Tribuna do torcedor

Por João Moscoso (joaomoscoso@yahoo.com.br)

Sinomar Naves foi a melhor opção que o Remo fez para essa fase medonha pela qual atravessa. Dirigentes pulando fora do barco, sem dinheiro para cumprir os compromissos com jogadores e empregados, jogadores da base rompendo com o clube, presidente respondendo a processos na justiça… Por aí vai. Em minha opinião, o Sinomar é o melhor técnico que temos há algum tempo no estado e justamente por isso, por já ser considerado da terra sofre com os mesmos problemas dos nossos técnicos locais e não tem o mesmo prestígio daqueles que vêm de fora e por isso passam apenas como “testas-de-ferro” dos incompetentes dirigentes que dominam o futebol sem entender nada do mesmo. Eles que dão a cara à tapa para as contratações das pencas trazidas pelos dirigentes. Portanto, vamos esperar agora em agosto o Sinomar apresentar seu plano de trabalho e torcer para que possa executá-lo sem intervenção e atropelos desses dirigentes que cada vez mais nos mostram não entender nada de futebol.

Rei do chinelinho defende as baladas

Válber cravou seu nome na história do São Paulo com títulos, brigas e indisciplinas. Telê Santana, por exemplo, havia se cansado de tantas desculpas do zagueiro, dizendo que Válber tinha “matado umas três avós” para justificar faltas aos treinos no CT, nos anos 90. Já em clássico contra o Palmeiras, em 1994, ele trocou socos com Antonio Carlos.

Dono de habilidade incomum para um atleta de defesa, o ex-jogador agradece Telê por fazer de tudo para “colocá-lo na linha”. Válber defende que as baladas nunca lhe trouxeram qualquer prejuízo em campo. Renato Gaúcho foi um dos seus grandes amigos nas noitadas. Para o ex-zagueiro, bom jogador é aquele que cresce em campo, e não aquele que leva vida regrada fora das quatro linhas. Balada em dias permitidos é válida, frisa.

“Você vê o Renato Gaúcho. Ele saía na quinta quando tinha jogo no sábado. Mas não bebia e não saía na véspera de jogo. Mas dentro de campo ele se garantia. Comigo não era diferente. Eu sempre fui um guerreiro em campo. Nunca ouvi qualquer crítica de que faltou empenho. Isso [balada] nunca me atrapalhou”, comentou Válber, bicampeão mundial com o São Paulo. (Do UOL)

Ação defende plebiscito em todo o país

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) anunciou no plenário do Senado nesta quarta-feira (13) ação apresentada pelo jurista paulista Dalmo de Abreu Dallari ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reivindicando que toda a população brasileira, e não apenas a paraense, seja ouvida no plebiscito sobre a criação dos estados de Carajás e Tapajós, no território do Pará. No último dia 30 de junho, o TSE determinou que a população do Estado seja consultada sobre a divisão. (Com informações da Agência Senado)

Coluna: Zaga perdida, ataque esperto

Mano Menezes achou que o Brasil jogou bem, o que é preocupante. O técnico da Seleção deveria ter visão mais próxima da realidade e o fato é que o Brasil venceu, se classificou para a próxima fase da Copa América, mas voltou a atuar sem convencer.
O placar final de 4 a 2 dá a falsa impressão de resultado cômodo. Não foi. Até o começo do segundo tempo, o empate era o placar mais provável, por força da confusa atuação brasileira. O time repetiu os mesmos erros das partidas anteriores, pecando principalmente na ausência de organização no meio-de-campo e dificuldades terríveis para sair da defesa ao ataque.
Soa estranho que um sistema que privilegia a armação, com Ganso e Robinho, não produza o efeito esperado. O ataque segue desarticulado em relação ao meio e até os volantes contrariam o posicionamento natural, aparecendo várias vezes à frente dos meias.
Não que exista qualquer proibição quanto a isso, mas é uma inversão que desafia a lógica, pois os armadores são, teoricamente, os jogadores mais indicados para a aproximação com os atacantes.  
Para complicar ainda mais o pagode, a defesa decidiu fazer das suas. Lúcio e Júlio César falharam desastrosamente no primeiro gol equatoriano, com direito a uma espalhafatosa queda do zagueiro e um peru do goleiro. No segundo gol, Tiago Silva juntou-se a Júlio César na produção de outro lance infeliz da defensiva nacional.
De positivo na atuação da equipe, com contribuição decisiva para a vitória, pode-se destacar a movimentação da dupla de frente, Neymar e Alexandre Pato. Ambos se movimentaram muito, sem guardar posição na área e procurando abrir espaços para meias e laterais. Os quatro gols não foram produto do acaso. 
Maicon, que barrou Daniel Alves na lateral direita, foi outro ponto alto da Seleção. Correu como sempre e foi à linha de fundo onze vezes, acertando cinco bons cruzamentos, entre os quais o que propiciou o quarto gol.
A capacidade de reverter uma situação que começava a ficar dramática também deve ser ressaltada. E isso se deve, acima de tudo, à firme determinação dos atacantes, aparentemente mordidos com as críticas públicas do capitão Lúcio na véspera.
Pato e Neymar pareciam ligados alguns volts acima dos demais companheiros – inclusive Ganso, que teve desempenho dos mais discretos. Ainda assim, participou da criação de dois gols (o segundo e o terceiro).
 
 
Um detalhe se repetiu e precisa ser corrigido para o jogo contra o Paraguai, domingo. A afoiteza atrapalha as manobras. A troca de passes, lenta e previsível, é facilmente neutralizada. E salta aos olhos que Ganso ainda não está à vontade. Parece não ter encontrado lugar no time. Toca na bola sem confiança, evita avançar com a bola e ontem não deu um chute a gol. É pouco para o muito que se espera dele na Seleção.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 14)