Gaúcho define o Remo para batalha no Acre

Depois do treino coletivo desta quarta-feira, o técnico Edson Gaúcho praticamente definiu o time do Remo para o jogo de sábado (19h) contra o Atlético-AC, em Rio Branco. A novidade é o retorno de Aldivan à lateral-esquerda. A escalação mais provável é esta: Gustavo; Dida, Ávalos, Diego Barros e Aldivan; André, Jonathan, Edu Chiquita e Reis; Fábio Oliveira e Ratinho. Além de buscar se reabilitar depois do tropeço em casa, o Remo precisa vencer para não permitir que o Atlético, adversário direto na briga pela classificação, consiga se distanciar. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Façanhas de um proletário do rock

Em plena e festejada turnê para divulgar o disco “Wrecking ball”, Bruce Springsteen não se cansa de quebrar seus próprios recordes. O “Boss”, que recentemente fez o show mais longo de sua carreira, tocando por três horas e 48 minutos em Madri, na Espanha, voltou a se superar nesta terça-feira. O show ao lado da E Street Band em Helsinki, na Finlândia, durou quatro horas e seis minutos. Não é mole, não. (Foto: AP)

Héliton, o enjeitado

Por Gerson Nogueira

Desde que atravessou a Almirante Barroso, num negócio obscuro e que não envolveu pagamento em dinheiro nem troca de atletas, o atacante mais promissor da base remista nos últimos tempos se tornou um tapa-buraco no Paissandu. É habilidoso, veloz, pouco se lesiona e sabe fazer gols, alguns até importantes, como na goleada sobre o Sport em Recife na última Copa do Brasil.

Apesar disso, não há jeito de Héliton se firmar como titular. Dedica-se aos treinos, não é um atleta difícil de ser dirigido, não cria problemas extracampo, mas é sempre relegado ao banco de reservas. Às vezes, nem isso. Desde que chegou ao Paissandu, foi comandado por técnicos de estilos bem diferentes, mas sua sorte não mudou.

Edson Gaúcho, Luiz Carlos Barbiéri, Charles, Sérgio Cosme, Roberto Fernandes, Andrade, Nad, Lecheva e agora Roberval Davino. Todos sempre são elogiosos, reconhecem sua importância e que será útil ao esquema proposto. O tempo passa, Héliton cai no esquecimento e assiste jogadores até menos talentosos passarem à sua frente.

Reservado, fica em silêncio na maior parte do tempo. Sua presença raramente é notada em meio ao grupo de jogadores. Pensando bem, a excessiva timidez do jovem atacante talvez seja o principal motivo de sua situação de eterno coadjuvante. Sua vez não chega porque ele não cobra, nem reclama.

Costuma-se dizer que a propaganda é a alma/arma do negócio. No futebol, a autopropaganda também é muito importante. Héliton não é marqueteiro, raramente dá entrevistas, não faz lobby, nem parece ser amiguinho de dirigentes. Com isso, obviamente, não tem padrinhos que possam falar em sua defesa e recomendar ao técnico de plantão que olhe com mais carinho por ele.

No Paissandu atual, exageradamente econômico no ataque, manter um atacante do nível de Héliton entre os suplentes chega a ser um luxo. Sua ausência foi mais notada no jogo contra o Santa Cruz, no Arrudão, quando o time desfrutou de condições favoráveis para o contra-ataque e não tinha em campo o homem certo para a função. Héliton viu o jogo do banco de reservas, pois Davino preferiu trocar Kiros por outro centroavante, Rafael Oliveira, que não vive um grande momento na carreira. Contra o Águia não foi sequer relacionado para o jogo.

Héliton tem deficiências de formação, como falhas nos cruzamentos e falta de combatividade. São fundamentos que podem ser trabalhados. Não é inferior a nenhum dos atletas contratados pelo Paissandu. Todos, mais ou menos, apresentam problemas técnicos. Curiosamente, Héliton é o único que não joga e sempre que entra em campo parece ter a responsabilidade de provar alguma coisa.

De minha parte, acredito que falta ao jovem atacante uma sequência de partidas que permita se firmar no time. Dentre todos os atacantes do elenco do Paissandu, Héliton é o único que ainda não teve essa oportunidade. Talvez tenha chegado a hora de lhe fazer justiça.

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Voltam os boatos sobre proposta irrecusável de compra do ginásio Serra Freire, que teria sido apresentada ao Remo por uma construtora. A localização privilegiada, na avenida Brás de Aguiar, em Nazaré, fez surgirem muitos pretendentes nos últimos anos. Não se tem notícia, contudo, de oferta concreta para aquisição do ginásio.

A cobiça pelo imóvel é tão grande que, há dois anos, a então administração do Remo chegou a dar como certa uma transação envolvendo o ginásio e parte da sede social. Para dar um empurrão, tirou a cobertura do Serra Freire, permitindo que sol e chuva destruíssem a velha quadra. Só no ano passado, o ginásio foi reformado e a quadra reconstruída.

