O centenário de Nelson Rodrigues

Nelson Rodrigues, nosso mais genial dramaturgo e um dos mais brilhantes frasistas do mundo, nasceu há 100 anos no Recife. Viveu desde os quatro anos de idade no Rio de Janeiro. Em função de sua origem, o jornal Diário de Pernambuco fez uma homenagem original ao escritor em sua edição desta quinta-feira. A capa foi montada com as notícias do dia, mas com títulos formatados no estilo inconfundível de Nelson, carregados de ironia e sarcasmo. O vazamento das fotos do príncipe Harry foi noticiado assim: “Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante”. Sem dúvida, um criativo tributo póstumo ao velho Nelson.

Ganso vai deixar de ser o craque imaginário?

Por Arnaldo Ribeiro

Paulo Henrique Ganso fica no Santos? Vai para o São Paulo? Consegue recuperar espaço na seleção brasileira?

As dúvidas e indagações acompanham Paulo Henrique Ganso. E já faz tempo… A grosso modo, Ganso jogou bem apenas uma temporada de sua carreira, que começou em 2008, quando chegou a ser comparado ao amigo Neymar – hoje a distância entre os dois é abissal.

Lesões, ausências, inconstância, algumas polêmicas fora de campo. Esse é o Ganso atual.

Paulo Henrique Ganso é muito mais um ‘craque imaginário’ do que um craque real. As lembranças dos bons momentos do início de carreira e os lampejos atuais mantêm Ganso no nosso ideal de jogador.

Joga de cabeça erguida, é inteligente em campo, tem uma canhota mágica, mas paramos por aí. Paulo Henrique Ganso lembra um jogador dos anos 70 pelas características. Dá prazer ver os melhores momentos dele em campo, um clipe de suas jogadas, seus passes imprevisíveis. Mas o jogo todo…

Ele não tem a velocidade, a pegada, a entrega, o poder de marcação ou o poder de artilheiro que o futebol de hoje exigem.

Ganso é um camisa 10 que não marca e não faz gols. É preciso que um time joga em função dele, como o Santos faz (e a seleção não vai fazer), para que ele funcione. O Santos tem volantes rápidos e atacantes rápidos, que contribuem para Ganso funcionar (de vem em quando). Qual outro time é assim?

Por conta de tudo isso, Ganso não tem mercado na Europa. Não tem proposta.

Ganso precisaria se reinventar, para recuperar espaço ao menos no futebol brasileiro. Muricy, seu técnico no Santos, pensa assim também (mas parece ter desistido da batalha…). Para ele, Ganso, com seu tamanho, precisava fazer mais gols, frequentar a área adversária, já que não tem cacoete de marcação. Mas ele não consegue…

Vai conseguir isso em outro clube? Me parece muito pouco provável… E para você?

Homenagem em grande estilo

Fanático torcedor do Manchester City personalizou uma camisa do time homenageando o atacante argentino Sergio Agüero. Colocou a data da conquista do título inglês de 2012 pelos Citizens (com gol justamente do genro de Diego Maradona) e ampliou, como um eco, o sobrenome do artilheiro. Ficou uma camiseta estilosa e tão “discreta” quanto àquela usada por Sebastián Loco Abreu. (Do Blog Brasil Mundial FC)

Tempo de mudanças

Por Gerson Nogueira

Quando tudo parecia caminhar para um período de calmaria no estádio Evandro Almeida, apesar das sérias dificuldades na montagem da defesa, eis que o incidente no treino trouxe a instabilidade que parecia (e estava) à flor da pele na relação entre comissão técnica e setores do clube, incluindo parte do elenco. Como de praxe, na impossibilidade de demitir 10 ou 12 jogadores, o caminho mais fácil foi afastar o técnico Edson Gaúcho.

O princípio de tumulto entre com meia dúzia de torcedores durante o treino de ontem à tarde tirou Gaúcho do sério em meio à onda de críticas às contratações que indicou ao clube, culminando com a crise para formar uma dupla de zaga.

Hostilizado com faixas de protesto, o técnico enfrentou os manifestantes e a situação esteve perto de um confronto físico. Disciplinador e exigente, adorado pelos funcionários, pelos quais lutou sempre – principalmente quanto ao pagamento de salários –, Gaúcho alimentava uma tensa queda-de-braço com dirigentes e alguns jogadores mais experientes. Como gerente informal no Baenão, ia bem, mas sofria desgaste pelas dificuldades para dar entrosamento e regularidade ao time.

