Divisão territorial: o plano B

Do blog de Hiroshi Bogéa

Há setores do governo simpáticos à estratégia de “afrouxar” ações que possam favorecer à criação do Estado de Tapajós. Na surdina, o assunto é tratado por alguns auxiliares de Jatene como meio de estancar, de vez, em futuro próximo, o crescente movimento separatista que semeia a região Sul/Sudeste do Estado.

A leitura é simples: criando-se Tapajós, a máquina administrativa ganharia musculatura para investir em políticas específicas na região que sonha em se chamar Carajás.

Se os estudos que o Idesp realiza apontarem com segurança ganhos que o Pará teria, remanescente da emancipação tapajônica, preservando Sul/Sudeste no território mãe, essas elucubrações palacianas podem levar o governo a lavar as mãos pela parte Oeste da atual configuração geográfica.

O modelo de cédula plebiscitária aprovada pelo TSE favoreceria a aprovação fácil de Tapajós, em detrimento de Carajás, na esteira de ação consentida das forças governistas sintonizada com lideranças do movimento tapajônico.

Em Belém, o blog detecta tranqüilidade no Palácio dos Despachos quanto ao resultado do plebiscito favorável à manutenção da integridade territorial paraense, mas o Plano B existe.

As pérolas do ditador do futebol

“Que p… as pessoas têm a ver com as contas da CBF? É entidade privada, Não tem dinheiro público. Por que m… todo mundo enche o saco?”

“Caguei. Caguei de montão” (sobre as acusações que recebe)

“Você acredita em tudo o que sai na imprensa? Esquece. Isso é tudo armação.”

“Garotinho? Ele está trabalhando para a Record”

“Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito na Globo”

“Só vou ficar preocupado quando as acusações saírem no Jornal Nacional”

“Parei de ver televisão e internet. Não leio mais p… nenhuma. A vida ficou leve pra cacete”

“Voo da muamba? Foi tudo armado. O secretário da receita armou para mostrar serviço, comprou a história e nós nos f…”

De Ricardo Peixeira, presidente da CBF, em entrevista à revista Piauí.

Série D: CBF deve confirmar o São Raimundo

A CBF confirma hoje, até 18h, o nome do segundo representante do Pará no Brasileiro da Série D 2011. O São Raimundo é, por direito, o dono da vaga, mas pendências na apresentação de laudos sobre estádio e uma ação ajuizada na Justiça Comum contra a diretoria do clube podem levar a entidade a afastar da disputa o time santareno. Na avaliação da Federação Paraense de Futebol, porém, as chances de punição ao Pantera são remotas, levando em conta procedimentos recentes da CBF.

Coluna: Águia ensaia voo alto

Dos quatro representantes paraenses nas competições nacionais somente o Águia de Marabá não trocou de técnico depois do campeonato estadual. João Galvão, técnico e dirigente do clube, se mantém teimosamente no comando, apesar de fortes turbulências e hostilidades da torcida ao longo do Parazão. Ao contrário de todos os treinadores, porém, Galvão conta com a blindagem que o duplo papel no clube lhe garante.
Além de preservar seu técnico, o Águia aproveitou o final do segundo turno do campeonato para começar imediatamente a procurar reforços. O próprio Galvão foi às compras, garimpando jogadores em Minas Gerais e Goiás para reforçar setores claudicantes, como o meio-de-campo e o ataque.
Mas o principal reforço da equipe marabaense estava por aqui mesmo. Saiu do Paissandu: o artilheiro Mendes se incompatibilizou com o presidente Luiz Omar Pinheiro e fechou com o Águia. O negócio foi fechado rapidamente, bem ao estilo de João Galvão. Não tivesse o Paissandu trazido Josiel e repatriado Tiago Potiguar, o artilheiro baiano seria a principal contratação dos clubes paraenses para a Série C.
Depois de passar o certame estadual amargando a falta de um homem-gol, o Águia conseguiu arranjar um centroavante de ofício, com personalidade e carisma suficientes para liderar a equipe em campo.
Mais que isso: Mendes é experiente, rodado e acostumado a grandes competições. Costuma aparecer bem nos momentos decisivos, como se viu nas finais do turno e returno do Estadual. Fontes do Águia acrescentam outra vantagem à contratação do ex-atleta do Paissandu: o acordo saiu por um preço à altura do modesto orçamento do clube.
Foi o primeiro grande lance de habilidade da disputa da Série C entre os paraenses. Junto com as demais aquisições põe o representante de Marabá entre os candidatos à classificação para a Série B.  
 
 
Depois que Sinomar Naves optou pelo Remo, o Independente Tucuruí compensou o atraso na definição da comissão técnica contratando Charles Guerreiro, treinador campeão paraense de 2010. Ao contrário do cenário de terra arrasada que havia encontrado no São Raimundo, durante o campeonato paraense, Charles terá um grupo formado e pronto para a Série D. E com bons atacantes: Joãozinho, Wegno, Peabiru e Jailson.
 
 
Ao contrário, o São Raimundo se debate com problemas de gestão e sem maiores expectativas quanto ao time, que só enfraqueceu em relação ao que terminou o Parazão. Flávio Goiano, ex-Tuna, foi a solução de emergência após a saída de Charles. Para piorar, a precária situação do estádio Barbalhão deve transferir para Belém (provavelmente no estádio Francisco Vasques) o jogo de estréia contra o Sampaio Corrêa. Longe do apoio da torcida e da possibilidade de um bom faturamento.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 7)