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Basquete masculino chegou ontem à segunda vitória nos Jogos Olímpicos e avança bem. Mas tem pregado alguns sustos, vencendo apertado e estabelecendo recordes negativos. Ontem, contra a raquítica seleção britânica, o Brasil ficou oito minutos sem marcar pontos no primeiro quarto. Já havia sido assim na estreia contra os australianos.

Mesmo causando boa impressão pela forte defesa, capitaneada por Nenê e Splitter, o time fraqueja muito no ataque, dependente em excesso de Leandrinho. Dureza mesmo vai ser entrar com esse tímido jogo ofensivo contra a Espanha de Gasol, os Estados Unidos de Lebron James, a França de Tony Parker e até mesmo a Argentina de Ginóbili.

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Michael Phelps, questionado nos Estados Unidos por mau comportamento, caiu na piscina ontem e saltou para a história olímpica, conquistando um total de 19 medalhas (15 de ouro). Um verdadeiro monstro. Ganhou mais ouro do que a maioria dos países disputantes das Olimpíadas em todos os tempos. E ainda vai tentar ser o primeiro atleta a vencer três provas em três Olimpíadas consecutivas, podendo ampliar esse incrível cartel de medalhas.

O julgamento na imprensa

Por Jânio de Freitas

O julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal é desnecessário. Entre a insinuação mal disfarçada e a condenação explícita, a massa de reportagens e comentários lançados agora, sobre o mensalão, contém uma evidência condenatória que equivale à dispensa dos magistrados e das leis a que devem servir os seus saberes. Os trabalhos jornalísticos com esforço de equilíbrio estão em minoria quase comovente.

Na hipótese mais complacente com a imprensa, aí considerados também o rádio e a TV, o sentido e a massa de reportagens e comentários resulta em pressão forte, com duas direções. Uma, sobre o Supremo. Sobre a liberdade dos magistrados de exercerem sua concepção de justiça, sem influências, inconscientes mesmo, de fatores externos ao julgamento, qualquer que seja. Essa é a condição que os regimes autoritários negam aos magistrados e a democracia lhes oferece.

Dicotomia que permite pesar e medir o quanto há de apego à democracia em determinados modos de tratar o julgamento do mensalão, seus réus e até o papel da defesa. O outro rumo da pressão é, claro, a opinião pública que se forma sob as influências do que lhe ofereçam os meios de comunicação. Se há indução de animosidade contra os réus e os advogados, na hora de um julgamento, a resposta prevista só pode ser a expectativa de condenações a granel e, no resultado alternativo, decepção exaltada. Com a consequência de louvação ou de repulsa à instituição judicial.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reforça o sentido das reportagens e dos comentários mais numerosos, ao achar que “o mensalão é o maior escândalo da história” –do Brasil, subentende-se. O procurador-geral há de ter lido, ao menos isso, sobre o escândalo arquitetado pelo brilho agitador de Carlos Lacerda em 1954, que levou à República do Galeão, constituída por oficiais da FAB, e ao golpe iniciado contra Getúlio Vargas e interrompido à custa da vida do presidente.

Foi um escândalo de alegada corrupção que pôs multidões na rua contra Getúlio vivo e as fez retornar à rua, em lágrimas, por Getúlio morto. Como desdobramento, uma série de tentativas de golpes militares e dois golpes consumados em 1955. O procurador Roberto Gurgel não precisou ler sobre o escândalo de corrupção que levou multidões à rua contra Fernando Collor e, caso único na República, ao impeachment de um presidente. Nem esse episódio de corrupção foi escândalo maior?

E atenção, para não dizer, depois, que não recebemos a advertência de um certo e incerto historiador, em artigo publicado no Rio: “Vivemos um dos momentos mais difíceis da história republicana”. Dois inícios de guerra civil em 1930 e 1932, insurreição militar-comunista em 1935, golpe integralista abortado em 1937, levante gaúcho de defesa da legalidade em 1961, dezenas de tentativas e de golpes militares desde a década de 1920.

E agora, à espera do julgamento do mensalão, é que “vivemos um dos momentos mais difíceis da história republicana”.

Mestre Jânio analisa, com a categoria habitual, o pré-julgamento dos “mensaleiros”. Quando crescer quero escrever assim. Cabra bom.

Santos analisa proposta do Inter por Ganso

O presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, confirmou que o clube paulista recebeu uma proposta oficial do Internacional pelo meia Paulo Henrique Ganso. Segundo o dirigente paulista, a oferta ainda ficou muito abaixo dos valores pretendidos pelo jogador. Apesar das primeiras negociações pelo camisa 10 ainda não chegarem próximas de um acordo, Luis Alvaro garante que as tratativas com o Inter ainda estão abertas. O clube gaúcho quer o armador paraense ocupando o lugar deixado por Oscar, negociado com o Arsenal.

A negociação deve ser retomada só após o fim da participação do jogador com a Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Londres. O Santos exige R$ 20 milhões para vendar ao Grupo Sonda os 45% dos direitos econômicos do meia, que ainda pertencem ao clube – Sonda é dono do restante. Em entrevista concedida à TV Cultura, o presidente santista confirmou que as negociações de renovação do contrato com Ganso não avançaram, e que o próprio jogador informou que traria propostas de outros clubes. (Com informações do Zero Hora/RS)