Onde está o craque que desequilibra?

Por Ricardo Perrone

Desde que assumiu a CBF, José Maria Marin foi aconselhado por seus colaboradores a se livrar de Mano Menezes com mais rapidez do que os mexicanos ao abrirem o placar na final olímpica. No entanto, ouviu sugestões para esperar um momento de revolta popular para anunciar a demissão. E o momento chegou. A perda do ouro olímpico é a bala de prata para a CBF eliminar Mano. Porém, Marin está numa saia justa. Elogiou a seleção e seu treinador durante toda a campanha nos Jogos Olímpicos. Vai ficar feio se demitir Mano agora para trazer Muricy Ramalho ou Felipão. São os dois nomes estudados.

Definir quem vai ser o treinador do time nacional em 2014 não é o maior motivo de preocupação que a derrota em Londres deixa para os comandantes do futebol brasileiro. Se não estão, eles deveriam estar mais preocupados com Neymar. O craque foi um gigante até as semifinais. Na final,  acordou no segundo tempo, mas não foi letal. Foi tão comum a ponto de isolar a bola aos 13 minutos do segundo tempo como qualquer outro faria.

Não se pode jogar nele a culpa pela derrota. Mas o que se espera de um atleta de seu nível é que desequilibre quando o time não vai bem. E ele não fez isso. Como não fez na final do Mundial de Clubes da Fifa, pelo Santos, contra o Barcelona. Também não foi capaz de fazer seu time passar pelo Corinthians na Libertadores. Mano ou quem for o treinador em 2014 precisa descobrir o que acontece. Não parece coincidência. Na Copa, muito mais do que contra os mexicanos , o Brasil vai precisar do Neymar que desequilibra. E ter no banco um técnico que dê conta do recado é mais fácil do que achar um jogador capaz de salvar o time num dia ruim.

Perda da medalha mexe com o futuro da Seleção

Há males (e malas…) que vêm para o bem. Com a perda do ouro olímpico, o Brasil será forçado a repensar o sistema de preparação para a Copa do Mundo – que acontece, não esqueçamos, daqui a dois anos. Felipão, que já vinha conversando com a CBF, deve ser confirmado como novo comandante. O jogo deste sábado contra o México evidenciou em cores berrantes todas as fragilidades da Seleção: goleiro inseguro, defesa atrapalhada, meio-de-campo instável e ataque afobado. Reflexos de um comando técnico falho, incapaz de escalar os jogadores certos e empregar as estratégias adequadas. Como manter no banco, até os 36 minutos do segundo tempo, um meia-atacante de recursos, como Lucas? Por que insistir em usar o meio quando o caminho mais curto – e inteligente – são as pontas? Apesar da frustração, cabe observar que a derrota propicia a troca de comando na Seleção. Não deixa de ser uma boa notícia.

Spore Parte 1 – O Começo

Por João Gerson(não gastarei meus dedos teclando toda a minha importância para mortais)

E aí,como vai gente? hora do spore! Mas tem um problema… pode ser que as anotações(as coisas que quero explicar pra vocês) só apareçam se você ver no youtube em si…  bem,aqui está o vídeo em si…

O que acharam?alguma dúvida?e mais uma coisa:VÃO NO SITE DO YOUTUBE E DEÊM JÓINHA!SE NÃO TIVEREM UMA CONTA,CRIEM UMA!LEVA SÓ ALGUNS MINUTOS!SEM RECONHECIMENTO,UMA SÉRIE NÃO CONTINUA,QUALQUER YOUTUBER SABE DISSO!caso queiram saber como ir ver o vídeo  no youtube,cliquem no nome do vídeo ou no botão dizendo “assistir no youtube.com”!

Os bons ventos da mudança

Por Gerson Nogueira

E se, de repente, esse time de Lecheva engrena e faz uma apresentação consagradora? Como ficariam as coisas depois que Givanildo Oliveira assumir? Sim, porque é bem possível que as mudanças anunciadas sejam bem sucedidas. No mínimo, vai ser interessante ver em ação uma equipe formada majoritariamente por jogadores nativos barrados por Roberval Davino. Todos muito a fim de mostrar serviço e provar utilidade.

As entradas de Harisson, Lineker e Héliton devem gerar bons frutos. Todos são habilidosos, têm bom passe e jogam ofensivamente, do jeito que o Paissandu precisa para quebrar o jejum de vitórias. Harisson ainda precisa provar que pode disputar os 90 minutos no mesmo nível, mas os jovens Lineker e Héliton estão em plena forma.

