Papão anuncia ingressos a R$ 15,00 para a Série C

O Paissandu definiu os preços dos ingressos para seus jogos pela Série C em Belém. Arquibancada a R$ 15,00 e cadeira a R$ 40,00. Tabela oficial da competição ainda aponta a Curuzu como local dos jogos, mas o clube já fechou acordo com o governo do Estado para mandar as partidas no estádio Edgard Proença.

Presidente do Paissandu descarta contratações

Agora é pra valer. O presidente do Paissandu anunciou oficialmente que o clube encerrou o ciclo de contratações para a Série C. Apesar da insistência do técnico Roberto Fernandes em trazer mais um goleiro, um centroavante, um meia-armador e um zagueiro, LOP mostra-se irredutível. A explicação para a decisão do dirigente está nas despesas assumidas a partir da aquisição dos 14 novos reforços. A folha salarial está girando em torno de R$ 500 mil (incluindo os salários da comissão técnica e acertos paralelos de dívidas antigas com Sandro e Alexandre Fávaro) e há o temor de que a torcida não compareça na quantidade mínima necessária para evitar prejuízos. Cálculos da diretoria do Paissandu indicam que, para obter lucro nos jogos realizados no Mangueirão, o público médio na Terceirona tem que ser de 30 mil pagantes.

O problema será convencer Roberto Fernandes a desistir dos reforços. Em conversas com os dirigentes, o técnico deixou claro que o time precisa de mais jogadores qualificados. Essa preocupação se consolidou depois do amistoso de segunda-feira frente ao Águia. Há o receio de que alguns dos recém-contratados não entre em forma a tempo de render o esperado ainda na primeira fase da disputa, justamente a mais perigosa, pois o apoio do torcedor vai depender de um bom começo de campanha.

Copa 2014: CBF deve confirmar abertura em S. Paulo

Nada como um bom acordo de bastidores. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, telefonou na noite de terça-feira para o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) para dar os “parabéns” pelo fato de o Corinthians e a Odebrecht terem apresentado hoje à Fifa as garantias financeiras para a construção do estádio de Itaquera. Com isso, as chances de que S. Paulo seja a sede da abertura da Copa de 2014 estariam garantidas. A conferir.

A frase do dia

“O Lúcio é o jogador mais experiente do grupo, completou há pouco 100 jogos com a camisa da seleção. É um jogador que conhece bem o ambiente de seleção brasileira. Merece total respeito, e aqueles que forem inteligentes devem escutá-lo. É um jogador que fala para o bem de todos. Serve de alerta. Todo o grupo encarou de uma maneira positiva o que o Lúcio colocou”.

De Júlio César, goleiro da Seleção, defendendo as críticas de Lúcio ao comportamento de alguns jogadores.

Coluna: Com craque não se brinca

A modorrenta Copa América ainda não tinha visto nada igual. Sob pressão, acusado até de anti-patriota, Lionel Messi calou seus críticos com uma exibição magistral de suas qualidades na partida de segunda-feira à noite contra Costa Rica. O time é travoso, faltam jogadas ensaiadas e o treinador parece mais inseguro do que todos os jogadores juntos. Diante deste quadro desanimador, Messi tomou a única atitude que se espera de um fora-de-série: resolveu mostrar o que sabe. E se há uma coisa que o camisa 10 sabe fazer, como poucos, é jogar futebol de primeiríssima linha.
Recuso-me a assumir aquela zanga irracional que parte da torcida brasileira nutre em relação a tudo que vem da Argentina, capaz de fechar os olhos para os estupendos jogadores que de vez em quando surgem por lá. Sempre fui admirador do futebol argentino, pelo dom natural do passe em velocidade, a facilidade para o drible e a indiscutível valentia de seus times.
Invejo, acima de tudo, a vocação para produzir excepcionais meio-campistas e atacantes. Nem vou falar (por não ter visto) do fabuloso Di Stéfano, que entrou para a história como um dos mais completos futebolistas de todos os tempos.
Mas acompanhei a caminhada de Ardiles, Maradona, Redondo, Kempes e Riquelme. E, de repente, o espanto: o mundo via nascer Messi. No começo, era apenas o garoto mirrado que admirava Ronaldinho Gaúcho, então senhor absoluto do Barcelona.
Em apenas dois anos, 2006 e 2007, o império do Gaúcho ruiu como castelo de areia e a promessa argentina virou realidade no Camp Nou. Talvez pelo fato de não ter vestido nenhuma das tradicionais camisas de agremiações do país, custou a ser abraçado como ídolo pela torcida.
Como no Brasil, em relação a tanta gente (Gerson, Zico, Tostão e o próprio Pelé), os corneteiros de plantão não dão sossego a Messi. Saiu queimadíssimo da última Copa, sob a suspeita de não ser “jogador de seleção”. Bobagem.
Tive o privilégio de ver La Pulga em gramados sul-africanos e posso garantir que é craque no sentido pleno do termo. Jamais poderia ser responsabilizado pela eliminação de seu time, visto que joga muito, mas não joga sozinho.
Às vezes, um indivíduo até consegue resolver tudo, mas normalmente prevalece a coletividade. Para sorte do bom futebol, Messi desmentiu essa verdade contra a imberbe Costa Rica. Saiu fazendo diabruras com a bola, sozinho, como só os realmente grandes sabem fazer.  
 
 
Dois garotos brasileiros, mais jovens que Messi, também estão sob suspeita. Neymar e Ganso, depois de apenas dois jogos, já escutam os ecos da intolerância. Há quem duvide de suas qualidades e até antecipe um futuro tenebroso para ambos. Não entro nessa. Acredito que a dupla santista ainda nos dará muitas alegrias.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 13)