conhecedor profundo das mazelas do clube, o experiente treinador não aceita conversa mole ou enrolação de dirigentes. De personalidade forte, é o nome certo para tentar salvar o ano bicolor na Série C. Mas, justamente por ter esse temperamento, pode pedir o boné diante da primeira contrariedade.

Roberval Davino, seu antecessor, vinha se ressentindo da ausência do presidente, que continua viajando muito e presidindo pouco. A algumas pessoas, chegou a confidenciar que se sentia incomodado com a falta de uma voz decisória no dia-a-dia do clube.

Todos sabem que, aos 64 anos, Givanildo vai cobrar comprometimento e presença do presidente – ou de algum dirigente que responda pelo clube em sua ausência, coisa que inexiste hoje.

O certo é que, em meio ao entusiasmo que sua vinda provoca naturalmente  em todos os setores do clube, é preciso que o Paissandu esteja preparado para receber Givanildo. Tenho dúvidas quanto a isso, mas espero estar errado desta vez.

A tabela acaba colaborando com essa reentrada do técnico, pois o Paissandu recebe no sábado o lanterna da competição. Apesar do pouquíssimo tempo que Givanildo terá para arrumar as coisas, todo mundo sabe que o Cuiabá é o adversário ideal para o começo da reabilitação, por mais que o time paraense não esteja atravessando grande fase.

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A contratação de um novo técnico normalmente representa o ponto de partida para mudanças. Difícil imaginar que Givanildo continue com alguns dos prediletos de Roberval Davino. Por esse raciocínio, Fabinho, Alex William, Pantico, Marcus Vinícius e Dalton têm boas chances de receber o bilhete azul. Kiros, pernambucano como Givanildo, talvez permaneça.

Quem ganha com isso é obviamente a chamada prata-da-casa, que andou desprestigiada desde que Davino chegou à Curuzu. Héliton, Bartola, Neto, Djalma e Tiago Costa têm bons motivos para sorrir, pois voltam a ter chances reais de entrar no time.

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Um gol de bico, daqueles que até no mundo da pelada costumam provocar piadas, foi um dos três que o Brasil marcou contra a Coréia do Sul na disputa da semifinal, ontem. O autor: Leandro Damião, artilheiro da Seleção no torneio olímpico de futebol. Até o começo do torneio, era um dos jogadores mais questionados, mas, mesmo sem brilho, vem cumprindo sua tarefa básica: fazer gols.

Aliás, o time de Mano Menezes não se destaca especialmente por brilhantismo. Não dá show e raramente encanta. As jogadas são óbvias e apenas Neymar costuma variar o ritmo da música, embora exagerando nas firulas. Esse luxo, porém, perde em importância para a possibilidade de conquista inédita medalha de ouro.

Contra a Coréia do Sul, de surpreendentes atacantes, o Brasil sofreu o diabo nos primeiros 15 minutos. Parecia acuado diante de um futebol sem tradições. Aos poucos, meio aos trancos e barrancos, foi retomando o controle da situação até construir uma vitória folgada.

O México, oponente na grande final de sábado, é um time limitado e que baseia seu jogo na força e na velocidade. O lado bom disso é que o Brasil de Mano joga exatamente sim, com uns quatro ou cinco grandalhões a partir do meio-campo e dois garotos franzinos, Neymar e Oscar, para fazer a bola rolar com mais facilidade. No fim das contas, será uma batalha e tanto, com um leve favoritismo brazuca.

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Como quase todo o povo que acompanha o Círio sabe, não sou lá muito apreciador do vôlei, por razões diversas, nem sempre ligadas à lógica racional. Não curto a estética do esporte, centrado mais em aspectos emocionais do que em fundamentos técnicos. Prefiro sempre o lado mais cerebral do basquete ou a excelência do tênis, por exemplo.

Ontem, dediquei-me a ver o embate entre os times femininos de Brasil e Rússia e confesso que capitulei ao ver a comovente demonstração de resistência, força e talento da equipe nacional. Vítimas, há quatro anos, de frustrante decisão contra as mesmas russas, as brasileiras pareciam caminhar para nova decepção.

No tie-breaker, a sucessão torturante de match points favoráveis à Rússia minou a capacidade e o autocontrole de quem assistia. Imagino a tensão a que as jogadoras estavam submetidas. Mas, com fibra de campeãs, reagiram e não deixaram escapar a chance derradeira. Que jogo.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 08)

O Brasil e as Olimpíadas

Por Edyr Augusto Proença

Muito engraçada a legenda de uma foto postada no Instagram, tirada da televisão, onde o ministro Joaquim Barbosa falava durante o julgamento do mensalão: melhor que as olimpíadas.. Os jogos, que se realizam em Londres, estão sendo transmitidos pela Record, que afrontou a Globo comprando os direitos. As imagens são excelentes, mas as locuções, não. Nossos profissionais se acostumaram a narrar com dose alta de torcida, porque na grande maioria das vezes, trabalham em jogos de vôlei e futebol. Então, induzem o espectador a torcer, acreditar na possibilidade de vitória, que poucas vezes vem. Então damo-nos conta da abissal distância de nosso nível esportivo para as grandes nações do planeta. A entrevista da moça que ganhou a medalha no judô, emocionada, saiu do Piauí, acho, chegou com pouco peso ao centro de treinamento, lutou duramente até a conquista. Os caras do halterofilismo, corrida, tênis de mesa e muitos outros esportes, que não recebem nenhuma atenção, nenhum investimento, que trabalham oito horas seguidas e só depois, usando tênis usados, impróprios, carregando barras de ferro com pesos de cimento, improvisados, de repente vêem-se ali, no ginásio ultra moderno, lotado e com jornalistas brasileiros cobrando resultados. Lutam, dão a vida, não conseguem e nós, aqui, após torcer, resmungamos que eles não são de nada. Passo pelo faxineiro do prédio que olha os últimos momentos da vitória japonesa sobre as meninas brasileiras no futebol. Está revoltado pela derrota, justamente para o Japão! Não interessa se as moças nem tem onde jogar e quando jogam é em campos esburacados, sem nenhuma atenção, à exceção de Marta que foi fazer sua vida na Europa.
E fico pensando nas Olimpíadas no Brasil. Em quatro anos não faremos nenhuma revolução aqui. A geração que chegaria a disputar as medalhas e assim justificar os investimentos feitos, já deveria estar trabalhando há pelo menos quatro anos e isso não foi feito. Pior, estaremos submetendo esses atletas a uma pressão terrível, feita pela família, vizinhos, todo mundo, a tentar vitórias impossíveis. E serão xingados, vaiados, pois temos a mania de achar que vamos vencer tudo, que brasileiro não desiste nunca. Sinceramente, acho até perigoso realizar os jogos no Brasil. Não temos culpa de nada. Ou temos, toda a culpa, por votar em quem não devemos votar.