Quando ainda estava no comando, Davino minimizava a importância dos reservas. Costumava dizer, de maneira educada, que alguns jogadores não eram escalados por deficiência técnica. Ao mesmo tempo, tratava de prestigiar seus indicados. Mesmo caindo pelas tabelas, o trio Fabinho-Marcus Vinícius-Kiros dificilmente saía do time.

Nos dois últimos jogos, forçado pelas circunstâncias, barrou Kiros, mas de imediato pediu a contratação de Pantico, sinalizando que não contava com nenhum outro atacante do grupo. Lecheva, que dirigiu o time no segundo turno do Parazão, conhece mais o elenco e aproveita esse jogo como interino para fazer algumas justiças.

Aprecio a inclinação ofensiva do time e a volta ao sistema 4-4-2. Com um meio-de-campo agressivo, o trabalho dos atacantes costuma ser facilitado. Rafael Oliveira, que ensaiou sair e terminou ficando, será o homem de área, auxiliado de perto por Héliton, cuja especialidade é a chegada à linha de fundo.

Do lado visitante, a novidade é Josiel, ex-jogador do Paissandu, que deixou o clube pela porta dos fundos, depois de insultar as mulheres de Belém em declarações postadas nas redes sociais. Por razões óbvias, não deverá ter um minuto de sossego no confronto desta tarde.

————————————————————–

Depois de 24 anos, o Brasil chega novamente à final no torneio olímpico de futebol. Desta vez, com grandes chances de conquistar o ouro. Mais do que uma façanha a ser comemorada, representa uma obrigação do time de Mano Menezes. Por vários motivos. O maior, certamente, é a própria história do escrete. Pentacampeão mundial, o país do futebol não pode mais se esconder atrás do imponderável para justificar os seguidos fracassos nas Olimpíadas.

A outra razão é o alto investimento financeiro. Nenhuma outra modalidade mereceu tanta atenção e verbas do que o futebol. A premiação prometida chega facilmente à casa dos três dígitos para cada jogador. Até mesmo a hospedagem em Londres fica longe da Vila Olímpica, em hotel reservado. Primo rico da delegação, o futebol recebe tratamento diferenciado. Por isso, a cobrança também é diferenciada.

Contra os mexicanos, o Brasil só não pode cair na roubada de considerar que a parada será tranquila. Já faz tempo que o adversário encara os brasileiros de igual para igual, sem demonstrar o mesmo respeito que os emergentes costumam ter pela seleção canarinho.

Deve contribuir ainda mais para o entusiasmo dos mexicanos a recente vitória em amistoso realizado nos Estados Unidos. Na ocasião, o México foi superior e mais organizado. E o Brasil foi representado praticamente pelo mesmo time que Mano Menezes levou a Londres.

————————————————————–

A acachapante vitória da seleção de vôlei masculino sobre a Itália, ontem, deu ao Brasil o direito a fazer sua terceira final olímpica consecutiva. É uma façanha e tanto, digna de reconhecimento. A maneira como a Itália foi dominada não deixa dúvida quanto ao crescimento da equipe de Bernardinho dentro da competição. Amanhã, contra a Rússia, a quem derrotou com facilidade na fase inicial por 3 sets a 0, o Brasil entra carregando um justificado favoritismo.

————————————————————–

Conversa imaginária que podia ter rolado entre Roberval Davino e Givanildo Oliveira sobre o elenco do Paissandu:

Giva: “Davino, meu chapa, me diga como é que tá esse time?”.

Davino: “Rapaz, tá tudo de bom, tu vai pegar uma base boa já montada”.

G: “Legal. Como é que tá de atacante?”.

D: “Olha, tem um baixinho lá que é infernal, o Pikachu. Já ouviu falar? Pois é. Fica de olho nele. Tem outro atacante perigoso, o Potiguar”.

G: “É mesmo? E de volante?”.

D: “Ah, volante tem o Leandrinho, que tá jogando um bolão”.

G: “E de lateral-esquerdo o elenco tá bem servido?”.

D: “Rapaz, pra esquerda tu tem o Régis, que é lateral direito, e o Pablo, que é um zagueirão.. e tem também o Leandrinho, que tá jogando um bolão”.

G: “Bacana, e pra armação?”.

