Papão faz promoção de ingressos

O Paissandu decidiu estimular a torcida a prestigiar o time no jogo contra o Icasa, sábado, no Mangueirão. Para aquecer as vendas, o clube lançou uma promoção: bilhetes comprados até quarta-feira, 22, custarão R$ 15,00 (arquibancada) e R$ 30,00 (cadeira). As vendas começam nesta terça-feira, a partir das 8h, no estádio da Curuzu e na sede social da avenida Nazaré, nº 404. A partir de quinta-feira (23), o preço dos ingressos passam a custar R$ 20,00 (arquibancada) e R$ 40,00 (cadeira). Ingressos de meia-entrada e gratuidades estarão disponíveis na sexta-feira, pela manhã, somente na Curuzu. (Com informações da Assessoria de Comunicação do Paissandu)

Morre Scott Mackenzie, ícone da era hippie

“Se você for a San Francisco, lembre-se de usar flores em seus cabelos”, recomendava o cantor americano Scott McKenzie na canção “San Francisco (Be sure to wear flowers in your hair)”, um hino da contracultura da década de 1960. O músico morreu no último sábado (18), em Los Angeles, aos 73 anos. As informações são do jornal “New York Times”. “É com profunda dor que informamos a morte de Scott McKenzie”, afirma um comunicado divulgado no site do artista. “Scott estava muito doente ultimamente e sua morte aconteceu em casa, depois de duas semanas no hospital”, completa.

Segundo o site, Scott foi internado diversas desde 2010, depois que foi diagnosticada a síndrome de Guillain-Barre, doença que afeta o sistema nervoso. “San Francisco” foi escrita por John Phillips, o líder do grupo The Mamas and the Papas, mas foi interpretada por McKenzie. Hino do movimento de contracultura norte-americano, “San Francisco” foi escrita por John Phillips, o líder do grupo The Mamas and the Papas, mas ganhou o mundo na voz de McKenzie. (Com informações da Folha de SP)

Remo complica classificação

Por Gerson Nogueira

Houve quem levantasse logo a hipótese de boicote ao treinador, sempre uma possibilidade em se tratando de Edson Gaúcho, cuja principal característica é a de disciplinador. De minha parte, não creio em insurreição no elenco. Mais provável é ter acontecido uma rebelião da bola por excesso de maus tratos por parte dos jogadores do Remo.

Mal das pernas desde o começo da partida, o Remo conseguiu sair na frente, com o gol de Ratinho, mas apenas três minutos depois cedeu o empate. Quase tomou o segundo ainda no primeiro tempo, tendo o goleiro Gustavo como destaque nos minutos finais.

Nem bem a bola rolou no segundo tempo e Fininho – dispensado do Remo por deficiência técnica no ano passado – assinalou o gol da virada do time amazonense. Aliás, vantagem mais do que justificada pelo caminhão de chances criadas nos primeiros 45 minutos.

Quando o Remo mais precisava de pujança ofensiva e organização no meio-de-campo, eis que Edson Gaúcho sacrificou o setor de criação e botou mais zagueiro (Igor João) e atacantes (Marcelo Maciel e Mendes). Não podia dar certo.

O Remo passou a jogar à base de ligação direta, permitindo ao Penarol multiplicar seu poderio ofensivo. Chegou facilmente aos 4 a 1 e podia até ter feito mais. No cômputo geral, atuação abaixo da crítica de todo o time, com a defesa novamente se destacando negativamente.

Marcelão, o substituto de Ávalos, mostrou-se à altura do ex-titular, errando quase todas as jogadas e contribuindo para tornar a zaga ainda mais instável. O fato é que há muitos anos que o Remo não tinha uma linha defensiva tão vacilante. Com a dupla de ontem ou com Ávalos de volta a previsão é de um jogo tenebroso para o torcedor, no próximo domingo, contra o Vilhena no Mangueirão.

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Aderbal Lana, o velho Jim das Selvas, deve estar agradecendo ao Gaúcho até agora, afinal o Remo facilitou amplamente seu trabalho. Na hora de reagir na partida, o time paraense abriu mão de homens de armação para reforçar defesa e ataque. Óbvio está que, sem criação, a bola sempre é rifada na base dos chutões e da famigerada ligação direta.

Melhor para o time que está em vantagem no placar, que só precisa de paciência para recuperar a posse de bola e partir para o sufoco. Essa lei, tão antiga quanto a fome, foi solenemente ignorada pelo técnico azulino em Itacoatiara, para alegria do Penarol.

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Com 13 pontos, o Remo receberá no próximo domingo o Vilhena, segundo colocado no grupo e concorrente direto pela classificação à próxima etapa. Aos paraenses não será permitido nem empatar, pois haveria o risco de um jogo amigo entre Vilhena e Atlético-AC, que ainda tem dois jogos atrasados a cumprir (sem que o Remo ou a FPF tenham se movimentado para impedir o privilégio).

Mais do que nunca, a torcida pode ser o fator determinante para o êxito do time. Se lotar o Mangueirão, pode empurrar o Remo para uma vitória e assegurar a passagem ao mata-mata contra Sampaio Corrêa ou Mixto.

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Apesar da pressão exercida pelo Salgueiro na metade final do segundo tempo, pode se considerar que o empate em 1 a 1 foi um excelente negócio para o Paissandu. Além de voltar ao G4 do grupo A1, evitou a derrota para um adversário que também briga pela classificação.

Givanildo Oliveira, sob esse ponto de vista, estreou com sucesso, pois o jogo era de altíssimo risco para os paraenses. O Salgueiro é um oponente temível em seus domínios e não dá muito espaço para visitantes.

O Paissandu, que começou bem a partida, saiu na frente, através de Vânderson, e podia ter tido até melhor sorte. Ocorre que a zaga titubeou e o veterano Júnior Ferrim apareceu para empatar. Depois, quem teve que se virar foi o goleiro Dalton, responsável por pelo menos cinco grandes defesas. A impressão deixada é de que, para o Papão, a Série C será um interminável carrossel de emoções.

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Times encardidos agem assim. Depois de levar de 5 a 1 na rodada anterior, o Águia se encheu de brios e sapecou o mesmo placar sobre o Treze-PB, sábado à tarde, em Marabá. Com isso, recuperou o entusiasmo e se reaproximou da zona de classificação. A goleada deve tranquilizar o ambiente no clube e dar à campanha um tom mais estável a partir de agora.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 20)