Estado novo, problemas bem antigos

Do Blog de Ricardo Setti (via Blog do Noblat)

Amigos, vocês viram a estatística do Ministério Público de Tocantins, Estado criado pela Constituição de 1988?

Pois bem, 1 em cada 4 dos 139 prefeitos do Estado está sendo investigado pela polícia, pelo Tribunal de Contas ou pelo próprio Ministério Público por irregularidades várias, inclusive roubalheira de dinheiro público.

Estado novo, problema velho.

E ainda vem um genial baiano nos ensinar que o caminho é esse aí. Aqui, ó…

Quando a beleza entra em campo

Nives Celsius já namorou jogadores, se envolveu em polêmicas com boleiros e escreveu um livro sobre suas experiências sexuais com jogadores. Agora, ela finalmente virará atleta. A modelo croata, que já posou nua na revista Playboy, assinou contrato com um clube da primeira divisão de seu país natal. A bombástica notícia é do jornal Jutarnji List. O clube é o Slaven Belupo, que pretende utilizar a beldade na partida contra o FC Zagreb. Segundo o jornal  croata, a federação não encontrou maneiras de impedir a iniciativa do time. Nives é uma velha conhecida dos torcedores. Ela é mulher de Dino Drpic, ex-jogador do Dynamo de Zagreb e hoje no AEK, da Grécia. Em 2009, a dupla ficou famosa por fazer sexo no gramado do estádio do clube croata. Drpic teria pedido a um funcionário que as luzes fossem acesas para realizar o sonho. Pela brincadeira, o jogador foi colocado à venda pelo clube. A história na grama croata é só uma das várias façanhas de Nives, que é colunista do jornal alemão Bild e até já escreveu um livro sobre as suas muitas experiências com jogadores.

BBC diz ter provas de suborno na Fifa

A rede inglesa BBC volta ao ataque e garante ter provas de que Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa e homem de confiança do presidente da entidade, Joseph Blatter, pagou para que cartolas de futebol do Caribe votassem no rival de Blatter nas eleições da Fifa, Mohamed Bin Hammam.
A emissora afirma que obteve um documento que comprova a entrega de uma pasta contendo envelopes de pagamento a um alto dirigente do futebol caribenho. Os valores teriam sido repassados a outros homens ligados à bola na região onde milita justamente Warner.
A informação, diz a BBC, faz parte de uma investigação da CFU – Caribbean Football Union, ou em português União de Futebol Caribenha. O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, também teria colaborado. O documento agora foi submetido ao comitê de ética da Fifa, declara a rede inglesa.
Warner deixou a Fifa recentemente diante de acusações de irregularidades envolvendo Hamman, que abandonou as eleições da Fifa um dia antes do pleito sob acusações de pagamento de propina. (Da ESPN)

A frase do dia

“Tenho 33 anos e 3 filhos, que valem muito mais que uma medalha olimpica, nem sei o que dizer. Eu fiquei sofrendo calado esse tempo todo, não é justo o que fizeram comigo… De Rose [Eduardo], você se preocupou comigo? Estou há mais de 300 dias sem receber [salário], sem poder trabalhar, e você está preocupado com os 20 dias [psicologicamente abalados] do Cielo? Sou atleta, não sou nenhum marginal. Só eu sei o que passei esse período todo. Sempre aceitei por ser profissional, mas agora não aceito. Tô envergonhado. P… não paro de chorar. É muita diferença no mesmo país. Quanta coisa que penso nesse momento”.

Do goleiro Renê, 33 anos, ex-jogador do Bahia que foi flagrado no exame antidoping pelo uso do diurético furosemida, mas com resultado bastante diferente em relação ao nadador Cesar Cielo – pegou suspensão de um ano.

Coluna: O time mais caro da Série C

O Paissandu vive dias movimentados. Em campo, tudo vai muito bem. Logo na estréia na Série C, o time quebrou um tabu de cinco anos sem vencer fora de casa. Fora das quatro linhas, porém, o bicho pega. Principalmente quanto a gastos. Só nesta semana foram anunciados mais três reforços: Leandro Camilo, Dalton e Diogo Galvão.
Nos próximos dias, deve desembarcar na Curuzu mais um meia-armador. O time talvez ganhe com tanta diversidade de atletas, mas as finanças (já alquebradas) correm o risco de ficar fora de controle.
Segundo fontes da própria diretoria, a folha salarial do elenco – hoje chegando a 40 jogadores – e da comissão técnica já ultrapassou a casa dos R$ 600 mil, duplicando a previsão inicial (R$ 300 mil). Levando em conta que a Série C dura três meses, o clube terá gastos superiores a R$ 2,5 milhões só com salários, já incluídos os encargos trabalhistas.
É, seguramente, a mais dispendiosa folha salarial de toda a Terceirona, superando nesse quesito a maioria dos clubes da Série B. Percebe-se que a diretoria atende, a ferro e fogo, a reivindicação do técnico Roberto Fernandes, que exigiu elenco de Segunda Divisão para disputar a Série C.
De positivo nessa história o fato de que, depois de cinco anos marcando passo em busca do acesso à Série B, a diretoria do Paissandu está dando ouvidos a quem de direito na hora de abrir os cofres. O lado ruim – e sempre há um – é o endividamento acima das possibilidades, estourando por completo as contas do clube.
Somente arrecadações superiores a R$ 500 mil por partida garantiriam o superávit. Não é um patamar impossível de ser alcançado, apesar do impacto representado pela transmissão de TV para Belém, mas dependerá da trajetória do time na competição. Em caso de boa campanha, o torcedor certamente vai apoiar e tornará o rombo suportável.
O fato é que, pressionada pela torcida e traumatizada pelo episódio do Salgueiraço no ano passado, a diretoria adotou a estratégia do vai-ou-racha. Contratou um técnico caro e uma legião de jogadores apostando tudo na subida à Segunda Divisão. Nesse cenário, nada pode fugir ao script. E futebol, como se sabe, não é ciência exata.
 
 
A Fifa anuncia que está testando nove engenhocas para detectar quando a bola ultrapassa a linha do gol. Os vencedores serão submetidos a um exame final em Londres, no começo de 2012. A tecnologia precisa apresentar 100% de precisão dinâmica e estática, com um mínimo de 90% de exatidão nos resultados. A simples busca de um sistema confiável para esclarecer dúvidas já representa uma evolução ao pensamento antes dominante na entidade. O presidente Joseph Blatter e o ex-presidente João Havelange defendiam a tese caolha de que lances polêmicos deixam o futebol mais apaixonante. Duro é convencer disso as vítimas de erros absurdos, como a Irlanda (eliminada pela França com um gol ilegal) em 2010. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 22)