Paissandu vende 80% dos direitos de Moisés

O jogador Moisés teve 80% de seus direitos federativos negociados pela diretoria do Paissandu com empresários e investidores do futebol paulista. O valor da transação não foi revelado pelo presidente Luiz Omar Pinheiro, que se limitou a dizer que o negócio foi muito bom para o clube. Em toda negociação envolvendo jogadores, o Conselho Deliberativo precisa ser consultado quando o valor ultrapassa R$ 250 mil. A partir desse desfecho, Moisés deve ser mesmo contratado pelo Cruzeiro, clube que desde anteontem entrou na briga pelo atacante – fato confirmado em contato telefônico mantido pelo técnico Cuca com o repórter Giuseppe Tomazo, da Rádio Clube do Pará. Antes, o jogador era pretendido por Santos e Internacional.

Clube dos 13 propõe uma nova loteria esportiva

O Clube dos 13 iniciou mais uma negociação com a Caixa Econômica na tentativa de gerar novas receitas. Quer criar uma modalidade pela qual os torcedores possam fazer apostas com valores baixos referentes a lances que ocorrem nas partidas, como qual time ou jogador vai fazer o primeiro gol. Os palpites poderiam ser dados pelo telefone. Apostas nos resultados das partidas estão descartadas. Ao contrário da Timemania, que não decolou, o dinheiro não seria usado para quitar dívidas dos clubes com a União. Se o acordo der certo, cada time poderá gastar o dinheiro como quiser. Além da negociação com a Caixa, o C-13 estuda uma série de ações em busca de recursos para seus associados. A iniciativa ocorre ao mesmo tempo em que a entidade é duramente criticada pela oposição justamente por atuar pouco. (Com informações de Ricardo Perrone)

O Flu começa a perder o título

Por Juca Kfouri

Fred foi fundamental para livrar o Flu do rebaixamento no ano passado. E merece um lugar na história do tricolor por isso. Mas Fred começa a ser fundamental para impedir que o Flu ganhe o Brasileirão deste ano. Ele que tinha tudo para ser um novo Careca, o do Guarani, do São Paulo, da Seleção Brasileira e do Napoli, exatamente por não se cuidar acabou não sendo.

E por viver no ambulatório agora achou de brigar com o médico do clube. É tudo que o líder do campeonato, com o Corinthians por perto, o Cruzeiro em franco progresso e o Inter que segue à espreita, não precisava. Uma pena.

Coluna: Um discípulo da teimosia

Para quem viu Dunga resistir ferozmente a qualquer sugestão lógica de mudança na Copa da África do Sul, não surpreende a postura teimosa de seu mais fiel discípulo. Sim, não há mais dúvida. Por quase total identificação nas idéias e na mania de contrariar, o guru de Giba é o Capitão do Mato.
Vamos lá. Giba, desde que chegou ao Remo, ainda para o segundo turno do campeonato estadual, dedicou-se a fazer interpretações extremamente particulares sobre os jogos do time. A equipe se arrastava em campo, com dificuldades crônicas de articulação, mas no final vinha sempre o treinador dizer que a atuação tinha sido excelente, dentro do planejado.
Assim como Dunga teve o palpite infeliz de eleger Felipe Melo seu legítimo sucessor com a camisa do escrete, Giba escolheu Otacílio para funcionar como maestro e ponto de referência do Remo no Parazinho. As duas invenções – como quase todo alertava – resultaram em desastres.
Não satisfeito com o mau passo, mas fiel à crença de que o resto do mundo caminha sempre na direção errada, o técnico azulino abraçou a campanha da Série D como um “campeonato do Remo”. Em outras palavras, quis dizer que o time tinha a obrigação de ser campeão.
O desenrolar da disputa e o comportamento errático do time, com tropeços inesperados diante de adversários frágeis como Cristal e Cametá, evidenciou que a previsão está longe de se confirmar. Somente uma vez em toda a fase inicial, o Remo conseguiu ser tecnicamente superior a um de seus adversários. Foi na goleada de 4 a 0 sobre o Cristal, indiscutivelmente o saco de pancadas do grupo.
As demais partidas foram sofríveis, incluindo atuações patéticas, como aquele 1 a 0 sobre o América, no Mangueirão. Naquela tarde, o salvador da lavoura foi o moleque Héliton. Com habilidade e destreza, aproveitou passe de outro garoto, Betinho, para fazer o gol da vitória e aliviar o pescoço do próprio Giba. Pois Héliton sumiu do time, que continuou mal das pernas.
Àquela altura, o treinador já dispunha de novo “reforço”: o meia-armador Canindé, contratado como grande esperança para compor o quadrado de meia cancha e dar criatividade ao setor. Desde então, Canindé entrou em campo em todas as partidas, mas não jogou. Dispersivo, escondendo-se da bola, não arma, não lança, nem cria.
Pela insistência com que Giba o escala, pode-se dizer que é o novo Otacílio. É quase como se o Remo fosse Canindé e mais 10. No primeiro confronto do mata-mata com o Vila Aurora, talvez temendo o pior, o técnico pôs Gian no primeiro tempo, mas avisou que seu preferido entraria na etapa final. E assim foi. O meia entrou e, obviamente, nada fez. Cobrou quatro escanteios, dois pela linha de fundo.
Hoje, no treino coletivo marcado para o Mangueirão, Giba tem nova chance de desfazer essa impressão. É simples, basta não inventar. Sem Gilsinho, suspenso, tem como alternativa natural recuar Vélber para ajudar Gian na armação, lançando Héliton ao lado de Frontini (ou Zé Carlos). Pode, ainda, escalar três no meio e três na frente: Danilo, Júlio Bastos e Gian; Héliton, Frontini (Zé Carlos) e Vélber.     

(Coluna publicada no Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 10)

Barça é o mais querido da Europa

O instituto de pesquisa alemão Sport+Mark realizou estudo para descobrir quais as maiores torcidas da Europa. O Barcelona ficou em primeiro, com uma diferença esmagadora sobre os outros clubes. A equipe catalã tem, segundo a pesquisa, 57,8 milhões de torcedores no território europeu e é seguida pelo Real Madrid, que tem apenas 31,3 milhões. Apesar da distância do primeiro para o segundo colocado, o terceiro aparece muito próximo do Real Madrid. O Manchester United tem 30,6 milhões de torcedores. Na sequência, também há uma boa distância para os outros colocados. O Chelsea aparece na quarta colocação, com 21,4 milhões de torcedores, seguido de muito perto de Bayern de Munique (20,7 milhões) e Arsenal (20,3 milhões). Entre os 20 clubes com mais torcedores do Velho Continente, quatro são ingleses, quatro são italianos, três são russos, dois espanhóis, dois franceses, dois turcos e um alemão, um holandês e um ucraniano.

Por esses números, o Flamengo tem mais torcida que o Real. Segundo o Ibope, o Fla tem 33 milhões de torcedores no Brasil.