Ontem, antes da discussão entre o treinador e os torcedores, outra situação denunciava a insatisfação que dominava o elenco. Por iniciativa do meia Ratinho, os jogadores tiveram uma conversa reservada, para afinar o discurso e ressuscitar o manjado “pacto pela vitória”.

Estranho é que o episódio coincidiu com uma boa notícia, talvez a melhor da semana no clube: o Remo tinha acabado de obter junto à CBF o ajuste na tabela da primeira fase da Série D. O jogo contra o Vilhena, válido pela última rodada, passa para quarta-feira, 29, enquanto a partida atrasada entre Vilhena x Atlético-AC foi marcada para domingo, 26, em atenção ao próprio regulamento da competição.

A confirmação da saída de Gaúcho no começo da noite não deixou de surpreender, pois se a campanha não era impecável, os resultados não eram tão ruins. Só perdeu um jogo (justamente o de domingo, em Itacoatiara) e conseguiu levantar o astral do time após a saída de Flávio Lopes. Fica a sensação de que caiu muito mais pelas virtudes do que pelos defeitos.

De certa maneira, o ambiente criado nas últimas horas no Baenão confirma a disposição da própria diretoria em se livrar do treinador. Mas, se o afastamento atende a pressões do elenco, a diretoria pode estar dando um tiro no próprio pé. Motim de jogadores tem como vítima final o próprio clube.

Ao mesmo tempo, o anúncio imediato de Marcelo Veiga, ex-Bragantino, dá a entender que tudo estava encaminhado. Competente, o novo comandante terá um grande desafio pela frente: reestruturar o time a uma semana do jogo decisivo contra o Vilhena. Com os limitados recursos à disposição, precisará ter talentos de mágico para botar a casa em ordem.

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Givanildo Oliveira vai passar os próximos dias tentando resolver a equação do meio-de-campo. Quase duas semanas depois de ter chegado, já deve ter constatado o problema que tirou o sono de seus antecessores: a falta de um jogador que saiba organizar o jogo.

O quarteto cotado para jogar sábado tem Vânderson, Capanema, Harisson e Alex William. Deve ser a meia cancha bicolor para pegar o Icasa-CE, que vem cheio de desfalques. O perigo, caso se confirme o quarteto, está na lentidão excessiva dos jogadores e na ausência de sintonia entre os jogadores de criação.

Tanto Harisson como Alex William são habilidosos e sabem jogar, mas não têm características de construtores de jogadas. Preferem conduzir a bola a lançar ou tabelar em velocidade. A não ser que Givanildo reinvente alguns de seus armadores, terá novamente um setor capenga, que embola o jogo sempre que encara marcação mais firme.

Não se pode esquecer que as virtudes mais importantes na disputa da Série C são força e velocidade e, nos jogos realizados em Belém, o Paissandu tem tido imensa dificuldade contra times fechados, que exploram bem os contra-ataques. Foi assim contra o Fortaleza e a situação quase se repetiu frente ao Cuiabá.

Contra os cearenses, Givanildo terá ainda as opções de Leandrinho e Fabinho, recuperado de lesão. Com o segundo, a problemática permaneceria, pois é um volante que atua mais fixo à frente dos zagueiros. Já Leandrinho, apesar de ágil, tem limitações ofensivas. Por outro lado, surpreende que Neto, volante que despontou durante o campeonato estadual, continue esquecido entre os reservas.

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O poder político que o Corinthians demonstrar ter nos bastidores não encontra precedentes na história recente do futebol brasileiro. Antes, a pressão se manifestava pela força de sua imensa torcida, gerando erros de arbitragens muitas vezes escandalosos. Depois que Andrés Sanchez chegou à diretoria da CBF, a influência se consolidou no plano institucional.

Um erro de arbitragem contra os interesses corintianos – como o ocorrido no clássico com o Santos – foi suficiente para produzir punições em cascata. Primeiro, castigou-se o bandeirinha. Ontem, a CBF tomou atitude inédita: destituiu a comissão de arbitragem.

