Papão estreia com vitória na Série C

Com um gol de Fábio Gaúcho cobrando pênalti no final do primeiro tempo, o Paissandu estreou de pé direito na Série C 2011, na noite desta segunda-feira, contra o Araguaína (TO). O destaque da estreia foi a atuação do sistema defensivo, liderado pelos zagueiros Vágner e Márcio Santos, com a cobertura dos volantes Vágner e Rodrigo Pontes.
O Araguaína pressionou bastante ao longo do primeiro tempo, através de Anderson Marabá e Joãozinho, mas a zaga bicolor estava bem posicionada e não deu oportunidades. Aos 42 minutos, o árbitro assinalou toque de mão do lateral-direito Jócion dentro da área. Fábio Gaúcho bateu a penalidade e abriu o placar.

No intervalo, Héliton foi substituído por Alexandre Carioca, que reforçou o setor de proteção à zaga. Robinho, Sidny e Fábio tentavam articular os contra-ataques. Logo aos 5 minutos, Robinho disparou um chute forte, mas a bola estourou na trave. O Araguaína respondeu com um cabeceio perigoso de Cleir, bem defendido por Fávaro. Aos 24 minutos, Rodrigo Pontes levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. O Araguaína se animou e partiu para o ataque em busca do empate, mas foi o Paissandu que quase balançou as redes. O volante Charles Vágner entrou livre na área e desperdiçou a chance do goleiro ao tentar aplicar uma finta no goleiro Jamilton. No final, o técnico Roberto Fernandes foi expulso por reclamações com o árbitro e discussão com o técnico Léo Goiano, do Araguaína.

Os dois representantes paraenses, Paissandu e Águia, lideram o grupo, com 3 pontos. O Rio Branco, que folgou na rodada, é o próximo adversário do Paissandu, no próximo dia 25 de julho, no Mangueirão. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola-DIÁRIO)

ARAGUAÍNA x PAISSANDU

Araguaína: Jamilton; Ricardo Feltri, Marquinhos, Marcelo e Jócion; Paulo Tocantins, Joadson, Giba (Paulinho) e Paulo Roberto Jambú; Joãozinho e Anderson Marabá. Técnico: Léo Goiano.
Paysandu: Fávaro; Sidny, Márcio Santos, Vágner e Fábio Gaúcho; Rodrigo Pontes, Charles Vagner, Luciano Henrique (Sandro) e Robinho; Heliton (Alexandre Carioca) e Rafael Oliveira. Técnico: Roberto Fernaandes.
Local: Estádio Mirandão, em Araguaína-TO
Árbitro: Fabrício Nery Trindade-GO

Coluna: Lições para a Copa do Mundo

O coração tropical faz com que sejamos sempre radicais, 8 ou 80, sem meio-termo. Derrotas, ainda mais como a de ontem, têm o condão de fazer todo mundo mergulhar na mais amarga frustração, como se não houvesse amanhã. E há – precisamente daqui a três anos. É na Copa do Mundo de 2014 que se deve pensar.  
Eu sei, foi vergonhoso perder quatro penalidades num torneio continental, também fiquei invocado, mas não é nesse detalhe que se deve centrar as preocupações. Se o Brasil passasse pelo Paraguai não significaria que a Seleção é maravilhosa. Do mesmo jeito, a eliminação não significa o desastre total que muitos estão vendo. Apesar da tradição, Copa América não é torneio de primeira linha.
O trabalho de preparação para o mundial está apenas começando e, em face dos muitos erros, deve ser urgentemente reformulado. Há necessidade de mudanças urgentes nos critérios de escolha dos jogadores. A geração de Lúcio & cia. não pode servir de referência para a nova Seleção Brasileira.
Mano Menezes não pode ser crucificado pelos chutes tortos de Elano, Tiago Silva, André Santos e Fred, mas deve ser cobrado pela visão equivocada sobre o selecionado. Não pode ficar aprisionado a um passado que nada venceu. Júlio César, Lúcio, Robinho, Kaká (que não foi chamado desta vez), Fred, Ronaldinho Gaúcho e outros remanescentes de 2006 e 2010 devem abrir espaço para novas apostas.
O técnico também precisa ser mais preciso na leitura dos jogos. Errou feio ontem ao tirar Paulo Henrique Ganso em momento capital da partida. Mesmo muito marcado, PHG era o único organizador, com talento para lançar os atacantes e criar chances reais de gol. Sem ele, o Brasil se nivelou ao Paraguai nos chutões e na correria. Não podia dar certo.  
Como é próprio do Brasil, não me surpreenderia se começarem a brotar defensores de Dunga e seu estilo missionário. Não se pode incorrer nesse erro. O time não está bem, precisa evoluir muito ainda, mas jamais deve ser comparado a um projeto fracassado.
Dunga ganhou Copa América, Copa das Confederações, se saiu bem nas eliminatórias. Seu time jogava feio, mas muitos aplaudiam porque dava resultado. Bem, resultou na perda da Copa do Mundo, fazendo exibições horrorosas e dando pontapés. Felizmente, temos tempo de sobra para evitar repetir o mesmo erro. Com ou sem Mano Menezes. 
 
 
“Dimos todo y no pudo ser. La desilusión de ustedes es la nuestra. Rescato que siempre quisimos jugar al futbol”. Palavras de Sergio Kun Aguero, centroavante da Argentina, explicando-se (sem desculpas furadas) com os patrícios pela eliminação frente ao Uruguai. Pelo tom pesaroso, até nas derrotas os hermanos parecem sinceramente mais antenados com a torcida do que os nossos boleiros. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 18)