D: “Rapaz, esse é o ponto forte do time. Lá tem o graaannnndee Robinho, que corre o campo todo. Vai pra direita, pra esquerda, pra frente, pra trás. O homem é uma máquina. E tem também o Leandrinho, que tá jogando um bolão”.

G: “E na zaga?”.

D: “Nesse setor tá tudo beleza, tem o Tiago, o Marcus Vinícius e o Sanches. Ah, tem também o Leandrinho, que tá jogando um bolão”.

G: “De goleiro tá bom?”.

D: “Rapaz, esse é o maior problema do time, pois só estamos com o Dalton. Mas se ele se machucar tem o Leandrinho, que tá jogando um bolão…”.

G: “Que beleza, então a gente vai arrebentar”.

(Colaboração postada por Carlos Junior no Blog do Gerson Nogueira)

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste sábado, 11)

A vida digital é parte da vida, não o contrário

Por André Forastieri

Tive umas merecidas férias, das quais infelizmente voltei uma semana atrás. Merecia mais tempo – um ano estava ótimo! Mas valeu cada minuto. Fui sem celular nem notebook. Carreguei guias, aqueles de 600 páginas, pra cima e pra baixo, completamente escangalhados na volta. Não chequei Facebook ou Twitter. Não li jornal ou revista. Desliguei meu e-mail de trabalho. Chequei meu e-mail pessoal uma vez por semana.
Tirei umas fotinhos, com câmara, não smartphone. Foi perfeito. Eu não tenho nada contra tecnologia. Trabalho com isso. Sou fã de ficção científica. Fui diretor da PC Magazine, pô! E porque entendo um pouco dessas paradas, sei que ficar online, como ficar offline, tem hora. As novas gerações talvez discordem. A função delas é discordar mesmo, mas estou certo e os meninos, errados.
Lidar inteligentemente com tecnologia é questão de educação, mas também de disponibilidade. Se você coloca hoje um iPad na frente de um bebê, não pode esperar que dez anos depois ele preste atenção no mundo não-digital, não-interativo, ou mesmo no que você diz.
De volta ao Brasil, avião taxiando, um monte de passageiros sacou os celulares para dizer, gritar, o óbvio: oi mãe-pai-filho-bem, cheguei, vou passar na alfândega e duty free, te ligo quando entrar no táxi. E depois, imagino, quando entrar na marginal, e quando chegar em casa e tirar os sapatos, e quando sair do banho. Um cara manipulava o celular sem parar. Impossível não pensar em um bebê acariciando o pinto.
Minha amiga Márion Strecker tem feito uma série bem interessante na Folha de S. Paulo sobre dependência digital, da qual quer se livrar, mas não muito… os textos são ótimos e estão repercutindo bastante. Porque cada dia aparece uma dependência nova. E porque cada dia aparecem novas razões para você não se desconectar. Inclusive financeiras. O assunto rende em todo lugar.
Hoje na bíblia da economia, o Wall Street Journal. Começa com um causo ilustrativo. Na véspera de sair de férias, a jornalista Jennifer Green, editora de beleza da revista Teen Vogue, avisou seus seguidores no twitters: “Estou oficialmente de férias!”. Nos cinco dias seguintes, ela passeou de carro pelo Estado do Arizona. Neste período ela twittou mais de 120 vezes, fez checkin 15 vezes no Foursquare e postou mais de 30 fotos no Instagram. Quando chegou pela primeira vez na vida no Grand Canyon e viu aquele esplendor todo, a primeira coisa que fez foi tirar uma foto e compartilhar com seus 32.600 seguidores no Twitter. Jennifer é burra. Na minha ausência do mundo digital, ganhei um  monte de seguidores no Twitter e amigos no Facebook.
A vida digital caminha sem a gente. Um dia, inclusive, vamos morrer, e parar de twittar, imagine! Compartilhar tudo com todo mundo equivale a não compartilhar nada com ninguém. A vida digital é parte da vida. Não o contrário.

Artilheiro do país é um ilustre desconhecido

O ASA, que patina nas últimas posições da Série B com 17 pontos, tem o principal goleador do Brasil na temporada: Lúcio Maranhão, que marcou na noite desta sexta-feira o gol da vitória sobre o Guarani por 1 a 0. Foi seu 33º gol no ano. Na contagem, só está atrás de Neto Baiano (38), mas o atacante não atua mais pelo Vitória, pois foi jogar no futebol japonês.