Erros terríveis já aconteceram em outras edições do Campeonato Brasileiro. Alguns beneficiaram, coincidentemente, o próprio Corinthians – como aquele acintoso penal não marcado sobre Tinga, em 2005. A diferença é que, desta vez, o todo-poderoso Timão foi prejudicado. E isso, pelas contas da CBF, não podia ser tolerado.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 23)

Romário contra-ataca e pede saída de Mano

A desavença entre o ex-jogador e atual deputado federal Romário e o técnico da Seleção, Mano Menezes, ganhou mais um episódio explosivo nesta quarta-feira. Depois de criticar o treinador durante as transmissões da TV Record nas Olimpíadas de Londres, Romário foi chamado de “aproveitador” por Mano. Em resposta, o ex-jogador contra-atacou através das redes sociais. Dias antes, em entrevista ao jornal Marca Brasil, Mano não poupou críticas ao ex-atacante. “Ele é um aproveitador. Ele precisa de espaço na mídia e agora espaço é dado para quem bate no técnico da seleção, que não ganhou o ouro. Dizer que ganhar a prata é um fracasso é demais”, afirmou. Ciente das palavras ditas pelo desafeto, Romário usou seus perfis oficiais no Twitter e no Facebook para responder.

Abaixo, trecho do comunicado oficial de Romário:
Mano Menezes disse que sou um aproveitador e que preciso de espaço na mídia. Dá pena dele. Mais uma característica negativa que ele tem. Ele deve estar falado de outro Romário. Mano Menezes, até alguns jogos atrás falei e pensei que era um bom treinador. Quem lembra, sabe que falei que convocaria de 60% a 70% das convocações que você fez e que um dos grande problemas da seleção era o tempo para que eles se juntassem e quando entrassem em campo jogassem como um time. Hoje mais do que nunca, entendo porque nunca jogaram. Treinador da seleção tem que convocar os melhores jogadores e você tem seus próprios interesses na seleção. E no mundo do futebol todos sabem disso, que seu interesse pessoal esta acima de qualquer resultado positivo da seleção.

Treinador da seleção, tem que ser capaz, corajoso, destemido, sério e honesto dentro das suas convocações e esquemas de jogo. Você não chega nem perto dessas qualidades. Você convocou mal, por interesses dúbios, levando Hulk em cima da hora e deixando David Luiz. Escalou mal os 18 jogadores que você tinha na mão. Lucas é disparado o melhor da seleção, depois do Neymar. Você é imbecil, idiota e não tem capacidade de dirigir a seleção.
Falei depois do jogo que estaríamos vendo você pela última vez com a camisa da Seleção. Não foi a última, ainda vamos ver mais algumas vezes. Mas quando cair a ficha do pres. da CBF, José Maria Marín, ficha essa que já caiu para o vice, Marco Polo Del Nero, você, definitivamente, não mais nos dará o desgosto de vê-lo com a camisa amarela. Eu posso falar da Seleção Brasileira, eu honrei a camisa da Seleção, eu nunca joguei por outros interesses a não ser ganhar e eu sou campeão pela Seleção VÁRIAS vezes. E você? Você é tão atrasado taticamente que não conseguiu chegar a final de uma Copa América. Você não tem palavra. Me lembro que lá atrás você falou o seguinte: Eu vou resgatar o futebol brilhante que o Brasil teve. Não fez porque não tem capacidade, inteligência, segurança, hombridade para fazer isso. Você é medroso, você é pior treinador de todos os tempos da Seleção, é só ver os resultados. Uma vergonha para meu país.
Presidente José Maria Marín, depois dessa bela ação de ter trocado o comando da comissão de arbitragem, que já era uma vergonha, continue com boas ações, faça seu papel, mande este sujeito para onde ele já deveria ter ido depois da Copa América. Todos lembram que eu, depois do Pan, disse que o treinador ideal para as Olimpíadas era Ney Franco, e foi comprovado que eu não estava equivocado. Não faça da sua gestão uma gestão perdedora por causa de um treinador que não vai te dar nada, os interesses dele são maiores que os da Seleção. Ouça seu vice que é um grande conhecedor do futebol.
Sei também que o Andrés Sanchez, diretor de Seleções da CBF quer que o treinador continue por amizade e, principalmente, gratidão, por ele ter dado ao Corinthians, na gestão como presidente, títulos importantes, mas como um cara vencedor, e malandro (no bom sentido da palavra), duvido que ele concorde com sua permanência. Você é uma vergonha para o futebol, não espere ser mandado embora. Pede para sair.
Está rolando na rede uma hashtag #erraréomano, vou lançar a minha, #manopedeprasair Por enquanto é isso, estou esperando sua resposta. Poderia já trocar por Felipão, Muricy Ramalho, Paulo Autuori, Wanderley Luxemburgo…poderia colocar mais quarenta que são melhores que você. Detalhe, só vou te responder enquanto estiver com a camisa da Seleção, quando sair não respondo mais. Será um Zé Ninguém.
(Com informações da ESPN)