Emissoras baixam a bola da onda gay na TV

Por Ricardo Feltrin (Folhaonline)

Durou pouco a chamada “primavera gay” na TV aberta, que culminou no primeiro beijo lésbico numa novela brasileira, em maio, no SBT. Tanto a emissora de Silvio Santos como a Globo deram nos últimos 60 dias uma guinada nos rumos da dramaturgia, e passaram a dar ordens implícitas ou explícitas a seus autores, para que baixem a bola de cenas gays nas histórias. Oficialmente, a decisão se deve a uma suposta “overdose” do tema. Um ajudante de novelista da Globo, que pede para não ser identificado, disse em entrevista que recebeu “aviso verbal” do autor para que não perdesse tempo elaborando personagens e cenas gays – sejam entre homens ou mulheres -, pois seriam cortadas.

Cerca de três semanas atrás a Globo interveio em “Insensato Coração”, vetando ousada cena gay em motel, entre o casal Hugo e Eduardo (Marcos Damigo e Rodrigo Andrade). Também o autor Aguinaldo Silva foi informado há três meses pela emissora de que deveria evitar polemizar com o assunto (gay) em “Fina Estampa”, sua próxima novela, que estreia em agosto. Silva, porém, vai incluir um personagem gay “estiloso” na história, interpretado por Marcelo Serrado. Mas não haverá cenas eróticas com ele.

Fernandes indica novo goleiro para o Papão

O Paissandu deve anunciar nas próximas horas a contratação do goleiro Dalton, de 24 anos, ex-jogador do Metropolitano (SC) e que estava disputando o último campeonato catarinense. Dalton é de Chapecó e vem por indicação do técnico Roberto Fernandes, que conta apenas com Alexandre Fávaro e Dida no elenco de profissionais para a Série C.

A dura vida de um “professor” do futebol

É quase inacreditável, mas Luiz Felipe Scolari está infeliz no Palmeiras. Anda bastante irritado com as escaramuças políticas e com a falta de perspectivas vitoriosas para o time. Só não pode se queixar de grana. Tem hoje o maior salário do futebol continental: R$ 700 mil mensais. Nessa sua volta ao futebol brasileiro, Felipão já embolsou uma fortuna superior a R$ 8,5 milhões. Detalhe: nesse meio-tempo não precisou conquistar nada. O Palmeiras foi mal no Paulistão, não decolou no Brasileiro e foi eliminado pelo Goiás na semifinal da recente Copa Sul-Americana. Apesar de tudo isso, o técnico campeão mundial segue se lamuriando.

Só não rompe o contrato, obviamente…

A frase do dia

“Ele (Roberto Fernandes) é um cara que gosta de ser o centro das atenções. Ele não ganhou nada, não é ninguém. O cara vem aqui e tenta desrespeitar meus jogadores, minha torcida, aqui não, aqui ele tem que respeitar. Ele só vem caindo, não é ninguém. Enquanto tens uns indo de cima pra baixo, outros vão de baixo pra cima”.

Léo Goiano, técnico do Araguaína, furioso com Roberto Fernandes. Com Tourão do Norte não se brinca…

Dunga errou ao deixar Ganso e Neymar fora da Copa

 

Por Mauro Cézar Pereira (da ESPN)

A seleção de Dunga era resultado de quase quatro anos de trabalho quando disputou a Copa de 2010.

A de Mano Menezes tinha menos de um ano de existência ao estrear na Copa América deste ano.

O time do capitão de 1994 era forte na defesa, ótimo no contra-ataque, e contava com jogadores experientes, de outros Mundiais. Faltava uma pitada de talento.

O de Mano refletiu uma renovação. Tanto que começou os 2 a 2 com o Paraguai com nove jogadores que não eram titulares na África do Sul.

No time de Dunga, se convocados, Neymar e Paulo Henrique Ganso não seriam protagonistas, mas jovens talentosos à disposição para ajudar. Ou ao menos ganhar experiência.

Na equipe de Mano eles viraram personagens centrais, “os caras” em meio às mudanças radicais em relação ao time de 2010.

Incrível como alguém consegue concluir que, por não terem ido bem no renovado time da Copa América, ambos fracassariam em gramados sul-africanos.

Pelo menos teriam convivido em ambiente de Mundial, mesmo sem entrar em campo, como tantos os Dunga’s Boys. E se entrassem… Só Deus sabe o que aconteceria.

Neymar e Ganso são talentosíssimos, ganharam dois Estaduais, uma Copa do Brasil e uma Libertadores em pouco mais de um ano.

Muitos jogadores passam a vida inteira sem sequer se aproximarem de tantas conquistas. Desprezar tamanho talento é tolice. Com um toque de pretensão, talvez.